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Edição n.º 891
18/09 a 20/09/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 18/09: 262.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, a Vanguard 3 é lançada para órbita terrestre.

Em 1977, a Voyager 1 tira a primeira fotografia da Terra e da Lua juntas. 
Em 1980, a Soyuz 38 transporta 2 cosmonautas (1 cubano) para a estação espacial Salyut 6.
Observações: Olhe para muito baixo a Oeste-Sudoeste ao lusco-fuco para discernir a Lua. Para a direita do nosso satélite natural, Saturno despede-se da estação.

Dia 19/09: 263.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1848, A lua de SaturnoHyperion, é descoberta por William Cranch Bond

Em 1988, Israel lança o seu primeiro satélite.
Observações: Esta noite a Lua está muito perto de Marte ao anoitecer. Em partes da América Central e do Sul, a Lua oculta Marte antes do pôr-do-Sol.

Dia 20/09: 264.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633, Galileu Galilei é julgado diante a Congregação da Doutrina da Fé por ensinar que a Terra orbita o Sol.

Em 1999, o Telescópio Espacial de Raios-X Chandra, lançado a 23 de Julho de 1999, revela características ainda não observadas nos restos de três explosões de supernovas.
Observações: Esta noite a Lua marca o caminho para Antares, brilhando para a sua esquerda.

 
CURIOSIDADES


Existem mais de 170.000 kg de objectos artificais na Lua, restos de missões e sondas. Consulte aqui a lista.

 
A UNIDADE ASTRONÓMICA E SUA DEFINIÇÃO

O Sol é o coração do Sistema Solar. Todos os corpos do Sistema Solar - planetas, asteróides, cometas, etc. - orbitam em torno da nossa estrela. A distância da Terra ao Sol é chamada de unidade astronómica, ou UA, e é usada para medir distâncias no Sistema Solar. Uma UA foi definida como 149.597.870.700 metros.

Júpiter, por exemplo, está a 5,2 UA do Sol. Neptuno está a 30,07 UA do Sol. Nos limites do Sistema Solar, a Nuvem de Oort, o local de onde se pensa que os cometas sejam originários, está a 100.000 UA do Sol. A distância até à estrela mais próxima, Proxima Centauri, está estimada em cerca de 250.000 UA. No entanto, para medir distâncias maiores os astrónomos usam o ano-luz, ou a distância que a luz viaja num ano terrestre, que é igual a 63.239 UA. Por isso, Proxima Centauri está a aproximadamente 4,2 anos-luz de distância.

A Unidade Astronómica é a distância média da Terra ao Sol. A Terra completa uma revolução em torno do Sol a cada 365,25 dias - um ano. No entanto, a órbita da Terra não é um círculo perfeito; tem uma forma mais oval, uma elipse. Ao longo de um ano, a Terra move-se para mais perto do Sol e para mais longe do Sol. A maior aproximação da Terra ao Sol, o periélio, acontece no início de Janeiro e situa-se a 146 milhões de quilómetros. O ponto da órbita da Terra mais afastado do Sol tem o nome de afélio. É alcançado no início de Julho e situa-se a 152 milhões de quilómetros.

Ilustração dos vários objectos no Sistema Solar.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Descobrindo a distância

Historicamente, a primeira pessoa a medir a distância ao Sol foi Aristarco por volta do ano 250 AC. Mais recentemente, o astrónomo Christiaan Huygens calculou a distância da Terra ao Sol em 1653. Ele usou as fases de Vénus para descobrir os ângulos num triângulo Vénus-Terra-Sol. Por exemplo, quando Vénus aparece 50% iluminado pelo Sol, os três corpos formam um triângulo rectângulo a partir da perspectiva da Terra. Ao adivinhar (e correctamente, por coincidência) o tamanho de Vénus, Huygens foi capaz de determinar a distância de Vénus à Terra e, ao saber essa distância, em conjunto com os ângulos do triângulo, foi capaz de medir a distância ao Sol. No entanto, dado que o método de Huygens foi parcialmente adivinhação e sem totalmente se apoiar em bases científicas, normalmente não recebe crédito.

Em 1672, Giovanni Cassini usou um método envolvendo paralaxe, ou diferença angular, para descobrir a distância até Marte e ao mesmo tempo descobriu a distância ao Sol. Ele enviou um colega, Jean Richer, para a Guiana Francesa enquanto permanecia em Paris. Mediram a posição de Marte relativamente às estrelas de fundo, e triangularam essas medições com a distância conhecida entre Paris e a Guiana Francesa. Assim que obtiveram a distância até Marte, conseguiram calcular a distância ao Sol. Como os seus métodos são mais científicos, Cassini geralmente recebe o crédito pela descoberta.

Nova equação

Com o aparecimento das naves espaciais e do radar, existem agora novos métodos para fazer medições directas da distância entre a Terra e o Sol. A definição de UA tem sido "o raio de uma órbita circular Newtoniana imperturbável, em torno do Sol, de uma partícula com massa infinitesimal, movendo-se a uma média de 0,01720209895 radianos por dia (conhecida como constante Gaussiana)."

Além de tornar as coisas desnecessariamente complicadas, a definição estava dependente da relatividade geral. Usando a definição acima, o valor da UA muda dependendo da posição do observador no Sistema Solar. Se um observador em Júpiter usasse esta definição para calcular a distância entre a Terra e o Sol, a medição seria diferente da calculada na Terra em cerca de 1100 metros.

Em adição, a constante de Gauss depende da massa do Sol, e dado que o Sol perde massa à medida que liberta energia, o valor da UA varia juntamente com ela.

Em Agosto de 2012, a União Astronómica Internacional mudou a definição da Unidade Astronómica para um número simples: 149.597.870.700 metros. A medição tem por base a velocidade da luz, uma distância fixa que nada tem a ver com a massa do Sol. Um metro é definido como a distância percorrida pela luz num vácuo em 1/299.792.458 de segundo.

Links:

Notícias relacionadas:
New Scientist
União Astronómica Internacional
Space Daily
Scientific American
Nature
io9

Unidade Astronómica:
Wikipedia
União Astronómica Internacional

Aristarco de Samos:
Wikipedia
From Stargazers to Starships

Christiaan Huygens:
Wikipedia

Giovanni Cassini:
Wikipedia

Sistema Solar:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
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(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: GSFC da NASAEquipa SDO AIA
 
O que é que aconteceu ao nosso Sol? Nada muito invulgar -- apenas expeliu um filamento. No final do mês passado, uma proeminência foi subitamente expelida para o espaço, produzindo uma Ejecção de Massa Coronal (EMC). O filamento ficou "preso" durante dias pelo campo magnético do Sol e o timing da erupção foi inesperado. Estudado intimamente pela sonda SDO (Solar Dynamics Observatory), a explosão resultante disparou electrões e iões para o Sistema Solar, alguns dos quais chegaram à Terra três dias depois e impactaram na magnetosfera da Terra, provocando auroras visíveis. Loops de plasma em redor de uma região activa podem ser vistos por cima do filamento nesta imagem ultravioleta. Se perdeu este espectáculo auroral, não desespere -- ao longo dos próximos dois anos o Sol vai chegar ao máximo solar de actividade, o que promete a produção de mais EMCs, responsáveis pelas auroras da Terra.
 

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