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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 664
De 16/07 a 19/07/2010
 
 
 
 

Dia 16/07: 197.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a Apollo 11 era lançada do cabo Kennedy.

Pousou na superfície lunar em 20 de Julho de 1969, num local chamado "Sea of Tranquility" (Mar da Tranquilidade). Neil Armstrong (comandante do voo) e Edwin E. "Buzz" Aldrin (piloto do Módulo Lunar, chamado nesta missão de Eagle - Águia em inglês) tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar. Michael Collins (piloto do Módulo de Comando, chamado nesta missão de Columbia) permaneceu em órbita no Módulo de Comando.
Em 1994, o cometa Shoemaker-Levy 9 colide com Júpiter. Os impactos continuam até dia 22 de Julho. 
Observações: Esta noite procure Saturno e Marte para a direita da Lua ao anoitecer.

Dia 17/07: 198.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, era lançada a missão Pioneer 7.
Em 1975, a Apollo 18 e Soyuz 19 efectuaram o primeiro acoplamento internacional (Apollo/Soyuz) no Espaço. 

Em 2007, descoberta do objecto trans-neptuniano 2007 OR10.
Observações: Vega é a estrela mais brilhante, alta a Este. Deneb é a mais brilhante para a sua esquerda e para baixo. Para baixo de Vega só que desta vez para a direita, está Altaír. Vega, Deneb e Altaír formam o grande Triângulo de Verão.

Dia 18/07: 199.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, lançamento da Gemini 10.
Em 1969, a Apollo 11 prepara-se para aterrar na Lua.

Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 11:12.

Dia 19/07: 200.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1846 nascia Edward Pickering, espectroscopista americano pioneiro e director do Observatório da Universidade de Harvard entre 1876 e 1919.

Esta foi a era da introdução da fotografia na Astronomia e a colecção de chapas fotográficasiniciada durante o tempo de Pickering é ainda uma valiosa fonte de dados.
Em 1912, um meteorito com uma massa estimada de 190 kg explode sobre a cidade de Holbrook, no Arizona, provocando a queda de aproximadamente 16.000 pedaços de detritos. 
Em 1985, o Presidente George H. W. Bush decide mandar pela primeira vez um professor para o espaço. A professora Christa McAuliffe seria a primeira a bordo do Space Shuttle Challenger na missão STS-51-Lque a 28 de Janeiro de 1986 explodiria 73 segundos após o lançamento.
Observações: Há quanto tempo não observa o Enxame do Pato Selvagem (M11)? É um enxame aberto mas que pode ser facilmente confundido com um enxame globular.

 
 
 
Em média, existem 2,4 eclipses do Sol em cada ano, mas pode variar entre 2 e 5. A última vez que houve cinco eclipses solares num único ano foi em 1935. A próxima vez será em 2206.
 
 
 
  MAIOR EXPLOSÃO EM RAIOS-X CEGA TEMPORARIAMENTE OBSERVATÓRIO SWIFT  
 

Uma explosão dos mais brilhantes raios-X já detectados para lá da vizinhança da nossa Via Láctea cegou temporariamente o olho em raios-X do observatório espacial Swift da NASA no início do Verão, anunciaram agora os astrónomos. Os raios-X viajaram pelo espaço durante 5 mil milhões de anos antes de atingir o Swift a 21 de Junho. A explosão surpreendentemente brilhante veio de um GRB (Gamma-Ray Burst, ou explosão de raios-gama), uma violenta erupção de energia oriunda da explosão de uma estrela massiva ao transformar-se num novo buraco negro. "Esta explosão de raios-gama é de longe a fonte de luz mais brilhante já observada em raios-X a distâncias cosmológicas," afirma David Burrows, cientista sénior e professor de Astronomia e Astrofísica na Universidade Estatal Penn e cientista principal do Telescópio Swift.

Embora o instrumento tenha sido desenhado especificamente para estudar as explosões de raios-gama, não foi desenhado para estudar uma explosão de raios-X assim tão brilhante. "A intensidade destes raios-X foi inesperada e sem precedentes," afirma Neil Gehrels, investigador principal do Swift no Centro Aeroespacial Goddard da NASA. Ele acrescenta que a explosão, denominada GRB 100621A, é a fonte de raios-X mais brilhante que o Swift já detectou desde o seu lançamento no princípio de 2005. "Quando estávamos a começar a pensar que já tínhamos visto tudo o que os GRBs conseguiam fazer, aparece esta explosão para desafiar as nossas suposições de quão poderosas podem ser as suas emissões de raios-X," realça Gehrels.

O GRB mais poderoso já observado em raios-X cegou temporariamente o Telescópio Espacial Swift no dia 21 de Junho de 2010. Esta imagem junta os raios-X (vermelho a amarelo) com uma imagem do Telescópio Ultravioleta/Óptico do Swift, que não mostra nada de extraordinário. A imagem mede 5 minutos de arco em comprimento.
Crédito: NASA/Swift/Stefan Immler
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A explosão foi tão brilhante quando entrou em erupção que o nosso software de análise de dados 'crashou'", afirma Phil Evans, assistente de pesquisa pós-doutoral da Universidade de Leicester, Reino Unido, que escreveu partes do software de análise de dados do Swift. "Tantos fotões estavam a bombardear o detector a cada segundo, que simplesmente não os conseguia contar suficientemente rápido. Era como se usássemos um balde para medir o fluxo de um tsunami."

O software retomou pouco tempo depois a captura da evolução da explosão com o passar do tempo, e Evans recuperou os dados que o Swift tinha detectado durante o breve 'crash' do software. Os cientistas foram então capazes de medir o brilho em raios-X da explosão a 143.000 fotões por segundo durante o período de maior brilho, que é mais de 140 vezes superior que a fonte de raios-X mais brilhante e contínua no céu -- uma estrela de neutrões que está 500.000 vezes mais perto da Terra que este GRB, e que envia uns "meros" 10.000 fotões por segundo na direcção do Swift.

As explosões de raios-gama começam normalmente com um flash brilhante de raios-gama e raios-X altamente energéticos, depois acalmam-se como os fogos-de-artifício, por vezes deixando para trás um brilho remanescente que vai desaparecendo em comprimentos de onda menos energéticos, incluíndo o óptico e o ultravioleta.

Os cientistas do Swift foram capazes de estimar o brilho global do GRB 100621A ao estudar os fotões a alguma distância do seu centro superexposto -- uma técnica de correcção comum. Os cientistas que estudam o Sol usam um modo semelhante para observar a coroa solar ao bloquear o seu centro muito mais brilhante. "Com esta explosão, tivémos que retirar duas amostras de fotões ao dobro da distância normal do centro," acrescenta Burrows. "O factor de correcção para os raios-X de GRB 100621A foi 168 vezes maior do que para um típico GRB e 5 vezes para a maior explosão anteriormente detectada. Nunca pensávamos ver algo tão brilhante."

A análise automatizada dos dados do Swift é levada a cabo na Universidade de Leicester no Reino Unido, que tem estudado os raios-X espaciais há já meio-século. Evans foi o primeiro a ver os dados processados da explosão inicial. "Quando vi aqueles dados estranhos desta explosão, soube que tinha descoberto algo extraordinário," afirma. "Agora, depois da análise dos dados, sabemos que esta explosão é para ficar nos livros dos recordes."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade Estatal Penn (comunicado de imprensa)
Universidade de Leicester (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Astronomy Now Online
SpaceRef.com
Universe Today
PHYSORG.com
Discover
National Geographic
MSNBC

GRB 100621A:
Universidade de Leicester
Wikipedia

GRB:
NASA
Wikipedia
Caltech

Telescópio Swift:
NASA
Wikipedia

 
     
 
 
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  Eclipse na Ilha da Páscoa - Crédito: Stéphane Guisard (Los Cielos de America), TWAN  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Makemake, um deus na mitologia da Ilha da Páscoa, pode muito bem ter sorrido durante um momento enquanto as nuvens se afastavam o suficiente para revelar este breve olhar durante o eclipse solar total de dia 11 de Julho. No pano da frente desta dramática cena, as famosas estátuas monolíticas da ilha (Moai) partilham uma vista de praia da coroa solar e do céu diurno escurecido. Outras oportunidades para ver a fase total deste eclipse foram difíceis de encontrar. Definida pela parte escura da sombra da Lua, o percurso da totalidade seguiu na direcção Este do Oceano Pacífico Sul, apenas aterrando em partes terrestres de Mangaia (Ilhas Cook) e da Ilha da Páscoa, terminandou pouco depois de passar o Sul do Chile e da Argentina. Mas a fase parcial pôde ser disfrutada ao longo de uma região maior, que incluíu muitas ilhas do Pacífico Sul e uma grande parte da América do Sul.

 
     
     
     
  Eclipse ao Pôr-do-Sol nos Andes - Crédito: Janne Pyykkö  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
  Após a grande viagem Este feita pelo eclipse ao longo do Pacífico Sul, a sombra da Lua alcançou o continente Sul Americano. Vistas no horizonte estão as montanhas dos Andes. Para disfrutar destes bom ponto de observação, o fotógrafo subiu até 400 metros de altura perto do Lago Argentino. À esquerda, o céu fora do cone de sombra é ainda brihante. Por baixo, as luzes de El Calafate, Patagónia, Argentina, brilham na costa do lago.  
     


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