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Edição n.º 871
10/07 a 12/07/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 10/07: 191.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 era lançado o Telstar, o primeiro satélite de comunicações a ser colocado em órbita.

Observações: À medida que as estrelas começam a aparecer no céu, procure bem alto a Este pela brilhante Vega. Quão cedo consegue avistar as outras duas estrelas do Triângulo de Verão? Deneb está 24º para baixo e para a esquerda de Vega, Altair está 34º para baixo e para a direita de Vega.

Dia 11/07: 192.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1735, cálculos matemáticos sugerem que neste dia Plutão moveu-se do nono para o oitavo planeta mais distante do Sol, pela última vez até 1979.
Em 1801, o astrónomo francêsJean-Louis Pons faz a sua primeira descoberta cometária. Durante os 27 anos seguintes, descobre outros 36 cometas, mais do que qualquer outra pessoa na História. 
Em 1962 o cosmonauta Micolaev fica em órbita quatro dias, um recorde naquela época. No mesmo ano, é feita a primeira transmissão transatlântica de televisão por satélite.
Em 1979, a Skylab regressa à Terra.

A área de detritos situa-se entre o Oceano Índico Sudeste e uma secção pouco populada da parte Oeste da Austrália.
Observações: Altair é a estrela mais brilhante a altitude média a Sul (a meio caminho entre o horizonte e o zénite). Um pouco para a sua esquerda e ligeiramente para baixo, está a pequena mas distinta constelação de Golfinho. O seu nariz aponta para a esquerda.
Lua em Quarto Minguante, pelas 02:48.

Dia 12/07: 193.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1988 era lançada a sonda soviética Phobos 2.

Após o envio de dados da sonda, esta perdeu-se em Janeiro de 1989.
Em 1999, maior aproximação do cometa Tempel 2 pela Terra (0,654 UA).
Observações: Pelas 24 horas o Grande Quadrado de Pégaso, a constelação mais representativa de Outono, está já visível baixa a Este-Nordeste e apoiada num só canto.

 
CURIOSIDADES


Segundo o geofísico Benjamin Fong Chao, da NASA, as barragens construídas nas zonas temperadas do globo travam a velocidade de rotação da Terra em 0,2 milionésimos de segundo por dia.

 
O MISTERIOSO CASO DA POEIRA DESAPARECIDA

Imagine se os anéis de Saturno desaparecessem subitamente. Os astrónomos testemunharam o equivalente em torno de uma jovem estrela tipo-Sol chamada TYC 8241 2652. Enormes quantidades de poeira que se sabia orbitar a estrela inesperadamente não se encontram em lado nenhum.

"É como o clássico truque do mágico: agora vês, agora já não. Só que neste caso estamos a falar de poeira suficiente para preencher todo o Sistema Solar interior e acabou de desaparecer!", afirma Carl Melis da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, que liderou o novo estudo publicado na edição de 5 de Julho da revista Nature.

Impressão de artista do disco poeirento de formação planetária em torno da estrela TYC 8241 2652, antes de desaparecer há uns atrás quando ainda emitia grandes quantidades de radiação infravermelha.
Crédito: Observatório Gemini/AURA, Lynette Cook
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O disco de poeira em torno de TYC 8241 2652 foi observado pela primeira vez pelo satélite IRAS (Infrared Astronomical Satellite) da NASA em 1983, e continuou a brilhar fortemente durante 25 anos. Pensa-se que a poeira era devida a colisões entre os planetas em formação, parte normal da formação planetária. Tal como a Terra, a poeira absorve a energia da luz estelar e reirradia essa energia como radiação infravermelha, ou calor.

A primeira indicação forte do desaparecimento do disco apareceu em imagens obtidas em Janeiro de 2010 pelo satélite WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA. Uma imagem infravermelha obtida pelo Telescópio Gemini no Chile a 1 de Maio de 2012 confirmou que a poeira já tinha desaparecido há dois anos e meio.

Impressão de artista do sistema TYC 8241 2652 como poderá aparecer agora após a maioria da poeira ter desaparecido.
Crédito: Observatório Gemini/AURA, Lynette Cook
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nunca tinha sido visto nada do género nas muitas centenas de estrelas onde os astrónomos estudam anéis de poeira," afirma o co-autor Ben Zuckerman da mesma Universidade, cuja pesquisa foi suportada pela NASA. "Este desaparecimento é extremamente rápido até para uma escala de tempo humana, já sem falar numa escala astronómica. O desaparecimento da poeira em TYC 8241 2652 foi tão bizarro e rápido, que inicialmente achei que as nossas observações deveriam simplesmente estar erradas de alguma forma estranha."

Os astrónomos vêm-se com um par de possíveis soluções para o mistério, mas dizem que nenhuma é convincente. Uma possibilidade diz que o gás produzido pelo impacto que libertou a poeira ajudou a rapidamente arrastar as partículas de poeira para a estrela e assim selar o seu destino. Noutra possibilidade, colisões de rochas gigantes deixadas para trás por um grande impacto original providenciaram uma infusão fresca de partículas de poeira no disco, o que fez com que os grãos de poeira se quebrassem em pedaços cada vez mais pequenos.

O resultado tem por base várias observações de TYC 8241 2652 obtidas com o instrumento T-ReCS (Thermal-Region Camera Spectrograph) acoplado no telescópio Gemini Sul no Chile; IRAS; WISE; Telescópio Infravermelho da NASA em Mauna Kea no Hawaii; Telescópio Espacial Herschel da ESA; satélite infravermelho AKARI da JAXA/ESA.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório Gemini (comunicado de imprensa)
UCLA (comunicado de imprensa)
Nature (requer subscrição)
Nature - 2 (requer subscrição)
Astronomy
SPACE.com
PHYSORG
Universe Today
SpaceDaily

Formação de sistemas estelares:
Evolução estelar (Wikipedia)
Formação e evolução do Sistema Solar (Wikipedia)

IRAS:
Caltech
Wikipedia

WISE:
Wikipedia
NEOWISE (NASA)
U. Berkeley

Observatório Gemini:
Página oficial
Wikipedia

Observatório Espacial Herschel:
ESA (ciência e tecnologia)
ESA (centro científico)
ESA (página de operações)
NASA
Caltech
Wikipedia

AKARI:
JAXA
ESA
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Panorama Greely em Marte
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