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Edição n.º 855
15/05 a 17/05/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 15/05: 136.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1618, Johannes Kepler confirma a sua descoberta, previamente rejeitada, da terceira lei do movimento planetário (descobriu-a primeiro a 8 de Março mas rejeitou a ideia pós ter feito alguns cálculos iniciais).
Em 1836, Francis Baily, um explorador e corretor de bolsa Britânico virado para a Astronomia aos 50 anos, observa na Escócia um eclipse total do Sol, no qual explica o fenómeno que ocorre no princípio e no fim da totalidade, agora conhecido como Contas de Baily.

Baily ajudou a fundar a Real Sociedade de Astronomia em Londres, reveu catálogos estelares e estudou meteorologia. Morreu a 30 de Agosto de 1844.
Em 1958, lançamento do Sputnik 3.
Em 1960, a União Soviética lança o Sputnik 4
Em 1963, lançamento da última missão do programa Mercury, o Mercury-Atlas 9 com o astronauta L. Gordon Cooper a bordo. Torna-se no primeiro americano a ficar mais de um dia no espaço.
Observações: Arcturo brilha alto a Sudeste após o anoitecer. Vega, igualmente brilhante, brilha mais baixa a Nordeste. A um terço da distância entre as duas estrelas está a constelação de Coroa Boreal, com a sua única estrela de brilho modesto, Alphecca. A dois-terços entre Arcturo e Vega está Hércules.

Dia 16/05: 137.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a sonda soviética, Venera 5, aterra em Vénus.
Em 1992, o vaivém espacial Endeavour aterra em segurança após o seu voo inaugural
Em 1997, a STS-84 atraca com a MIR para a sexta missão STS-MIR.

É o 122.º dia de Jerry Linenger como membro da tripulação da MIR.
No mesmo ano, imagens de todo o mundo do Cometa Halle-Bopp são colocadas online.
Observações: Esta é a altura do ano em que a Ursa Maior flutua de cabeça para baixo na sua maior altura a Norte quando as estrelas começam a ser visíveis. Muito para baixo está a estrela Polar. Ainda mais para baixo, perto ou mesmo por baixo do horizonte, dependendo da sua latitude, está a constelação com a forma de W, Cassiopeia.

Dia 17/05: 138.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1836 nascia J. Norman Lockyer, descobridor do elemento hélio em 1868. J. N. L. fazia estudos espectrais do Sol quando atribuíu linhas desconhecidas de absorção ao novo elemento, só "descoberto" na Terra em 1891. 

Sir Lockyer também é conhecido como o Pai da Arqueoastronomia. Foi um dos primeiros a propôr cientificamente que Stonehenge era um observatório astronómico e que as pirâmides do Egipto e as grandes catedrais Cristãs medievais foram construídas ao longo de orientações astronómicas importantes.
Em 1882 foi descoberto um cometa em fotografias da coroa solar tiradas durante um eclipse total; o cometa nunca mais foi visto. Provavelmente era um "suicida", em rota de colisão com o Sol.
Em 1969, a soviética Venera 6começa a sua descida pela atmosfera de Vénus, enviando dados atmosféricos antes de ser destruída pela pressão.
Observações: O Triângulo de Verão está totalmente visível a Este-Nordeste pouco tempo depois das 23 horas. A sua estrela de topo é Vega, a estrela mais brilhante do céu a Este. A cerca de dois punhos à distância de um braço esticado para baixo e para a esquerda, está Deneb. Para baixo e para a direita de Vega está Altair. Se tem acesso a um céu escuro, conseguirá ver que a Via Láctea passa entre as três estrelas.

 
CURIOSIDADES


A partir de baixa órbita terrestre (entre 250-560 km), várias construções feitas pelo Homem são visíveis: aeroportos, pontes, barragens e auto-estradas. A Grande Muralha da China, um dos feitos da Humanidade que ficou bastante famoso por se afirmar que era visível do espaço mesmo antes da era espacial, é na realidade muito ténue e apenas observável sob condições perfeitas (clique na imagem para discernir como se vê a Muralha do espaço).

 
ANÉIS DE POEIRA PODEM NÃO SIGNIFICAR PLANETAS

Pode haver fumo sem fogo. Os anéis penetrantes de poeira em torno das estrelas não são sempre escavados por planetas mas podem formar-se sozinhos - más notícias para aqueles que usam as estruturas para os guiarem em busca de estrelas que possam conter planetas. A descoberta também tem implicações para a existência de um controverso candidato a planeta.

Os discos de poeira e os detritos gasosos que rodeiam as estrelas por vezes produzem anéis alongados bem definidos. Assumiu-se que estes eram cartões-de-visita de planetas ocultos, esculpidos pelos corpos à medida que viajam pelo disco.

Concepção de artista da estrela Fomalhaut e do planeta tipo-Júpiter que o Hubble observou. Um anel de detritos parecem rodear a estrela. O planeta, chamado Fomalhaut b, orbita a estrela com 200 milhões de anos aproximadamente a cada 800 anos.
Crédito: ESA, NASA, e L. Calcada (ESO para o STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Eu chamo-o de argumento de matéria escura," afirma Wladimir Lyra do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Existe algo que estamos a ver mas que não conseguimos explicar, e culpamos a gravidade por algo invisível."

Agora Lyra e Marc Kuchner do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano do Maryland, mostraram que as interacções entre apenas a poeira e o gás podem explicar os anéis.

A poeira concentra-se em regiões de gás de alta pressão. À medida que a estrela aquece a poeira, esta por sua vez faz com que o gás aqueça e se expanda, criando uma maior pressão que concentra ainda mais poeira. Lyra e Kuchner simularam este processo de feedback e, com nenhuns planetas no seu modelo, criaram vários tipos de estruturas, incluindo anéis alongados e amontoados de detritos.

O trabalho sugere que um ponto brilhante no disco em torno da estrela Fomalhaut poderá não ser um planeta. Em 2004, o Telescópio Espacial Hubble avistou este ponto dentro de um intervalo no disco de poeira em torno de Fomalhaut. Alguns astrónomos pensaram que o ponto era um planeta gigante que tinha escavado esta divisão. Isto fez com que o objecto, denominado Fomalhaut b, seja um dos poucos exoplanetas observados directamente.

Imagem registada pelo Hubble do anel em torno de Fomalhaut e do planeta b.
Crédito: NASA, ESA, P. Kalas e J. Graham (Universidade da Califórnia, Berkeley) e M. Clampin (NASA/GSFC)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Mas observações subsequentes não detectaram o objecto em comprimentos de onda infravermelhos, sugerindo que o ponto não era um planeta tipo-Júpiter, cujo brilho infravermelho deveria ter sido observado. Ao invés, alguns cientistas propuseram a ideia de que era uma nuvem de poeira criada pela colisão de asteróides e que um ou mais planetas demasiado pequenos para serem detectados poderiam ter esculpido as fronteiras penetrantes do disco de poeira.

Markus Janson da Universidade de Princeton no estado americano de New Jersey, que estudou o sistema de Fomalhaut, diz que é ainda demasiado cedo para afirmar com certeza qual a natureza do ponto brilhante e o porquê do anel de poeira parecer tão bem esculpido. Mas encontra-se interessado em saber como estas estruturas se podem formar devido à hidrodinâmica da poeira e do gás: "Estou agora mais aberto à ideia que talvez não existam quaisquer planetas [em torno de Fomalhaut]."

Links:

Notícias relacionadas:
Artigo científico (formato PDF)
New Scientist

Fomalhaut:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Galáxia Espiral NGC 1672
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, Equipa do Hubble Heritage (STScI/AURA); Reconhecimento: L. Jenkins (GSFC/U. Leicester)
 
Muitas galáxias espirais têm barras que atravessam os seus centros. Pensa-se que mesmo até a nossa Via Láctea tenha uma modesta barra central. A proeminente galáxia espiral barrada NGC 1672, na imagem acima, foi capturada em espectacular detalhe pelo Telescópio Espacial Hubble. São visíveis correntes de poeira escura filamentar, jovens enxames de estrelas azuis e brilhantes, nebulosas vermelhas e brilhantes de emissão de hidrogénio gasoso, uma longa e brilhante barra de estrelas que atravessa o centro e um núcleo activo que provavelmente contém um buraco negro supermassivo. A luz de NGC 1672 demora cerca de 60 milhões de anos até chegar à Terra e tem um diâmetro de aproximadamente 75.000 anos-luz. NGC 1672, situada na direcção da constelação de Dourado, está a ser estudada com o objectivo de descobrir como uma barra espiral contribui para a formação estelar nas regiões centrais de uma galáxia.
 

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