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Edição n.º 821
17/01 a 19/01/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 17/01: 17.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003, um foguetão Delta 2 transportando um satélite GPS2R explode 13 segundos depois do lançamento deixando 250 toneladas de resíduos queimados na plataforma de lançamento.

Observações: Já alguma vez observou a Nebulosa do Caranguejo por um telescópio? E com binóculos? Este ténue brilho difuso encontra-se perto das pontas dos chifres de Touro. Com magnitude 8,4, precisa de um céu escuro se estiver a usar um instrumento pequeno.

Dia 18/01: 18.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1896 era apresentada a primeira máquina capaz de detectar raios-X.
Observações: À hora de jantar esta semana, Andrómeda e Pégaso prolongam-se para o céu a Oeste - desde o brilhante pé de Andrómeda perto do zénite até ao nariz de Pégaso por cima do horizonte a Oeste. No meio está o Grande Quadrado de Pégaso, suportado num único canto.

Dia 19/01: 19.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1747 nascia Johann Bode, autor da Lei de Titius-Bode, uma progressão quase geométrica das distâncias dos planetas a partir do Sol.
Em 1851 nascia Jacobus Kapteyn, que estudou a distribuição e o movimento de meio milhão de estrelas e criou o primeiro modelo moderno do tamanho e estrutura da Via Láctea.

Em 2006, era lançada a sonda New Horizons, a primeira missão a Plutão.
Observações: Aproveite a noite para observar Júpiter e as suas luas.

 
CURIOSIDADES


Se morássemos em Neptuno, nunca tínhamos um aniversário, pois um ano é o tempo que um planeta leva para dar a volta ao Sol, e Neptuno leva 165 anos terrestres para fazer essa trajectória.

 
INSTRUMENTO HFI DO PLANCK COMPLETA ESTUDO DO UNIVERSO PRIMORDIAL

O Instrumento de Alta Frequência (HFI) da missão Planck da ESA terminou a sua análise dos resquícios da radiação do Big Bang. Tal como era esperado, esgotou-se o refrigerante no sábado passado, o que impossibilita o equipamento de detectar esta ténue radiação.

"Foi uma missão incrível; a nave e os instrumentos tiveram um desempenho extraordinários, recolhendo dados científicos preciosos, que agora podemos trabalhar," disse Jan Tauber, cientista do projecto da ESA para o Planck.

Menos de meio milhão de anos depois da criação do Universo pelo Big Bang, há 13,7 mil milhões de anos, a bola de fogo arrefeceu para temperaturas de cerca de quatro mil graus centígrados, enchendo o céu com uma luz brilhante e visível.

O instrumento HFI a bordo do Planck.
Crédito: ESA (AOES Medialab)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

À medida que o Universo se foi expandindo, a luz foi enfraquecendo, movendo-se para comprimentos de onda nas micro-ondas. Estudando os padrões impressos nesta luz hoje em dia, os cientistas esperam compreender o Big Bang e o Universo jovem, ainda antes das estrelas e galáxias se terem formado.

O Planck tem estado a medir estes padrões, analisando o céu inteiro com o seu Instrumento de Alta Frequência (HFI) e o seu Instrumento de Baixa Frequência (LFI). Os dois em conjunto permitem que o Planck faça uma cobertura sem paralelo em termos de comprimento de onda e a capacidade de determinar os pormenores mais ténues.

Lançado em Maio de 2009, os requisitos mínimos para o sucesso da missão eram que a nave completasse duas pesquisas completas do céu. O Planck acabou por exceder as expectativas, funcionando ao longo de 30 meses, cerca de duas vezes mais do que o esperado, tempo suficiente para completar cinco estudos completos do céu, com os dois instrumentos.

"Isto permite-nos ter dados ainda melhores do que aqueles com que estávamos a contar," disse Jean-Loup Puget, da Universidade de Paris Sud, Orsay, França, Investigador Principal do HFI.

Com capacidade de trabalhar a temperaturas ligeiramente mais elevadas do que o HFI, o LFI continuará a analisar o céu durante boa parte de 2012, fornecendo dados de calibração para melhorar a qualidade dos resultados finais.

Impressão de artista do Observatório Planck.
Crédito: ESA, C. Carreau
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O Planck detecta não só a radiação primordial do Big Bang mas também a emissão de pó frio por todo o Universo.

Os resultados preliminares do Planck foram anunciados no ano passado. Aqui se inclui um catálogo de enxames de galáxias, no Universo longínquo, muitas das quais nunca tinham sido vistas, e também alguns superenxames - provavelmente enxames que se fundiram.

É de realçar ainda, dentro dos resultados preliminares, a melhor medição alguma vez obtida, em todo o céu, da radiação infra-vermelha de fundo, produzida pelas estrelas em formação no Universo jovem. Estes dados mostraram de que forma é que algumas das primeiras galáxias produziam mil vezes mais estrelas do que a nossa própria Galáxia produz hoje em dia.

No próximo mês serão anunciados mais resultados, mas os primeiros resultados sobre o Big Bang e o Universo primitivo só estarão disponíveis no próximo ano.

Por agora, é necessária uma análise pormenorizada e trabalhosa dos dados, para a remoção de todas as emissões que sejam ruído, de forma a sobrar apenas a suave emissão dos primórdios.

Há uma grande expectativa em torno destes resultados, apesar de já terem existido duas missões espaciais para mapear esta radiação. Continuam a existir muitas ideias contraditórias acerca do que aconteceu durante o Big Bang. "Os dados do Planck irão eliminar uma família inteira de modelos; só não sabemos qual," disse o Professor Puget.

Os dados do Big Bang serão anunciados em duas fases: os primeiros 15 meses e meio da missão no início de 2013; os dados completos, um ano depois disso.

"Estamos muito contentes com o desempenho do Planck, muito além das expectativas," disse Alvaro Giménez, Director de Ciência e Exploração Robótica da ESA. "É um enorme reconhecimento do trabalho desenvolvido por muitos cientistas e engenheiros envolvidos no projecto, em toda a Europa, e noutras partes do mundo.

"Na realidade, estamos apenas a meio caminho nesta missão: há ainda muito a fazer, na análise dos dados, que resultarão em importantes resultados científicos por que toda a gente está ansiosamente à espera."

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
Agência Espacial do Reino Unido (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
Space Daily

Satélite Planck:
ESA (ciência e tecnologia)
ESA (centro científico)
ESA (página de operações)
Wikipedia

ESA:
Página oficial
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Retrato Infravermelho da Grande Nuvem de Magalhães
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA / NASA / JPL-Caltech / STScI
 
Nuvens de poeira cósmica ondulam por este retrato infravermelho da galáxia satélite da nossa Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães. De facto, a composição do Observatório Espacial Herschel e do Telescópio Espacial Spitzer mostram que nuvens de poeira preenchem o todo da galáxia anã, tal como poeira ao longo do plano da própria Via Láctea. As temperaturas da poeira tendem a traçar actividades de formação estelar. Os dados do Spitzer, em tons de azul, indicam que a poeira é aquecida por estrelas jovens. Os instrumentos do Herschel contribuíram com dados vistos aqui em tons de vermelho e verde, revelando a emissão de poeira a partir de regiões mais frias e intermédias onde a formação estelar está apenas a começar ou já parou. Dominada pela emissão de poeira, a aparência infravermelha da Grande Nuvem de Magalhães é diferente de imagens ópticas. Mas a bem conhecida Nebulosa da Tarântula desta galáxia ainda salta à vista, facilmente vista aqui como a região mais brilhante para a esquerda do centro. A uns meros 160.000 anos-luz de distância, a Grande Nuvem de Magalhães mede cerca de 30.000 anos-luz de diâmetro.
 

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