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Edição n.º 909
20/11 a 22/11/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 20/11: 325.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1889 nasce Edwin Hubble, astrónomo americano.

Foi o primeiro a identificar cefeidas em M31, provando a natureza extragaláctica das nebulosas espirais (galáxias). Apoiando-se sobre o trabalho de Carl Wirtz, e com os desvios de Slipher, Hubble estabelece a relação distância-velocidade das galáxias (Lei de Hubble) que demonstra a expansão do Universo.
Em 1984, é fundado o Instituto SETI.
Em 1998, é lançado o primeiro módulo da Estação Espacial Internacional (ISS), o Zarya.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 14:31. A Lua brilha alta a Sul ao começo da noite, por baixo do Jarro de Aquário.
Por volta das 22 horas, Europa desaparece na sombra de Júpiter. Torna a reaparecer no outro lado do planeta a partir das 01:05 (de dia 21).

Dia 21/11: 326.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1905, é publicado o artigo de Einstein que revela a relação entre a energia e a massa. Isto leva à fórmula da equivalência massa-energia, E=mc^2.
Em 1998, estudantes do Liceu Northfield Mount Hermon descobrem Kuiper 72.

Em 1999, ocorreu a aproximação máxima pela Terra do asteróide 1998 YW3 (0,382 UA).
Observações: Assim que seja visível e até por volta das 20:40, observe telescopicamente Júpiter e conseguirá ver a sombra de Ganimedes passar pela atmosfera do planeta. O satélite desaparece em frente de Júpiter pelas 19:55 e reaparecer do lado oposto cerca das 21:45.

Dia 22/11: 327.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1973 nasce Chad Trujillo, co-descobridor do planeta anão Éris.

Observações: Assim que seja visível e até por volta das 19:40, é possível observar telescopicamente a sombra de Europa passar pela atmosfera de Júpiter. O satélite torna a reaparecer por volta das 20:10.
A Lua encontra-se por baixo do Grande Quadrado de Pégaso ao começo da noite. É um pouco maior que o seu punho à distância do braço esticado. O seu lado direito (Oeste) aponta mais ou menos para Fomalhaut, muito, muito para baixo a Sul. O seu lado esquerdo (Este) aponta mais ou menos para Beta Ceti (Deneb Kaitos), não tão baixa.

 
CURIOSIDADES


Ofiúco não é considerado uma constelação zodiacal pelos astrólogos, embora no seu trajecto aparente ao longo do ano o Sol passe por 13 constelações, sendo uma delas Ofiúco (o Serpentário).

 
RARA IMAGEM DE "SUPER-JÚPITER" LANÇA LUZ SOBRE A FORMAÇÃO DE PLANETAS

Dos cerca de 850 exoplanetas - planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol - actualmente conhecidos, apenas uma minúscula fracção foi capturada em imagens astronómicas reais. A grande maioria das detecções baseia-se em métodos indirectos. A razão para esta discrepância: as estrelas são muito mais brilhantes do que os seus planetas (tipicamente por um factor de mil milhões ou mais); utilizando técnicas tradicionais de observação, o planeta vai estar escondido no brilho da sua estrela-mãe.

Agora, uma equipa de pesquisa liderada por Joseph Carson (da Universidade de Charleston no estado americano da Virginia do Sul e do Instituto Max Planck para Astronomia, em Heidelberg, Alemanha), conseguiu obter uma imagem de um grande "super-Júpiter" em torno da estrela gigante k And (kappa Andromedae). A sua descoberta faz uso do telescópio Subaru de 8 metros situado no cume do Mauna Kea, Hawaii, operado pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão.

Imagem infravermelha do sistema k And, gerada a partir de dados recolhidos em Julho de 2012 com o Telescópio Subaru no Hawaii. Quase toda a luz da estrela, no centro da imagem, foi removida através de processamento digital; a estrela-mãe está coberta por um disco escuro gerado por software. O padrão "salpicado" em redor da máscara no centro é consequência do método usado na subtracção da luz estelar. O super-Júpiter k And b é claramente visível para cima e para a esquerda da estrela. Tem uma separação projectada de 1,8 vezes a distância entre Neptuno e o Sol.
Crédito: NAOJ/Subaru/J. Carson (Universidade de Charleston)/T. Currie (Universidade de Toronto)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

k And é uma estrela muito jovem, com uma idade estimada em 30 milhões de anos (o nosso Sol, em comparação, tem cerca de 5 mil milhões de anos). A obtenção de uma imagem do seu companheiro exoplanetário kappa Andromedae b necessitou técnicas avançadas tanto para a observação como para a análise de imagem. Um dos grandes desafios foi que a órbita do objecto recém-detectado é um pouco maior do que a de Neptuno (1,8 vezes) - a maioria das imagens planetárias foram obtidas para planetas com órbitas significativamente maiores.

Com uma massa de aproximadamente 13 vezes a de Júpiter, o objecto poderia ser tanto um planeta ou uma muito leve anã castanha, um objecto intermédio entre planetas e estrelas. As evidências circunstanciais indicam que é provável que seja um planeta.

Este mapa estelar mostra a localização de Kappa Andromedae no céu, visível a olho nu a partir de céus mais ou menos escuros.
Crédito: Centro Aeroespacial Goddard/DSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um aspecto interessante do novo super-Júpiter é que orbita uma estela muito jovem, e a uma distância comparável a órbitas planetárias dentro do nosso próprio Sistema Solar. Em conjunto, são fortes indicações de que o planeta formou-se de modo semelhante ao dos planetas de massa menor: dentro de um disco primordial e "protoplanetário" de gás e poeira que rodeava a estrela durante a sua fase inicial. Nos últimos anos, os observadores e teóricos têm argumentado que estrelas grandes e massivas como esta são mais propensas a ter grandes planetas do que estrelas mais pequenas como o nosso Sol. No entanto, também tem havido preocupações: as estrelas grandes e jovens emitem enormes quantidades de radiação altamente energética. Esta radiação poderia dissipar partes do disco protoplanetário, que por sua vez atrapalhariam a formação de planetas.

A descoberta do super-Júpiter k And b sugere que as estrelas mais massivas do que 2,5 massas solares são ainda plenamente capazes de produzir planetas dentro dos seus discos primordiais circumestelares - informações chave para os investigadores que trabalham em modelos de formação planetária.

A principal vantagem da detecção directa de exoplanetas é a acessibilidade imediata do alvo para estudos de acompanhamento com técnicas astronómicas tradicionais, tais como a análise profunda da sua luz através de espectroscopia. Este é o objectivo de observações em curso da luz emitida por K And b através de uma ampla gama de comprimentos de onda. As observações vão levar a um melhor entendimento da química da atmosfera do gigante gasoso, e produzir informações mais precisas acerca da órbita do objecto e da possível presença de planetas adicionais. No final, os astrónomos deverão ter uma melhor imagem da génese do super-Júpiter, e da formação de planetas em torno de estrelas de grande massa.

Links:

Notícias relacionadas:
Instituto Max Planck para Astronomia (comunicado de imprensa)
Telescópio Subaru (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
PHYSORG
Universe Today
redOrbit
Slate
SPACE.com
Space Daily
Discovery News
CNN

Kappa Andromedae:
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista de planetas fotografados directamente)
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Observatório Nacional Astronómico do Japão:
Página principal
Wikipedia

Telescópio Subaru:
Página oficial
Wikipedia

Projecto SEEDS:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 6357: Catedral de Estrelas Massivas
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA e Jesús Maíz Apellániz (IAA)
 
Quão massiva pode ser uma estrela normal? As estimativas feitas a partir da distância, do brilho e dos modelos solares dão a uma estrela no enxame aberto de Pismis 24, uma massa superior a 200 vezes a do Sol, quase batendo o record actual. Esta estrela é o objecto mais brilhante localizado mesmo por cima da frente gasosa na imagem. Uma inspecção cuidadosa de imagens capturadas pelo Telescópio Espacial Hubble, no entanto, mostrou que a grande luminosidade de Pismis 24-1 deriva não apenas de uma estrela, mas de pelo menos três. As estrelas companheiras ainda permaneceriam perto das 100 massas solares, estando entre as estrelas mais massivas actualmente registadas. Na parte inferior da imagem, ainda se formam estrelas na nebulosa de emissão NGC 6357. Aparecendo talvez como uma catedral gótica, as estrelas energéticas perto do centro parecem estar rompendo e iluminando um casulo espectacular.
 

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