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NOVA MISSÃO DA NASA VAI ESTUDAR DIRECTAMENTE E PELA PRIMEIRA VEZ O INTERIOR DE MARTE
21 de Agosto de 2012

 

A NASA seleccionou uma nova missão, com lançamento previsto para 2016, que vai estudar pela primeira vez o interior de Marte para tentar saber o porquê do Planeta Vermelho ter evoluído de modo tão diferente do da Terra.

A nova missão, com o nome de InSight (Interior exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport), colocará instrumentos na superfície marciana para investigar se o núcleo de Marte é sólido ou líquido como o da Terra, e o porquê da crosta de Marte não estar dividida em placas tectónicas móveis como as da Terra. O conhecimento detalhado do interior de Marte, em comparação com o da Terra, vai ajudar os cientistas a melhor compreender como é que os planetas terrestres se formam e evoluem.

"A exploração de Marte é uma prioridade para a NASA, e a selecção da InSight assegura que vamos continuar a desvendar os mistérios do Planeta Vermelho e a estabelecer as bases de uma futura missão tripulada," afirma Charles Bolden, Administrador da NASA. "A aterragem bem-sucedida do rover Curiosity galvanizou o interesse público na exploração do espaço e o anúncio de hoje torna claro que estão por vir mais excitantes missões a Marte."

A InSight será liderada por W. Bruce Banerdt do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. A equipa científica da InSight inclui co-investigadores americanos e internacionais de universidades e agências governamentais e industriais. A agência espacial francesa CNES (Centre National d'Etudes Spatiales) e o Centro Aeroespacial Alemão vão contribuir com instrumentos para o "lander" InSight, com lançamento e aterragem prevista em Marte para Março e Setembro de 2016, respectivamente, uma missão científica com a duração calculada de dois anos.

A missão InSight é a 12.ª selecção da NASA na sua série de missões da classe Discovery. Criado em 1992, o Programa Discovery patrocina frequentemente missões de exploração do Sistema Solar de baixo-custo com objectivos científicos altamente focados. A NASA solicitou propostas de missões em Junho de 2010 e recebeu 28. A InSight foi uma entre três missões propostas seleccionadas em Maio de 2011 para financiamento de estudos preliminares e análises. As outras duas propostas eram missões a um cometa (com o nome Comet Hopper, que faria aterrar uma sonda num cometa múltiplas vezes para estudar como é que o corpo mudava na sua viagem em torno do Sol) e à lua de Saturno, Titã (com o nome TiME ou Titan Mare Explorer, que aterraria num dos mares de metano líquido de Titã, providenciando a primeira exploração directa de um oceano para lá da Terra).

A InSight vai apoiar-se em tecnologia já usada pela NASA na extraordinária missão Phoenix, que foi lançada na direcção do Planeta Vermelho em 2007 e onde descobriu a existência de água perto da superfície nas regiões polares de Marte. Ao incorporar sistemas comprovados na missão, a equipa da InSight demonstrou que o conceito da missão era de baixo risco e que podia ficar dentro do orçamento limitado das missões Discovery, ao contrário das outras duas, cujo risco era maior. O custo da missão, excluindo o veículo de lançamento e serviços relacionados, está limitado a 425 milhões de dólares (valor monetário do ano de 2010).

"O nosso Programa Discovery permite aos cientistas usar abordagens inovadoras em busca da resposta a questões fundamentais acerca do nosso Sistema Solar na categoria de baixo-custo," afirma John Grunsfeld, administrador associado para o Directorado de Missões Científicas na sede da NASA. "A InSight vai estudar a natureza do interior e a estrutura de Marte, bem abaixo das observações que temos sido capazes de fazer a partir de órbita ou à superfície."

O "lander" InSight vai transportar quatro instrumentos. O JPL vai providenciar um instrumento geodésico para determinar o eixo de rotação do planeta e um braço robótico e duas câmaras usadas para implantar e monitorizar instrumentos na superfície marciana. O CNES lidera um consórcio internacional que está a construir um instrumento para medir ondas sísmicas que percorram o interior do planeta. O Centro Aeroespacial Alemão está a construir uma sonda subsuperficial para medir o fluxo de calor desde o interior, que vai descer até aos cinco metros de profundidade, onde os seus sensores vão medir a temperatura.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NASA -2 (comunicado de imprensa)
The Planetary Society
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG
COSMOS
Science
New Scientist
Nature
Space News
Spaceflight Now
Wired News
Engadget
UPI.com
BBC News
Discovery News

InSight:
NASA/JPL
Vídeo introdutório (YouTube)
Wikipedia

Programa Discovery:
NASA
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 


Impressão de artista da missão proposta InSight (Interior exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport). Tem como base o "lander" Phoenix, bem como a sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) e GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory).
Crédito: JPL/NASA
(clique na imagem para ver versão maior)

 
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