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Dia 11/03: 70.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1811 nascia Urbain Le Verrier, que previu a existência de Neptuno, o que mais tarde levou à sua descoberta.

Em 1897, um meteorito entrava na atmosfera sobre New Martinsville (West Virgínia) tendo-se estilhaçado sobre esta cidade, com muitos danos físicos.
Observações: Olhe para baixo e para a esquerda da Lua esta noite em busca de Aldebarã, uma estrela gigante e alaranjada a 65 anos-luz de distância. Cerca de duas vezes mais longe para cima e para a direita da Lua, brilha Capella, a 42 anos-luz de distância.
Dia 12/03: 71.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1824, nascia Gustav Kirchhoff, físico alemão que contribuíu para o conhecimento fundamental dos circuitos eléctricos, da espectroscopia e da emissão de radiação de corpo-negro por objectos aquecidos.

Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 23:45.
Asteróide Juno em oposição, pelas 23:45 (magnitude 8,8).
Dia 13/03: 72.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1781, William Herschel descobre Urano.
Em 1855, nascia Percival Lowell, astrónomo americano que alimentou a especulação da existência de canais em Marte, construídos por marcianos.

Lowell também fundou o Observatório Lowell e formou o começo do esforço que levaria à descoberta de Plutão 14 anos após a sua morte. A escolha do nome Plutão e do seu símbolo foram em parte influenciados pelas suas iniciais PL.
Em 1969, a missão Apollo 9 regressava à Terra após testar o módulo lunar.
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Observações: Esta noite a Lua encontra-se a menos de 2º do enxame aberto M35.
Dia 14/03: 73.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1835, nascia Giovanni Schiaparelli, astrónomo italiano que observou Marte e afirmou que via grandes sistemas de canais em Marte. Foi também o primeiro a demonstrar que as Perseídas e as Leónidas estavam associadas com os cometas, e descobriu o asteróide 69 Hesperia.
Em 1879, nascia Albert Einstein.

Mundialmente famoso pela sua teoria da relatividade, e especificamente pela equivalência massa-energia. Recebeu em 1921 o Nobel da Física, graças à descoberta do efeito fotoeléctrico.
Em 1995, o astronauta Norman Thagard torna-se o primeiro americano a ir para o espaço a bordo de um veículo de lançamento russo.
Observações: Entre hoje, dia 14, e dia 16, é possível observar ao lusco-fusco, Mercúrio bem perto de Júpiter (entre 1 e 2,5º graus, dependendo do dia), ambos baixos a Oeste. |
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Numa noite limpa, o olho humano consegue observar cerca de 3000 estrelas. Só a nossa Galáxia tem um número estimado de 10^11 a 10^12 estrelas e existem provavelmente 10^12 galáxias no Universo. Com este simples cálculo, podem existir mais de 10^24 estrelas no Universo. |
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O ENXAME DE GALÁXIAS MAIS DISTANTE E EVOLUÍDO |
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Os astrónomos utilizaram um arsenal de telescópios, tanto no solo como no espaço, incluindo o Very Large Telescope instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, para descobrir e medir a distância ao enxame de galáxias mais distante mas mais evoluído encontrado até agora. Embora este enxame se observe quando o Universo tinha menos de um quarto da sua idade actual, o objecto assemelha-se de forma surpreendente aos enxames de galáxias do Universo actual.
"Medimos a distância ao enxame de galáxias mais distante mas mais evoluído alguma vez encontrado", diz Raphael Gobat (CEA, Paris), autor principal do estudo que utilizou as observações do VLT do ESO. "O surpreendente é que quando o observamos mais detalhadamente, este enxame de galáxias não parece ser jovem - muitas das galáxias já evoluíram e não parecem ser galáxias com formação estelar intensa como as que se observam tipicamente no Universo primitivo."
Os enxames de galáxias são as maiores estruturas do Universo que se mantêm coesas devido à força da gravidade. Os astrónomos pensam que estes enxames crescem ao longo do tempo e por isso os enxames de maior massa deverão ser raros no Universo primitivo. Embora enxames mais distantes tenham sido observados, todos eles parecem ser objectos jovens em processo de formação e não sistemas já evoluídos.
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Esta imagem é uma composição de exposições muito longas obtidas com o VLT do ESO no Chile e com o telescópio Subaru no Hawaii. A maioria dos objectos visíveis são galáxias muito distantes e muito ténues.
Crédito: ESO/NOAJ/Subaru/R. Gobat
(clique na imagem para ver versão maior) |
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A equipa internacional de astrónomos utilizou os instrumentos VIMOS e FORS2 montados no Very Large Telescope do ESO (VLT) para medir as distâncias a algumas das manchas pertencentes a um curioso agrupamento de objectos vermelhos muito ténues observado inicialmente com o telescópio espacial Spitzer. Este agrupamento, chamado CL J1449+0856, apresentava todos os indícios de se tratar dum enxame de galáxias remoto. Os resultados mostraram que estamos efectivamente a observar um enxame de galáxias tal como era quando o Universo tinha cerca de três mil milhões de anos - menos de um quarto da sua idade actual.
Uma vez determinada a distância a este objecto raro, a equipa observou cuidadosamente as galáxias componentes, utilizando tanto o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA como telescópios no solo, incluindo o VLT. Foram encontradas evidências que sugerem que a maioria das galáxias do enxame não está a formar estrelas, mas são compostas por estrelas que têm já mil milhões de anos de idade, o que faz deste enxame um objecto evoluído, semelhante em massa ao Enxame da Virgem, o enxame de galáxias rico mais próximo da Via Láctea.
Outra evidência que mostra que este é um enxame evoluído chega-nos de observações de raios-X feitas com o observatório espacial da ESA XMM-Newton. O enxame emite raios-X que devem estar a vir de uma nuvem muito quente de gás ténue que enche o espaço entre as galáxias e está concentrada na direcção do centro do enxame. Este é outro sinal dum enxame de galáxias evoluído, que se mantém firmemente coeso pela sua própria gravidade, o que não acontece com enxames muito jovens que ainda não tiveram tempo de prender o gás quente deste modo.
Como Gobar conclui: "Estes novos resultados apoiam a ideia de que enxames evoluídos existiam quando o Universo tinha menos de um quarto da sua idade actual. Segundo as teorias atuais, tais enxames devem ser muito raros e nós tivemos muita sorte em encontrar um. Mas se observações futuras mostrarem que existem muitos mais, então isso quer dizer que precisamos de rever o nosso conhecimento sobre o Universo primitivo."
Links:
Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
ESA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
SPACE.com
PHYSORG.com
Discovery News
Universo:
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)
ESO:
Página oficial
Wikipedia
VLT:
Página oficial
Wikipedia
Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
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XMM-Newton:
ESA
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Telescópio Subaru:
Página oficial
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VOYAGER 1 PROCURA RESPOSTA QUE SOPRA AO VENTO |
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Em que direcção é que a corrente de partículas carregadas do Sol viaja quando se aproxima do limite do Sistema Solar? A resposta é soprada pelo vento. É apenas uma questão de colocar a sonda Voyager 1 da NASA na orientação correcta para a detectar.
Para permitir com que o instrumento LECP (Low Energy Charged Particle) da Voyager 1 recolha estes dados, a sonda levou a cabo, dia 7 de Março, uma manobra que já não fazia há 21 anos, excepto num teste preparatório o mês passado.
Às 17:10 (hora de Portugal), a sonda mais distante da humanidade girou 70 graus na direcção contrária à dos ponteiros do relógio (a partir da perspectiva da Terra) desde a sua orientação normal e aguentou a posição ao girar giroscópios durante duas horas e 33 minutos. A última vez que tal manobra tinha sido levada a cabo por qualquer das duas Voyager foi a 14 de Fevereiro de 1990, quando a Voyager 1 capturou um retrato de família dos planetas em torno do nosso Sol.
"Embora a Voyager 1 já viaje pelo Sistema Solar há 33 anos, está ainda em boas condições para fazer manobras que não fazia há 21 anos," afirma Suzanne Dodd, gestora do projecto Voyager, do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Executou a manobra sem qualquer tipo de problema, e esperamos fazê-la mais vezes para permitir a recolha de dados por parte dos cientistas."
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Ilustração de artista da sonda Voyager 1.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior) |
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As duas sondas Voyager estão a passar por uma região turbulenta que é a concha exterior de uma bolha em torno do nosso Sistema Solar criada pelo vento solar, uma corrente de iões expelidos para fora pelo Sol a milhões de quilómetros por hora. O vento deve mudar de direcção à medida que se aproxima da fronteira exterior desta bolha, onde entra em contacto com o vento interestelar, oriundo da região entre as estrelas e que passa pela nossa bolha solar.
Em Junho de 2010, quando a Voyager 1 estava a cerca de 17 mil milhões de quilómetros do Sol, os dados do instrumento LECP começaram a mostrar que o fluxo da rede exterior do vento solar era zero. Esta leitura nula permanece desde então. A equipa científica das Voyager não pensa que o vento solar tenha desaparecido nessa região. Provavelmente mudou de direcção. Mas para cima, para baixo, ou para os lados?
"Dado que a direcção do vento solar mudou e a sua velocidade radial desceu para zero, temos que mudar a orientação da Voyager 1 para que o instrumento LECP possa agir como uma espécie de cata-vento e descobrir para que lado o vento sopra agora," afirma Edward Stone, cientista do projecto Voyager, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. "Conhecer a força e direcção do vento é crítico para a compreensão da forma da nossa bolha solar e para estimar a distância que resta até ao espaço interestelar."
Os engenheiros da Voyager levaram a cabo um teste no dia 2 de Fevereiro durante duas horas e 15 minutos. Quando os dados da Voyager 1 foram recebidos na Terra cerca de 16 horas depois, a equipa da missão verificou que o teste tinha sido bem-sucedido e que a sonda não teve qualquer tipo de problemas a reorientar-se sozinha para a sua estrela guia, Alpha Centauri.
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Esta impressão de artista mostra as duas sondas Voyager a explorar a turbulenta região da fronteira do nosso Sistema Solar, a concha exterior da bolha de partículas carregadas em torno do nosso Sol.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior) |
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A equipa científica do LECP confirmou que a sonda tinha recebido a informação que necessitava, e então os membros deram luz verde à sonda para fazer mais reorientações e durante mais tempo. Ao todo, serão cerca de 5 manobras ao longo de sete dias, a mais longa durando três horas e 50 minutos. A equipa da Voyager planeia executar uma série de reorientações semanais a cada três meses com este mesmo propósito.
O sucesso da manobra de 7 de Março foi recebido no JPL da NASA às 9:21 (hora de Portugal) de dia 8 de Março. Mas serão precisos vários meses para os cientistas analisarem os dados. "Fazemos o que for preciso para os cientistas obterem exactamente os dados que necessitam, porque a Voyager é a única sonda ainda activa nesta região exótica do espaço," afirma Jefferson Hall, gestor das operações da Voyager no JPL. "Ficámos muito contentes por ver que as Voyager têm ainda a capacidade de adquirir dados científicos únicos numa área que muito provavelmente não vai ser estudada por qualquer outra sonda durante décadas."
A Voyager 2 foi lançada a 20 de Agosto de 1977. A Voyager foi lançada a 5 de Setembro de 1977. No dia 7 de Março, a Voyager 1 estava a 17,4 mil milhões de quilómetros do Sol. A Voyager 2 estava a 14,2 mil milhões de quilómetros do Sol, e numa trajectória diferente.
O fluxo externo do vento solar ainda não diminuiu para zero na região onde a Voyager 2 se encontra, mas isso poderá acontecer à medida que a sonda se aproxima do limite da bolha durante os anos que se seguem.
Links:
Notícias relacionadas:
NASA/JPL (comunicado de imprensa)
Universe Today
Spaceflight Now
BBC News
Sonda Voyager 1:
Página oficial (NASA)
Heavens Above
Voyager 1 (Wikipedia)
Sistema Solar:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia |
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Imagem a cores mostra rover perto de cratera a partir de órbita (via NASA/JPL)
O rover Opportunity da NASA tem quase terminado o seu estudo da cratera informalmente denominada "Santa Maria", mas antes de regressar à sua viagem, uma câmara em órbita capturou uma imagem da Opportunity perto da Santa Maria. [Ler fonte]
Sonda da NASA alcança a marca dos cinco anos (via NASA/JPL)
A versátil sonda Mars Reconnaissance Orbiter, que começou a orbitar Marte há cinco atrás, no dia 10 de Março, expandiu radicalmente o nosso conhecimento do Planeta Vermelho e está agora a trabalhar horas extra. [Ler fonte] |
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