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Edição n.º 854
11/05 a 14/05/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 11/05: 132.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1918 nascia Richard Feynman, que em conjunto com Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga, ganhou o prémio Nobel da Física pelo seu trabalho sobre electrodinâmica quântica. Também trabalhou na investigação do acidente do vaivém Challenger.
Em 1916 morria Karl Schwarzschild.

Usando a teoria da gravitação de Einstein, que descreve a forma como o espaço-tempo é curvado pela matéria, explica que quando uma estrela se contrai, existe um ponto em que a sua gravidade é tão forte que nem a luz pode escapar, o agora famoso buraco negro. Este ponto é conhecido como o raio de Schwarzchild e é igual à massa do objecto multiplicada pelo dobro da constante da gravidade e dividida pela velocidade da luz ao quadrado.
Observações: O brilhante planeta Vénus tem descido a cada noite para mais perto do horizonte a Oeste-Noroeste. Para a sua direita está a estrela muito mais ténue, Elnath, da constelação de Cocheiro. Estão separados por pouco mais que 1º.

Dia 12/05: 133.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, a sonda soviética Luna 5 colide com a Lua.

Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 22:47.

Dia 13/05: 134.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1733, num registo de um eclipse solar transmitido para a Sociedade Real, o astrónomo sueco Bigerus Vassenius torna-se na primeira pessoa a notar o brilho da Terra na Lua durante a totalidade.

Ele escreve que o seu telescópio, com um diâmetro focal de 6,4 metros, consegue observar algumas das principais características da Lua durante a obscuridade total.
Em 1999, lançamento do SETI@Home. Depois de alguns anos de preparação, o maior projecto informático distribuído do mundo começa a pesquisar os céus em busca de sinais enviados por uma civilização extraterrestre inteligente.
Observações: Olhe para Norte ao caír da noite, bem alto, quase no zénite. Aí encontra-se a Ursa Maior, flutuando de cabeça para baixo. A estrela do meio da sua "pega" é Mizar; consegue ver a pequena Alcor lá bem perto? Para descobrir para que lado de Mizar se encontra Alcor, note que Vega está a subir a Nordeste. Uma linha de Mizar, através de Alcor, passa sempre por Vega.

Dia 14/05: 135.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1861, um meteoritocondrito de 859 gramas, atinge a Terra perto de Barcelona e é apelidado de meteorito Canellas.
Em 1973, lançamento da primeira estação espacial americana, o Skylab.

É a última descolagem do foguetão Saturno V.
Observações: A brilhante estrela Acturo domina o céu a Este estas noites. É uma estrela tão familiar, mas na realidade é quase uma desconhecida. Está apenas a 37 anos-luz de distância, mas a sua alta velocidade, em comparação com a maioria das estrelas na nossa vizinhança, significa que está apenas a passar pela nossa parte da Galáxia. De facto, Arcturo parece ser parte de uma corrente estelar dispersa e de alta-velocidade, o último elemento identificável de uma antiga galáxia anã que se fundiu com a Via Láctea.

 
CURIOSIDADES


O satélite europeu gigante (com o tamanho de um autocarro), Envisat, oficialmente declarado como perdido na passada Quarta-feira, poderá ficar em órbita durante os próximos 150 anos, o que constitui uma ameaça para outras naves em órbita do nosso planeta.

 
MISSÃO DAWN REVELA SEGREDOS DE ASTERÓIDE GIGANTE

A sonda Dawn da NASA providenciou aos investigadores a primeira análise orbital do asteróide gigante Vesta, produzindo novas informações acerca da sua criação e parentesco com os planetas terrestres e a Lua da Terra.

Sabe-se agora que Vesta é um fóssil especial do início do Sistema Solar com uma superfície mais variada e diversa do que originalmente se pensava. Os cientistas confirmaram uma variedade de maneiras como Vesta se assemelha com um planeta pequeno ou a Lua da Terra, mais do que outro asteróide. Os resultados aparecem na edição de ontem (10 de Maio) da revista Science.

"A visita da Dawn a Vesta confirmou as nossas teorias acerca da história deste asteróide gigante, e ajudou-nos a preencher detalhes impossível de saber de longe," afirma Carol Raymond, vice-investigadora principal do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Após quase um ano desde a chegada da Dawn a Vesta, sabemos agora que o asteróide tem qualidades tipo-planeta e que a Terra tem ligações com esse ponto brilhante no céu nocturno."

Pólo sul de Vesta, que mostra o tamanho da cratera Rheasilvia.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas vêm agora Vesta como um bloco de construção planetária com camadas e com um núcleo ferroso - o único conhecido que se sabe ter sobrevivido aos primeiros dias do Sistema Solar. A complexidade geológica do asteróide pode ser atribuída a um processo que separou o asteróide em crosta, manto e núcleo de ferro com um raio de aproximadamente 110 km há cerca de 4,56 mil milhões de anos atrás. Os planetas terrestres e a lua da Terra formaram-se de modo semelhante.

A Dawn observou um padrão de minerais expostos por feridas profundas criadas por impactos de rochas espaciais, que podem suportar a ideia que o asteróide já teve um oceano subsuperficial de magma. Um oceano de magma ocorre quando um corpo sofre fusão quase por completo, levando à formação de camadas em blocos de construção que podem formar planetas. Outros corpos com oceanos de magma acabaram por fazer parte da Terra e de outros planetas.

Os dados também confirmam que um grupo distinto de meteoritos descobertos na Terra, como se pensava, teve origem em Vesta. As assinaturas de piroxena -- um mineral rico em ferro e magnésio -- nesses meteoritos coincidem com as rochas estudadas na superfície de Vesta. Estes objectos constituem cerca de 6% de todos os meteoritos que caem na Terra.

Esta imagem mostra três "fatias" de uma classe de meteoritos que caem na Terra que a missão Dawn da NASA confirmou como tendo origem no asteróide gigante Vesta.
Crédito: Universidade do Tennessee
 

Isto torna Vesta uma das maiores fontes individuais dos meteoritos da Terra. A descoberta também marca a primeira vez que uma sonda foi capaz de visitar a fonte de amostras após estes terem sido identificados na Terra.

Os cientistas sabem agora que a topografia de Vesta é muito inclinada e variada. Algumas crateras em Vesta formaram-se em encostas muito inclinadas e têm lados quase verticais, e que derrocadas ocorrem mais amiúde do que se pensava.

Outro achado inesperado é que o pico central do asteróide, na bacia Rheasilvia no hemisfério sul, é muito mais alto e largo, relativamente ao tamanho da sua cratera, do que os picos centrais em crateras noutros corpos como a nossa Lua. Vesta também tem parecenças com outros mundos de baixa-gravidade, como as pequenas luas geladas de Saturno, e a sua superfície tem marcas claras e escuras que não coincidem com os padrões previsíveis na Lua da Terra.

O asteróide gigante Vesta é visto aqui como o corpo mais pequeno do conjunto de outros corpos semelhantes no Sistema Solar: Marte, Mercúrio, a Lua da Terra, e o planeta anão Ceres.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Sabemos muito acerca da Lua e só agora estamos a começar a entender Vesta," afirma Vishny Reddy, membro da equipa de imagem no Instituto Max Planck para Pesquisa no Sistema Solar, na Alemanha, e da Universidade do Dakota do Norte em Grand Forks. "A comparação entre os dois astros dá-nos duas histórias de como estes gémeos fraternos evoluíram no passado do Sistema Solar."

A Dawn revelou detalhes de colisões contínuas que agrediram Vesta ao longo da sua história. Os cientistas da Dawn podem agora datar os dois impactos gigantes que massacraram o hemisfério sul de Vesta e criaram a bacia Veneneia há aproximadamente 2 mil milhões de anos e a bacia Rheasilvia há cerca de mil milhões de anos atrás.

"As grandes bacias de impacto na Lua são muito antigas," afirma David O'Brien, cientista da Dawn e do Instituto de Ciências Planetárias em Tucson, no estado americano do Arizona. "O facto do maior impacto em Vesta ser tão jovem é surpreendente."

Lançada em 2007, a Dawn começou a explorar Vesta em meados de 2011. A sonda tem partida prevista de Vesta a 26 de Agosto, e o seu próximo alvo será o planeta anão Ceres, em 2015.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Science (requer subscrição)
Nature
Space Daily
Space Daily - 2
SPACE.com
Spaceref
Universe Today
Discovery News

Missão Dawn:
Página oficial
Wikipedia

Vesta:
Voo virtual da Dawn por Vesta (YouTube)
Wikipedia

Ceres:
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Sol vs. Super-Lua
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Charlie Szabototh
 
A Super-Lua vence, por um apenas, quando o seu tamanho aparente é comparado com o do Sol nesta engenhosa composição. Para ser feita, a Lua Cheia de 6 de Maio foi fotografada pela mesma câmara e telescópio usado para observar o Sol (com um filtro solar denso!) no dia seguinte. Claro, no dia 6 de Maio a Lua esteve no perigeu, o ponto mais próximo da Terra na sua órbita elíptica, o que a tornou na maior Lua Cheia de 2012. Duas semanas mais tarde, a 20 de Maio, a Lua estará no apogeu, o ponto mais distante da sua órbita, por isso nessa altura estará quase no seu tamanho aparente mais pequeno. Nessa data também será Lua Nova. E para alguns a Lua Nova será surpreendentemente fácil de comparar com o Sol, porque no dia 20 ocorrerá o primeiro eclipse solar de 2012, visível em grande parte da Ásia, Pacífico e América do Norte. Ao longo de um percurso com 240 a 300 km de largura, o eclipse será anular. Perto do apogeu a silhueta mais pequena da Lua cabe dentro do brilhante disco solar.
 

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