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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 715
De 11/01 a 13/01/2011
 
 
 

Dia 11/01: 11.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1787, William Herschel descobre Oberon e Titânia, os maiores satélites de Urano.

Em 1996, missão STS-72 do vaivém Endeavour, no seu 10.º voo.
Observações: Sirius, a estrela mais brilhante de Cão Maior, agora sobe a Este-Sudeste ao começo da noite. Procure-a para baixo de Orionte.

Dia 12/01: 12.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1820 é fundada a "British Royal Astronomical Society".
Em 2005 é lançada a partir de Cabo Canaveral a sonda Deep Impact.
Em 2007, o cometa C/2006 P1 (McNaught) alcança o periélio e torna-se no cometa mais brilhante dos últimos 40 anos.

Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 11:31.

Dia 13/01: 13.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1610, Galileu Galilei descobria a quarta lua de Júpiter, Calisto.

Em 1993, lançamento da missão STS-54 do vaivém espacial Endeavour, o seu terceiro voo.
Em 2000, foram descobertosburacos negros solitários à deriva na Galáxia.
Observações: Procure o Grande Quadrado de Pégaso, balançado num canto, para a direita da Lua. As estrelas do pescoço e da cabeça estendem-se a partir da parte de baixo do Grande Quadrado nesta altura do ano. As estrelas principais de Andrómeda estendem-se a partir do seu canto superior. À hora de jantar, este arranjo celeste prolonga-se quase desde o horizonte até ao zénite!

 
 
 
Daqui a cinco mil milhões de anos, pensa-se que o dia terrestre tenha uma duração de 48 horas. Infelizmente, é quando os cientistas pensam que o Sol alcance o final da sua vida.
 
 
  MISSÃO KEPLER DA NASA DESCOBRE O SEU PRIMEIRO PLANETA ROCHOSO  
 

A missão Kepler da NASA confirmou a descoberta do seu primeiro planeta rochoso, com o nome de Kepler-10b. Com 1,4 vezes o tamanho da Terra, é o planeta mais pequeno já descoberto fora do nosso Sistema Solar.

A descoberta deste exoplaneta tem por base mais de oito meses de dados recolhidos pela sonda, entre Maio de 2009 e princípios de Janeiro de 2010.

"Todas as melhores capacidades do Kepler convergiram para providenciar a primeira prova sólida de um planeta rochoso em órbita de outra estrela que não o Sol," afirma Natalie Batalha, vice-líder da equipa científica do Kepler no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia, EUA, e a autora principal de um artigo acerca da descoberta aceite para publicação na revista Astrophysical Journal. "A equipa do Kepler assumiu um compromisso em 2010 de descobrir as assinaturas tantalizantes de pequenos planetas nos dados, e está a começando a compensar."

Impressão de artista de Kepler-10b.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O fotómetro ultra-preciso do Kepler mede a pequena diminuição no brilho de uma estrela que ocorre quando um planeta passa à sua frente. O tamanho do planeta pode ser derivado a partir destas oscilações periódicas no brilho. A distância entre o planeta e a estrela é então calculada ao medir o tempo entre diminuições sucessivas à medida que o planeta orbita a estrela.

O Kepler é a primeira missão da NASA capaz de descobrir planetas tipo-Terra, perto ou dentro da zona habitável, a região num sistema planetário onde água líquida pode existir à superfície do planeta. No entanto, dado que orbita uma vez a cada 0,84 dias, Kepler-10b está mais de 20 vezes mais perto da sua estrela que Mercúrio está do nosso Sol, e por isso fora da sua zona habitável.

Kepler-10 foi a primeira estrela identificada que podia potencialmente albergar um pequeno planeta, colocando-a no topo da lista para observações terrestres com o telescópio de 10 metros do Observatório W.M. Keck no Hawaii.

Os cientistas que esperavam por um sinal para confirmar Kepler-10b como planeta não ficaram desapontados. O Keck foi capaz de medir minúsculas alterações no espectro da estrela, os chamados desvios de Doppler, provocados pelas atracções tantalizantes exercidas pelo planeta em órbita da estrela.

"A descoberta de Kepler 10-b é um marco importante na pesquisa por planetas parecidos com o nosso," afirma Douglas Hudgins, cientista do programa Kepler na sede da NASA em Washington. "Embora este planeta não esteja na zona habitável, a sua emocionante descoberta mostra o tipo de descobertas tornadas possíveis pela missão e a promessa de que muitas mais estão ainda por chegar," acrescenta.

O nosso conhecimento acerca do planeta só pode ser tão bom quanto o conhecimento acerca da estrela que orbita. Dado que Kepler-10 é uma das estrelas mais brilhantes do estudo do Kepler, os cientistas foram capazes de detectar variações de alta frequência no brilho da estrela gerado pelas oscilações estelares, ou "estrelemotos". Esta análise permitiu aos cientistas medirem as propriedades de Kepler-10b.

Existe um sinal claro que surge nos dados das ondas de luz que viajam dentro do interior da estrela. Os cientistas do Consórcio de Ciência Asterosísmica Kepler usaram a informação para melhor compreender a estrela, tal como os terramotos são usados para aprender mais acerca da estrutura interior da Terra. Como resultado desta análise, a estrela Kepler-10 é uma das estrelas [com planetas] melhor caracterizadas do Universo.

Isto são só boas notícias para a equipa que estuda Kepler-10b. Propriedades estelares precisas fornecem propriedades planetárias precisas. No caso de Kepler-10b, a imagem que emerge é a de um planeta rochoso com 4,6 vezes a massa da Terra e com uma densidade média de 8,8 gramas por centímetro cúbico - semelhante à de um haltere de ferro.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
PHYSORG.com
Discovery News
AFP
Wired
ScienceNews
MSNBC
CNN

Kepler 10-b:
Parâmetros do sistema (NASA)
Vídeo acerca da descoberta (NASA)

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Mapa das zonas de estudo do Kepler (formato PDF)
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net
Extrasolar Visions

 
     
 
 
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  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

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