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Edição n.º 763
28/06 a 30/06/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 28/06: 179.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1911, rochas do meteorito Nakhla caíram na Terra, perto de Alexandria, Egipto.

Descobriu-se mais tarde que estas 40 pedras vieram de Marte. A origem das rochas que caíram para a Terra pode ser determinada através da sua análise química. As rochas marcianas têm uma composição semelhante.
Observações: Plutão em oposição, pelas 05:50.
Vega alta a Este, Arcturo a Sudoeste, são duas das estrelas mais brilhantes do Verão. Entre as 22:30 e as 23:30 horas, dependendo da sua localização, estarão igualmente próximas do zénite. Consegue determinar a hora exacta deste evento?

Dia 29/06: 180.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961 era lançado o primeiro satélite a energia nuclear, o satélite americano Transit 4A.
Em 1971, três cosmonautas são encontrados mortos no seu veículo de regresso, Soyuz 11, depois de uma missão com problemas da Salyut 1. A tripulação morreu devido a uma de fuga de ar através de uma válvula.
Em 1995, a missão STS-71 do vaivém Atlantis doca pela primeira vez com a estação espacial Mir

Observações: Antes do nascer-do-Sol de Quarta-feira, a Lua Crescente forma um bonito triângulo com Marte e Aldebarã para a sua direita.

Dia 30/06: 181.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1905, Albert Einstein publica o artigo "Sobre a Electrodinâmica dos Corpos em Movimento", no qual introduz a relatividade restrita.
Em 1908, ocorria o grande impacto de Tunguska na Sibéria.

Em 2001, era lançado o WMAP(Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a partir do Centro Espacial Kennedy.
Observações: A um terço da distância entre Arcturo e Vega encontra-se a constelação semi-circular da Coroa Boreal, com a sua modestamente brilhante estrela, Gemma. A dois-terços do caminho, está Hércules, sem estrelas mais brilhantes. Nesta constelação está um dos mais familiares objectos de céu profundos, o enxame globular M13.

 
CURIOSIDADES


Em Agosto de 1996, o satélite espião francês Cerise desintegrou-se após chocar, a 50 mil quilómetros por hora, com um fragmento de um foguete Ariane lançado dez anos antes. Tornou-se no primeiro caso verificado de uma colisão entre dois objectos no espaço.

 
DAWN APROXIMA-SE DE ESTADIA DE UM ANO EM ASTERÓIDE GIGANTE

A sonda Dawn da NASA está a caminho da primeira visita prolongada a um grande asteróide. Espera-se que a missão entre em órbita de Vesta no dia 16 de Julho e comece a recolher dados científicos no princípio de Agosto. Vesta reside na cintura principal de asteróides e pensa-se que seja a fonte de um grande número de meteoritos que caem na Terra.

"Está mesmo no alvo," afirma Robert Mase, gestor do projecto Dawn no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Ansiamos explorar este mundo desconhecido durante a estadia da Dawn, com a duração de um ano, em órbita de Vesta."

Após viajar durante quase quatro anos e 2,7 mil milhões de quilómetros, a Dawn encontra-se aproximadamente a 155.000 quilómetros de Vesta. Quando Vesta capturar a Dawn para a sua órbita a 16 de Julho, estará a cerca de 16.000 quilómetros do astro. Nesta altura, estará a 188 milhões de quilómetros da Terra.

A sonda Dawn da NASA obteve esta imagem durante a sua aproximação ao protoplaneta Vesta, o segundo objecto mais massivo na cintura de asteróides. A imagem foi obtida a 20 de Junho de 2011.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/PSI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Depois de entrar em órbita de Vesta, os engenheiros precisarão de vários dias para determinar a hora exacta da captura. Ao contrário de outras missões onde uma manobra propulsora dos motores resulta numa inserção orbital em torno de um planeta, a Dawn tem usado durante anos o seu sistema de propulsão iónico para formular subtilmente um percurso que coincidirá com a órbita de Vesta em torno do Sol.

As imagens da câmara da Dawn, obtidas para propósitos de navegação, mostram o lento progresso na direcção de Vesta. Também mostram a sua rotação em cerca de 65 graus. As imagens têm o dobro da resolução das melhores fotos já obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, mas os detalhes da superfície que a Dawn irá obter permanecem por enquanto um mistério.

"As imagens de navegação da câmara da Dawn proporcionaram-nos pistas intrigantes acerca de Vesta, mas estamos ansiosos pela missão principal, quando começarmos oficialmente a recolha de dados científicos," afirma Christopher Russell, investigador principal da Dawn. "Mal podemos esperar para que a Dawn 'descasque' as camadas do tempo e revele mais detalhes sobre a história do Sistema Solar."

Os três instrumentos principais da Dawn estão em perfeito estado e parecem estar devidamente calibrados. O espectrómetro visível e infravermelho, por exemplo, começou a capturar imagens de Vesta quando este media ainda poucos pixéis em tamanho. Durante a órbita inicial de reconhecimento, a aproximadamente 2700 quilómetros, a sonda irá capturar uma visão global de Vesta com imagens a cores e dados de diferentes comprimentos de onda. A sonda irá mover-se para uma órbita de mapeamento, cerca de 600 km por cima da superfície, para sistematicamente mapear as partes da superfície de Vesta iluminadas pelo Sol; recolher imagens em estéreo para discernir altos e baixos topográficos; obter dados com maior resolução para mapear tipos de rocha na superfície; e aprender mais acerca das propriedades termais de Vesta.

Estas imagens do protoplaneta Vesta foram obtidas pela sonda Dawn e pelo Telescópio Hubble.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/PSI e NASA/ESA/STScI/UMd
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A Dawn irá então mover-se para ainda mais perto, a uma órbita de mapeamento a baixa altitude de aproximadamente 200 km. Os objectivos principais desta órbita são a detecção de biprodutos dos raios cósmicos que atingem a superfície para ajudar os cientistas a determinar os vários tipos de átomos aí presentes, e estudar a estrutura interna do protoplaneta. À medida que a Dawn espirala para longe de Vesta, irá novamente atingir uma órbita de mapeamento a alta altitude. Dado que o ângulo do Sol na superfície terá mudado, os cientistas serão capazes de observar terreno previamente escondido enquanto obtêm diferentes vistas das características superficiais.

"O nosso ano em Vesta está recheado de observações científicas para nos ajudar a desvendar os seus mistérios," afirma Carol Raymond, vice-investigadora principal da Dawn no JPL. Vesta é considerado um protoplaneta, ou um corpo que nunca se tornou realmente num planeta.

A Dawn foi lançada em Setembro de 2007. Após um ano em Vesta, a sonda irá partir para o seu segundo alvo, o planeta anão Ceres, em Julho de 2012.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)

Missão Dawn:
Página oficial
Wikipedia

Vesta:
Vídeo da aproximação da Dawn a Vesta
Wikipedia

Ceres:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 3132: A Nebulosa Eight-Burst
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, e Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
 
Foi a estrela ténue, não a brilhante, perto do centro de NGC 3132, que criou esta estranha mas linda nebulosa planetária com o nome de Nebulosa Eight-Burst ou Nebulosa do Anel do Sul. O brilhante gás veio das camadas exteriores de uma estrela tipo-Sol. Nesta imagem a cores, a azul e quente área vista rodeando este sistema binário recebe energia da quente superfície da ténue estrela. Embora fotografada para explorar simetrias irregulares, são as assimetrias que tornam esta nebulosa planetária tão intrigante. Nem a sua forma, nem a concha mais fria em redor, nem a sua estrutura ou posições dos frios filamentos de poeira de NGC 3132 são ainda bem compreendidos.
 

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