Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 785
13/09 a 15/06/2011
 
Siga-nos:      
 
EFEMÉRIDES

Dia 13/09: 256.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1994, a sonda Ulisses passa pelo pólo sul do Sol.

Observações: A estrela mais brilhante do céu a Sul por estas noites é Altaír. Tente encontrar a sua estrela companheira Tarazed a uma distância aparente de mais ou menos um dedo para cima e para a direita. Têm magnitudes 0,8 e 2,7, respectivamente.

Dia 14/09: 257.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915 nasce John Dobson. Fundador do "Sidewalk Astronomers".

Ensinou muitos a construir telescópios modestos e a usá-los: "Temos a responsabilidade de mostrar aos outros como é o nosso Universo a partir de um telescópio -- e explicar o que estão a ver." 
Em 1959, a sonda soviética Luna 2 colide com a Lua, tornando-se no primeiro objecto feito pelo Homem a lá chegar. 
Observações: Assim que escureça, procure Antares no céu a Sudoeste, e a Ursa Maior descendo a Noroeste, praticamente à mesma altura do horizonte.

Dia 15/09: 258.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, lançamento da soviética Zond 5, tornando-se a primeira sonda a dar uma volta à Lua e a re-entrar na atmosfera da Terra.

Observações: Antes do amanhecer de Quinta-feira, Marte faz uma linha com Castor e Pollux. Compare o tom amarelo-alaranjado de Marte com o de Pollux? Qual dos objectos tem uma cor mais profunda?

 
CURIOSIDADES


Última contagem de planetas extrasolares conhecidos: 669.

 
CINQUENTA NOVOS EXOPLANETAS DESCOBERTOS PELO HARPS

Utilizando o caçador de exoplanetas HARPS do ESO, uma equipa de astrónomos anunciou ontem uma rica colheita de mais de 50 novos exoplanetas, incluindo 16 super-Terras, uma das quais orbita no limite da zona de habitabilidade da sua estrela. Estudando as propriedades de todos os planetas HARPS encontrados até agora, a equipa descobriu que cerca de 40% das estrelas semelhantes ao Sol possuem pelo menos um planeta mais leve que Saturno.

O espectrógrafo HARPS montado no telescópio de 3,6 metros instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, é o descobridor de planetas mais bem-sucedido de todo o mundo. A equipa HARPS, liderada por Michel Mayor (Universidade de Genebra, Suíça), anunciou ontem a descoberta de mais de 50 novos exoplanetas que orbitam estrelas próximas, incluindo dezasseis super-Terras. Este é o maior número de planetas deste tipo anunciado de uma só vez. As novas descobertas estão a ser anunciadas num congresso científico internacional sobre Sistemas Solares Extremos, que juntou 350 especialistas de exoplanetas no Wyoming, EUA.

"A colheita de descobertas obtida pelo HARPS excedeu todas as expectativas e inclui uma população excepcionalmente rica em planetas do tipo super-Terra e do tipo de Neptuno, que orbitam estrelas muito semelhantes ao nosso Sol. Mais ainda - os novos resultados mostram que a taxa de descobertas está a aumentar," diz Mayor.

Impressão de artista de um dos mais de 50 novos exoplanetas descobertos pelo HARPS: a super-Terra HD 85512 b.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Nos últimos oito anos, desde que começou a observar estrelas do tipo do Sol utilizando o método das velocidades radiais, o HARPS foi usado para descobrir mais de 150 novos planetas. Cerca de dois terços de todos os exoplanetas conhecidos com massas menores que Neptuno foram descobertos pelo HARPS. Estes resultados excepcionais são o fruto de várias centenas de noites de observação do HARPS.

Trabalhando com observações HARPS de 376 estrelas do tipo solar, os astrónomos conseguiram estimar muito melhor qual a probabilidade de uma estrela como o Sol albergar planetas de pequena massa (em oposição a planetas gigantes gasosos). Descobriu-se que cerca de 40% destas estrelas possuem em órbita pelo menos um planeta de massa menor que Saturno. A maioria dos exoplanetas com massas da ordem de Neptuno ou menores parecem encontrar-se em sistemas que apresentam planetas múltiplos.

Com sistemas de hardware e de software em processo de actualização, o HARPS está a ser preparado para o próximo nível de estabilidade e sensibilidade no intuito de procurar planetas rochosos que possam suportar vida. Dez estrelas próximas semelhantes ao Sol foram selecionadas para um novo rastreio. Estas estrelas já tinham sido observadas pelo HARPS e sabia-se serem adequadas para medições de velocidades radiais extremamente precisas. Após dois anos de trabalho a equipa de astrónomos descobriu cinco novos planetas com massas menores que cinco vezes a massa da Terra.

Impressão de artista de um dos mais de 50 novos exoplanetas descobertos pelo HARPS: a super-Terra HD 85512 b.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Estes planetas estarão entre os alvos principais dos futuros telescópios espaciais, que procurarão sinais de vida nas atmosferas dos planetas procurando assinaturas químicas tais como evidência de oxigénio," explica Francesco Pepe (Observatório de Genebra, Suíça), o autor principal de um dos recentes artigos científicos.

Para um destes novos planetas recentemente anunciados, HD 85512 b, estima-se uma massa de apenas 3,6 vezes a massa da Terra. O planeta situa-se no limite da zona de habitabilidade - uma zona estreita em torno de uma estrela na qual, se as condições forem as correctas, a água pode estar presente sob a forma líquida.

"Este é o planeta de menor massa descoberto pelo método das velocidades radiais que se encontra potencialmente na zona de habitabilidade da sua estrela, e o segundo planeta de menor massa descoberto pelo HARPS dentro da zona de habitabilidade," acrescenta Lisa Kaltenegger (Instituto Max Planck para a Astronomia, Heidelberg, Alemanha e Harvard Smithsonian Center for Astrophysics, Boston, EUA), especialista em habitabilidade de exoplanetas.

A precisão cada vez maior do novo rastreio do HARPS permite agora detectar planetas abaixo das duas massas terrestres. O HARPS tem actualmente uma sensibilidade que torna possível detectar amplitudes de velocidade radial significativamente menores que 4 km/hora - menores que a velocidade de marcha humana.

"A detecção do exoplaneta HD 85512 b está longe do limite observacional do HARPS, o que demonstra bem a possibilidade de descobrir outras super-Terras em zonas de habitabilidade situadas em torno de estrelas semelhantes ao Sol," acrescenta Mayor.

Estes resultados tornam os astrónomos confiantes de que estarão próximo de descobrir outros pequenos planetas rochosos habitáveis em torno de estrelas semelhantes ao nosso Sol. Para este efeito planeiam-se novos instrumentos, nos quais se inclui uma cópia do HARPS a ser instalada no Telescopio Nazionale Galileo nas ilhas Canárias, que fará um rastreio das estrelas no céu setentrional, e um descobridor de planetas novo e mais poderoso, chamado ESPRESSO, a ser instalado no Very Large Telescope do ESO em 2016. Olhando ainda para mais longe no futuro, também o instrumento CODEX previsto para o European Extremely Large Telescope (E-ELT) levará esta técnica muito mais além.

"Nos próximos dez a vinte anos deveremos ter uma primeira lista de planetas potencialmente habitáveis na vizinhança do Sol. Uma tal lista torna-se essencial antes que experiências futuras possam procurar possíveis assinaturas de vida nas atmosferas dos exoplanetas, através de espectroscopia," conclui Michel Mayor, que descobriu em 1995 o primeiro exoplaneta em torno de uma estrela normal.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Artigo científico - 2 (formato PDF)
Artigo científico - 3 (formato PDF)
Discover Magazine
Science
Nature
Sky & Telescope
Astronomy Now Online
SPACE.com
PHYSORG.com
Discovery News
National Geographic
io9
Associated Press
UPI.com
Science 2.0
BBC News
Centro de Astrofísica da Universidade do Porto
astropt.org
Público
IOL Diário
iOnline
Rádio Renascença
ciênciapt.net

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

ESO:
Página oficial
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - As Grandes Nebulosas de Orionte
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jesús Vargas (Astrogades) & Maritxu Poyal (Maritxu)
 
A Grande Nebulosa de Orionte, também conhecida como M42, é uma das nebulosas mais famosas do céu. As nuvens brilhantes de gás e as jovens e quentes estrelas da região de formação estelar estão à direita nesta imagem colorida que inclui a mais pequena M43 perto do centro e a azulada nebulosa de reflexão NGC 1977 à esquerda. Localizada na fronteira de uma rede "invisível" de nuvens moleculares, estas esplêndidas nebulosas representam apenas uma pequena fracção deste tesouro galáctico vizinho. Dentro do já bem conhecido berçário estelar, os astrónomos também identificaram o que parecem ser inúmeros sistemas solares bebés. A impressionante paisagem celeste cobre quase 2 graus no céu, ou cerca de 45 anos-luz à distância estimada da Nebulosa de Orionte, aproximadamente 1500 anos-luz.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione astronomia@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Live Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2011 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.