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Edição n.º 848
20/04 a 23/04/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 20/04: 111.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1865, o astrónomo Pietro Angelo Secchi demonstra o disco de Sechi, que mede a claridade da água, a bordo do iate do Papa Pio IX, o L'Imaculata Concezione.
Em 1972, a Apollo 16 aterra na Lua, uma das seis missões tripuladas à Lua com sucesso.

John W. Young e Thomas K. Mattingly III alunaram numa área de nome Descartes. Este foi o primeiro estudo das terras-altas, feito com várias câmaras e experiências. O "rover" lunar foi usado pela segunda vez. Os astronautas permaneceram 71 horas na superfície. Recolheram 95,8 kg de rochas lunares.
Observações: Capella, Vénus e Aldebarão formam uma linha quase direita no céu a Oeste hoje e Sábado à noite. A ordem acima é da direita para baixo e para a esquerda.

Dia 21/04: 112.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, um satélite Transit-5bn falha a atingir órbita da Terra após lançamento; à medida que reentra na atmosfera, 0,95 kg de plutónio radioactivo da sua fonte de alimentação SNAP RTG é largamente dispersado.
Em 1994, são anunciadas as primeiras descobertas de planetas extrasolares pelo astrónomo Alexander Wolszczan
Em 2002, uma erupção no Sol providencia uma excelente oportunidade para uma panóplia de instrumentos nas sondas SOHOTRACE e RHESSI recolherem dados para comparação com o modelo Lin & Forbes de CMEs (ejecção de massa coronal).

Observações: Lua Nova, pelas 09:18.

Dia 22/04: 113.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1500, Pedro Álvares Cabral chegava pela primeira vez ao Brasil, numa viagem épica em que o Oceano era o equivalente actual do Espaço.
Em 1904, nascia Robert Oppenheimer, físico americano mais conhecido pelo seu papel como director científico do Projecto Manhattan.

É por isso lembrado como o "Pai da Bomba Atómica". 
Em 1970 comemorava-se pela primeira vez o Dia da Terra.
Observações: A fraca mas imprevisível chuva de meteoros Lirideas deverá atingir o máximo nas primeiras horas da manhã de Domingo. Por isso, poderá levantar-se mais cedo e tentar observar algumas estrelas cadentes. Não haverá Lua. Pode ver até uma dúzia de meteoros, sob condições escuras.

Dia 23/04: 114.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1792, nascia John Thomas Romney Robinson, astrónomo irlandês que compilou o catálogo estelar Armagh, fez trabalhos sobre a construção de instrumentos astronómicos e foi também provavelmente o inventor de um aparelho que media a velocidade do vento, o anemómetro de Robinson. A cratera Robinson na Lua tem o seu nome.
Em 1858, nascia Max Planck, físico alemão considerado o fundador da teoria quântica, pela qual recebeu o Prémio Nobel da Física em 1918.

Em 1967, era lançada a missão Soyuz 1 com o Coronel Valentim Komarov a bordo, que viria a morrer no dia seguinte quando a nave na reentrada se despenhou contra o solo.
Em 2009, a explosão de raios-gama GRB 090423 é observada durante 10 segundos, classificada agora como o segundo objecto mais distante e antigo do Universo conhecido.
Observações: Capella é a estrela mais brilhante a Noroeste após o anoitecer. Arcturo é a estrela mais brilhante a Este. Ambas têm magnitude zero - e e esta semana, ambas situam-se exactamente à mesma altura por cima do horizonte cerca de hora e meia depois do pôr-do-Sol. Consegue medir a hora exacta deste evento?

 
TEORIAS SOBRE MATÉRIA ESCURA COMPROMETIDAS?
Impressão de artista da distribuição esperada de matéria escura em torno da Via Láctea.
Crédito: ESO/L. Calçada
(clique na imagem para ver versão maior legendada)
 

O estudo mais preciso sobre os movimentos de estrelas na Via Láctea não mostrou evidências da existência de grandes quantidades de matéria escura na vizinhança do Sol. De acordo com as teorias geralmente aceites, a vizinhança do Sol deveria estar cheia de matéria escura, a matéria invisível misteriosa que só pode ser detectada de modo indirecto pela força gravitacional que exerce. No entanto, um novo estudo de uma equipa de astrónomos no Chile descobriu que estas teorias afinal não explicam os dados observados, o que pode significar que tentativas de detectar directamente partículas de matéria escura na Terra dificilmente serão bem sucedidas.

Uma equipa de astrónomos, utilizando o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros instalado no Observatório de La Silla do ESO, juntamente com outros telescópios, mapeou os movimentos de mais de 400 estrelas até uma distância de 13.000 anos-luz do Sol. A partir destes novos dados, a equipa calculou a massa da matéria na vizinhança do Sol, contida num volume quatro vezes maior do que o alguma vez considerado.

"A quantidade de massa que calculámos coincide muito bem com o que vemos - estrelas, poeira e gás - na região em torno do Sol," diz o líder da equipa Christian Moni Bidin (Departamento de Astronomia, Universidade de Concepción, Chile). "O que não deixa lugar para matéria adicional - a matéria escura - que esperávamos encontrar. Os nossos cálculos mostram que a matéria escura deveria ter aparecido muito claramente nas medições. Mas afinal não está lá!"

A matéria escura é uma substância misteriosa que não pode ser vista, mas que se detecta pelo efeito gravitacional que exerce na matéria à sua volta. Este ingrediente extra do cosmos foi originalmente sugerido para explicar por que é que as zonas periféricas das galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea, rodavam tão rapidamente. A matéria escura é agora uma parte integrante das teorias que explicam como é que as galáxias se formam e evoluem.

Hoje em dia é geralmente aceite que a componente escura constitui cerca de 80% da massa do Universo, apesar do facto de continuar a resistir a todas as tentativas de clarificação da sua natureza, a qual permanece obscura. Até agora todas as tentativas de detecção de matéria escura em laboratórios na Terra falharam.

Ao medir cuidadosamente os movimentos de muitas estrelas, particularmente daquelas fora do plano da Via Láctea, a equipa pôde trabalhar ao invés na dedução da quantidade de matéria presente. Os movimentos são o resultado da atracção gravitacional mútua de toda a matéria, seja ela normal (por exemplo estrelas), seja ela escura.

Os modelos que existem para explicar como é que as galáxias se formam e rodam, sugerem que a Via Láctea esteja rodeada por um halo de matéria escura. Os modelos não conseguem prever exactamente a forma desse halo, mas prevêem encontrar quantidades significativas de tal matéria na região em torno do Sol. No entanto, apenas algumas formas bastante invulgares do halo de matéria escura - tais como uma forma extremamente alongada - poderiam explicar a falta de matéria escura descoberta por este novo estudo.

Os novos resultados também significam que tentativas de detectar matéria escura na Terra por meio das raras interacções entre as partículas de matéria escura e as partículas de matéria "normal" terão poucas probabilidades de sucesso.

"Apesar dos novos resultados, a Via Láctea roda muito mais rapidamente do que o que pode ser justificado pela matéria visível. Por isso, se a matéria escura não está onde se esperava, temos que procurar uma nova solução para o problema da massa que falta. Os nossos resultados contradizem os modelos actualmente aceites. O mistério da matéria escura tornou-se agora ainda mais misterioso. Rastreios futuros, como os da missão Gaia da ESA, serão cruciais para avançarmos a partir deste momento," conclui Christian Moni Bidin.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
SPACE.com
Universe Today
National Geographic
Nature
PHYSORG

Observatório La Silla:
ESO
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

Matéria escura:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Despedida Final do Discovery
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Ben Cooper (Launch Photography)
 
Subindo para céus nublados, o vaivém Discovery levantou voo do Centro Espacial Kennedy às 7 horas locais de passada Terça-feira. O adeus derradeiro do vaivém ao CEK, voou montado no topo de um Boeing 747. Depois de passar pela costa do Espaço, pelo Centro Aeroespacial Goddard e por Washington, o Discovery aterrou no Aeroporto Internacional de Dulles no estado americano da Virginia, para permanentemente habitar o Centro Udvar-Hazy do Museu do Ar e do Espaço do Smithsonian. O vaivém Discovery vai para a reforma como o mais viajado dos vaivéns orbitais da NASA, percorrendo mais de 238 milhões de quilómetros em 39 missões, entre elas o lançamento do Telescópio Hubble. Em operações desde 1984 e até 2011, o Discovery passou, no total das suas viagens, um ano no espaço.
 

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