Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 865
19/06 a 21/06/2012
 
Siga-nos:      
 
 
EFEMÉRIDES

Dia 19/06: 171.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 240 a.C. terá sido por volta deste dia que Eratóstenes terá "medido" o perímetro da Terra usando a sombra do Sol a duas latitudes diferentes, uma em Alexandria, a outra em Siena (actualmente Assuão).

Em 1976, a sonda Viking 1 entrava em órbita em torno de Marte após 10 meses de missão.
Observações: Esta é a altura do ano em que a Ursa Menor flutua na vertical a partir da Polaris após o anoitecer - como balão nas mãos de uma criança.
Lua Novas, pelas 16:02.

Dia 20/06: 171.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1990, era descoberto o asteróide Eureka.
Observações: Este é o dia mais longo e a noite mais curta do ano para o Hemisfério Norte. Se tiver boa vista do horizonte a Oeste-Noroeste (para latitudes médias norte), marque precisamente a posição onde o Sol de põe. Em poucos dias conseguirá detectar que está novamente a seguir para Sul deste ponto.

Dia 21/06: 172.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003, quase 20 anos depois da sua viagem ao espaço, Sally Ride entra no Corredor da Fama dos Astronautas, tornando-se na primeira mulher a ser honrada por esta instituição. 

Em 2004, o SpaceShipOne torna-se no primeiro avião espacial privado a voar no espaço.
Em 2006, as recém-descobertas luas de Plutão são oficialmente denominadas Nix e Hydra.
Observações: Começa o Verão às 00:09. É quando o Sol alcança o seu ponto mais a norte no céu e começa a sua viagem de seis meses de volta a Sul. No Hemisfério Sul, começa o Inverno.
Ao lusco-fusco, procure bem baixos a Oeste-Noroeste, Pollux, Castor, Mercúrio e uma fina Lua Crescente.

 
CURIOSIDADES


Última contagem de planetas extrasolares conhecidos: 778.

 
DADOS DA VOYAGER 1 APONTAM PARA FUTURO INTERESTELAR

Dados da sonda Voyager 1 da NASA indicam que a venerável exploradora de espaço-profundo encontrou uma região no espaço onde a intensidade das partículas carregadas que originam do exterior do Sistema Solar aumentou consideravelmente. Os cientistas da Voyager, ao olharem para este aumento rápido, aproximam-se de uma conclusão inevitável mas histórica - que o primeiro emissário da Humanidade para o espaço interestelar está no fim do Sistema Solar.

"As leis da física dizem que um dia a Voyager tornar-se-á no primeiro objecto feito pelo Homem a entrar no espaço interestelar, mas ainda não sabemos com certeza quando será esse dia," afirma Ed Stone, cientista do projecto Voyager no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, EUA. "Os últimos dados indicam que estamos claramente numa nova região onde as coisas mudam muito rapidamente. É muito excitante. Estamos a chegar à fronteira do Sistema Solar."

Os dados enviados pelas antenas da Voyager 1 fazem a viagem de 17,8 mil milhões de quilómetros em 16 horas e 38 minutos, até à Deep Space Network da NASA cá na Terra, e mostram o número de partículas carregadas medidas pelos dois telescópios a bordo da sonda com 34 anos. Estas partículas energéticas foram geradas quando as estrelas na nossa vizinhança cósmica se transformaram em supernovas.

Impressão de artista da sonda Voyager 1.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Entre Janeiro de 2009 e Janeiro de 2012, tem havido um aumento gradual de aproximadamente 25% na quantidade de raios cósmicos galácticos que a Voyager detecta," afirma Stone. "Mais recentemente, temos visto um aumento muito rápido nessa parte do espectro energético. A partir de 7 de Maio, os sinais de raios cósmicos aumentaram 5% numa semana e 9% num mês."

Este aumento é um de uma tríade de dados que necessitam oscilar significativamente para indicar uma nova era da exploração espacial. A segunda medição importante dos dois telescópios da sonda é a intensidade das partículas energéticas dentro da helioesfera, a bolha de partículas carregadas que o Sol sopra à sua volta. Embora tenha havia uma lenta diminuição nas medições destas partículas energéticas, ainda não decresceram precipitadamente, o que poderá acontecer quando a Voyager atravessar o limite solar.

O conjunto final de dados que os cientistas da Voyager acreditem revelarão uma grande mudança é a medição na direcção das linhas do campo magnético que rodeiam a nave. Embora a Voyager esteja ainda dentro da helioesfera, estas linhas percorrem Este para Oeste. Quando passar para o espaço interestelar, a equipa espera que a Voyager detecte que as linhas do campo magnético se orientem mais para Norte-Sul. Uma tal análise demorará semanas, e a equipa da Voyager está actualmente a estudar os dados do último conjunto enviado pela sonda.

Esta impressão de artista mostra as duas sondas Voyager a explorar a turbulenta região da fronteira do nosso Sistema Solar, a concha exterior da bolha de partículas carregadas em torno do nosso Sol.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Quando as Voyagers foram lançadas em 1977, a era espacial tinha 20 anos," afirma Stone. "Muitos de nós cá na equipa apenas sonhávamos em alcançar o espaço interestelar, mas não tínhamos modo de saber a duração de tal viagem -- ou até se estes dois veículos em que investimos tanto do nosso tempo e energia conseguiam operar tempo suficiente para lá chegar."

Lançadas em 1977, a Voyager 1 e 2 estão de boa saúde. A Voyager 2 está a mais de 14,7 mil milhões de quilómetros do Sol. Ambas operam como parte da Missão Interestelar Voyager, a sua missão prolongada para explorar o Sistema Solar para lá da vizinhança dos planetas exteriores. As Voyagers da NASA são as representantes activas mais distantes da Humanidade e do seu desejo de exploração.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universe Today
PHYSORG
Discovery News
Reuters
UPI.com
BBC News
io9

Sonda Voyager 1:
Página oficial (NASA)
Heavens Above
Voyager 1 (Wikipedia)

Sistema Solar:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Via Láctea por cima da Ilha da Páscoa
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Manel Soria
 
Porque é que foram construídas estas estátuas na Ilha da Páscoa? Ninguém sabe com certeza. O que se sabe é que existem lá mais de 800 grandes estátuas de pedra. As estátuas da Ilha da Páscoa têm, em média, o dobro da altura de uma pessoa e têm mais de 200 vezes a mesma massa. Pouco se sabe especificamente acerca da história ou significado destas estátuas invulgares, mas muitos acreditam que foram criadas há cerca de 500 anos atrás com as semelhanças de líderes locais de uma antiga civilização. Na imagem acima, alguns destes gigantes de pedra foram iluminados em 2009 sob a banda central da Via Láctea.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione listmaster@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Live Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2012 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.