Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 787
20/09 a 22/09/2011
 
Siga-nos:      
 
EFEMÉRIDES

Dia 20/09: 263.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633, Galileu Galilei é julgado diante a Congregação da Doutrina da Fé por ensinar que a Terra orbita o Sol.

Em 1999, o Telescópio Espacial de Raios-X Chandra, lançado a 23 de Julho de 1999, revela características ainda não observadas nos restos de três explosões de supernovas. 
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 14:40.

Dia 21/09: 264.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1974, a Mariner 10 faz o seu segundo voo rasante por Mercúrio

Em 2003 termina a missão da Galileu, quando a sonda colide com a atmosfera de Júpiter.
Observações: A partir da meia-noite e meia hora, da noite de 20 para 21 de Setembro, pode observar telescopicamente a sombra do satélite Io passar pela atmosfera de Júpiter.

Dia 22/09: 265.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2001, numa passagem arriscada, a sonda da NASA Deep Space 1 navega com êxito pelo Cometa Borrelly, dando aos cientistas o melhor olhar de dentro do núcleo denso e gelado de pó e gás (até à data).

Observações: Um sinal anual dos tempos - com o Verão a dar lugar ao Outono, Vega dá o seu lugar a Deneb como a estrela brilhante mais perto do zénite ao anoitecer.

 
CURIOSIDADES


A ISS dá uma volta em torno da Terra a cada 91 minutos.

 
MISSÃO KEPLER DESCOBRE MUNDO QUE ORBITA DUAS ESTRELAS

A existência de um mundo com um pôr-do-Sol duplo, imaginado no filme "Guerra das Estrelas" há mais de 30 anos atrás, é agora um facto científico. A missão Kepler da NASA fez a primeira descoberta inequívoca de um planeta circumbinário -- um planeta que orbita duas estrelas -- a 200 anos-luz da Terra.

Ao contrário do planeta Tatooine da saga "Guerra das Estrelas", o planeta é frio, gasoso e nada hospitaleiro, mas a sua descoberta demonstra a diversidade de planetas na nossa Galáxia. Pesquisas anteriores já tinham insinuado a existência de planetas circumbinários, mas a sua confirmação permanecia elusiva. O Kepler detectou tal planeta, conhecido como Kepler-16b, ao observar trânsitos, onde o brilho de uma estrela diminui devido à passagem do planeta.

"Esta descoberta confirma a existência de uma nova classe de sistemas planetários com capacidade para albergar vida," afirma William Borucki, investigador principal do Kepler. "Dado que a maioria das estrelas na nossa Galáxia fazem parte de um sistema binário, isto significa que as oportunidades para a vida são muito maiores se os planetas se formassem apenas em torno de estrelas individuais. Este marco confirma uma teoria que os cientistas tinham há décadas mas que só agora foi provada."

Esta impressão de artista ilustra Kepler-16b, o primeiro planeta conhecido a definitivamente orbitar duas estrelas -- um verdadeiro "Tatooine", da saga "Guerra das Estrelas". O planeta, que pode ser visto no pano da frente, foi descoberto pela missão Kepler da NASA.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A equipa de pesquisa, liderada por Laurance Doyle do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia, EUA, usou dados do telescópio espacial Kepler, que mede diminuições no brilho de mais de 150.000 estrelas, em busca de planetas em trânsito. O Kepler é a primeira missão da NASA capaz de descobrir planetas tipo-Terra perto ou dentro da "zona habitável," a região num sistema planetário onde a água líquida pode existir à superfície do planeta.

Os cientistas detectaram o novo planeta no sistema Kepler-16, um par de estrelas que se eclipsam uma à outra a partir da perspectiva da Terra. Quando a estrela mais pequena bloqueia parcialmente a estrela maior, ocorre um eclipse primário, e um eclipse secundário ocorre quando a estrela mais pequena é ocultada, ou completamente bloqueada, pela estrela maior.

Os astrónomos observaram que o brilho do sistema também diminuía quando as estrelas não se eclipsavam uma à outra, o que apontava para um terceiro corpo. Estes eventos de diminuição adicional no brilho, denominados eclipses terciários e quaternários, reapareciam em intervalos regulares de tempo, indicando que as estrelas estavam em posições diferentes na sua órbita de cada vez que o terceiro corpo passava. Isto mostrou que o corpo não orbitava só uma, mas ambas as estrelas, numa larga órbita circumbinária.

O puxo gravitacional nas estrelas, medido através de mudanças nos tempos dos eclipses, foi um bom indicador da massa do terceiro corpo. Foi detectado um puxo gravitacional muito ligeiro, que apenas seria provocado por uma massa pequena. Os achados estão descritos num novo estudo publicado a semana passada na revista Science.

A missão Kepler da NASA descobriu um mundo onde dois sóis se põem no horizonte, em vez de apenas um. O planeta, com o nome de Kepler-16b, não se pensa ser habitável. É um mundo frio, com uma superfície gasosa, e orbita duas estrelas, tal como o planeta Tatooine nos filmes "Guerra das Estrelas".
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A maioria do que sabemos acerca dos tamanhos das estrelas vem de tais sistemas binários eclipsantes, e a maioria do que sabemos acerca do tamanho dos planetas vem dos trânsitos," afirma Doyle, que é também o autor principal e cientista da missão Kepler. "Kepler-16 combina o melhor dos dois mundos, com eclipses estelares e trânsitos planetários num só sistema."

Esta descoberta confirma que Kepler-16b é um mundo frígido e inóspito, com aproximadamente o tamanho de Saturno e que se pensa ser constituído por metade rocha, metade gás. As estrelas-mãe são mais pequenas que o nosso Sol. Uma tem 69% da massa do Sol e outra apenas 20%. O Kepler-16b orbita em torno das estrelas a cada 229 dias, parecida à órbita de Vénus (225 dias), mas situa-se para lá da zona habitável do sistema, onde a água pode existir em estado líquido à superfície, pois as estrelas são mais frias que o nosso Sol.

"Ao trabalhar nos filmes, regularmente temos a tarefa de criar algo nunca antes visto," afirma o supervisor de efeitos especiais, John Knoll, da Industrial Light & Magic, uma divisão da Lucasfilm Ltd., em São Francisco, EUA, equipa que trabalhou nos filmes "Guerra das Estrelas". "No entanto, por vezes as descobertas científicas são mais espectaculares do que conseguimos imaginar. Não há dúvida que estas descobertas influenciam e inspiram quem conta histórias. A sua própria existência serve como uma causa para sonhar mais alto e para abrir as nossas mentes a novas possibilidades para lá do que pensamos que 'sabemos.'"

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
CfA (comunicado de imprensa)
Science (requer subscrição)
New Scientist
Universe Today
SPACE.com
Sky News (cortesia YouTube)
YouTube
Space Daily
PHYSORG.com
Discovery News
BBC News
Wired
ScienceNews

Kepler-16b:
Wikipedia
Exoplanet.eu

Sistemas binários:
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Mapa das zonas de estudo do Kepler (formato PDF)
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Vídeo da Terra a Partir da ISS
(clique na imagem para ver vídeo, cortesia YouTube)
Crédito: James Drake / NASA
 
O educador científico James Drake construiu este espectacular vídeo a partir da perspectiva da Estação Espacial Internacional (ISS) à medida que voava por cima da América do Sul e Norte. Criou este vídeo ao fazer download de uma série de 600 fotografias disponíveis no site Gateway to Astronaut Photography of Earth, compilando-as para fazer este vídeo. O filme começa por cima do Oceano Pacífico e continua pelo continente americano até ao nascer do dia perto da Antártica. Na imagem, por ordem, estão as luzes das seguintes cidades: Ilha de Vancouver, Victória, Vancouver, Seattle, Porland, San Francisco, Los Angeles. Phoenix. Várias cidades do estado do Texas, Novo México e México. Cidade do México, o Golfo do México, a Península do Yucatan, El Salvador, relâmpagos no Oceano Pacífico, Guatemala, Panamá, Columbia, Equador, Peru, Chile, Lago Titicaca, e o Amazonas. Também visível é a ionosfera da Terra (a fina linha amarela), um satélite (aos 50 segundos) e as estrelas da nossa Galáxia.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione astronomia@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Live Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2011 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.