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Edição n.º 810
09/12 a 12/12/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 09/12: 343.º dia do calendário gregoriano.
História: En 1965, queda de um satélite russo em Kecksburg, perto de Pittsburgh, EUA.
Observações: Olhe para baixo e para a direita da Lua Cheia em busca de Aldebarã, e mais para cima da mesma para encontrar as Plêiades. Bem para a sua direita brilha Capella.

Dia 10/12: 344.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1684, a derivação das leis de Kepler por Isaac Newton, que formam a sua teoria da gravidade, no artigo De motu corporum in gyrum, é lido à Sociedade Real por Edmund Halley.
Em 1901 foram atribuídos pela primeira vez os prémios Nobel.

Röntgen receberia o da Física pela descoberta dos raios-X.
Observações: Lua Cheia, pelas 15:38.

Dia 11/12: 345.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1863, nascimento de Annie Jump Cannon, pioneira americana na classificação do espectro estelar. 
Em 1901, Marconi envia o primeiro sinal transatlântico, percursor da telecomunicações que hoje se utilizam no espaço. 
Em 1972, a Apollo 17 faz a sua alunagem.

Observações: Por esta altura em Dezembro, a brilhante estrela Sirius nasce por volta das 20:45. Já alguma vez a observou a nascer, baixa no horizonte? Procure-a a Sudeste, na direcção onde aponta a cintura de Orionte. Pode até ficar chocado(a) com tão lentamente e profundamente Sirius pisca - pulsa, na realidade - quando está a meros graus acima do horizonte.

Dia 12/12: 346.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Ainda nem é Inverno, mas a Ursa Maior já está começando a sua longa ascensão anual no céu nocturno. Pelas 21:00 já consegue ver a frigideira a nascer por trás do horizonte a Norte-Nordeste. Estará na sua posição mais alta nas quentes noites de Maio e Junho.

 
CURIOSIDADES


Sismos e vulcões são a consequência da actividade geológica de um planeta.

 
OPPORTUNITY DESCOBRE FILÃO DE MINERAL DEPOSITADO POR ÁGUA

O rover Opportunity da NASA descobriu filões brilhantes de um mineral, aparentemente gipsita, depositado por água. As análises do veio vão ajudar a melhor compreender a história dos ambientes molhados em Marte.

"Esta descoberta conta-nos a história verídica do fluxo de água através de fracturas subterrâneas nas rochas," afirma Steve Squyres da Universidade de Cornell, em Ithaca, Nova Iorque, investigador principal do Opportunity. "Este material é um depósito químico quase puro que se formou no local onde está. Isto não pode ser dito acerca de outros gipsitas vistos em Marte ou noutros materiais relacionados com água que o Opportunity já descobriu. Não é nada incomum na Terra, mas em Marte, é isto que faz com que os geólogos saltem das suas cadeiras."

Os achados mais recentes do Opportunity foram apresentados na Quarta-feira na conferência da União Geofísica Americana em São Francisco, EUA.

O veio examinado de perto pelo Opportunity tem aproximadamente a largura de um polegar humano (entre 1 a 2 centímetros), 40 a 50 centímetros de comprimento e projecta-se ligeiramente mais alto que o leito de rocha firme onde se encontra. As observações do rover revelam este filão e outros como ele num segmento do limite da cratera Endeavour. Em mais nenhum lado observou características como estas nas planícies crateradas que estudou durante os 90 meses que levou até chegar à Endeavour.

Esta imagem a cores do filão mineral chamado "Homestake" foi obtida pela câmara panorâmica no mastro do rover Opportunity. O veio tem mais ou menos a largura de um polegar e cerca de 45 centímetros de comprimento.
Crédito: Caltech/Cornell/ASU
(clique na imagem para ver versão maior)
 

No mês passado, os investigadores usaram a câmara microscópica e o espectrómetro de raios-X no braço do rover, bem como filtros múltiplos da câmara panorâmica no mastro do rover para examinar o filão, que recebeu o nome informal de "Homestake". O espectrómetro identificou grandes quantidades de cálcio e enxofre, num rácio que aponta para sulfato de cálcio relativamente puro.

O sulfato de cálcio pode existir sob muitas formas, variando consoante a quantidade de água ligada à estrutura cristalina dos minerais. Os dados da câmara sugerem gipsita, um sulfato de cálcio hidratado. Na Terra, o gipsita é usado para fazer gesso. As observações de órbita já tinham previamente detectado gipsita em Marte. Um campo de dunas com gipsita soprado pelo vento no norte de Marte assemelha-se com dunas brilhantes de gipsita no Monumento Nacional de White Sands no estado americano do Novo México.

"De onde vem a areia de gipsita no norte de Marte, é um mistério," afirma Benton Clark, da equipa científica do Opportunity e do Instituto de Ciência Espacial em Boulder, Colorado. "Em Homestake, vemos o mineral exactamente onde se formou. Será importante ver se existem depósitos como este noutras áreas de Marte."

O depósito Homestake, quer seja de gipsita ou de qualquer outra forma de sulfato de cálcio, provavelmente formou-se a partir de água que dissolvia cálcio a partir de rochas vulcânicas. O cálcio combinou-se com o enxofre que, ou foi "lixiviado" das rochas ou introduzido como gás vulcânico, e depositado como sulfato de cálcio numa fractura subterrânea que mais tarde ficou exposta à superfície.

Esta imagem da câmara frontal do Opportunity mostra a sombra do braço robótico na direcção de um veio brilhante informalmente chamado "Homestake".
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Ao longo da grande viagem do Opportunity através da planície Meridiani de Marte, o rover passou por leitos de rocha compostos de magnésio, ferro e sulfato de cálcio que também indicam um ambiente molhado que remonta há milhares de milhões de anos. O sulfato de cálcio altamente concentrado em Homestake pode ter sido produzido em condições mais neutras do que as altamente ácidas indicadas por outros depósitos de sulfato observados pelo Opportunity.

"Pode ter sido formado num género diferente de ambiente molhado, um mais hospitaleiro a uma maior variedade de organismos vivos," afirma Clark.

Homestake e outros filões parecidos aparecem numa zona onde os leitos de rocha sedimentares ricos em sulfatos nas planícies se encontram com outros leitos vulcânicos e mais antigos, expostos no limite da Endeavour. Este local pode proporcionar uma pista acerca sua origem.

O Opportunity e o seu rover gémeo, Spirit, completaram a sua missão principal de três meses em Marte em Abril de 2004. Ambos os rovers continuaram a explorar marte em missões prolongadas durante anos e fizeram importantes descobertas acerca dos ambientes molhados no passado de Marte, que poderão ter sido favoráveis ao suporte de vida microbiana. O Spirit deixou de comunicar em 2010. O Opportunity continua a explorar, actualmente dirigindo-se para uma encosta no extremo norte da Endeavour, denominada "Cabo York", com o objectivo de manter os seus painéis solares num ângulo favorável durante o quinto inverno marciano da missão.

"Nós queremos compreender porque é que estes filões estão aqui e não nas planícies," afirma o vice-investigador principal da missão, Ray Arvidson, da Universidade Washington em St. Louis. "A resposta poderá ser que a água subterrânea sobe de crostas antigas, movidas através de material adjacente ao Cabo York e que depositaram gipsita, porque este material seria relativamente insolúvel em comparação com magnésio ou sulfatos de ferro."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG.com
Nature
Wired News

Gipsita:
Wikipedia
Base de Dados de Minerais

Rovers marcianos da NASA:
Página oficial
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Sh2-239: Mistura Celeste
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Adam BlockMt. Lemmon SkyCenterUniversidade do Arizona
 
Esta paisagem de formação estelar é composta por uma interessante mistura de poeira e nebulosas escuras. Catalogadas como Sh2-239 e LDN 1551, a região situa-se perto do limite sul da rede de nuvens moleculares de Touro, a uns 450 anos-luz de distância. Esticando-se por quase 3 anos-luz, o retrato está recheado de sinais de jovens objectos estelares que conduzem fluxos dinâmicos para o meio em redor. Também dentro da imagem está um compacto e tantalizante jacto vermelho de hidrogénio gasoso, perto de uma fonte infravermelha, IRS5, conhecida como um sistema de protoestrelas rodeadas por discos de poeira. Mesmo por baixo estão as largas asas de HH 102, um dos vários objectos Herbig-Haro da região, nebulosidades associadas com estrelas recém-nascidas. As estimativas indicam que a região que forma LDN 1551 contém um material total equivalente a cerca de 50 vezes a massa do Sol.
 

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