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Edição n.º 864
15/06 a 18/06/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 15/06: 167.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 763 AC, os assíriosregistam um eclipse solar que é mais tarde usado para corrigir a cronologia da história daMesopotâmia.
Em 2000, cientistas descobrem açúcar no espaço.

A descoberta da molécula de açúcar, glicoaldeído, numa nuvem gigante de gás e poeira perto do centro da nossa Via Láctea, foi feita por cientistas usando o telescópio de 12 metros de Kitt Peak, no Arizona.
Em 2002, o asteróide 2002 MN passa pela Terra a 121.000 km, cerca de um-terço da distância entre a Terra e a Lua.
Observações: Com o Verão a apenas cinco dias de distâncias, Escorpião já começa a ser visível a Sudeste ao anoitecer. A sua estrela mais brilhante é a alaranjada Antares. As estrelas brilhantes nos seus lados constituem o torso do animal, e para a direita e para cima está uma linha de estrelas que perfaz a sua cabeça. Esta é uma excelente área para explorar com um atlas celeste e uns binóculos.

Dia 16/06: 168.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1963, Valentina Tereshkova torna-se na primeira mulher a ir ao espaço, a bordo da nave soviética Vostok 6.

O seu voo solitário é ainda único. Vinte anos mais tarde, no dia 18, Sally Ride torna-se na primeira americana em órbita, a bordo do Space Shuttle.
Em 1999, maior aproximação do asteróide 1685 Toro pela Terra (0,757 UA).
Observações: Olhe para baixo a Oeste-Noroeste ao lusco-fusco para encontrar Pollux e Castor, alinhadas quase na horizontal. Estas duas estrelas de "inverno" há muito prolongam a sua estadia. Durante quantos mais dias consegue segui-las?

Dia 17/06: 169.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1909, A. Kopff descobria o asteróide Hagar (682).
Observações: Se se levantar bem cedo este Domingo, conseguirá observar, bem baixos a Este-Nordeste, a fina Lua perto de Júpiter. À medida que o amanhecer aparece, procure Vénus 8º para baixo e para a esquerda de Júpiter. Recomenda-se binóculos.

Dia 18/06: 170.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1178, 5 monges de Canterbury assistem à formação daquilo que provavelmente é a cratera Giordano Bruno. Acredita-se que as actuais oscilações da distância da Lua (na ordem de metros) sejam resultado desta colisão.

Em 1983, Sally Ride tornava-se a primeira astronauta dos Estados Unidos no espaço. 
Em 2006, lançamento do primeiro satélite do Cazaquistão, o KazSat.  
Em 2009, era lançada a sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA.
Observações: As duas estrelas mais brilhantes do Verão são Vega, alta a Este por estas noites, e Arcturo, ainda mais alta a Sudoeste. São ambas nossas vizinhas: estão a 25 e a 37 anos-luz do Sistema Solar, respectivamente. Mas essa é apenas parte da razão de parecerem tão brilhantes. Vega é mais quente, maior, e 50 vezes mais luminosa que o Sol. Arcturo liberta 150 vezes a luz da nossa estrela.

 
CURIOSIDADES


Titã é o único satélite natural que se sabe ter uma densa atmosfera, e o único objecto além da Terra no qual foram descobertos corpos líquidos estáveis à superfície.

 
CASSINI OBSERVA LAGOS TROPICAIS EM TITÃ

A sonda Cassini da NASA há muito que espia lagos de metano nos "trópicos" da lua de Saturno, Titã. Um destes lagos tropicais parece ter metade do tamanho do Grande Lago Salgado, no estado americano do Utah, e uma profundidade de pelo menos 1 metro.

O resultado, que é uma nova análise de dados da Cassini, é inesperado porque os modelos tinham assumido que estes corpos líquidos apenas podiam existir nos pólos. Os achados aparecem na edição desta semana da revista Nature.

De onde é que pode ter vindo o líquido destes lagos? "Uma fonte provável será aquíferos subterrâneos," afirma Caitlin Griffith, autora principal do artigo, que pertence à equipa da Cassini, da Universidade do Arizona, em Tucson, EUA. "Em essência, Titão pode ter oásis."

Os anéis de Saturno estão por trás de Titã, que mostra a sua região escura conhecida como Shangri-La, para Este do local de aterragem da Huygens.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Entender como lagos ou pântanos se formam em Titã ajuda os cientistas a aprender sobre o clima da lua. Tal como o ciclo hidrológico da Terra, Titã tem um ciclo de "metano" em vez de circulação de água. Na atmosfera de Titã, a radiação ultravioleta quebra o metano, iniciando uma cadeia de complicadas reacções químicas orgânicas. Mas os modelos existentes não têm sido capazes de explicar a abundante quantidade de metano.

"Um aquífero pode explicar uma das perguntas intrigantes acerca da existência de metano, que é continuamente esgotado," afirma Griffith. "O metano é um progenitor da química orgânica de Titã, que provavelmente produz moléculas interessantes como aminoácidos, os blocos de construção da vida."

Os modelos de circulação global de Titã teorizam que o metano líquido evapora da região equatorial da lua e é transportado pelo vento para os pólos norte e sul, onde as temperaturas mais frias fazem com que o metano condense. Quando cai para a superfície, forma os lagos polares. Na Terra, a água é igualmente transportada por circulação, mas os oceanos também transportam água, contrariando assim os efeitos atmosféricos.

Os resultados mais recentes vêm do espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho da Cassini, que detectou as áreas escuras na região tropical conhecida como Shangri-La, perto do local onde a sonda Huygens da ESA aterrou em 2005. Quando a Huygens aterrou, o calor da sonda evaporou algum metano no solo, indicando que havia pousado numa área húmida.

As áreas aparecem escuras para o espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho quando etano ou metano líquido estão presentes. Algumas regiões podiam ser lisas, "poças" pouco profundas. O radar da Cassini mapeou lagos na região polar, mas não detectou quaisquer lagos a baixas latitudes.

Os lagos tropicais detectados pelo espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho mantiveram-se desde 2004. Apenas uma vez foi detectada queda de chuva e evaporação nas regiões equatoriais, e apenas durante a recente época esperada das chuvas. Os cientistas, portanto, deduziram que os lagos não poderiam ser substancialmente repostos pela chuva.

"Pensámos que Titã simplesmente tinha grandes dunas no equador e lagos nos pólos, mas agora sabemos que Titã é mais complexa do que pensávamos," afirma Linda Spilker, cientista do projecto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, na Califórnia. "A Cassini ainda tem várias oportunidades para passar por esta lua no futuro, por isso estamos ansiosos por ver como os detalhes desta história são preenchidos."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Nature
SPACE.com
New Scientist
Universe Today
National Geographic
ars technica
UPI.com

Titã:
Solarviews
Wikipedia

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M13: O Grande Enxame Globular de Hércules
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Martin Pugh
 
Em 1716, o astrónomo inglês Edmond Halley notou, "esta é uma pequena mancha, mas consegue-se ver a olho nu, quando o céu está sereno e não há Lua." Claro, M13 é agora modestamente reconhecida como o Grande Enxame Globular de Hércules, um dos mais brilhantes enxames globulares do hemisfério Norte. Imagens telescópicas revelam centenas de milhares de estrelas no enxame. A uma distância de 25.000 anos-luz, as estrelas do enxame apinham uma região com apenas 150 anos-luz de diâmetro, mas perto do núcleo do enxame, mais de 100 estrelas podem estar contidas num cubo com apenas 3 anos-luz de aresta. Em comparação, a estrela mais próxima do Sol está a 4,22 anos-luz de distância. Além do núcleo denso do enxame, os limites exteriores de M13 são salientados nesta espectacular imagem a cores. As estrelas gigantes azuis e vermelhas do enxame, mais evoluídas, aparecem em tons amarelados e azuis.
 

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