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Edição n.º 811
13/12 a 15/12/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 13/12: 347.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1920, era medido o primeiro diâmetro estelar (Betelgeuse), por Francis Pease com um interferómetro no Mt. Wilson.
Em 1962, lançamento do Relay 1 da NASA, primeiro satélite de comunicações em órbita.
Em 1972, Eugene Cernan e Harrison Schmitt fazem o seu terceiro e último passeio lunar, da Apollo 17.

Observações: A chuva de meteoros das Gemínidas deve atingir o pico esta noite e amanã. Mas a luz da Lua deverá interferir na observação de todos menos os mais brilhantes meteoros. O radiante da chuva situa-se perto de Castor e Pollux por cima da Lua. Os meteoros podem aparecer em qualquer zona do céu, mas os seus percursos, caso sejam traçados suficientemente longe no céu, devem cruzar o radiante.

Dia 14/12: 348.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1546 nascia Tycho Brahe.

Nascido em Knudstrup, o astrónomo dinamarquês estabeleceu o primeiro observatório moderno e alterou muitas teorias Copernianas. Deu a Kepler o seu primeiro trabalho no campo.
Em 1911, Roald Amundsen escreve no seu diário o estranho comportamento do Sol no céu ao chegar ao Pólo Sul (possivelmente o primeiro grupo a alcançar qualquer um dos pólos). 
Em 1962, a sonda americana Mariner 2 encontra Vénus e torna-se na primeira sonda interplanetária com êxito.
Em 1972, Eugene Cernan torna-se na última pessoa a pisar a Lua, após ele e Harrison Schmidt completarem o terceiro e último EVA (actividade extra-veicular) da missão Apollo 17
Observações: A gelada constelação de Orionte está alta a Este-Sudeste após a hora de jantar, e ainda mais alta a Sudeste mais tarde. Introduza-a a alguém! O canto esquerdo de Orionte contém Betelgeuse, uma estrela vermelha supergigante. A estrela que constitui o seu canto direito é a esbranquiçada Rigel. Entre as duas está a cintura de Orionte, três estrelas quase na vertical.
A partir das 22:20 e até por volta das 00:25 de dia 15, é possível observar telescopicamente a sombra de Io na atmosfera de Júpiter.

Dia 15/12: 349.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965 as Gemini 6 e 7 realizam o seu primeiro encontro entre duas naves em órbita da Terra.

Os astronautas da Gemini 6 eram Walter Schirra e Thomas Stafford, e os da Gemini 7 Frank Borman e James A. Lovell Jr
Em 1970, a sonda soviética Venera 7 aterra em Vénus e torna-se na primeira sonda a transmitir dados de outro planeta. Embora esta transmissão tivesse durado apenas 23 minutos, possivelmente devido à sonda ter aterrado de lado por causa de uma avaria no seu pára-quedas, os sensores de temperatura e pressão confirmaram que a pressão à superfície do planeta era noventa vezes maior que na Terra e a temperatura era de mais de 475 graus centígrados. 
Em 1984 era lançada a Vega 1(missão para o planeta Vénus e Cometa Halley).
Observações: A Lua nasce tarde esta noite a Este, com Régulo para a sua esquerda. Marte segue-se cerca de uma hora depois.

 
CURIOSIDADES


A primeira pessoa a descobrir um cometa com um telescópio foi Gottfried Kirch a 14 de Novembro de 1680.

 
SERÁ VESTA O "PLANETA TERRESTRE MAIS PEQUENO"?

A sonda Dawn da NASA passou os últimos quatro anos a viajar até Vesta - e pode ter descoberto um planeta. Tal como a Terra e os outros planetas terrestres, Vesta tem fluxos de lava basáltica à superfície e um grande núcleo de ferro. Tem também características tectónicas, cordilheiras, desfiladeiros, montes e uma montanha gigante.

Vesta foi descoberto há mais de duzentos atrás e, até à chegada da Dawn, foi visto apenas como uma bola desfocada e considerado pouco mais que um grande corpo rochoso. Agora, os instrumentos da sonda estão a revelar a verdadeira e complexa natureza deste mundo antigo.

As cores falsas da imagem abaixo denotam topografia, onde indicam alturas que variam entre -22 km e +19 km por cima de uma elipsóide de referência.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver o vídeo no YouTube)
 

"Vemos enormes montanhas, vales, montes, desfiladeiros, cordilheiras, crateras de todos os tamanhos e planícies," afirma Chris Russell, investigador principal da Dawn. "Vesta não é uma simples bola de rocha. Este é um mundo com uma rica história geoquímica. Tem uma grande história para contar!"

De facto, o asteróide é tão complexo que Russell e membros da equipa estão a apelidá-lo do "planeta terrestre mais pequeno." Vesta tem um núcleo de ferro, nota Russell, e as suas características superficiais indicam que o asteróide é "diferente", tal como os planetas terrestres Terra, Mercúrio, Marte e Vénus.

A diferenciação é o que acontece quando o interior de um planeta activo se torna quente o suficiente para derreter, separando os seus materiais em camadas. O material mais leve flutua para o topo enquanto os elementos mais pesados, tais como o ferro e níquel, afundam-se para o centro do planeta. Os investigadores acreditam que este processo também aconteceu em Vesta.

A história começa há cerca de 4,57 mil milhões de anos atrás, quando os planetas do Sistema Solar começaram o seu processo de formação a partir da nebulosa solar primordial. À medida que Júpiter crescia, a sua poderosa gravidade agitou tanto o material na cintura de asteróides, que os objectos aí situados não conseguiram coalescer para formar outro planeta. Vesta estava no processo de crescer para um verdadeiro planeta quando o gigante gasoso o interrompeu.

Embora o crescimento de Vesta tenha parado, passou pela fase de diferenciação tal como um verdadeiro planeta. "Nós acreditamos que o Sistema Solar recebeu uma dose extra de alumínio e ferro radioactivos a partir de uma explosão de supernova vizinha ao mesmo tempo que Vesta se formava," explica Russell. "Estes materiais decaem e libertam calor. À medida que o asteróide recolhia material, também recolhia o calor no seu interior." Quando o núcleo de Vesta derreteu, os materiais mais leves subiram à superfície, formando vulcões, montanhas e fluxos de lava.

"Nós pensamos que Vesta já teve vulcões e fluxos de lava no passado, embora não tenhamos descoberto ainda nenhuns vulcões extintos," afirma Russell. "Ainda estamos à procura. As planícies de Vesta parecem semelhantes às da superfície do Hawaii, que é lava basáltica solidificada após subir até à superfície.

Vesta tem tanto em comum com os planetas terrestres, deverá ser formalmente reclassificado de "asteróide" para "planeta anão"? "Isso já é com a União Astronómica Internacional, mas pelo menos no seu interior, Vesta está a fazer tudo o que um planeta faz."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NASA (vídeo YouTube)
PHYSORG.com
Universe Today
POPSCI

Missão Dawn:
Página oficial
Wikipedia

Vesta:
Vídeo da aproximação da Dawn a Vesta
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Na Vizinhança da Nebulosa do Cone
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Dieter Willasch (Astro-Cabinet)
 
Formas e texturas estranhas podem ser encontradas na vizinhança da Nebulosa do Cone. As formas invulgares originam de poeiras interestelares finas que reagem de maneiras complexas com a luz energética e gás quente expelido pelas estrelas jovens. A estrela mais brilhante à direita na imagem acima é S Mon, enquanto a região mesmo por baixo tem o nome de Nebulosa do Pêlo de Raposa devido à sua cor e estrutura. O brilho azul que directamente rodeia S Mon resulta da reflexão, onde a poeira reflecte luz da estrela brilhante. O brilho vermelho que rodeia toda a região resulta não só da poeira reflectiva como também da emissão do hidrogénio gasoso ionizado pela luz estelar. S Mon faz parte de um jovem enxame aberto denominado NGC 2264, localizado a cerca de 2500 anos-luz de distância na direcção da constelação do Unicórnio. A origem da misteriosa e geométrica Nebulosa do Cone, visível à esquerda, permanece um mistério.
 

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