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Edição n.º 925
15/01 a 17/01/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 15/01: 15.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a União Soviética lançava a Soyuz 5.

Em 2005, uma intensa proeminência solar liberta raios-X por todo o Sistema Solar. No mesmo dia, a sonda SMART-1 da ESA descobre elementos como o cálcio, alumínio, sílica, ferro e outros elementos à superfície da Lua. 
Observações: Nesta altura fria do ano, a pequena Ursa Menor pendura-se de cabeça para baixo, apoiada na Polar após o jantar, como se estivesse presa com um prego no céu.

Dia 16/01: 16.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, as naves Soyuz 4 e Soyuz 5 levam a cabo o primeiro acoplamento de naves em órbita, a primeira transferência de tripulação de um veículo para outro, e a única vez que tal transferência envolveu um passeio espacial.
Em 2003 a nave Columbia arrancava para a missão STS-107, que seria a sua última.

O Columbia acabaria por desintegrar-se 16 dias depois, durante a sua reentrada na atmosfera da Terra.
Observações: Pelas 02:50 (de dia 15 para 16), Io desaparece em frente de Júpiter.
Europa reaparece por trás da sombra de Júpiter pelas 21:25.
A brilhante estrela Capella encontra-se bem alta e Rigel, que marca o pé de Orionte, são ambas de magnitude 0 e têm quase a mesma ascensão recta - por isso transitam o meridiano norte-sul quase à mesma hora. Capella passa o mais perto do zénite por volta das 22 horas esta semana, dependendo da sua localização. Por isso, sempre que Capella estiver o mais perto possível do zénite, Rigel assinala sempre o sul verdadeiro na posição geográfica do observador.

Dia 17/01: 17.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003, um foguetão Delta 2 transportando um satélite GPS2R explode 13 segundos depois do lançamento deixando 250 toneladas de resíduos queimados na plataforma de lançamento.

Observações: Pelas 00:10 (de dia 16 para 17), Io desaparece por trás de Júpiter e da sua sombra. Reaparece no outro lado do planeta pelas 03:20.
Pelas 21:20, Io desaparece em frente de Júpiter. A sua sombra torna-se visível cerca de 1 hora depois. Pelas 22:35 é a vez de Ganimedes passar em frente de Júpiter. Entretanto, pelas 23:30, Io reaparece no outro lado do planeta e a sua sombra desaparece pelas 00:30 (já dia 18). Pelas 00:35, Ganimedes começa a reaparecer no outro lado do gigante gasoso e cerca de duas horas depois torna-se visível na atmosfera do planeta a sua sombra.

 
CURIOSIDADES


Júpiter tem pelo menos 67 satélites naturais. Destes, 51 têm menos de 10 km de diâmetro e foram apenas descobertos desde 1975. As quatro maiores luas, chamadas luas Galileanas, foram descobertas em 1610 por Galileu, os primeiros objectos avistados a orbitar outro corpo além da Terra e do Sol.

 
SERÁ QUE OS ASTRÓNOMOS DESCOBRIRAM UM PRECURSOR QUÍMICO DA VIDA EM NUVENS DE GÁS?

Astrónomos descobriram vestígios preliminares de um produto químico precursor dos blocos de construção da vida perto de uma região de formação estelar a cerca de 1000 anos-luz da Terra.

O sinal da molécula, hidroxilamina, a qual é composta por átomos de nitrogénio, hidrogénio e oxigénio, ainda tem de ser verificado. Mas, se confirmada, significaria que os cientistas descobriram uma substância química que poderia potencialmente semear vida noutros mundos, e que pode ter desempenhado um papel na origem da vida no nosso planeta há 3,7 mil milhões de anos atrás.

Os achados foram apresentados dia 9 de Janeiro na 221.ª reunião anual da Sociedade Astronómica Americana.

"É muito emocionante," afirma Stefanie Milam, astroquímica do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA, que não esteve envolvida no estudo. Se os resultados forem confirmados, "esta será a primeira detecção desta molécula nova. Dá-nos muita esperança para a química pré-biótica nesta região em particular."

Alguns astrónomos acreditam que os ingredientes da vida são formados em nuvens interestelares frias de gás, poeira e plasma. Os cometas, asteróides e meteoros que se formam nessas nuvens contêm tais químicos, e à medida que bombardeiam continuamente os planetas, poderiam ter depositado os produtos químicos na Terra ou noutros mundos, afirma Anthony Remijan, astroquímico do NRAO (National Radio Astronomy Observatory) em Charlottesville, no estado americano da Virginia, que liderou a pesquisa.

Pese embora a vida possa ter surgido em fontes hidrotermais na Terra - uma teoria que muitos cientistas suportam - as moléculas que eventualmente se transformaram nas primeiras formas de vida tiveram que vir de algum lugar, e esse lugar pode ter sido o espaço.

Para testar esta teoria, os astrónomos procuram as impressões digitais químicas de compostos inorgânicos simples, que se formam em nuvens interestelares. Estes compostos não são vida nem têm carbono como base, mas podem reagir com outras moléculas para formar alguns dos blocos de construção da vida, tais como aminoácidos ou nucleótidos que formam o ADN. Nos últimos anos, os cientistas têm encontrado diversas moléculas pré-bióticas no espaço, afirma Brett McGuire, doutorando em química e engenharia química no Instituto de Tecnologia da Califórnia, EUA.

Na procura por essas moléculas, Remijan e colegas estudaram uma região de formação estelar da Via Láctea chamada L1157-B1 usando o CARMA (Combined Array for Research in Millimeter-wave Astronomy).

Imagem do CARMA.
Crédito: Wikipedia
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Descobriram um sinal muito fraco de hidroxilamina, o que faz sentido dado que, dentro de L1157-B1, um jacto violento de gás está colidindo com o meio interestelar; o choque deste fluxo gasoso teria força suficiente para provocar estas reacções químicas nas de outra forma geladas profundezas da nuvem interestelar. O resultado: hidroxilamina. Por sua vez, a hidroxilamina pode reagir com outros compostos, tais como o ácido acético, para formar aminoácidos que podem ser despejados noutros mundos durante colisões de rochas espaciais.

"Temos algumas evidências muito preliminares da sua detecção, um sinal muito fraco que se parece com uma linha," realça McGuire.

O sinal é muito fraco e não confirma definitivamente a presença de hidroxilamina. Mas parece vir da região correcta, acrescenta McGuire. Os resultados são excitantes, mas não são ainda uma assinatura química definitiva de hidroxilamina, salienta Milam. "Cada molécula tem uma impressão digital, e o que foi apresentado é basicamente a impressão do polegar. Por isso precisamos das impressões de todos os outros dedos para confirmar que esta é realmente a molécula."

Para confirmar a descoberta, a equipa de Remijan vai continuar a estudar a região de formação estelar em busca de mais sinais que possam confirmar que o que estamos a ver não é proveniente de outros químicos," conclui Milam.

Links:

Notícias relacionadas:
Artigo científico (formato PDF)
SPACE.com

Hidroxilamina:
Wikipedia

CARMA:
Página oficial
Wikipedia

 
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(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Marco Lorenzi
 
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