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Edição n.º 918
21/12 a 24/12/2012
 
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O NÚCLEO DE ASTRONOMIA DO CCVALG DESEJA A TODOS UM FELIZ NATAL!
 
 
EFEMÉRIDES

Dia 21/12: 356.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, lançamento da Apollo 8William A. Anders, James A. Lovell Jr. e Frank Borman tornaram-se nos primeiros seres humanos a deixar a gravidade da Terra.

Esta missão teve como objectivo a primeira visão de perto da superfície da Lua e do seu lado escuro. Duração da missão: 6 dias, 3 horas, 0 minutos e 42 segundos. 
Em 1984 era lançada a sonda soviética Vega 2.
Observações: Começa o Inverno. Solstício às 11:12. Este é o dia mais pequeno do ano.

Dia 22/12: 357.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Durante a época natalícia, Sirius nasce a Este-Sudeste, bem para baixo de Orionte por volta das 20 horas. Enquanto Sirius estiver ainda baixa, os binóculos mostram que pisca com cores vívidas. Todas as estrelas fazem-nos quando estão perto do horizonte, mas Sirius é a estrela mais brilhante do céu nocturno, o que realça mais este efeito.

Dia 23/12: 358.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1672, Giovanni Cassini descobre a lua de SaturnoReia

Observações: Por volta das 22:20, Ganimedes desaparece por trás de Júpiter. Reaparece no outro lado do planeta por volta das 00:25 (de dia 22 para 23), mas pouco tempo depois move-se para a sombra de Júpiter. Torna-se visível, mais longe do planeta, po volta das 02:40.

Dia 24/12: 359.º dia do calendário gregoriano.
História: Os astronautas da Apollo 8 entram em órbita da Lua e tornam-se os primeiros humanos a fazê-lo.

Orbitam o nosso satélite natural 10 vezes e enviam de volta imagens televisivas, programa este que se tornou num dos mais vistos na História.
Em 1979, lançamento do primeiro Ariane.
Observações: O Natal marca a altura do ano em que a icónica constelação de Orionte sobe acima do horizonte e brilha com todo o seu esplendor mesmo após o lusco-fusco.

 
CURIOSIDADES


Visto de Tau Ceti, o Sol seria uma estrela de terceira magnitude na direcção da constelação de Boieiro.

 
 
CINCO PLANETAS EM TORNO DE ESTRELA VIZINHA TAU CETI; UM NA ZONA HABITÁVEL

Uma equipa internacional de astrónomos descobriu que Tau Ceti, uma das estrelas mais próximas e mais semelhante ao Sol, pode hospedar cinco planetas, incluindo um na zona habitável da estrela.

A uma distância de 12 anos-luz da Terra e visível a olho nu no céu nocturno, Tau Ceti é a estrela mais próxima e singular com a mesma classificação espectral que o nosso Sol. Os seus cinco planetas têm massas estimadas entre duas e seis vezes a massa da Terra, constituindo o sistema planetário de menor massa já detectado. Um dos planetas está na zona habitável da estrela e tem uma massa cerca de cinco vezes maior que a da Terra, tornando-o no mais pequeno planeta já descoberto na zona habitável de uma estrela semelhante ao Sol.

A equipa internacional de astrónomos do Reino Unido, Chile, Estados Unidos e Austrália, combinou mais de seis mil observações com três instrumentos diferentes e intensamente modelou os dados. Usando novas técnicas, a equipa encontrou um método de detectar sinais com metade do tamanho que pensavam ser possível. Isto melhora a sensibilidade da procura por planetas pequenos e sugere que Tau Ceti não é uma estrela solitária, mas que tem um sistema planetário. A equipa apresentou os seus achados num artigo aceite para publicação na revista Astronomy & Astrophysics.

Impressão de artista do sistema Tau Ceti.
Crédito: J. Pinfield, Universidade de Hertfordshire
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Esta descoberta está de acordo com a nossa visão emergente de que praticamente todas as estrelas têm planetas, e que a Galáxia deve ter muitos planetas potencialmente habitáveis do tamanho da Terra," afirma Steve Vogt, co-autor do estudo, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, EUA. "Estamos agora começando a entender que a Natureza parece esmagadoramente preferir sistemas com planetas múltiplos com órbitas de menos de 100 dias. Isto é bastante diferente do nosso próprio Sistema Solar, onde não há nada com uma órbita interior à de Mercúrio. Portanto o nosso Sistema Solar é, em certo sentido, uma espécie de aberração e não o tipo mais comum de sistema que a Natureza consegue produzir."

O autor principal, Mikko Tuomi, da Universidade de Hertfordshire, destacou a importância das novas técnicas que a equipa desenvolveu. "Somos pioneiros de novas técnicas de modelagem de dados, adicionando sinais artificiais aos dados e testando a nossa recuperação dos sinais com uma variedade de abordagens diferentes," afirma Tuomi. "Isto melhorou significativamente as nossas técnicas de modelagem de ruído e aumentou a nossa capacidade de encontrar planetas de massa pequena."

Hugh Jones, também da Universidade de Hertfordshire, disse que os cientistas escolheram Tau Ceti para este estudo de modelagem de ruído, porque pensavam que não continha sinais. "Como é tão brilhante e tão parecido com o Sol, é um sistema de referência ideal para testar os nossos métodos para a detecção de pequenos planetas", afirma Jones.

Já foram descobertos mais de 800 planetas em torno de outras estrelas, mas os planetas em órbita das estrelas mais próximas e mais parecidas com o Sol são particularmente valiosos. "Tau Ceti é um dos nossos vizinhos cósmicos mais próximos e é tão brilhante que podemos ser capazes de estudar as atmosferas desses planetas num futuro não muito distante. Os sistemas planetários encontrados em torno de estrelas próximas do nosso Sol indicam que estes sistemas são comuns na nossa Via Láctea," afirma James Jenkins da Universidade do Chile, professor visitante da Universidade de Hertfordshire.

Os pesquisadores descobriram este sistema planetário usando dados de três espectrógrafos topo de gama: o HARPS acoplado ao telescópio de 3,6 metros do ESO em La Silla, Chile; o UCLES acoplado ao Telescópio Anglo-Australiano em Siding Spring, Austrália; e o HIRES acoplado ao telescópio Keck de 10 metros do Mauna Kea, Hawaii.

Links:

Notícias relacionadas:
UC Santa Cruz (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
SPACE.com
New Scientist
PHYSORG
Science
science 2.0
redOrbit
Discovery News
BBC News
UPI.com
Diário de Notícias
AstroPT

Tau Ceti:
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M33: Galáxia do Triângulo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Robert GendlerTelescópio Subaru (NAOJ
Dados da imagem: Telescópio Subaru, Robert Gendler, Obs. da Universidade Brigham YoungJohannes Schedler
 
A pequena constelação do Triângulo contém esta espantosa galáxia espiral, M33. Entre os seus nomes populares destacam-se Galáxia do Catavento e Galáxia do Triângulo. M33 mede mais de 50.000 anos-luz em diâmetro, e é a terceira maior galáxia do Grupo Local, a seguir à Galáxia de Andrómeda (M31) e à nossa Via Láctea. A cerca de 3 milhões de anos-luz da nossa Galáxia, pensa-se que a própria M33 seja uma galáxia-satélite da Galáxia de Andrómeda e quaisquer astrónomos que se encontrassem nestas duas galáxias muito provavelmente teriam vistas espectaculares dos sistemas estelares espirais um do outro. No que diz respeito à vista a partir do planeta Terra, este mosaico constituído por 25 imagens, mostra os enxames azuis e as regiões de formação estelar cor-de-rosa de M33, que traçam os mais ou menos entrelaçados braços espirais da galáxia. De facto, a cavernosa NGC 604 é a região de formação estelar mais brilhante, vista aqui na posição da 1 hora a partir do centro da galáxia. Tal como M31, a bem-medida população de estrelas variáveis de M33 tem ajudado a fazer deste nosso vizinho galáctico uma espécie de "régua cósmica" para estabelecer a escala de distâncias do Universo.
 

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