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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 738
De 01/04 a 04/04/2011
 
 
 

Dia 01/04: 91.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960 os Estados Unidos lançavam o primeiro satélite meteorológico, TIROS-1.

Em 1976, o efeito gravitacional Joviano-Plutoniano é pela primeira vez observado pelo astrónomo Patrick Moore
Em 1997, o Cometa Hale-Bopppassa o seu periélio.
Observações: Aproveite a noite para observar Orionte. A cintura de Orionte, para a esquerda, aponta na direcção de Sirius e para a direita, na direcção de Aldebarã.

Dia 02/04: 92.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1994, o líder de esquadrão Rakesh Sharma é lançado a bordo de um Soyuz T-11, e torna-se o primeiro indiano no espaço.

Observações: Sirius é a estrela mais brilhante do céu, a Sul-Sudoeste após o anoitecer. A uma distância de apenas 8,6 anos-luz, é a estrela mais próxima do Sol que é visível a olho nu.

Dia 03/04: 93.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Lua Nova, pelas 15:34.

Dia 04/04: 94.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, era lançada a Apollo 6
Em 1983, o Space Shuttle Challenger fazia o seu voo inaugural no espaço.

Em 1996, o cometa Hyakutake é observado pela NEAR.
Observações: Arcturo, a "Estrela da Primavera", brilha a Este por estas noites. Depois das 21 ou 22 horas, procure Vega, a "Estrela de Verão", nascendo baixa a Nordeste.

 
 
 
Falou-se, durante o enorme sucesso do filme "Avatar", em colocar câmaras 3D no futuro rover da NASA, Curiosity. Infelizmente, parece que não existe tempo suficiente para trocar as câmaras até à data de lançamento, prevista para 25 de Novembro.
 
 
  SATURNO REGRESSA AO CÉU NOCTURNO  
 

O planeta dos anéis, Saturno, está de volta ao céu nocturno.

Saturno alcança a oposição - quando se encontra exactamente no lado oposto ao Sol, com a Terra no meio - nas noites de 3 e 4 de Abril. Um efeito colateral deste evento é que Saturno fica no céu toda a noite, nascendo a Este ao pôr-do-Sol, e pondo-se a Oeste quando o Sol nasce.

Sendo o mais distante dos planetas visíveis a olho nu (Úrano tecnicamente pode ser observado à vista desarmada, mas é preciso um olho treinado e conhecimento do seu local exacto), Saturno recebe a menor quantidade de luz e por isso reflecte a menor quantidade de luz solar de volta para a Terra.

Como resultado, Saturno não é tão brilhante como os outros planetas observáveis a olho nu. Este mapa estelar mostra onde é que o Senhor dos Anéis pode ser observado durante estas noites.

Na noite de 3 e 4 de Abril, Saturno estará em oposição, localizado na direcção oposta ao Sol no céu.
Crédito: Miguel Montes, Stellarium
 

Aqui fica outro modo de avistar Saturno: siga o arco da "pega" da Ursa Maior para Arcturo e depois salte para Espiga. Vire para cima de Espiga e aí encontrará Saturno.

Qualquer astrónomo amador recorda-se de Saturno como um dos primeiros objectos que observou por um telescópio. Embora muito mais pequeno que a maioria das pessoas espera que seja a partir das imagens que vêm, Saturno e os seus anéis são uma vista única, bela e cativante.

Para observar os anéis é necessário um telescópio que amplie pelo menos 20 vezes, mas Saturno lida facilmente com qualquer magnificação acima desse valor.

Ao longo dos últimos 2 anos, a maioria das pessoas tem ficado desapontada com os famosos anéis de Saturno, que andam "de lado" na perspectiva da Terra. Os anéis de Saturno estão inclinados na direcção de um ponto do céu em particular e à medida que o planeta orbita o Sol, por vezes os anéis "apontam" na nossa direcção e por outras desaparecem quando a Terra está no mesmo plano que os anéis.

Tendo estado quase invisíveis durante os últimos dois anos, os anéis estão agora a revelar a sua superfície norte à Terra.

Num telescópio, procure a divisão escura entre os anéis interiores e exteriores. É chamada a Divisão de Cassini, em honra do astrónomo do século XVII, Giovanni Domenico Cassini, o seu descobridor.

Cassini também descobriu as quatro luas mais brilhantes de Saturno, e todas podem ser observadas com um telescópio de 4 polegadas. Ele mostrava-se particularmente interessado na lua Japeto, que mostrava variações interessantes à medida que orbitava o planeta.

Cassini correctamente inferiu que as variações eram devidas a um hemisfério ser mais escuro que o outro. Isto foi recentemente confirmado pela sonda Cassini, que tem também o nome do astrónomo e que está actualmente em órbita de Saturno.

A maior lua de Saturno, Titã, é a única lua no Sistema Solar com uma atmosfera considerável e é facilmente visível em telescópios pequenos. As luas mais pequenas são observáveis com telescópios maiores.

Links:

Notícias relacionadas:
SPACE.com
PHYSORG.com

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
     
 
     
  Os Sóis e Planetas do Kepler - Crédito: Jason RoweMissão Kepler  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Usando o produtivo caçador de planetas extrasolares, Kepler, os astrónomos descobriram 1235 candidatos a planeta em órbita de outras estrelas desde que a pesquisa por mundos tipo-Terra começou em 2009. Para os descobrir, o Kepler observa um rico campo estelar com o objectivo de identificar trânsitos planetários através da ténue diminuição da luz estelar provocada pela passagem de um planeta em frente da sua estrela-mãe. Nesta espantosa ilustração, todos os candidatos do Kepler a planeta são vistos em trânsito da sua estrela-mãe, ordenadas por tamanho decrescente, desde o topo à esquerda até baixo à direita. Os discos estelares simulados e as silhuetas dos planetas em trânsito estão todos à mesma escala relativa, com cores estelares saturadas. Claro, algumas estrelas mostram mais do que um planeta em trânsito, mas terá que examinar a imagem na sua maior resolução para os observar a todos. Como referência, o Sol é visto à mesma escala, sozinho por baixo da primeira fila do topo, à direita. Em frente do disco solar, Júpiter e a Terra estão em trânsito.

 


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