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Edição n.º 859
29/05 a 31/05/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 29/05: 150.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1919, um eclipse solar total foi observado por dois diferentes grupos de astrónomos (Arthur Eddington e Andrew Crommelin), tentando confirmar a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, medindo se o Sol distorcia as posições aparentes das estrelas das Híades.
Em 1974 era lançada a Luna 22(USSR).

Em 1999, o vaivém Discovery completa a sua primeira atracagem com a Estação Espacial Internacional.
Observações: A brilhante estrela Arcturo brilha a Sudeste do zénite após o anoitecer. Vega, igualmente brilhante, cintila menos alta a Este-Nordeste. A um terço do caminho entre Arcturo e Vega, procure a ténue constelação da Coroa Boreal, com a sua única estrela de brilho modesto, Alphecca. A dois terços, está a constelação de Hércules.

Dia 30/05: 151.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, lançamento da Surveyor 1, a primeira sonda sonda americana a aterrar em segurança noutro corpo planetário (neste caso, a Lua). 

Em 1971 era lançada a Mariner 9. A 13 de Novembro alcança a órbita de Marte. Envia 6.900 imagens.
Observações: Saturno e Espiga estão bem para a esquerda da Lua esta noite. A uma distância menor e para baixo da Lua, procure as 4 estrelas da constelação de Corvo.

Dia 31/05: 152.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2001, a sonda Cassini completa o veu voo rasante por Júpiter e dirige-se para Saturno.

Imagens de despedida de um eclipse de Io mostram actividade auroral na atmosfera Ioniana.
Observações: Por volta das 23 já é visível o Triângulo de Verão a Este-Nordeste. A estrela do topo é Vega: a estrela mais brilhante do céu a Este. Deneb é a estrela mais brilhante para baixo e para a esquerda de Vega. Procure Altair para baixo e para a direita de Vega.

 
CURIOSIDADES


O primeiro objecto HH foi descoberto perto da estrela T Tauri no final do século XIX por Sherburne Wesley Burnham, mas foi apenas catalogado como um nebulosa de emissão e não reconhecido como uma classe distinta de objecto. Os objectos HH estão mesmo por cima e por baixo da estrela (a nebulosa à direita é NGC 1555).

 
ANATOMIA DE UM FLUXO ESTELAR

Os astrónomos pensavam que a formação estelar envolvia simplesmente a coalescência gradual de material sobre a influência da gravidade. Já não. A formação de uma nova estrela é um processo complexo: entre outras coisas, envolve a montagem de um disco circunstelar (possivelmente pré-planetário em natureza) e ao mesmo tempo a ejecção de material como jactos bipolares perpendiculares a esses discos.

Estes fluxos ajudam as jovens estrelas a equilibrar o seu crescimento durante a acreção do material, mas ao mesmo tempo perturbam o ambiente. Embora já se saiba da existência de jactos em estrelas jovens há mais de vinte anos, as suas influências sobre o ambiente têm permanecido incertas, em parte devido às nuvens de poeira nas quais as estrelas se formam, que obscurecem o espectro óptico.

Astrónomos do Observatório Astrofísico do Smithsonian em Cambridge, no estado americano do Massachusetts, Achim Tappe, Jan Forbrich e Charlie Lada, juntamente com outros dois colegas, usaram o espectrómetro a bordo do Telescópio Espacial Spitzer para estudar um fluxo estelar jovem e relativamente próximo (objecto Herbig Haro 211, ou HH211).

Imagem do Hubble de um jacto de emissão oriundo de uma estrela jovem (HH111).
Crédito: Reipurth, NASA e HST
 

Já se sabia que este jacto veloz, à medida que escava o meio interestelar, chocava com gás; o processo é muito parecido com um jacto que se move mais depressa que o som e cria uma onda de choque. Mas para o fluxo estelar jovem, vários aspectos detalhados ainda permaneciam envoltos em mistério.

Os cientistas descobriram no espectro infravermelho um rico tesouro de brilhantes características da emissão de pelo menos sete diferentes moléculas excitadas pelo choque - hidrogénio molecular, água, dióxido de carbono, monóxido de carbono, OH, HD, e uma espécie ionizada de HCO. Foram também observadas inúmeras linhas atómicas.

Os astrónomos concluíram que o choque tem regiões distintas ao longo do seu percurso e enquanto escava a nuvem natal a velocidades que rondam os 40 quilómetros por segundo. Na ponta, onde o jacto subitamente encontra o gás ambiente e diminui de velocidade, existe material ionizado e forte emissão de hidrogénio molecular; mais perto da estrela, as temperaturas dos gases e as densidades variam sistematicamente à medida que o gás excitado começa a arrefecer.

Podem ser observados brilhantes nós ao longo de todo o jacto, que são ou o resultado de quentes aglomerados expelidos ou aglomerados previamente existentes que colidiram com o jacto à medida que este passava por lá.

O novo artigo científico está entre os primeiros a descobrir e a analisar a complexa radiação infravermelha das ondas de choque em torno de estrelas recém-nascidas, e abre a porta a novos métodos de estudar o ambiente das regiões de formação estelar.

Links:

Notícias relacionadas:
CfA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (requer subscrição)
PHYSORG

Objecto Herbig-Haro:
Wikipedia

Formação de sistemas estelares:
Evolução estelar (Wikipedia)

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 891 de Lado
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Dados da composição -  Telescópio Subaru (NAOJ), Arquivo de Dados do Hubble
Michael Joner, David Laney (Observatório West Mountain, BYU); Processamento -  Robert Gendler
 
Neste lindo retrato cósmico está NGC 891. A galáxia espiral mede cerca de 100.000 anos-luz e é vista, da nossa perspectiva, quase de lado. De facto, a aproximadamente 30 milhões de anos-luz na direcção da constelação de Andrómeda, NGC 891 parece-se muito com a nossa Via Láctea. À primeira vista, tem um disco galáctico achatado e fino, e um bojo central cortado ao meio por regiões de poeira escura obscurecente. Os dados combinados da imagem também revelam os jovens enxames azuis da galáxia e as tantalizantes regiões de formação estelar cor-de-rosa. Vista de lado, em NGC 891 estão filamentos de poeira que se prolongam por centenas de anos-luz por cima e por baixo da linha do centro. A poeira foi provavelmente expelida do disco por explosões de supernovas ou por intensas regiões de formação estelar. Também podem ser observadas ténues galáxias vizinhas perto do disco desta galáxia.
 

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