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Edição n.º 829
14/02 a 16/02/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 14/02: 45.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1898, nascia Fritz Zwick, o primeiro a identificar as supernovas como uma classe separada de objectos e a sugerir a possibilidade das estrelas de neutrões; Zwicky também catalogou galáxias em enxames e desenhou motores a jacto.
Em 1989, o primeiro de 24 satélites GPS é colocado em órbita. 
Em 1990, as câmaras da Voyager 1 apontaram para o Sol e tiraram uma série de imagens da estrela e dos planetas, fazendo o primeiro "retrato" do nosso Sistema Solar visto de fora.

Em 2000, a sonda NEAR torna-se na primeira a orbitar um asteróide, 433 Eros.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 17:04.
Vénus, brilhando a Sudoeste, é certamente o planeta que melhor representa o Dia de S. Valentim. À medida que anoitece, olhe para a direita de Vénus, a cerca de dois punhos cerrados à distância de um braço esticado e encontrará o Grande Quadrado de Pégaso, apoiado num canto. Pode ser exagerado relacionar Pégaso com o Dia dos Namorados, mas Pégaso foi o cavalo que Perseu usou para salvar a sua amada Andrómeda.

Dia 15/02: 46.º dia do calendário gregoriano.
História:  Em 1564 nascia Galileu Galilei, um dos astrónomos mais famosos de sempre. Foi o primeiro a utilizar o telescópio para observar os céus, observando as manchas solares e também os satélites de Júpiter.
Em 1828 nascia Júlio Verne.

Durante a sua vida escreveu 54 obras relacionadas com a ficção científica.
Em 1999, lançamento do IKONOS 2 Athena 2
Observações: Uma duas, três horas antes do nascer do dia, olhe por baixo da Lua em busca de Antares em Escorpião.
Pelas 21:30, a estrela mais brilhante do céu nocturno, Sirius, brilha na sua posição mais alta a Sul.

Dia 16/02: 47.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1786 nascia François Arago, cientista pioneiro na natureza da onda da luz e o inventor do polarómetro e outros instrumentos ópticos. A sua teoria da luz previa que a velocidade da luz decresceria ao passar por um meio mais denso.
Em 1948 é descoberta a lua de UranoMiranda, por Gerard Kuiper.

Em 1961, é lançado o Explorer 9 (S-56a)
Observações: A Ursa Maior apoia-se na sua "pega", alta a Nordeste por estas noites. As suas duas estrelas do topo, apontam para a Estrela Polar.

 
CURIOSIDADES


Um novo radio-telescópio vai ser construído ou na África do Sul ou na Austrália/Nova Zelândia, e quando estiver totalmente pronto em 2024, será o mais sensível e o maior do mundo. Este complexo vai gerar dados, num único dia, equivalentes ao total de dados gerados no mundo inteiro durante um ano, mais de 1 exabyte.

 
VLT OBTÉM IMAGEM INFRAVERMELHA MAIS DETALHADA DE SEMPRE DA NEBULOSA CARINA
Este grande panorama da Nebulosa Carina, uma região de massiva formação estelar nos céus do Sul, foi obtido no infravermelho graças à câmara HAWK-I acoplada ao VLT do ESO. Muitas características previamente escondidas, espalhadas pela espectacular paisagem celeste de gás, poeira e estrelas jovens, foram observadas.
Crédito: ESO/T. Preibisch
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O VLT (Very Large Telescope) do ESO capturou a imagem infravermelha mais detalhada até agora da Nebulosa Carina, um berçário estelar. Muitas estruturas previamente escondidas e espalhadas pela espectacular paisagem celeste de gás, poeira e estrelas jovens, são agora visíveis. Esta é uma das imagens mais extraordinárias obtidas pelo VLT.

No coração profundo da Via Láctea, a Sul, encontra-se a maternidade estelar chamada Nebulosa Carina. Situa-se a cerca de 7500 anos-luz de distância da Terra na direcção da constelação da Quilha. Esta nuvem de gás e poeira brilhante é uma das incubadoras de estrelas de grande massa mais próximas da Terra, incluindo várias das estrelas mais brilhantes e de maior massa que se conhecem. Uma delas, a misteriosa e altamente instável Eta Carinae, foi a segunda estrela mais brilhante no céu durante vários anos, por volta de 1840 e irá provavelmente explodir como uma supernova num futuro próximo, em termos astronómicos. A Nebulosa Carina é um laboratório perfeito para estudar os nascimentos violentos e as vidas iniciais das estrelas.

Embora esta nebulosa seja espectacular em imagens no visível, o certo é que muitos dos seus segredos se encontram escondidos por detrás das espessas nuvens de poeira. Para conseguir penetrar este véu, uma equipa de astrónomos europeus liderada por Thomas Preibisch, do Observatório da Universidade de Munique, Alemanha, utilizou o VLT e a sua câmara infravermelha HAWK-I.

Centenas de imagens individuais foram combinadas para criar esta imagem, que é o mosaico infravermelho mais detalhado alguma vez obtido para esta nebulosa, sendo igualmente uma das melhores imagens jamais criadas pelo VLT. Mostra-nos não apenas as estrelas brilhantes de grande massa, mas também centenas de milhares de estrelas muito mais ténues, as quais não se conseguiam observar anteriormente.

A ofuscante estrela Eta Carinae aparece na parte inferior esquerda da nova imagem. Encontra-se rodeada por nuvens de gás que brilham devido a intensa radiação ultravioleta. Por toda a imagem aparecem também muitas bolhas compactas de matéria escura que permanecem opacas mesmo no infravermelho. São casulos de poeira onde novas estrelas se encontram em formação.

Durante os últimos milhões de anos, esta região do céu formou um grande número de estrelas, tanto individuais como em enxames. O brilhante enxame estelar próximo do centro da imagem chama-se Trumpler 14. Embora este objecto se observe perfeitamente no visível, nesta imagem infravermelha conseguem distinguir-se muito mais estrelas ténues. E do lado esquerdo da imagem, podemos observar uma pequena concentração de estrelas amareladas. Este grupo foi visto pela primeira vez nestes novos dados do VLT: estas estrelas não são de todo observáveis no visível. Este é apenas um dos muitos objectos novos revelados pela primeira vez neste panorama.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Astronomy Now Online
PHYSORG.com
SPACE.com
Spaceref
Spacedaily
Wired
UPI.com

Nebulosa Carina:
Wikipedia
SEDS.org

ESO:
Página oficial
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Nebulosa da Roseta
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Brian Davis
 
A Nebulosa da Roseta não é a única nuvem de gás e poeira cósmica que evoca a imagem de flores -- mas é a mais famosa. Na fronteira de uma grande nuvem molecular, a uns 5000 anos-luz de distância, as pétalas desta rosa são na realidade um berçário estelar cuja forma, linda e simétrica, é esculpida pelos ventos e pela radiação do seu enxame central de estrelas jovens e quentes. As estrelas do enxame energético, catalogado como NGC 2244, têm apenas uns quantos milhões de anos, enquanto que a cavidade central da Nebulosa da Roseta, catalogada como NGC 2237, tem aproximadamente 50 mil anos-luz em diâmetro. A nebulosa pode ser observada com um pequeno telescópio na direcção da constelação do Unicórnio.
 

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