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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 696
De 05/11 a 08/11/2010
 
 
 

Dia 05/11: 309.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1743, são organizadas observações científicas coordenadas do trânsito de Mercúrio por Joseph-Nicolas Delisle.
Em 1906, nascia Fred Whipple, que propôs o modelo da "bola de neve suja" para o núcleo dos cometas. 

Em 2007, o primeiro satélite lunar da China, Chang'e 1, entra em órbita da Lua.
Observações: Por volta das 23 horas, Orionte brilhe a Este-Sudeste, com Aldebarã e as Plêiades mesmo para cima.

Dia 06/11: 310.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Lua Novas, pelas 04:54.

Dia 07/11: 311.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1492, o Meteorito Ensisheim, o meteorito mais antigo com uma data de impacto conhecida, atinge a Terra por volta do meio-dia, num campo de trigo nos arredores da vila de Ensisheim, Alsácia, França.
Em 1996 era lançada a sonda Mars Global Surveyor.

Observações: Vega é ainda a estrela mais brilhante alta a Oeste por estas noites. A estrela brilhante para cima de Vega é Deneb, que marca a cabeça dos Cisne.

Dia 08/11: 312.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1656 nascia Edmond Halley (no calendário juliano corresponde a 29 de Outubro).

Halley era um cientista inglês que usou a sua teoria das órbitas cometárias para calcular que o cometa de 1682 (Cometa Halley) era periódico e encorajou Isaac Newton a publicar a sua famosa obra de cálculo, gravidade, e das leis da gravidade. Também descobriu em 1718 que algumas das estrelas "fixas" (Sirius, AldebarãBetelgeuse e Arcturo) na realidade tinham o que se chama de "movimento próprio", o que significa que não estão estacionárias ("fixas"). Pensava-se que as estrelas estavam fixas no céu desde a compilação da obra "Almagest" de Ptolomeu.
Em 1984, lançamento da missão STS-51A, voo inaugural do Vaivém Discovery.

Observações: Aproveite a noite para observar, de binóculos, a Galáxia de Andrómeda, quase no zénite.

 
 
 
O Sol produz tanta energia que em cada segundo o núcleo liberta o equivalente a 100 mil milhões de bombas nucleares.
 
 
 
  "FLYBY" DA MISSÃO EPOXI REVELA IMAGENS DO HARTLEY 2  
 

A sonda da NASA, Deep Impact, na sua missão EPOXI, passou com sucesso pelo cometa Hartley 2 ontem, dia 4 de Novembro. Os cientistas dizem que as imagens iniciais do voo rasante fornecem novas informações acerca do volume do cometa e do material expelido da sua superfície.

"Observações iniciais do cometa mostram que, pela primeira vez, somos capazes de relacionar a actividade com características individuais no núcleo," afirma Michael A'Hearn, investigador principal da EPOXI na Universidade de Maryland, EUA. " Temos certamente as nossas mãos cheias. As imagens estão repletas de dados cometários, precisamente o que esperávamos."

Esta montagem mostra o cometa Hartley 2 à medida que a sonda da missão EPOXI se aproximava e passava por baixo do núcleo. A sequência cronológica das imagens é a favor dos ponteiros do relógio.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A EPOXI é a missão prolongada da sonda Deep Impact. A sua fase de encontro com o Hartley 2 começou por volta das 21 horas de dia 3, quando a sonda começou a apontar as suas câmaras ao núcleo do cometa. Uma hora depois teve início a captura fotográfica.

"A sonda providenciou-nos as melhores observações de um cometa até agora," afirma Ed Weiler, administrador associado do Directorado de Missões Científicas da NASA na sua sede em Washington. "Os cientistas e engenheiros espremeram com sucesso dados científicos de uma sonda readaptada a uma fracção do custo de um novo projecto científico."

As imagens da missão EPOXI revelam que o cometa Hartley 2 tem 100 vezes menos volume que o cometa Tempel 1, o primeiro alvo da Deep Impact. Esperam-se mais revelações do Hartley 2 à medida que a análise dos dados continua.

As estimativas iniciais indicam que a sonda estava a cerca de 700 km do cometa aquando da sua maior aproximação. É quase a distância calculada pelos engenheiros antes do "flyby".

Animação das imagens anteriores, da passagem pelo cometa Hartley 2.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"É prova da capacidade da nossa equipa termos acertado na distância à passagem por um cometa que gosta de mover-se tanto pelo céu," afirma Tim Larson, gestor do projecto EPOXI no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Embora seja muito bom ver a chegada das imagens, ainda há muito trabalho pela frente. Temos ainda outras três semanas de captura fotográfica durante a nossa viagem de despedida."

O nome EPOXI é uma combinação dos nomes dos dois componentes da missão prolongada: a EPOCh (Extrasolar Planet Observations and Characterization), e a passagem pelo cometa Hartley 2, chamada DIXI (Deep Impact Extended Investigation). A sonda permanece com o nome "Deep Impact". Em 2005, passou com sucesso pelo cometa Tempel 1.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Sky & Telescope
Astronomy
SPACE.com
PHYSORG.com
COSMOS
Universe Today
SpaceRef
Nature
Discover
Wired
CNN
AFP
Diário de Notícias

Missão EPOXI:
Wikipedia
NASA
NASA - 2

Cometa Hartley 2:
Wikipedia

Deep Impact:
Wikipedia

 
     
 
 
     
  Espectaculares imagens da Terra vista da ISS - Crédito: Expedição 25 da ISSNASA  
 

Foto

Foto

 
  (clique nas imagens para ver versão maior)  
     
 

Constelações de luzes estão espalhadas por estas cenas nocturnas, mas não pertencem aos céus do planeta Terra. As imagens foram obtidas na Estação Espacial Internacional à medida que passava por cima de partes da Europa e África no dia 28 de Outubro. Na primeira imagem é facilmente reconhecível a "bota" italiana e a ilha da Sicília. O Mar Meditterâneo representa a maioria da água visível na fotografia, estando o Mar Adriático para a direita do centro. A Tunísia é parcialmente visível à esquerda. Um dos tripulantes da Expedição 25 também capturou a seguinte imagem do Egipto, que mostra as regiões iluminadas nas margens do Rio Nilo. Em comparação, o resto da África do Norte está praticamente desprovida de iluminação. Também se nota a iluminação da atmosfera devido à poluição luminosa. A Península do Sinai, à direita, é percorrida com luzes que realçam o Golfo do Suez e o Golfo de Aqaba.

 


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