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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 708
De 17/12 a 20/12/2010
 
 
 

Dia 17/12: 351.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003, voo 11 P do SpaceShipOne, pilotado por Brian Binnie, o seu primeiro voo supersónico.

Observações: Esta noite, olhe um pouco para baixo e para a esqueda da Lua e vai encontrar as Plêiades. Por baixo deste enxame estelar, a uma distância parecida, está a alaranjada Aldebarã. Bem para a esquerda brilha Capella.

Dia 18/12: 352.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, foi descoberta por Richard L. Walker, a lua de Saturno Epimeteu, que depois foi "perdida" durante 12 anos.

Em 1973, é lançada a Soyuz 13, tripulada pelos cosmonautas Valentin Lebedev e Pyotr Klimuk, de Baikonur, União Soviética.
Observações: Urano na quadratura Este, pelas 18:35.
Esta noite a Lua está a apenas 2º de M45.

Dia 19/12: 353.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1972, a Apollo 17, a última missão lunar tripulada, regressava à Terra. 

Observações: Se continuar a observação de M45 e da Lua pela noite dentro, verá que pelas 3 da manhã (de 18 para 19) a Lua estará mais perto das Plêiades, agora a menos de 1º.

Dia 20/12: 354.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1904, era fundado o Observatório Solar do Mt. Wilson

Em 1996, morria Carl Sagan, considerado por muitos o maior divulgador da História da Astronomia.
Observações: Um desafio complicado: com binóculos, tente observar Júpiter e descobrir o planeta Urano, cerca de 1,38º para Norte. Urano é bem mais pequeno e ténue que Júpiter, no entanto o seu tom azulado e/ou esverdeado é muito distinguível.

 
 
 
Um novo website permite calcular o estrago que um cometa ou asteróide causaria se atingisse a Terra. Dê uma espreitadela!
 
 
 
  CASSINI AVISTA POTENCIAL VULCÃO DE GELO EM LUA DE SATURNO  
 

A sonda Cassini da NASA descobriu possíveis vulcões de gelo na lua de Saturno, Titã, similares àqueles na Terra mas que expelem rocha derretida.

Os dados topográficos e a composição da superfície permitiram aos cientistas obter o melhor caso, até agora e no Sistema Solar exterior, para uma formação vulcânica tipo-Terra que liberta gelo. Os resultados foram apresentados esta semana numa reunião da União Americana Geofísica em São Francisco.

Esta imagem é retirada de um vídeo de uma passagem simulada da sonda Cassini pela região Sotra Facula em Titã.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/USGS/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver o vídeo em formato Quicktime)

 

"Quando observamos o nosso novo mapa tridimensional de Sotra Facula em Titã, ficamos surpresos com as semelhanças com vulcões como o Mt. Etna em Itália, Laki na Islândia e até outros cones vulcânicos mais pequenos," disse Randolph Kirk, que liderou o trabalho em 3-D, membro da equipa de radar da Cassini e geofísico do Centro Científico de Astrogeologia do USGS (U.S. Geological Survey) em Flagstaff, Arizona, EUA.

Os cientistas debatem há anos acerca da existência de vulcões de gelo, também chamados criovulcões, em luas ricas em gelo, e se realmente existem, quais são as suas características. A definição actual assume tipos de actividade geológica subterrânea que aquece o ambiente frio para derreter parte do interior do satélite e liberta gelo ou outros materiais através de aberturas à superfície. Os vulcões na lua de Júpiter, Io, e na Terra, expelem lava de silicato.

Alguns criovulcões têm poucas parecenças com vulcões terrestres, tais como os das listas de tigres na lua de Saturno, Encelado, onde longas fissuras expelem jactos de água e partículas de gelo que deixam poucos traços à superfície. Noutros locais, a erupção de materiais mais densos "constroem" picos vulcânicos ou fluxos parecidos a dedos. Mas quando esses fluxos foram avistados em Titã no passado, as teorias explicaram-nos como processos não-vulcânicos, tais como rios que depositam sedimentos. Em Sotra, no entanto, o criovulcanismo é a melhor explicação para dois picos com mais de 1000 metros e com profundas crateras vulcânicas e fluxos tipo-dedos.

Esta imagem mostra a localização da área conhecida como Sotra Facula na lua de Saturno, Titã. As partes pretas e brancas mostram dados obtidos pelo radar da sonda Cassini.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Esta é a melhor evidência, até agora, de topografia vulcânica já documentada num satélite gelado," afirma Jeffrey Kargel, cientista planetário da Universidade do Arizona. "É possível que as montanhas sejam de origem tectónica, mas a interpretação de criovulcão é muito mais simples e com uma explicação mais consistente."

Kirk e colegas analisaram novas imagens de radar da Cassini. O seu grupo do USGS criou mapas topográficos e tridimensionais de Sotra Facula. Os dados do espectrómetro da Cassini revelaram que os fluxos têm uma composição diferente da superfície vizinha. Os cientistas não obtiveram evidências de actividade actual em Sotra, mas planeiam estar atentos à área.

"Os criovulcões ajudam a explicar as forças geológicas que esculpem alguns destes lugares exóticos no nosso Sistema Solar," afirma Linda Spilker, cientista do projecto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Em Titã, por exemplo, explicam como é que o metano pode ser continuamente reabastecido na atmosfera quando o Sol quebra a molécula constantemente."

A Cassini foi lançada a 15 de Outubro de 1997 e começou a orbitar Saturno em 2004. Saturno tem mais de 60 luas conhecidas, sendo Titã a maior.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Space Daily
Universe Today
Scientific American
Discover
National Geographic
BBC News
Wired
MSNBC

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Titã:
Solarviews
Wikipedia

Criovulcões:
Wikipedia

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
     
 
 
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  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

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