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Edição n.º 969
18/06 a 20/06/2013
 
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28/06/13 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - 23:00
Preço: 1€ (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 920/22
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu nocturno com telescópio (dependente da meteorologia favorável)

29/06/13 - DESCOBRINDO O SOL
16:00 - 17:00 (actividade incluída na visita ao Centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro - crianças até 12 anos grátis)
Nesta actividade os participantes poderão observar os fenómenos visíveis na "superfície" do Sol e participar em experiências que ajudam a conhecer melhor o astro-rei.

 
EFEMÉRIDES

Dia 18/06: 169.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1178, 5 monges de Canterbury assistem à formação daquilo que provavelmente é a cratera Giordano Bruno. Acredita-se que as actuais oscilações da distância da Lua (na ordem de metros) sejam resultado desta colisão.

Em 1983, Sally Ride tornava-se a primeira astronauta dos Estados Unidos no espaço. 
Em 2006, lançamento do primeiro satélite do Cazaquistão, o KazSat.  
Em 2009, era lançada a sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA. 
Observações: A Lua briliha mesmo por baixo de uma linha entre Espiga e Saturno.

Dia 19/06: 170.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 240 a.C. terá sido por volta deste dia que Eratóstenes terá "medido" o perímetro da Terra usando a sombra do Sol a duas latitudes diferentes, uma em Alexandria, a outra em Siena (actualmente Assuão).

Em 1976, a sonda Viking 1 entrava em órbita em torno de Marte após 10 meses de missão.
Observações: Mercúrio está o mais próximo de Vénus, baixos ao lusco-fusco. Procure Mercúrio 1,6º para baixo e para a esquerda de Vénus.
A Lua encontra-se por baixo de Saturno ao cair da noite.

Dia 20/06: 171.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1990, era descoberto o asteróide Eureka.
Observações: Procure Antares para baixo e para a esquerda da Lua. Entre os dois estão as três estrelas da Cabeça de Escorpião, quase na vertical.

 
CURIOSIDADES


O disco protoplanetário em torno de HW Hydrae tem massa suficiente para gerar 50 planetas do tamanho de Júpiter e tem um reservatório escondido de gelo com o tamanho de milhares de oceanos.

 
HUBBLE DESCOBRE EVIDÊNCIAS DE FORMAÇÃO PLANETÁRIA MAIS LONGÍNQUA DE QUALQUER ESTRELA

Astrónomos usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA descobriram evidências convincentes de um planeta formando-se a mais de 12 mil milhões de quilómetros da sua estrela, um achado que pode desafiar as teorias actuais sobre formação planetária.

Dos quase 900 planetas para lá do nosso Sistema Solar já confirmados até à data, este é o primeiro a ser encontrado a uma distância tão grande da sua estrela. O planeta suspeito orbita a pequena anã vermelha TW Hydrae, um popular alvo da astronomia localizado a 176 anos-luz da Terra na direcção da constelação de Hidra.

A visão apurada do Hubble detectou uma lacuna misteriosa num vasto disco protoplanetário de gás e poeira girando em torno de TW Hydrae. A lacuna tem mais de 3 mil milhões de quilómetros e o disco tem um diâmetro de mais ou menos 66 mil milhões de quilómetros. Este "buraco" existe provavelmente devido a um planeta invisível em crescimento que está a varrer gravitacionalmente material e esculpindo uma faixa no disco como um limpa-neves.

Este gráfico mostra a lacuna num disco protoplanetário de poeira e gás girando em torno da anã vermelha TW Hydrae.
Crédito: NASA, ESA, J. Debes (STScI), H. Jang-Condell (Universidade do Wyoming), A. Weinberger (Instituto Carnegie de Washington), A. Roberge (Centro Aeroespacial Goddard), G. Schneider (Universidade do Arizona/Observatório Steward) e A. Field (STScI/AURA)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Estima-se que o planeta seja relativamente pequeno, entre 6 a 28 vezes mais massivo que a Terra. A sua grande órbita significa que está movendo-se lentamente na direcção da estrela. Se o planeta suspeito orbitasse o nosso Sol, estaria aproximadamente duas vezes mais longe que Plutão.

Os planetas formam-se ao longo de dezenas de milhões de anos. A acreção é lenta mas persistente à medida que um protoplaneta recolhe poeira, rochas e gás do disco protoplanetário. Um planeta a 12 mil milhões de quilómetros da sua estrela deve levar mais de 200 vezes mais tempo para se formar do que Júpiter (não mais do que 10 milhões de anos, de acordo com as estimativas actuais) à sua distância média de 778 milhões de quilómetros do Sol por causa da sua velocidade orbital muito mais lenta e da deficiência de material no disco.

De acordo com esta teoria, TW Hydrae tem apenas 8 milhões de anos, o que a torna numa estrela improvável para ter planetas. Não houve tempo suficiente para um planeta crescer através da lenta acumulação de detritos mais pequenos. Para complicar ainda mais a história, TW Hydrae tem apenas 55% da massa do Sol.

"É muito interessante ver um sistema como este," afirma John Debes do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado americano de Maryland, que liderou a equipa de pesquisa que identificou a lacuna. "Esta é a estrela de menor massa onde observámos uma lacuna tão distante da própria estrela."

Esta ilustração mostra que o disco protoplanetário de TW Hydrae é muito mais largo do que o Sistema Solar. De facto, a lacuna no disco de TW Hydrae produzida por um planeta suspeito reside a mais de 12 mil milhões de quilómetros da estrela. A esta distância, o hipotético planeta orbitaria bem para lá da nossa Cintura de Kuiper, um reservatório de gelo, material deixado para trás da formação do nosso Sistema Solar.
Crédito: NASA, ESA e A. Field (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma teoria de formação planetária alternativa sugere que uma parte do disco torna-se gravitacionalmente instável e colapsa sobre si própria. Neste cenário, um planeta pode formar-se mais rapidamente, em apenas alguns milhares de anos.

"Se nós conseguirmos realmente confirmar a existência de um planeta, podemos relacionar as suas características com medições das propriedades da lacuna," afirma Debes. "Isto poderia acrescentar às teorias de formação planetária, no que toca à sua distância."

O disco de TW Hydrae também carece de grandes grãos de poeira nas suas regiões exteriores. As observações do ALMA (Atacama Large Millimeter Array) no deserto do Atacama no norte do Chile, mostram que grãos de poeira mais ou menos do tamanho de grãos de areia não estão presentes para lá dos 8,8 mil milhões de quilómetros da estrela, pouco antes da lacuna.

"Normalmente, precisamos de pedras antes de termos um planeta. Por isso, se existe um planeta e não existe poeira maior que grãos de areias mais longe, isto é um grande desafio para os modelos de formação planetária tradicionais," acrescenta Debes.

A equipa usou o espectrómetro NICMOS (Near Infrared Camera and Multi-Object Spectrometer) do Hubble para observar a estrela no infravermelho. Os cientistas então compararam as imagens do NICMOS com dados de arquivo do Hubble e observações ópticas e espectroscópicas do espectrómetro STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) também do telescópio espacial. Debes realça que a lacuna é visível em todos os comprimentos de onda, o que indica que é uma característica estrutural e não uma ilusão criada pelos instrumentos ou pela luz difusa.

O artigo da equipa foi publicado online na edição de 14 de Junho da revista The Astrophysical Journal.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Instituto Carnegie para Ciência
Universe Today
SPACE.com
Science Daily
redOrbit
PHYSORG
Discovery News
Forbes

TW Hydrae:
Wikipedia

Discos protoplanetários:
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Wikipedia

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Marcas de Trenós de Gelo Seco em Marte
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: HiRISEMROLPL (U. Arizona)NASA
 
O que é que cria estas ranhuras longas e quase rectas em Marte? Apelidadas de "gullies" (barrancos) lineares, aparecem nos lados de algumas dunas de areia durante a Primavera marciana, têm uma largura quase constante, estendem-se até aos dois quilómetros e criam elevações em ambos os lados. Ao contrário da maioria dos fluxos de água, não parecem ter áreas de detritos secos na descida final. A principal hipótese - que está sendo testada cá na Terra - é que estes sulcos lineares são provocados por pedaços de gelo seco (dióxido de carbono gelado) que se quebra e desliza pelas dunas enquanto sublima em gás, eventualmente evaporando-se totalmente. A ser verdade, estes trenós naturais de gelo seco podem muito bem fornecer aos futuros aventureiros um passeio em almofadas de dióxido de carbono. A imagem acima, recentemente anunciada, foi obtida em 2006 pela câmara HiRISE a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA, actualmente em órbita de Marte.
 

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