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Edição n.º 897
09/10 a 11/10/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 09/10: 283.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1604 ocorre a supernova 1604, a supernova mais recente observada à vista desarmada na Via Láctea.

Em 1992, um fragmento de 13 kg do meteorito Peekskill aterra na entrada da garagem da residência Knapp em Peekskill, Nova Iorque, destruindo o Chebrolet Malibu de 1980 da família.
Em 2009, primeiro impacto lunar das naves Centauro e LCROSS, como parte do Programa Robótico Lunar da NASA.
Observações: Aviste Arcturo, a estrela mais brilhante da constelação do Boieiro, baixa a Oeste-Noroeste à medida que anoitece. Para a sua direita, a Norte-Noroeste, está a Ursa Maior.

Dia 10/10: 284.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1967 entra em acção o Tratado Espacial, assinado a 27 de Janeiro por mais de sessenta nações.

Observações: Assim que seja visível a Este-Nordeste, observe telescopicamente o planeta Júpiter e conseguirá ver a sombra de Io deslizar pela atmosfera do planeta, mas infelizmente já no fim do evento.

Dia 11/10: 285.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, lançamento da sonda Pioneer 1 (a sonda cai para a Terra e é destruída).
Em 1968, lançamento da Apollo 7, a primeira missão tripulada do programa Apollo.
Em 1984, a astronauta Kathryn D. Sullivan, da missão STS-41G, torna-se na primeira mulher a fazer um passeio espacial.

Em 2000, lançamento da missão STS-92 do vaivém Discovery, a centésima do programa dos vaivéns espaciais.
Observações: Hoje e amanhã antes e durante o amanhecer, é possível observar a Lua passar para a direita de Régulo, e depois de Vénus.

 
CURIOSIDADES


A altitude que define o fim da atmosfera da Terra e o começo do espaço, a 100 km, tem o nome de linha de Kármán.

 
PÁRA-QUEDISTA VAI TENTAR O MAIOR SALTO EM QUEDA-LIVRE DE SEMPRE

O destemido austríaco Felix Baumgartner vai hoje tentar quebrar recordes mundiais quando cair em queda livre da maior altitude já tentada, e qualquer pessoa pode vê-lo em directo.

O salto, com o nome de Red Bull Stratos, estava previsto para decorrer ontem (8 de Outubro), mas foi adiado um dia devido a uma frente fria que atingiu o local de lançamento em Roswell, no estado americano do Novo México.

Baumgartner vai subir num balão até quase 37 km acima da Terra, antes de saltar. A uma altitude de 36.576 metros, o pára-quedista começará a sua queda livre e irá atingir uma velocidade superior à velocidade do som. Assim que estiver a uma certa distância do chão, abrirá um pára-quedas para amortecer a sua aterragem.

Felix Baumgartner completa o teste de salto final a partir de 29.610 metros a 25 de Julho de 2012, para a missão Red Bull Stratos, que tem o objectivo de quebrar o recorde mundial de salto em queda-livre, a partir de uma altitude de 36.576 metros, quebrando também a barreira do som.
Crédito: Jay Nemeth/Red Bull Content Pool
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Além de se tornar a primeira pessoa a quebrar a barreira do som do lado de fora de um avião, Baumgartner está a tentar quebrar o recorde de maior salto de queda-livre. Se a sua missão decorrer sem problemas, vai também atingir a queda-livre mais rápida, de maior duração e o mais alto voo de balão tripulado de sempre.

Baumgartner e a sua equipa planeiam começar a missão em Roswell nas "primeiras horas" do dia. O horário não está definido devido às condições atmosféricas. A equipa espera lançá-lo entre as 6 e as 9 horas locais (13 e 16 horas de Portugal).

O balão que transporta a cápsula de Baumgartner mede 55 andares de altura, mas as suas paredes são 10 vezes mais finas que um saco de plástico. Para a segurança do balão, as condições de vento aquando do lançamento não podem exceder os 3,2 km/h. O pára-quedista vai ser transportado numa cápsula pressurizada com 1315 kg.

Felix Baumgartner, saltando para o vazio a 21.817 metros de altura durante teste em Março.
Crédito: Jay Nemeth/Red Bull Content Pool
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um dos conselheiros da Red Bull Stratos é o detentor do recorde mundial actual para o mais alto salto de queda-livre, Joe Kittinger, que saltou de 31.333 metros em 1960 quando era capitão na Força Aérea dos EUA. Baumgartner, com 43 anos, já atravessou o Canal Inglês numa asa de carbono e saltou de muitos dos edifícios mais altos do mundo.

Embora os líderes da Red Bull Stratos tenham dito que o salto de Baumgartner comece "à beira do espaço", o começo do espaço é geralmente aceite a 100 km de altitude. A Red Bull vai transmitir a tentativa de Baumgartner em directo no seu site e no YouTube.

Links:

Veja em directo:
Red Bull Stratos
YouTube
Lista de streams alternativos

Red Bull Stratos:
Site oficial

 
VOYAGER 1 PODE JÁ TER DEIXADO O SISTEMA SOLAR

Embora não exista nenhum comunicado oficial da NASA, os mais recentes sinais recebidos da sonda Voyager 1 apontam para que já tenha deixado o Sistema Solar. As evidências surgem deste gráfico abaixo, que mostra o número de partículas, principalmente protões, oriundas do Sol que atingem a Voyager 1 com o passar do tempo. No final de Agosto notou-se uma grande queda, que apontava para que nessa altura já tivesse no espaço interestelar. A última vez que se tinha ouvido da Voyager tinha sido no princípio de Agosto, e indicava que no dia 28 de Julho, o nível de partículas de baixa-energia originadas do interior do Sistema Solar tinha diminuído por metade. No entanto, em três dias, os níveis tinham aumentado novamente para perto dos anteriores. Mas no final de Agosto tinham novamente encolhido.

Número de partículas solares que atinge a Voyager 1.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A equipa da Voyager diz que tem visto dois dos três sinais-chave que assinalam a saída do Sistema Solar e a entrada no espaço interestelar. Além da queda de partículas oriundas do Sol, também viram um aumento no nível de raios cósmicos de alta-energia originários do exterior do Sistema Solar.

O terceiro sinal é a direcção do campo magnético. Ainda não há dados relativos a esse sinal, mas os cientistas estão ansiosamente a analisar os dados para determinar se já mudou de direcção. Os cientistas esperam que estes três sinais mudem quando a Voyager 1 finalmente entrar no espaço interestelar.

"Estes são tempos excitantes para a equipa da Voyager, à medida que tentam perceber o ritmo acelerado da aproximação da Voyager 1 ao espaço interestelar," afirma Edward Stone, cientista do projecto Voyager, uma sua citação do princípio de Agosto. "Mas certamente estamos numa nova região na orla do Sistema Solar onde as coisas mudam rapidamente. Mas não estamos ainda em condições de dizer que a Voyager 1 entrou no espaço interestelar."

Stone acrescentou que os dados mudam de maneiras inesperadas, "mas a Voyager sempre nos surpreendeu com novas descobertas."

A Voyager 1 foi lançada a 5 de Setembro de 1977, e está aproximadamente a 18 mil milhões de quilómetros do Sol. A Voyager 2, lançada a 20 de Agosto de 1977, está um pouco atrás, a 15 mil milhões de quilómetros do Sol.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa de Agosto)
Scientific American
Universe Today

Sonda Voyager 1:
Página oficial (NASA)
Heavens Above
Voyager 1 (Wikipedia)

Sistema Solar:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Curiosity recolhe amostra de solo, detecta objecto brilhante (via PHYSORG)
Cientistas da missão do Curiosity anunciaram na Segunda-feira que suspeitam que o objecto detectado possa fazer parte do rover. Durante o 61.º sol da missão, o rover usou a sua pá para recolher amostras de solo, que será usado para limpar as superfícies interiores do mecanismo de recolha do rover. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Nebulosa Planetária Abell 39
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Adam BlockMt. Lemmon SkyCenterUniversidade do Arizona
 
Com uma aparência fantasmagórica, Abell 39 é uma nebulosa extremamente simples e esférica, com cerca de 5 anos-luz em diâmetro. Bem dentro da nossa Galáxia, a Via Láctea, a esfera cósmica está a aproximadamente 7000 anos-luz de distância na direcção da constelação de Hércules. Abell 39 é uma nebulosa planetária, formada ao longo de um período de milhares de anos. Ainda visível, a estrela central da nebulosa está a evoluir para uma anã branca quente. Apesar de fraca, a geometria simples da nebulosa provou ser uma benção para os astrónomos que exploram as abundâncias químicas e ciclos de vida de estrelas. Nesta imagem de céu profundo, registada sob um céu escuro, podem ser avistadas galáxias distantes de fundo -- algumas visíveis para a direita da própria nebulosa.
 

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