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Edição n.º 944
22/03 a 25/03/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 22/03: 81.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1799 nascia F.W.A. Argelander, compilador de catálogos estelares que estudou as estrelas variáveis e criou a primeira organização astronómica internacional.
Em 1982, lançamento da missão STS-3, do vaivém Columbia
Em 1995, o cosmonauta Valeryiv Polyakov regressa à Terra depois de quebrar o recorde do maior tempo passado na estação espacial Mir: 438 dias.
Em 1997, o Cometa Hale-Bopp faz a sua maior aproximação à Terra.

Observações: Agora que a Primavera chegou, Orionte está a Sudoeste após o anoitecer, já se inclinando para o horizonte. As três estrelas da sua cintura estão quase na horizontal. A constelação está rodeada pelos dois pontos mais brilhantes do céu: Júpiter para a sua direita e Sirius para a sua esquerda.

Dia 23/03: 82.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1840 era tirada a primeira fotografia (daguerreótipo) da Lua.
Em 1912 nascia Wernher Von Braun. Foi um importante pioneiro no desenvolvimento dos foguetões e da exploração espacial entre os anos 30 e 70.
Em 1965, os EUA lançavam a Gemini 3 até à órbita da Terra transportando os astronautas Virgil (Gus) Grissom e John W. Young. Grissom e Young orbitaram a Terra três vezes.

A nave Gemini era maior que as cápsulas Mercury, com um peso de 4,200 kg, e transportava dois astronautas em vez de um. A Gemini 3 era a primeira missão tripulada do programa Gemini, depois de dois testes de voo não-tripulados.
Em 2001, a estação Mir, com 15 anos, é removida de órbita e trazida até à Terra num espectáculo de fogo e fumo, para descansar nas profundezas do Oceano Pacífico Sul, perto das Ilhas Fiji.
Observações: Para a esquerda da Lua esta noite, está Régulo e o "ponto de interrogação" ou "foice" de Leão. Para a direita e para baixo da Lua está Alphard, o coração de Hidra. Consegue discernir a ténue cabeça da constelação de Hidra, mesmo à direita do nosso satélite natural?

Dia 24/03: 83.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1893 nascia Walter Baade.

Foi o primeiro a resolver as companheiras da Galáxia de Andrómeda em estrelas individuais e a desenvolver o conceito de população estelar em galáxias.
Em 1965, a sonda Ranger 9, equipada com instrumentos para converter os seus sinais numa forma adequada para televisão, envia imagens da Lua até aos lares antes de colidir com a superfície.
Em 1993, descoberta do Cometa Shoemaker-Levy 9.
Observações: A Lua encontra-se para baixo e para a direita de Régulo, a estrela mais brilhante de Leão.

Dia 25/03: 84.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1655 era descoberta a maior lua de SaturnoTitã, por Christian Huygens

Em 1979, o primeiro vaivém espacial completamente funcional, o Columbia, chega ao Centro Espacial John F. Kennedy, para ser preparado para lançamento.
Em 1992, o cosmonauta Sergei Krikalev regressa à Terra após 10 meses a bordo da estação espacial Mir.
Observações: Antes da meia-noite, já é possível observar Saturno a Sudeste. Encontra-se para a direita e para cima de Balança.

 
CURIOSIDADES


O fundador da Amazon, Jeff Bezos, anunciou o ano passado que tinha localizado e pretendia recolher alguns dos motores F-1 dos foguetões Saturno-V do fundo do mar. A sua expedição teve agora sucesso.

 
PLANCK REVELA UM UNIVERSO QUASE PERFEITO

Adquirido pelo Telescópio Espacial Planck da ESA, foi divulgado ontem o mapa mais detalhado já produzido da radiação cósmica de fundo - a radiação relíquia do Big Bang - revelando a existência de características que desafiam as bases da nossa compreensão actual do Universo.

A imagem é baseada nos 15 meses e meio iniciais de dados do Planck e é a primeira da missão, de todo o céu e da radiação mais antiga do nosso Universo, impressa quando tinha apenas 380.000 anos.

Naquela época, o Universo jovem estava repleto de uma sopa densa e quente de protões, electrões e fotões em interacção, a cerca de 2700º C. Quando os protões e electrões uniram-se para formar os átomos de hidrogénio, foi libertada luz. À medida que o Universo crescia, esta radiação que hoje detectamos foi esticada para comprimentos de onda no microondas, equivalente a uma temperatura de apenas 2,7 graus acima do zero absoluto.

As anisotropias da radiação cósmica de fundo, observadas pelo Planck. A radiação cósmica de fundo é um instantâneo da luz mais antiga do nosso Universo, impressa no céu quando o Universo tinha apenas 380.000 anos de idade. Mostra minúsculas variações de temperatura que correspondem regiões de densidades ligeiramente diferentes, representando as sementes de toda a estrutura do futuro: as estrelas e galáxias de hoje.
Crédito: ESA, Colaboração Planck
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Esta radiação cósmica de fundo em microondas mostra pequenas variações de temperatura que correspondem a regiões de densidades ligeiramente diferentes em tempos muito antigos, representando as sementes de todas as estruturas no futuro: as estrelas e galáxias de hoje.

De acordo com o modelo padrão da cosmologia, as flutuações surgiram imediatamente após o Big Bang e foram esticadas para escalas cosmologicamente grandes durante um breve período de expansão acelerada conhecida como inflacção cósmica.

O Planck foi desenhado para mapear essas flutuações em todo o céu e com a mais alta resolução e sensibilidade de sempre. Ao analisar a natureza e distribuição das sementes na imagem obtida pelo Planck, podemos determinar a composição e evolução do Universo desde o seu nascimento até aos dias de hoje.

No geral, as informações extraídas do novo mapa do Planck fornecem uma excelente confirmação do modelo padrão da cosmologia com uma exactidão sem precedentes, estabelecendo um novo marco no nosso manifesto do conteúdo do Universo.

Mas dado que a precisão do mapa do Planck é tão alta, também possibilitou revelar algumas características peculiares e inexplicadas que poderão exigir novas leis da física para serem compreendidas.

Quando comparado com o melhor ajuste de observações para o modelo padrão da cosmologia, as capacidades de alta precisão do Planck revelam que as flutuações da radiação cósmica de fundo em grande escala não são tão fortes como o esperado. O gráfico mostra um mapa derivado da diferença entre os dois, que é representativo do aspecto das anomalias.
Crédito: ESA, Colaboração Planck
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"A extraordinária qualidade da imagem obtida pelo Planck do Universo jovem permite-nos descascar as suas camadas até à própria base, revelando que o nosso modelo do Cosmos está longe de terminado. Estas descobertas foram possíveis graças a tecnologias únicas desenvolvidas para este propósito pela indústria europeia," afirma Jean-Jacques Dordain, Director Geral da ESA.

"Desde o lançamento da primeira imagem de todo o céu do Planck em 2010, que temos vindo a extrair cuidadosamente e a analisar todas as emissões de primeiro plano que se encontram entre nós e a primeira luz do Universo, revelando a radiação cósmica de fundo com o maior detalhe já alcançado," acrescenta George Efstathiou da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Uma das descobertas mais surpreendentes é que as flutuações nas temperaturas da radiação cósmica de fundo em grandes escalas angulares não correspondem com as previstas pelo modelo padrão - os seus sinais não são tão fortes como o esperado a partir da estrutura a menor escala revelado pelo Planck.

Outra é uma assimetria nas temperaturas médias em hemisférios opostos do céu. Isto vai contra a previsão feita pelo modelo padrão de que o Universo deve ser muito semelhante em qualquer direcção que olhamos.

Além disso, um ponto frio estende-se ao longo de um trecho de céu que é muito maior do que o esperado.

Duas características anómalas da radiação cósmica de fundo, sugeridas pelo antecessor do Planck, o WMAP da NASA, estão confirmadas nos novos dados de alta-precisão. Um deles é a assimetria nas temperaturas médias em hemisfério opostos do céu (indicado pela linha curva), com temperaturas médias um pouco mais altas no hemisfério sul eclíptico e ligeiramnete temperaturas médias mais baixas no hemisfério norte eclíptico. Isto vai contra a previsão feita pelo modelo padrão que o Universo deve ser muito semelhante em qualquer direcção que olhamos. Há também um local frio, que se estende ao longo de um trecho do céu que é muito maior do que o esperado (círculo). Nesta imagem as regiões anómalas foram aprimoradas com tons azuis e vermelhos, para torná-los mais visíveis.
Crédito: ESA, Colaboração Planck
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A assimetria e o ponto frio já tinham sido insinuados com o antecessor do Planck, a missão WMAP da NASA, mas foram ignorados devido às dúvidas persistentes sobre a sua origem cósmica.

"O facto de o Planck ter feito a detecção significativa destas anomalias apaga quaisquer dúvidas sobre a sua realidade; já não se pode dizer que são artefactos das medições. São reais e temos que procurar uma explicação credível," afirma Paolo Natoli, da Universidade de Ferrara, na Itália.

"Imaginemos investigar os alicerces de uma casa e descobrir que partes da mesma são fracas. Podemos não saber se os pontos fracos vão eventualmente derrubar a casa, mas provavelmente vamos começar a procurar formas de os reforçar rapidamente," realça François Bouchet do Instituto de Astrofísica de Paris.

Uma forma de explicar as anomalias é propor que o Universo não é, de facto, o mesmo em todas as direcções numa escala maior do que a que podemos observar. Neste cenário, a radiação cósmica de fundo pode ter tido um percurso mais complicado pelo Universo do que anteriormente se pensava, resultando em alguns dos padrões anormais observados actualmente.

"O nosso objectivo final seria a construção de um novo modelo que prevê as anomalias e que as une. Mas estes são os primeiros dias; até agora, não sabemos se isso é possível e que tipo de nova física pode ser necessária. E isso é excitante," afirma o professor Efstathiou.

Além das anomalias, no entanto, os dados do Planck adequam-se espectacularmente bem com as expectativas de um modelo bastante simples do Universo, permitindo aos cientistas extrair os valores mais refinados até agora dos seus ingredientes.

A matéria normal que compõe estrelas e galáxias contribui apenas 4,9% da densidade de massa/energia do Universo. A matéria escura, que até agora só foi detectada indirectamente pela sua influência gravitacional, constitui 26,8%, quase um quinto mais do que a estimativa anterior.

Por outro lado, a energia escura, uma força misteriosa que se pensa ser responsável pela aceleração da expansão do Universo, representa menos do que se pensava.

O mapa de alta-resolução da radiação cósmica de fundo obtido pelo Planck permitiu aos cientistas extrair os valores mais refinados até agora dos ingredientes do Universo. A matéria normal que compõe as estrelas e galáxias contribui com apenas 4,9% da massa/energia do Universo. A matéria escura, que é detectada indirectamente pela sua influência gravitacional sob matéria vizinha, ocupa 26,8% enquanto a energia escura, uma força misteriosa que seria responsável pela aceleração da expansão do Universo, corresponde a 68,3%. A figura "antes do Planck" baseia-se nos nove anos de dados obtidos pelo WMAP, apresentados por Hinshaw et al (2013).
Crédito: ESA, Colaboração Planck
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Finalmente, os dados do Planck também definem um novo valor para a velocidade a que o Universo cresce hoje em dia, conhecido como a constante de Hubble. A 67,15 quilómetros por segundo por megaparsec, o valor é significativamente menor do que o valor padrão actual na Astronomia. Os dados sugerem que a idade do Universo é de 13,82 mil milhões de anos.

"Com os mapas mais precisos e detalhados do céu em microondas já feitos, o Planck está a pintar uma nova imagem do Universo que nos empurra para os limites da compreensão actual das teorias cosmológicas," afirma Jan Tauber, cientista do projecto Planck da ESA.

"Nós vemos um ajuste quase perfeito para o modelo padrão da cosmologia, mas com características intrigantes que nos obrigam a repensar algumas das nossas suposições básicas. Este é o começo de uma nova jornada e esperamos que a nossa análise contínua dos dados do Planck ajudem a lançar luz sobre este enigma."

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HERSCHEL DESCOBRE ALGUMAS DAS ESTRELAS MAIS JOVENS ALGUMA VEZ VISTAS

Astrónomos descobriram algumas das estrelas mais jovens alguma vez vistas, graças ao Observatório Espacial Herschel, uma missão da ESA com contribuições da NASA.

Contribuíram para os resultados observações do Telescópio Espacial Spitzer da NASA e do Telescópio APEX (Atacama Pathfinder Experiment) no Chile, uma colaboração que envolve o Instituto Max Planck para Radioastronomia, na Alemanha, o Observatório Espacial Onsala na Suécia e o ESO na Alemanha.

Densos envelopes de gás e poeira rodeiam estrelas recém-nascidas, conhecidas como protoestrelas, o que dificulta a sua detecção. As 15 protoestrelas recentemente observadas apareceram de surpresa num estudo da maior região de formação estelar perto do nosso Sistema Solar, localizada na constelação de Orionte. A descoberta dá aos cientistas um olhar sobre uma das fases iniciais e menos compreendidas da formação estelar.

"O Herschel revelou o maior conjunto de jovens estrelas numa única região de formação estelar," afirma Amelia Stutz, autora principal de um artigo a ser publicado na revista The Astrophysical Journal e investigadora pós-doutorada no Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, Alemanha. "Com estes resultados, estamos mais perto de testemunhar o momento em que uma estrela começa a formar-se."

As estrelas ganham vida a partir do colapso gravitacional de nuvens massivas de gás e poeira. Esta passagem de gás frio para uma bola de plasma super-quente a que chamamos de estrelas é relativamente rápido pelos padrões cósmicos, durante apenas algumas centenas de milhares de anos. A descoberta de protoestrelas nas suas fases mais iniciais, de mais curta-duração e mais ténues é um desafio.

Os astrónomos há muito que investigam o berçário estelar no Complexo da Nuvem Molecular de Orionte, uma vasta colecção de nuvens que formam estrelas, mas não tinham visto as protoestrelas recém-identificadas até que o Herschel observou a região.

Uma porção do estudo é aqui visto lado a lado em duas imagens da mesma região em torno da nebulosa M78 onde várias das 15 protoestrelas foram descobertas. Os círculos assinalam a posição das protoestrelas. À esquerda, M78 é vista num composição com três cores obtida graças a três telescópios. A verde está a radiação infravermelha distante em 160 micrómetros, recolhida pelo instrumento PACS do Herschel. A cor azul é radiação a 24 micrómetros capturada pelo Spitzer. Finalmente, as ondas de rádio a 870 micrómetros recolhidas pelo APEX brilham em vermelho. À direita aparece a mesma região numa composição separa que mostra observações infravermelhas de dois instrumentos a bordo do Spitzer. O azul representa radiação a 3,6 e 4,5 micrómetros e o verde a 5,8 e 8 micrómetros, ambas capturadas pelo instrumento IRAC (Infrared Array Camera) do Spitzer. O vermelho é radiação a 24 micrómetros detectada pelo instrumento MIPS (Multiband Imaging Photometer) do Spitzer.
Crédito: NASA/ESA/JPL-Caltech/Instituto Max Planck para Astronomia
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"Os estudos anteriores não observaram as protoestrelas mais densas, frias, jovens e potencialmente mais extremas em Orionte," afirma Stutz. "Estas fontes podem ser capazes de nos ajudar a entender melhor como o processo de formação estelar prossegue nos primeiros estágios, quando a maior parte da massa estelar é edificada e as condições físicas são as mais difíceis de observar."

O Herschel espiou as protoestrelas no infravermelho distante, que pode brilhar através das densas nuvens que rodeiam as estrelas-bebé e que bloqueiam comprimentos de onda mais curtos e energéticos, incluindo a luz que os nossos olhos vêm.

O instrumento PACS (Photodetector Array Camera and Spectrometer) do Herschel recolheu a radiação infravermelha em comprimentos de onda de 70 e 160 micrómetros, comparável com a espessura de um cabelo humano. Os investigadores compararam essas observações com estudos anteriores das regiões de formação estelar em Orionte obtidas pelo Spitzer. As protoestrelas extremamente jovens identificadas com o Herschel, mas demasiado frias para serem discernidas nos dados do Spitzer, foram posteriormente verificadas com observações de ondas de rádio a partir do telescópio terrestre APEX.

"As nossas observações fornecem um primeiro vislumbre sobre protoestrelas que apenas começaram a 'brilhar' em comprimentos de onda no infravermelho distante, realça Elise Furlan, co-autora do estudo, associada pós-doutoral de pesquisa no NOAO (National Optical Astronomy Observatory) em Tucson, no estado americano do Arizona.

Das 15 protoestrelas recém-descobertas, 11 possuem cores muito avermelhadas, o que significa que o seu "output" de luz tende a ser para o lado pouco energético do espectro electromagnético. Este resultado indica que as estrelas estão ainda embebidas num casulo gasoso, o que significa que são muito jovens. Outras sete protoestrelas vistas anteriormente pelo Spitzer partilham esta característica. Juntas, estas 18 protoestrelas constituem apenas 5% das protoestrelas e candidatas a protoestrelas em Orionte. Este valor implica que as estrelas mais jovens passam talvez 25.000 anos nesta fase do seu desenvolvimento, um mero piscar de olhos considerando que uma estrela como o nosso Sol vive durante cerca de 10 mil milhões de anos.

Os pesquisadores esperam documentar cronologicamente cada estágio de desenvolvimento de uma estrela, um pouco como um álbum de família, desde antes do nascimento até à infância, quando os planetas podem também tomar forma.

"Com estas descobertas recentes, adicionamos uma importante foto que faltava ao álbum de família do desenvolvimento estelar," afirma Glenn Wahlgren, cientista do programa Herschel na sede da NASA em Washington. "O Herschel permitiu-nos estudar as estrelas na sua infância."

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Protoestrelas:
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Formação estelar (Wikipedia)

Observatório Espacial Herschel:
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 2736: A Nebulosa do Lápis
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Crédito: Martin Pugh
 
Movendo-se da esquerda para a direita perto do centro desta composição colorida detalhada, os finos e brilhantes filamentos trançados são na realidade ondas longas numa folha de gás brilhante visto quase de lado. A onda de choque interestelar viaja pelo espaço a mais de 500.000 km/h. Catalogada como NGC 2736, a sua aparência alongada sugere o seu nome popular, a Nebulosa do Lápis. A Nebulosa do Lápis mede cerca de 5 anos-luz de comprimento e está a 800 anos-luz de distância, mas representa apenas uma pequena parte do resto de supernova da Vela. O próprio resto de supernova da Vela mede cerca de 100 anos-luz em diâmetro, uma nuvem de detritos em expansão de uma estrela que explodiu há cerca de 11.000 anos atrás. Inicialmente, a onda de choque movia-se a milhões de quilómetros por hora mas diminuiu consideravelmente de velocidade, varrendo o material interestelar circundante. Nesta imagem de campo-largo, mas de banda estreita, as cores vermelhas e azul-esverdeadas traçam o brilho característico dos átomos de hidrogénio ionizado e de oxigénio.
 

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