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Edição n.º 800
04/11 a 07/11/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 04/11: 308.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003 foi registada a mais forte erupção solar conhecida.

Observações: Por volta das 20:20 e até cerca das 22:45, é possível observar telescopicamente a sombra de Europa passar sobre a atmosfera de Júpiter.

Dia 05/11: 309.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1743, são organizadas observações científicas coordenadas do trânsito de Mercúrio por Joseph-Nicolas Delisle.
Em 1906, nascia Fred Whipple, que propôs o modelo da "bola de neve suja" para o núcleo dos cometas. 

Em 2007, o primeiro satélite lunar da China, Chang'e 1, entra em órbita da Lua.
Observações: Caso esteja bom tempo, aproveite para observar o Sol e as grandes manchas solares que estão visíveis de momento.
Para cima e para a esquerda da Lua está o Grande Quadrado de Pégado, suportado por um dos seus cantos.
A partir das 23:45 de dia 5 até cerca da 01:50 de dia 6, é possível observar a sombra de Io passar pela atmosfera de Júpiter. Ao mesmo tempo, é visível também a Grande Mancha Vermelha.

Dia 06/11: 310.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Vega é ainda a estrela mais brilhante alta a Oeste por estas noites. A estrela brilhante para cima de Vega é Deneb, que marca a cabeça dos Cisne.
A partir de hoje, começa a crescer o número de meteoros oriundos da chuva das Leónidas, que tem o seu pico por volta de dia 17 e 18.

Dia 07/11: 311.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1492, o Meteorito Ensisheim, o meteorito mais antigo com uma data de impacto conhecida, atinge a Terra por volta do meio-dia, num campo de trigo nos arredores da vila de Ensisheim, Alsácia, França.
Em 1996 era lançada a sonda Mars Global Surveyor.

Observações: Ao anoitecer é já possível observar telescopicamente a sombra da lua Io passar pela atmosfera de Júpiter, até por volta das 20:20.
Pelas 21:50 e até às 23:45, é a vez da sombra de Ganimedes.
Assim que este último evento deixa de ser visível, do outro lado do planeta começa a ver-se a Grande Mancha Vermelha.

 
CURIOSIDADES


Apareceu no Sol uma grande mancha solar, que é já a maior observada em anos recentes. Denominada AR1339, tem cerca de 80.000 km de diâmetro. Em comparação, a Terra tem apenas 12.800 km de diâmetro.

 
FERMI DESCOBRE PULSAR DE MILISSEGUNDO MAIS JOVEM, 100 PULSARES ATÉ À DATA

Uma equipa internacional de cientistas usou o Telescópio Espacial de raios-gama Fermi da NASA para descobrir um poderoso e surpreendente pulsar de milissegundo que desafia as teorias actuais de como estes objectos se formam. Ao mesmo tempo, através de técnicas analíticas, outra equipa localizou nove pulsares raios-gama em dados do Fermi.

Um pulsar é um tipo de estrela de neutrões que emite energia electromagnética em intervalos periódicos. Uma estrela de neutrões é o objecto mais parecido com um buraco negro que os astrónomos conseguem observar directamente, comprimindo meio milhão de vezes a massa da Terra numa esfera do tamanho de uma cidade. Esta matéria está tão comprimida que mesmo uma colher de chá tem uma massa equivalente à do Monte Evereste.

"Com este novo grupo de pulsares, o Fermi já detectou mais de 100, um feito excitante quando consideramos que, antes do lançamento do Fermi em 2008, apenas se conheciam sete que emitiam raios-gama," afirma Pablo Saz Parkinson, astrofísico do Instituto Santa Cruz para Física de Partículas da Universidade da Califórnia, EUA, co-autor de dois artigos que explicam os achados.

Esta imagem mostra o estado "on e off" dos raios-gama do pulsar J1823-3021A, visto pelo Fermi. O objecto pulsa 183,3 vezes por segundo e tem um período de rotação de 5,44 milissegundos, o que se traduz para 11.000 rotações por minuto.
Crédito. NASA/DOE/Fermi
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um grupo de pulsares combina densidade incrível com rotação extrema. O mais rápido destes denominados pulsares de milissegundo roda a 43.000 rotações por minuto.

Pensa-se que os pulsares de milissegundo atinjam tais velocidades porque estão ligados gravitacionalmente a estrelas normais em sistemas binários. Durante parte das suas vidas estelares, o gás flutua da estrela normal até ao pulsar. Ao longo do tempo, o impacto deste gás faz acelerar a rotação do pulsar.

Os fortes campos magnéticos e a rápida rotação dos pulsares provocam a emissão de feixes muito energéticos, desde ondas de rádio até raios-gama. Dado que a estrela transfere energia rotacional para o pulsar, a sua rotação eventualmente diminui à medida que a estrela perde matéria.

Tipicamente, os pulsares de milissegundo têm cerca de mil milhões de anos. No entanto, na edição de 3 de Novembro da revista Science, a equipa do Fermi revela um energético pulsar de milissegundo com apenas 25 milhões de anos.

O objecto, denominado PSR J1823-3021A, situa-se dentro de NGC 6624, uma colecção esférica de estrelas antigas conhecida como enxame globular, um entre cerca de 160 objectos similares que orbita a nossa Galáxia. O enxame tem cerca de 10 mil milhões de anos e situa-se a mais ou menos 27.000 anos-luz de distância na direcção da constelação de Sagitário.

O Telescópio Fermi mostrou que onze enxames globulares emitem raios-gama, a emissão cumulativa de dúzias de pulsares de milissegundo demasiado ténues para até o Fermi detectar individualmente. Mas este não é o caso com NGC 6624.

Esta imagem mostra as posições de nove novos pulsares (magenta) descobertos pelo Fermi e um pulsar de milissegundo invulgar (verde) que os dados do Fermi revelaram ser o pulsar mais jovem conhecido. Com esta nova fornada de descobertas, o Fermi já detectou mais de 100 pulsares de raios-gama.
Crédito: NASA/DOE/Fermi
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"É surpreendente que todos estes raios-gama que vemos no enxame vêm de um único objecto. Deve ter sido formado recentemente com base na rapidez com que emite energia. É um pouco como descobrir um bebé num lar de terceira idade," afirma Paulo Freire, autor principal do estudo, no Instituto Max Planck para a Radioastronomia em Bona, Alemanha.

J1823-3021A foi previamente identificado como pulsar graças à sua emissão no rádio. No entanto, dos nove novos pulsares, nenhum deles é um pulsar de milissegundo, e apenas se descobriu mais tarde que um emitia ondas de rádio.

Apesar da sua sensibilidade, o Fermi consegue apenas detectar um raio-gama por cada 100.000 rotações em alguns destes ténues pulsares. Mesmo assim, novas técnicas de análise aplicadas à posição precisa e ao tempo de chegada dos fotões recolhidos pelo Fermi desde 2008 foram capazes de os identificar.

"Nós adoptámos métodos originalmente inventados para o estudo de ondas gravitacionais ao problema de descobrir pulsares de raios-gama, e rapidamente fomos recompensados," afirma Bruce Allen, director do Instituto Max Planck para Física Gravitacional em Hanôver, Alemanha. Allen é co-autor de um artigo acerca das descobertas, publicado na edição desta semana da revista The Astrophysical Journal.

Allen também dirige o projecto Einstein@Home, um esforço computacional distribuído que usa tempos de inactividade em computadores de voluntários por todo o mundo para processar dados astronómicos. Em Julho, o projecto alargou a sua pesquisa de pulsares raios-gama para o público em geral ao incluir dados do Fermi nos trabalhos processados pelos utilizadores do Einstein@Home.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Instituto Max Planck (comunicado de imprensa - 2)
NASA (imagens e vídeos)
NASA (via YouTube)
SPACE.com
New Scientist
COSMOS
Universe Today
Astronomy
Astronomy Now Online
PHYSORG.com
PHYSORG.com - 2
EurekAlert!

Pulsares:
Wikipedia
Catálogo ATNF de Pulsares

Telescópio Espacial Fermi:
NASA
Wikipedia

 
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  Observações VLT de explosão de raios gama revelam ingredientes surpreendentes em galáxias primordiais (via ESO)
Uma equipa internacional de astrónomos utilizou a breve mas brilhante luz de uma explosão de raios gama distante para investigar a composição de galáxias muito distantes. Surpreendentemente as novas observações obtidas com o Very Large Telescope do ESO revelaram duas galáxias no Universo primordial mais ricas em elementos pesados que o Sol. As duas galáxias podem encontrar-se em processo de fusão. Tais processos no Universo primitivo originam a formação de muitas estrelas novas, podendo dar origem a explosões de raios gama. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - IC 59 e IC 63 em Cassiopeia
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Ken Crawford (Obs. Rancho Del Sol)
 
Estas orlas e formas flutuantes sugerem para alguns gelado derretendo a uma escala cósmica. Ao olhar na direcção da constelação de Cassiopeia, a colorida paisagem estelar contém as nuvens, parecidas com cometas, IC 59 (esquerda) e IC 63. A cerca de 600 anos-luz de distância, as nuvens não estão na realidade a derreter, mas lentamente dissipando-se sob a influência da radiação ultravioleta ionizante oriunda da luminosa e quente estrela gamma Cass. Gamma Cass está fisicamente localizada apenas a 3-4 anos-luz das nebulosas, mesmo para cima e para a direita da área da imagem. De facto, um pouco mais perto de gamma Cass, IC 63 é dominada pela radiação H-alpha, emitida à medida que os átomos ionizados de hidrogénio são recombinados com os electrões. Mais afastada da estrela, IC 59 mostra proporcionalmente menos emissão H-alpha mas mais do tom azulado característico da poeira que reflecte luz estelar. O campo de visão cobre aproximadamente 1º ou 10 anos-luz à distância estimada de gamma Cass e companheiras.
 

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