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Edição n.º 749
10/05 a 12/05/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 10/05: 130.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1946, primeiro lançamento bem sucedido de um foguetão V-2 nos EUA.

Em 1971 era lançada a Kosmos 419 (USSR). Não conseguiu atingir a órbita da Terra.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 21:34.
Antes do amanhecer de Quarta-feira, Júpiter e Mercúrio estão, respectivamente, a 0,5º para cima e 1,5º para baixo do planeta Vénus. Hoje é também o dia em que Júpiter e Vénus - os dois planetas mais brilhantes - estarão mais próximos um do outro, a partir da nossa perspectiva da Terra.

Dia 11/05: 131.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1918 nascia Richard Feynman, que em conjunto com Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga, ganhou o prémio Nobel da Física pelo seu trabalho sobre electrodinâmica quântica. Também trabalhou na investigação do acidente do vaivém Challenger.
Em 1916 morria Karl Schwarzschild.

Usando a teoria da gravitação de Einstein, que descreve a forma como o espaço-tempo é curvado pela matéria, explica que quando uma estrela se contrai, existe um ponto em que a sua gravidade é tão forte que nem a luz pode escapar, o agora famoso buraco negro. Este ponto é conhecido como o raio de Schwarzchild e é igual à massa do objecto multiplicada pelo dobro da constante da gravidade e dividida pela velocidade da luz ao quadrado. 
Observações:
Régulo e a "foice" de Leão estão para cima e para a direita da Lua após o anoitecer.

Dia 12/05: 132.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, a sonda soviética Luna 5 colide com a Lua.

Observações: As três mais brilhantes estrelas do céu da Primavera são Arcturo, agora alta a Sudeste, Vega baixa a Nordeste, e Capella a Noroeste. Têm todas magnitude zero. Vega e Capella estão exactamente à mesma altura por volta das 22 horas, dependendo da sua localização. Consegue determinar a hora exacta onde vive?

 
CURIOSIDADES


As estrelas que observamos no céu estão tão distantes que na realidade estamos a vê-las como eram à sua distância estimada em anos-luz. Por exemplo, Antares em Escorpião, está a 600 anos-luz de distância, logo vê-mo-la como era há 600 anos atrás.

 
IMPACTOS COMETÁRIOS PODEM SER RESPONSÁVEIS PELA ATMOSFERA DE TITÃ

De acordo com experiências, um desconhecido número de impactos cósmicos pode ter criado a misteriosa e espessa atmosfera da maior lua de Saturno, Titã.

Titã sempre sobressaiu como a única lua no Sistema Solar com uma atmosfera substancial. De facto, a pressão à superfície em Titã é 50% maior que a pressão cá na Terra.

O ingrediente principal da atmosfera de Titã é nitrogénio, tal como no nosso planeta. De onde este hidrogénio veio há muito tempo, é tema de debate. Por exemplo, pode ser primordial, acumulando-se à medida que Titã se formava, ou pode ter aparecido mais tarde.

Em 2005, a sonda Huygens, transportada pela Cassini até Saturno, excluiu uma origem primordial para este nitrogénio. A atmosfera de Titã aparentemente tem níveis extremamente baixos do isótopo argón-36, enquanto numa atmosfera primordial rica em nitrogénio seria de esperar níveis altos.

Cometas podem ter criado a atmosfera rica em nitrogénio de Titã.
Crédito: NASA, JPL, J. Major
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Existem várias explicações para como este nitrogénio atmosférico se pode ter formado após o nascimento de Titã. Por exemplo, a luz solar pode ter quebrado a amónia na atmosfera, uma molécula constituída por nitrogénio e hidrogénio.

No entanto, quase todas estas sugestões requerem que Titã se tenha formado a temperaturas relativamente altas, o que poderia ter levado a lua a diferenciar-se num manto rochoso e num manto gelado, e os estudos de radar da Cassini sugererem que Titã não está completamente diferenciado. Cometas repletos de nitrogénio podem tê-lo trazido para Titã, mas também levariam a níveis mais altos de argón-36 que os observados.

Agora, cientistas no Japão sugerem que inúmeros asteróides e cometas colidiram com a amónia gelada em Titã e a podem ter convertido em nitrogénio gasoso ao longo de várias centenas de milhões de anos após a formação da lua.

"Os nossos resultados sugerem que impactos hipervelozes desempenharam um papel fundamental," afirma Yasushito Sekine, cientista planetário da Universidade de Tóquio.

Durante uma era apelidada de "Último Grande Bombardeamento", há cerca de 4 mil milhões de anos trás, o Sistema Solar era tal e qual uma galeria de tiro, onde impactos cósmicos regularmente despedaçavam planetas e luas. Para saber se tais impactos conseguiriam transportar energia suficiente para converter amónia gelada em nitrogénio, os investigadores usaram lasers e "balas" de ouro, platina e folhas de cobre. Os feixes vaporizaram a parte de trás das balas, impulsionando-as a altas velocidades para alvos feitos de amónia e água gelada.

Os cientistas descobriram que a "amónia é facilmente convertida em moléculas de nitrogénio por impactos," afirma Sekine.

Calcularam que 330 biliões de toneladas de material impactante podem ter produzido a quantidade actual de nitrogénio observado em Titã, "uma massa plausível de impactantes durante o Último Grande Bombardeamento," afirma Catherine Neish, cientista planetária da Universidade Johns Hopkins, que não fez parte da investigação.

"É uma nova e interessante hipótese," afirma Neish. "A separação das diferentes hipóteses requer um conhecimento mais detalhado da estrutura interna de Titã, da composição dos cometas e/ou de outros satélites saturnianos." Ela sugere que uma missão futura a um cometa pode muito provavelmente proporcionar evidências chave que ajudem a confirmar ou a refutar a ideia.

Uma questão seria a de saber onde estão todas as crateras de tais impactos. Titã tem apenas cerca de 50 crateras reconhecidas, afirma Neish. "Será que isto implica que a superfície Titã é muito jovem?", questiona-se, sugerindo que uma superfície jovem pode ter coberto a maioria das cratera em Titã.

Os cientistas explicam os seus achados na edição de 8 de Maio da revista Nature Geoscience.

Links:

Notícias relacionadas:
Nature Geoscience (requer subscrição)
Artigo científico (formato PDF)
Science
SPACE.com
New Scientist
Universe Today
PHYSORG.com

Titã:
Solarviews
Wikipedia

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
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Este mês, quatro dos cinco planetas visíveis a olho nu reúnem-se perto do horizonte a Este após o pôr-do-Sol. O agrupamento celeste pode ser visto na imagem acima do lusco-fusco do passado dia 5 de Maio, a partir de uma praia perto de Buenos Aires, Argentina. Começando pelo topo, o ponto mais brilhante é Vénus. Mercúrio está por baixo e para a direita de Vénus e o brilhante Júpiter está ainda mais para baixo, perto do centro da imagem. Para baixo de Júpiter está Marte, relativamente ténue e difícil de avistar através de uma fina nuvem e do brilho do pôr-do-Sol. Observe o passar dos dias e conseguirá ver a tantalizante configuração mudar, com Marte e Júpiter movendo-se para cima enquanto Vénus e Mercúrio aproximam-se do nascer-do-Sol.
 

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