Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 823
24/01 a 26/01/2012
 
Siga-nos:      
 
EFEMÉRIDES

Dia 24/01: 24.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1978, um satélite soviético chamado Kosmos 954, com um reactor nuclear a bordo, é destruído na atmosfera da Terra, espalhando detritos radioactivos por cima dos Territórios Noroeste do Canadá. Apenas 1% foi recuperado.
Em 1986, a Voyager 2 passa a 81.500 km de Urano. 
Em 1990, o Japão lança a Hiten, a primeira sonda lunar deste país, a primeira sonda lunar desde a soviética Luna 24 em 1976 e a primeira sonda lunar lançada por um país sem ser a União Soviética ou os Estados Unidos.

Em 2006, foi descoberto um novo planeta - com uma massa de 5,5 vezes a da Terra - fora do Sistema Solar, conhecido por enquanto como OGLE-2005-BLG-390Lb.
Observações: Aproveite o caír da noite para observar Vénus. Consegue ver a sua fase num telescópio?

Dia 25/01: 25.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1994, lançamento da sonda Clementine.
Em 2004, o rover Opportunity (MER-B) aterra na superfície de Marte.

Em 2006, três campanhas independentes anunciam a descoberta de OGLE-2005-BLG-390LB através de microlentes gravitacionais, o primeiro planeta extrasolar rochoso/gelado em torno de uma estrela de sequência principal.
Observações: A parte mais a norte da eclíptica passa o ponto médio da Via Láctea perto dos pés de Gémeos, do topo da Moca de Orionte e dos chifres de Touro - um lindo e rico campo para passeios binoculares.

Dia 26/01: 26.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1949, é inaugurado o telescópio Hale no Observatório Palomar, sob a direcção de Edwin Hubble, e torna-se no telescópio com maior abertura óptica até ao aparecimento do BTA-6 em 1976.
Em 1962, é lançada a Ranger 3 com o objectivo de estudar a Lua. A sonda falha o satélite por 35.400 km
Em 1978 o satélite "International Ultraviolet Explorer" (IUE) é lançado para uma órbita geosíncrona.

Durante os anos de operação, enviou 104,470 imagens de alta e baixa resoluções de 9600 fontes astronómicas de todas as classes de objectos celestes na banda ultravioleta entre 1150-3350 Å. O satélite foi desligado a 30 de Setembro de 1996. 
Observações: A Lua brilha ao lado de Vénus ao caír da noite.

 
CURIOSIDADES


Os registos mais antigos de observações de manchas solares em existência datam de 364 AC, com base em comentários pelo astrónomo chinês Gan De num catálogo estelar. Em 28 AC, já os astrónomos chineses registavam regularmente as observações de manchas solares em registos oficiais imperiais.

 
SOL LIBERTA TEMPESTADE MAIS FORTE DOS ÚLTIMOS 7 ANOS

Espera-se que uma poderosa erupção solar descarregue enormes quantidades de partículas carregadas na direcção da Terra a partir de hoje, à medida que a maior tempestade solar desde 2005 prossegue no Sol.

De acordo com o site Spaceweather.com, às primeiras horas da madrugada de 23 de Janeiro (03:59), a sonda SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA avistou um poderosíssimo flash ultravioleta oriundo de uma erupção no Sol.

A proeminência solar surgiu a partir da mancha solar 1402, uma região do Sol que ultimamente se tem tornado cada vez mais activa. Vários satélites, incluindo o SDO, a SOHO e a Stereo observaram a gigantesca tempestade solar.

Esta imagem do SDO (AIA 193) mostra uma proeminência solar de classe M9 entrando em erupção no hemisfério norte do Sol às 03:49 de 23 de Janeiro de 2012, apenas 4 dias depois uma outra poderosa EMC ter despoletado auroras dia 22. Espera-se mais actividade geomagnética para dia 24.
Crédito: NASA/SDO/Consórcio AIA/J. Major
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Segundo os especialistas do SWPC (Space Weather Prediction Center), uma divisão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), espera-se que uma corrente de partículas carregadas despoletadas pela proeminência solar de ontem atinjam a Terra pelas 14 horas de hoje (24/01 e hora de Portugal).

A NOAA diz que esta é a tempestade solar mais forte desde Maio de 2005 e, como precaução, espera-se que os voos polares cá na Terra sejam redireccionados, afima Kathy Sullivan, vice administradora da entidade.

Os cientistas chamam a estas explosões electromagnéticas "ejecções de massa coronal" (EMCs), e são estudadas de perto porque podem produzir tempestades geomagnéticas potencialmente perigosas quando as partículas carregadas chegam às linhas do campo magnético da Terra.

Além de gerarem espectáculos aurorais mais fortes do que o normal, as tempestades solares apontadas directamente para a Terra podem também perturbar satélites em órbita, provocar interferências globais nas comunicações e avariar outras infra-estruturas electrónicas.

"Existem poucas dúvidas de que a nuvem se dirige na direcção da Terra," anunciou o site Spaceweather.com num alerta. "Uma inspecção preliminar de imagens obtidas pela SOHO/STEREO sugerem que a EMC irá provocar uma forte interacção com o campo magnético da Terra entre 24-25 de Janeiro à medida que navega, na sua maioria, para norte do nosso planeta."

A sonda GOES-15, operada pela NOAA, capturou esta imagem em raios-X de uma gigantesca tempestade solar a 23 de Janeiro de 2012.
Crédito: NOAA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A proeminência solar de Domingo foi classificada como uma erupção de classe M9, o que a colocou muito perto de ser classificada como uma erupção de classe X, o tipo mais poderoso de tempestade solar. As tempestades de classe M são poderosas mas médias, enquanto as de classe C são mais fracas.

A NASA estuda constantemente as condições meteorológicas espaciais em ordem a determinar potenciais perigos para os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional. Com base na investigação da agência, a porta-voz Kelly Humphries da NASA afirmou que os seis actuais habitantes do posto avançado orbital não estão em perigo.

"Os controladores de voo investigaram as previsões meteorológicas da proeminência e determinaram que não deverão existir efeitos adversos, não sendo por isso necessário tomar medidas para proteger a tripulação," afirma Humphries.

Na semana passada, um outro grupo de manchas solares despoletou proeminências de classe M, e os cientistas da SDO disseram que estes tipos de proeminências ocorrem quase diariamente à medida que o Sol lentamente roda esta região na direcção da Terra.

A actividade solar e aumenta e diminui segundo um ciclo de 11 anos. Actualmente, o Sol encontra-se a meio do Ciclo Solar 24, e espera-se que a actividade cresça até ao máximo solar em 2013.

Links:

Notícias relacionadas:
Universe Today
SPACE.com
YouTube (vídeos da erupção)
YouTube (previsões)
EarthSky
The Weather Space.com
Scientific American
National Geographic
Discovery News
AFP
UPI.com
AstroPT
Rádio Renascença
Notícias SAPO

SDO:
NASA
Canal do SDO no YouTube
Wikipedia

Manchas solares:
Wikipedia

Sol:
Wikipedia
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Aurora de Janeiro na Noruega
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Quem fez a imagem
 
O que é aquilo no céu? Uma aurora. Uma grande ejecção de massa coronal ocorreu no nosso Sol há cinco dias atrás, expelindo uma nuvem veloz de electrões, protões e iões na direcção da Terra. Embora a maioria desta nuvem já tenha passado pela Terra, uma parte impactou com a magnetosfera da Terra e daqui resultam espectaculares auroras vistas a altas latitudes norte. Na imagem acima está uma fotogénica aurora capturada ontem à noite nos céus de Grotfjord, Noruega. Para alguns, este fantasmagórico brilho esverdeado de oxigénio atmosférico pode parecer-se como uma grande águia. Esta ronda de actividade solar ainda não acabou -- ocorreu ontem uma nova e ainda mais poderosa proeminência solar, que pode começar já hoje a fornecer auroras ainda mais espectaculares.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione astronomia@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Live Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2011 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.