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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 659
De 29/06 a 01/07/2010
 
 
 

Dia 29/06: 180.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961 era lançado o primeiro satélite a energia nuclear, o satélite americano Transit 4A.
Em 1971, três cosmonautas são encontrados mortos no seu veículo de regresso, Soyuz 11, depois de uma missão com problemas da Salyut 1. A tripulação morreu devido a uma de fuga de ar através de uma válvula.
Em 1995, a missão STS-71 do vaivém Atlantis doca pela primeira vez com a estação espacial Mir.

Observações: A um terço da distância entre Arcturo e Vega encontra-se a constelação semi-circular da Coroa Boreal, com a sua modestamente brilhante estrela, Gemma. A dois-terços do caminho, está Hércules, sem estrelas mais brilhantes. Nesta constelação está um dos mais familiares objectos de céu profundos, o enxame globular M13.

Dia 30/06: 181.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1905, Albert Einstein publica o artigo "Sobre a Electrodinâmica dos Corpos em Movimento", no qual introduz a relatividade restrita.
Em 1908, ocorria o grande impacto de Tunguska na Sibéria.
Em 2001, era lançado o WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a partir do Centro Espacial Kennedy.

Observações: O planeta anão Ceres está agora em Ofíuco e com magnitude 6,95. Aviste-o de binóculos ou um pequeno telescópio, com a ajuda deste mapa.

Dia 01/07: 182.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1770, o Cometa Lexell passa a uns meros 2,3 milhões de quilómetros da Terra, menos de 9 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Em 1917, o espelho de 2.5 m chegou ao Monte Wilson.

O empresário John D. Hooker doou os fundos para o vidro, que foi o mesmo utilizado para as garrafas de vinho feito pela companhia de Saint Gobrain em França.
Observações: Julho é o mês de Escorpião! A mais bonita das constelações de Verão está agora acima do horizonte a Sul-Sudeste ao caír da noite. Visite os seus objectos mais famosos com binóculos ou um telescópio, como por exemplo os enxames M6 e M7.

 
 
 
O cometa mais brilhante de que há memória foi o Ikeya-Seki (C/1965 S1) decoberto em 1965 pelos astrónomos Kaoru Ikeya e Tsutomu Seki e que atingiu magnitude -7. O cometa brilhava tanto que chegou a ser visível em plena luz do dia.
 
 
 
  ÁGUA PERCORREU MARTE HÁ MUITO MENOS TEMPO DO QUE SE PENSAVA  
 

Investigadores afirmam agora que a água percorreu Marte tão recentemente quanto há várias centenas de milhões de anos, quando a luz solar derreteu uma fina camada de gelo glacial.

A evidência baseia-se em dúzias de canais em Marte, escavados pelo derreter do gelo glacial durante o período mais frio e seco que dominou o Planeta Vermelho durante os últimos 3,5 mil milhões de anos, afirmam os cientistas. Tais jovens provas surpreenderam os investigadores, porque sugere que a água corrente existia em Marte há muito menos tempo do que se pensava.

Glaciares derreteram e formaram rios em Marte há poucas centenas de milhões de anos atrás. Esta imagem mostra um rio que nasceu de um antigo glaciar de uma cratera ainda sem nome a latitudes médias em Marte.
Crédito: NASA/JPL/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nós pensamos que Marte é muito, muito frio e muito, muito seco, por isso o facto de existirem estes canais, nestes tipos de condições, está a mudar o modo como vemos a história da água no planeta," afirma o líder do estudo Caleb Fassett, geólogo planetário da Universidade de Brown em Providence, Rhode Island, EUA.

De acordo com um estudo anunciado este mês, um vasto oceano cobriu mais de um-terço da superfície marciana há mais de 3 mil milhões de anos atrás. Mas as provas de água líquida em Marte desde o período Noachiano, uma época que terminou há 3,5 mil milhões de anos, permaneceram escassas até agora.

Fassett e colegas da Universidade de Brown e da Universidade Estatal de Portland descobriram evidências mais recentes na forma de canais que se prolongam por 2-3 quilómetros e que têm uma largura de quase 46 metros. Também ligaram os depósitos de gelo aos canais - chamados vales glaciofluviais - esculpidos por água líquida.

Tais canais nasceram no interior e exterior de crateras marcianas a latitudes médias do planeta durante a recente época Amazoniana em Marte, quando a luz solar derreteu uma fina camada de gelo no topo dos glaciares.

Alguns geólogos da Universidade de Brown e da Universidade de Boston também avistaram condições similares na Terra. Elas encontram-se nos Vales Secos da Antártica, onde as superfícies dos glaciares derretem durante o Verão, afirmam.

"Está muito frio e existe gelo glacial por todo o lado, e quando aquece o suficiente temos um rio," afirma James Dickson, analista também da Universidade de Brown.

Fassett e seus colegas estudaram 15.000 imagens obtidas pela câmara CTX (Context Camera) acoplada à sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA, que já mapeou cerca de 40% do planeta até agora. Mas isso é apenas o início da sua busca por mais vales glaciofluviais.

O estudo está detalhado numa edição recente da revista científica Icarus.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Brown (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Science Centric

MRO:
Página oficial da NASA
Página oficial do JPL
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
     
 
 
     
  Jovem enxame estelar Westerlund 2 - Crédito: Raios-X: Y.Nazé, G.Rauw, J.Manfroid (Université de Liège), CXC, NASA; Infravermelho: E.Churchwell (Universidade do Wisconsin), JPL, Caltech, NASA  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

O poeirento berçário estelar RCW 49 rodeia o jovem enxame estelar Westerlund 2 nesta espectacular composição para lá do espectro visível da luz. Os dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer são mostrados a preto e branco, complementando os dados da imagem (a cores falsas), em raios-X, do Chandra, das quentes e energéticas estrelas dentro da região central do enxame. Olhando na direcção da grande constelação do Sul, Centauro, ambas as imagens revelam estrelas e estruturas escondidas dos telescópios ópticos pela poeira. O Westerlund 2 propriamente dito tem uns meros 2 milhões de anos ou até menos, e contém algumas das mais brilhantes, massivas, e por isso menos duradouras, estrelas da nossa Galáxia. As assinaturas infravermelhas dos discos proto-planetários também foram identificadas na região de intensa formação estelar. À distância estimada de 20.000 anos-luz, o quadrado que marca o campo de visão do Chandra teria de lado cerca de 50 anos-luz.

 


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