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Edição n.º 988
23/08 a 26/08/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 23/08: 235.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 estreia a série televisiva, "The Jetsons", uma produção da Hanna-Barbara que introduziu a uma geração um futuro com base na tecnologia. 
Em 1966, a Lunar Orbiter 1 tira a primeira fotografia da Terra a partir de órbita lunar. 
Em 1993, a sonda Galileu descobre uma lua, mais tarde chamada Dactyl, em torno de 243 Ida, a primeira lua conhecida em torno de um asteróide.

Em 2001, um fogo causa estragos na ordem dos 2,5 milhões de dólares ao Planetário Bishop em Brandenton, Flórida, EUA.
Observações: O Grande Quadrado de Pégaso, apoiado sobre um canto, encontra-se por cima da Lua após esta nascer a meio da noite.

Dia 24/08: 236.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1492 Cristovão Colombo partia pela segunda vez para o Novo  Mundo.
Em 1966, a Luna 11 era lançada de uma plataforma em órbita da Terra.

Esta missão soviética tinha como objectivo estudar a composição química e anomalias gravitacionais da Lua
Em 2006, a União Astronómica Internacional (UAI) redefine o termo "planeta", e Plutão é a partir daí considerado um planeta anão.
Observações: Conjunção superior de Mercúrio, pelas 21:48.

Dia 25/08: 237.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1609, Galileu Galilei demonstra o seu primeiro telescópio aos legisladores deV eneza.
Em 1864 nascia Ole Romer, astrónomo dinamarquês que propôs a primeira determinação da velocidade da luz.
Em 1981, flyby da Voyager 2 por Saturno.
Em 1989, flyby da Voyager 2 por Neptuno
Em 2000, a revista Science anuncia descobertas a partir de dados do magnetómetro da sonda Galileu que providenciam as mais sólidas provas da existência de um oceano de água líquida salgada por baixo da superfície de uma das luas de JúpiterEuropa.

No mesmo ano, o Telescópio Espacial Hubble faz um censo de anãs castanhas galácticas. A câmara NICMOS do Hubble revela a baixa energia das anãs castanhas, estrelas que não têm massa suficiente para começar a fusão nuclear.
Observações: Um dos primeiros objectos de céu profundo de Verão que quem compra um telescópio aprende a encontrar é a Nebulosa do Anel, ou M57, devido à sua tão bem marcada posição em Lira. Mas já observou o outro objecto de Messier de Lira, o enxame globular M56?

Dia 26/08: 238.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1978, Sigmund Jähn torna-se no primeiro cosmonauta alemão, a bordo da Soyuz 31.
Em 1999 são registadas as primeiras imagens de calibração do telescópio de raios-X mais poderoso do mundo, o Observatório Chandrada NASA.

Estas incluem os espectaculares restos de uma supernova, Cassiopeia A, que explodiu há 300 anos atrás, uma concha de gás quente com 10 anos-luz de diâmetro e temperaturas de 50 milhões de graus, com um ponto de luz que pode ser uma estrela de neutrões ou um buraco negro no centro de uma explosão estelar. Outra imagem que fascinou os observadores foi o grande jacto energético do quasar PKS 0637-752 a 6 mil milhões de anos-luz. O Chandra continuou com as suas calibrações nas semanas seguintes.
Em 2003, a comissão que investigava o acidente do vaivém Columbia anuncia o seu relatório final. 
Observações: Aproveite o cair da noite para observar Vénus, baixo a Oeste. Para cima e para a esquerda está também Saturno. A estrela mais brilhante da constelação de Virgem, Espiga, está a meio do caminho entre os dois planetas.

 
CURIOSIDADES


O termo "Aurora Boreal" deriva da deusa romana do amanhecer, "Aurora" e do nome grego do deus que representa o vento norte, com o nome de Boreas.

 
FERMI CELEBRA CINCO ANOS NO ESPAÇO, ENTRA EM MISSÃO PROLONGADA

Durante a sua missão principal de cinco anos, o Telescópio Espacial de Raios-Gama Fermi da NASA deu aos astrónomos um retrato cada vez mais detalhado dos fenómenos mais extraordinários do Universo, desde buracos negros gigantes no coração de galáxias distantes a tempestades na Terra.

Mas o seu trabalho ainda não acabou. A 11 de Agosto, o Fermi entrou na fase prolongada da sua missão - um estudo mais profundo do cosmos de alta energia. Este é um passo importante em direcção à meta prevista da equipa científica de uma década de observações, terminando em 2018.

"À medida que o Fermi abre o seu segundo acto, tanto a nave como os seus instrumentos permanecem de excelente saúde e a missão recolhe dados científicos excepcionais," afirma Paul Hertz, director da divisão de astrofísica da NASA em Washington, EUA.

O retrato do céu pelo Fermi a energias superiores a 1 GeV foi melhorando com cada vez mais dados. Esta animação compara uma região com 20 graus de largura na direcção da constelação de Virgem, após o primeiro e quinto ano de operações do Fermi. Muitas outras fontes adicionais (amarelo, vermelho) aparecem na imagem mais recente.
Crédito: NASA/DOE/Colaboração LAT do Fermi
(clique na imagem para ver vídeo)
 

O Fermi revolucionou a nossa visão do Universo em raios-gama, a forma de luz mais energética. As descobertas do observatório incluem novas perspectivas sobre muitos processos de alta energia, desde estrelas de neutrões em rápida rotação, também conhecidas como pulsares, dentro da nossa Galáxia, até jactos alimentados por buracos negros supermassivos em galáxias jovens e distantes.

O LAT (Large Area Telescope), o instrumento principal da missão, varre o céu inteiro a cada três horas. O detector topo de gama tem uma visão mais nítida, com maior ângulo e abrange um leque mais amplo de energia do que qualquer instrumento similar no espaço.

"À medida que o LAT constrói uma imagem cada vez mais detalhada do céu de raios-gama, revela simultaneamente como é a dinâmica do Universo a estas energias," afirma Peter Michelson, investigador principal do instrumento e professor de física na Universidade de Stanford, no estado americano da Califórnia.

O instrumento secundário do Fermi, o GBM (Gamma-ray Burst Monitor), vê todo o céu a qualquer instante, à excepção da parte bloqueada pela Terra. Esta cobertura de todo o céu permite com que o Fermi detecte mais explosões de raios-gama (GRBs) e ao longo de uma gama energética mais ampla, do que qualquer outra missão. Pensa-se que estas explosões, as mais poderosas do Universo, acompanhem o nascimento de novos buracos negros de massa estelar.

"Já foram vistos pelo GBM mais de 1200 GRBs, mais de 500 proeminências do Sol e algumas centenas de proeminências de estrelas de neutrões altamente magnetizadas na nossa Galáxia," afirma Bill Paciesas, investigador principal e cientista sénior da Associação de Pesquisa Espacial do Instituto de Tecnologia e Ciência em Huntsville, no estado americano do Alabama.

Esta imagem mostra todo o céu a energias superiores a 1 GeV com nos cinco anos de dados do instrumento LAT a bordo do Telescópio Espacial Fermi. As cores mais brilhantes indicam fontes mais brilhantes em raios-gama.
Crédito: NASA/DOE/Colaboração LAT do Fermi
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O instrumento também detectou cerca de 800 "flashes" de raios-gama oriundos de trovoadas. Estas explosões fugazes duram apenas alguns milésimos de segundo, mas as suas emissões estão entre as mais energéticas que ocorrem naturalmente na Terra.

Um dos resultados mais surpreendentes do Fermi até agora foi a descoberta de bolhas gigantes que se estendem mais de 25.000 anos-luz para cima e para baixo do plano da nossa Galáxia. Os cientistas pensam que estas estruturas podem ter-se formado como resultado de explosões passadas do buraco negro - com uma massa de 4 mil milhões de Sóis - que reside no centro da Via Láctea.

A equipa está a ponderar uma nova estratégia de observação que envolve o LAT fazer exposições mais profundas da região central da Via Láctea, um reino repleto de pulsares e outras fontes altamente energéticas. Esta área é também um dos melhores locais para procurar sinais de raios-gama oriundos da matéria escura, uma substância elusiva que não emite nem absorve luz visível. De acordo com algumas teorias, a matéria escura é composta por partículas exóticas que produzem um flash de raios-gama quando interagem.

"Nos próximos anos, a maioria das novas instalações astronómicas que exploram outros comprimentos de onda irão complementar o Fermi e dar-nos o melhor olhar sobre os eventos mais poderosos do Universo," afirma Julie McEnery, cientista do projecto da missão do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
PHYSORG
redOrbit

GRB:
NASA
Wikipedia
Caltech

Telescópio Espacial Fermi:
NASA
Wikipedia

 
WISE REACTIVADO PARA CAÇAR ASTERÓIDES

Um instrumento da NASA que descobriu e caracterizou dezenas de milhares de asteróides em todo o Sistema Solar, antes de ser colocado em hibernação, regressará ao serviço por mais três anos, com início em Setembro, ajudando a agência espacial no seu esforço para identificar a população de objectos potencialmente perigosos próximos da Terra, bem como aqueles adequados para missões de exploração a asteróides.

O WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) será reavivado no próximo mês com o objectivo de descobrir e caracterizar NEOs (sigla inglesa para "near-Earth objects"), rochas espaciais que podem ser encontradas em órbitas até 45 milhões de km da Terra, em redor do Sol. A NASA antecipa que o WISE fará uso do seu telescópio de 16 polegadas (40 centímetros) e das câmaras infravermelhas para descobrir cerca de 150 NEOs previamente desconhecidos e caracterizar o tamanho, albedo e propriedades térmicas de outros 2000 - incluindo alguns que podem ser candidatos à recentemente anunciada iniciativa da agência.

"A missão WISE alcançou os seus objectivos e a NEOWISE estendeu a ciência ainda mais na sua pesquisa de asteróides. A NASA apoia-se agora neste histórico de sucessos, o que irá melhorar a nossa capacidade de encontrar asteróides potencialmente perigosos, e apoiar a nossa iniciativa de asteróides," afirma John Grunsfeld, administrador associado da NASA para ciência em Washington, EUA. "A reactivação do WISE é um excelente exemplo de como estamos alavancando as capacidades existentes por toda a agência para alcançar o nosso objectivo."

Impressão de artista que mostra o WISE em órbita da Terra. Em Setembro de 2013, os engenheiros vão tentar reavivá-lo para caçar mais asteróides e cometas num projecto chamado NEOWISE.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A iniciativa de asteróides da NASA será a primeira missão a identificar, capturar e mover um asteróide. Ela representa uma façanha tecnológica sem precedentes, que irá levar a novas descobertas científicas e a capacidades tecnológicas que ajudarão a proteger o nosso planeta. Esta iniciativa faz parte do plano de enviar seres humanos até um asteróide em 2025.

Lançado em Dezembro de 2009 para procurar o brilho de fontes de calor celeste de asteróides, estrelas e galáxias, o WISE capturou cerca de 7500 imagens por dia durante a sua missão principal, desde Janeiro de 2010 até Fevereiro de 2011. Como parte do projecto chamado NEOWISE, o explorador espacial fez o levantamento mais preciso até à data de NEOs. A NASA desligou a maioria dos componentes electrónicos do WISE quando completou a sua missão principal.

"Os dados recolhidos pela NEOWISE há dois anos provaram ser uma mina de ouro para a descoberta e caracterização da população de NEOs," afirma Lindley Johnson, executivo do programa NEOWISE da NASA em Washington. "É importante que acumulemos o máximo possível deste tipo de dados enquanto o WISE continua a ser um trunfo viável."

Conceito de uma nave da NASA com o mecanismo de captura de asteróide, que irá redireccionar uma rocha espacial até uma órbita lunar estável, para estudo posterior por astronautas a bordo da cápsula Orion.
Crédito: NASA
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Dado que os asteróides reflectem mas não emitem luz visível, os sensores infravermelhos são uma ferramenta poderosa para descobrir, catalogar e compreender a população de asteróides. Dependendo da reflectividade de um objecto, ou albedo, uma pequena e clara rocha espacial pode ter a mesma aparência que uma grande e escura. Como resultado, os dados recolhidos com telescópios ópticos usando a luz visível podem ser enganadores.

Durante 2010, a missão NEOWISE observou cerca de 158.000 corpos rochosos, de entre cerca de 600.000 objectos conhecidos. As descobertas incluem 21 cometas, mais de 34.000 asteróides na cintura principal entre Marte e Júpiter, e 135 NEOs.

A missão principal do WISE era varrer todo o céu no infravermelho. Capturou mais de 2,7 milhões de imagens em múltiplos comprimentos de onda infravermelhos e catalogou mais de 560 milhões de objectos no espaço, desde galáxias distantes até asteróides e cometas muito mais perto da Terra.

"A equipa está pronta e após uma verificação rápida, vamos começar a grande velocidade," afirma Amy Mainzer, investigadora principal da missão NEOWISE no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "A NEOWISE não só nos dá uma melhor compreensão dos asteróides e cometas que estudamos directamente, como também nos vai ajudar e refinar os nossos conceitos e planos operacionais de missões espaciais futuras de catalogação de objectos próximos da Terra".

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universe Today
SPACE.com
PHYSORG
Space Daily

Asteróides:
SEDS
NASA
Wikipedia

WISE:
NEOWISE (NASA)
U. Berkeley
Wikipedia

Projecto de pesquisa de objectos próximo da Terra:
NEAT
NASA
Wikipedia

 
ALMA OLHA DE PERTO PARA O DRAMA DA FORMAÇÃO ESTELAR
Esta imagem sem precedentes do objecto Herbig Haro HH 46/47 combina observações rádio obtidas com o ALMA e observações no óptico do NTT (New Technology Telescope) do ESO. As observações ALMA (a laranja e verde) da estrela recém nascida revelam um jacto energético a afastar-se de nós, o qual no óptico se encontra escondido por poeira e gás. À esquerda (a cor de rosa e roxo), podemos ver a parte visível do espectro a aproximar-se de nós.
Crédito: ESO/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/H. Arce. Agradecimento: Bo Reipurth
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), os astrónomos obtiveram um plano de pormenor muito vívido do material que se afasta de uma estrela recém nascida. Ao observar o brilho emitido pelas moléculas de monóxido de carbono num objecto chamado Herbig-Haro 46/47, os astrónomos descobriram que os seus jactos são ainda mais energéticos do que o que se pensava anteriormente. As novas imagens muito detalhadas revelaram igualmente um jacto anteriormente desconhecido que aponta numa direcção totalmente diferente.

As estrelas jovens são objectos violentos que expelem matéria a velocidades tão elevadas como um milhão de quilómetros por hora. Quando este material choca no gás circundante, fá-lo brilhar criando um objecto Herbig-Haro. Um exemplo espectacular deste tipo de objectos é Herbig-Haro 46/47, situado a cerca de 1400 anos-luz de distância da Terra, na direcção da constelação austral da Vela. Este objecto foi alvo de um estudo com o ALMA durante a fase de Ciência Preliminar quando o telescópio ainda se encontrava em construção, muito antes da rede estar completa.

As novas imagens revelam detalhes em dois jactos, um deslocando-se na direção da Terra e o outro na direção contrária. O jacto que está a afastar-se era praticamente invisível em imagens ópticas anteriores, devido ao obscurecimento provocado pelas nuvens de poeira que rodeiam a estrela recém nascida. O ALMA não só obteve imagens muito mais nítidas que as anteriores, como permitiu ainda aos astrónomos medir a velocidade à qual o material brilhante se está a deslocar no espaço.

Estas novas observações de Herbig-Haro 46/47 revelaram que algum do material ejectado tinha velocidades muito mais elevadas do que as medidas anteriormente, o que significa que o gás ejectado transporta muito mais energia e quantidade de movimento do que o que se pensava anteriormente.

O líder da equipa e autor principal deste novo estudo, Héctor Arce (Universidade de Yale, EUA) explica que "a excelente sensibilidade do ALMA permitiu a detecção de particularidades nesta fonte não observadas antes, tal como este jacto muito rápido, que parece um exemplo de um modelo simples retirado dum livro clássico, onde o jacto molecular é gerado pelo vento abrangente de uma estrela jovem."

As observações foram obtidas em apenas cinco horas de tempo de observação, embora o ALMA ainda estivesse a ser construído nessa época. Observações com qualidade semelhante obtidas por outros telescópios necessitariam de dez vezes mais tempo de observação.

"O detalhe nas imagens de Herbig-Haro 46/47 é assombroso. Talvez mais extraordinário ainda seja o facto de, para este tipo de observações, ainda estarmos numa fase bastante inicial. No futuro, o ALMA poderá fornecer imagens ainda melhores que esta, numa pequena fração deste tempo de observação," acrescenta Stuartt Corder (Observatório ALMA, Chile), co-autor do novo artigo científico que descreve estes resultados.

Diego Mardones (Universidade do Chile), outro co-autor do trabalho, enfatiza que "este sistema é similar à maioria das estrelas isoladas de pequena massa, durante a sua formação e nascimento. Mas é também invulgar porque a corrente de material emitida pela estrela choca com a nuvem de modo directo de um dos lados da estrela jovem enquanto que do outro lado escapa-se da nuvem. Este facto torna este sistema excelente para estudar o impacto dos ventos estelares na nuvem progenitora a partir da qual a estrela jovem se formou."

A nitidez e sensibilidade alcançadas nestas observações ALMA permitiram também à equipa descobrir uma componente da corrente de gás, desconhecida anteriormente, que parece ser emitida por uma companheira da jovem estrela de massa mais baixa. Este jacto secundário faz praticamente um ângulo recto com o objecto principal, quando observado a partir da Terra, e encontra-se aparentemente a escavar o seu próprio buraco na nuvem circundante.

Arce conclui que "o ALMA tornou possível detectar particularidades no jacto, muito mais claramente do que os estudos anteriores, o que mostra que haverá certamente muitas surpresas e descobertas fascinantes feitas pela rede completa. O ALMA irá certamente revolucionar o campo da formação estelar!"

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Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
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Objecto Herbig-Haro:
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Formação estelar:
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ALMA:
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ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
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ESO:
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Perseídas na China
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Crédito: Xiang Zhan (Planetário de Pequim)
 
Caíu poeira de cometa no planeta Terra há pouco mais de uma semana, cruzando os céus escuros durante a anual chuva de meteoros das Perseídas. Enquanto disfrutava do clima espacial por cima das planícies de Zhangbei, na província de Hebei, China, o astrónomo Xiang Zhan registou uma série de exposições com 10 segundos de duração, abrangendo quatro horas na noite de 12 para 13 de Agosto e usando uma grande angular. Combinando imagens que capturaram 68 flashes meteóricos, produziu a composição acima das Perseídas. Embora as partículas cometárias com o tamanho de grãos de areia viajem paralelas umas às outras, a resultante chuva de meteoros claramente parece irradiar de um único ponto no céu, localizado na direcção da constelação de Perseu. O efeito de radiante é devido à perspectiva, pois as faixas paralelas parecem convergir à distância. A próxima grande chuva de meteoros poderá ser as Oriónidas, no final de Outubro.
 

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