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Dia 22/06: 173.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633, a Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma, força Galileu a retirar a sua visão que o Sol, não a Terra, era o centro do Universo.

Em 1675 era fundado o Observatório Real de Greenwich
Em 1978 James Christy, do Observatório Naval dos Estados Unidos em Flagstaff, Arizona, descobre o satélite de Plutão, Caronte, acerca do qual quase nada se sabia mais de uma década depois. Plutão foi também descoberto em Flagstaff (no Observatório Lowell) em 1930.
Observações: À medida que a Primavera se transforma no Verão todos os anos, a Ursa Maior fica pendurada de cabeça para baixo (pela sua "pega"), alta a Noroeste após o anoitecer.
Urano na sua quadratura Oeste, pelas 01:12.
Dia 23/06: 174.º dia do calendário gregoriano.
Observações: A Lua brilha esta noite na cabeça de Escorpião. Procure Antares para a sua esquerda e um pouco para baixo.
Júpiter na sua quadratura Oeste, pelas 14:03.
Dia 24/06: 175.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1881, Sir William Huggins faz o seu primeiro espectro fotográfico de um cometa (1881 III) e descobre a emissão do cianogénio (CN) em comprimentos de onda do ultra-violeta, o que causa histeria em massa quando a Terra passa pela cauda do cometa Halley 29 anos mais tarde.
Em 1915, nascia Fred Hoyle, astrónomo britânico.

É principalmente famoso pela sua contribuição para a teoria da nucleosíntese estelar e pela sua posição bastante controversa acerca de outros assuntos cosmológicos e científicos - particularmente pela sua rejeição da teoria do Big Bang, um termo originalmente da sua autoria.
Em 1938, um meteorito de 450 toneladas atinge a Terra perto de Chicora, Pennsylvania, EUA.
Observações: Esta noite é Antares que está para a direita da Lua. |
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Um pulsar é uma estrela de neutrões que emite pulsos de sinal no rádio. Estas estrelas não são visíveis nas frequências que são observadas pelo olho humano embora possam estar associados a nuvens de gás resultantes da supernova que lhes deu origem, como é o caso da Nebulosa do Caranguejo (M1). Este pulsar foi o primeiro a ser descoberto por Jocelyn Bell, em 1967. |
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MOLÉCULAS ORGÂNICAS SUPER-COMPLEXAS DESCOBERTAS NO ESPAÇO INTERESTELAR |
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Uma equipa de cientistas do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) e da Universidade do Texas, identificou com sucesso uma das moléculas orgânicas mais complexas já descobertas no material entre as estrelas, o denominado meio interestelar. A descoberta de antracina poderá ajudar a resolver um mistério astrofísico com décadas acerca da produção de moléculas orgânicas no espaço. Os investigadores anunciaram os seus achados na revista Monthly Notices da Sociedade Astronómica Real.
"Nós detectámos a presença de moléculas de antracina numa densa nuvem na direcção da estrela Cernis 52 em Perseu, a cerca de 700 anos-luz do Sol," explica Susana Iglesias Groth, investigadora do IAC que liderou o estudo.
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Imagem da banda de antracina recentemente identificada na região de formação estelar em Perseu. Esta molécula é formada por três anéis hexagonais de átomos de carbono, rodeados por átomos de hidrogénio.
Crédito: Gaby Perez e Susana Iglesias-Groth
(clique na imagem para ver versão maior) |
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Na sua opinião, o próximo passo é investigar a presença de aminoácidos. As moléculas como a antracina são prebióticas, por isso são quando sujeitas à radiação ultravioleta e combinadas com água e amónia, podem produzir aminoácidos e outros compostos essenciais para o desenvolvimento da vida.
"Há dois anos atrás," afirma Iglesias, "descobrimos provas da existência de outra molécula orgânica, naftalina, no mesmo lugar, por isso tudo indica que descobrimos uma região de formação estelar rica em química prebiótica". Até agora, a antracina tem sido apenas detectada em meteoritos e nunca no meio interestelar. As formas oxidadas desta molécula são comuns em sistemas vivos e são activas bioquimicamente. No nosso planeta, a antracina oxidada é um elemento básico da aloé e tem propriedades anti-inflamatórias.
As novas descobertas sugerem que uma boa parte destes componentes-chave da química prebiótica terrestre podem estar presentes na matéria interestelar.
É sabido desde os anos 80 que centenas de bandas descobertas no espectro do meio interestelar, conhecidas como bandas espectroscópicas difusas, estão associadas com a matéria interestelar, mas a sua origem não tinha sido identificada até agora. Esta descoberta indica que podem resultar de formas moleculares com base na antracina ou naftalina. Dado que estão largamente distribuídas no espaço interestelar, podem desempenhar um papel importante na produção de muitas das moléculas orgânicas presentes na altura da formação do Sistema Solar.
Os resultados são baseados em observações levadas a cabo pelo Telescópio William Herschel no Observatório Roque de los Muchachos em La Palma nas Ilhas Canárias e pelo Telescópio Hobby-Eberly no Texas, EUA.
Links:
Notícias relacionadas:
Comunicado de imprensa (Observatório Astronómico Real)
Artigo científico (formato PDF)
PHYSORG.com
Science Centric
Antracina:
Wikipedia
Meio interestelar:
Wikipedia |
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M33: Galáxia do Triângulo - Crédito: Paul Mortfield, Stefano Cancelli |
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(clique na imagem para ver versão maior) |
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A pequena constelação do Triângulo contém esta espantosa galáxia espiral, M33. Entre os seus nomes populares destacam-se Galáxia do Catavento e Galáxia do Triângulo. M33 mede mais de 50.000 anos-luz em diâmetro, e é a terceira maior galáxia do Grupo Local, a seguir à Galáxia de Andrómeda (M31) e à nossa Via Láctea. A cerca de 3 milhões de anos-luz da nossa Galáxia, pensa-se que a própria M33 seja uma galáxia-satélite da Galáxia de Andrómeda e quaisquer astrónomos que se encontrassem nestas duas galáxias muito provavelmente teriam vistas espectaculares dos sistemas estelares espirais um do outro. No que diz respeito à vista a partir do planeta Terra, esta imagem detalhada mostra os enxames azuis e as regiões de formação estelar cor-de-rosa de M33, que traçam os mais ou menos entrelaçados braços espirais da galáxia. De facto, a cavernosa NGC 604 é a região de formação estelar mais brilhante, vista aqui na posição da 1 hora a partir do centro da galáxia. Tal como M31, a bem-medida população de estrelas variáveis de M33 tem ajudado a fazer deste nosso vizinho galáctico uma espécie de "régua cósmica" para estabelecer a escala de distâncias do Universo.
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