Maio
Dia 01 - Chandra e Webb "ligam" os pequenos pontos vermelhos
Os astrónomos combinaram dados dos telescópios espaciais Chandra e James Webb para estudar os misteriosos "pequenos pontos vermelhos", objetos muito distantes no Universo primitivo. A deteção de raios X num deles, o que não acontece nos outros, sugere que são buracos negros supermassivos em crescimento, numa fase inicial envolta em gás denso.
Dia 01 - Novas descobertas sobre exoplanetas desafiam as teorias da formação planetária
Investigadores revelaram uma estatística curiosa: os planetas mais comuns da Galáxia tendem a não orbitar as estrelas mais comuns da Galáxia. Em torno de anãs vermelhas pequenas, quase que não existem os chamados sub-Neptunos. Esta discrepância desafia os modelos atuais e sugere que a formação planetária depende mais do tipo de estrela do que se pensava.
Dia 01 - Dois sóis são melhores do que um - os planetas prosperam em torno de estrelas binárias
Um estudo indica que os planetas podem formar-se mais facilmente em sistemas com duas estrelas do que em torno de estrelas individuais. Embora a região mais interna seja instável, as zonas mais afastadas tornam-se ideais para a formação de múltiplos planetas, incluindo gigantes gasosos, sugerindo que mundos com "dois sóis" podem ser comuns.
Abril
Dia 28 - O cometa 3I/ATLAS foi formado num ambiente muito mais frio do que o do Sistema Solar
Observações do radiotelescópio ALMA revelaram que o cometa interestelar 3I/ATLAS contém níveis muito elevados de água "semipesada" (com deutério), cerca de 30 vezes superiores aos dos cometas do Sistema Solar. Isto indica que se formou num ambiente extremamente frio, muito diferente do nosso, oferecendo pistas sobre a diversidade de sistemas planetários na Galáxia.
Dia 28 - Desvendando o mistério da massa das jovens estrelas de Oríon
Astrónomos usaram radiotelescópios para medir com grande precisão a massa de estrelas jovens na região de Oríon, algo antes difícil devido ao gás e poeira envolventes. Os resultados revelam discrepâncias com modelos teóricos e ajudam a melhorar a compreensão da formação e evolução estelar.
Dia 28 - As "primas pequenas" da Via Láctea podem conter pistas do Universo primitivo
Um estudo mostra que galáxias anãs ultrafracas, satélites da Via Láctea, funcionam como "fósseis" do Universo primitivo. Simulações indicam que as suas propriedades atuais dependem fortemente das condições iniciais, como radiação e formação estelar, permitindo inferir como era o Universo nos seus primeiros milhões de anos.
Dia 24 - Rover Curiosity descobre moléculas orgânicas nunca antes observadas em Marte
O rover Curiosity da NASA identificou mais de 20 moléculas orgânicas em rochas antigas de Marte, incluindo várias nunca antes observadas no planeta. Embora não provem a existência de vida, estas substâncias mostram que Marte teve condições químicas favoráveis e que compostos complexos podem ser preservados durante milhares de milhões de anos.
Dia 24 - Neste exoplaneta semelhante a Júpiter podem existir nuvens de gelo de água
Astrónomos usaram o Telescópio Webb para estudar o exoplaneta gigante Epsilon Indi Ab, semelhante a Júpiter mas mais massivo e quente. Descobriram nuvens de gelo de água na sua atmosfera, algo ausente nos modelos atuais. O resultado revela maior complexidade atmosférica e melhora técnicas para estudar planetas tipo Terra no futuro.
Dia 24 - Determinando a idade de uma anã castanha através de minúsculas pulsações estelares
O Observatório W. M. Keck foi utilizado para estudar o sistema HR 7672 e determinar com precisão a idade da estrela (~2,3 mil milhões de anos) e da sua anã castanha companheira. Esta medição fornece um "relógio" raro que permite testar e melhorar modelos sobre a evolução e arrefecimento destes objetos intermédios.
Dia 21 - Astrónomos revelam sistema multiplanetário em constante mudança
Astrónomos da Universidade do Novo México descobriram um sistema planetário invulgar (TOI-201) com três corpos - uma super-Terra, um “Júpiter morno” e uma anã castanha - cujas órbitas mudam ao longo do tempo. Este comportamento raro permite observar, em tempo real, a evolução dinâmica de sistemas planetários.
Dia 21 - NASA desliga um instrumento da Voyager 1 para manter a sonda em funcionamento
A NASA desligou um dos instrumentos científicos da sonda Voyager 1 para poupar energia, já que a sua fonte nuclear está a enfraquecer com o tempo. Esta medida faz parte de uma estratégia gradual para prolongar a missão, permitindo que pelo menos alguns instrumentos continuem a funcionar e a recolher dados no espaço interestelar durante mais alguns anos.
Dia 21 - Como serão as ondas noutros planetas?
Investigadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) desenvolveram o modelo “PlanetWaves”, que prevê como as ondas se comportam noutros planetas. Mostra que fatores como gravidade, atmosfera e composição dos líquidos alteram drasticamente as ondas - por exemplo, em Titã, uma brisa leve pode gerar ondas enormes, ao contrário da Terra.
Dia 17 - Entre a noite e o dia eternos, os rostos de dois primos da Terra
Observações do James Webb permitiram mapear, pela primeira vez, o clima de dois exoplanetas do sistema TRAPPIST-1. Estes mundos, com um lado em dia eterno e outro em noite permanente, apresentam diferenças extremas de temperatura, indicando a ausência de uma atmosfera e condições pouco favoráveis à habitabilidade.
Dia 17 - A maioria dos pares de estrelas nascem como gémeas cósmicas
Um estudo com observações ALMA de estrelas muito jovens indica que a maioria dos pares próximos de estrelas nasce junta no mesmo disco de gás e poeira, em vez de se formar separadamente e aproximar-se depois. Estas "gémeas cósmicas" resultam da fragmentação do disco e ajudam a explicar a formação de sistemas planetários.
Dia 17 - Webb redefine a linha divisória entre planetas e estrelas
Foram utilizadas observações do Telescópio Espacial James Webb para estudar o objeto 29 Cygni b, com cerca de 15 vezes a massa de Júpiter, situado no limite entre planetas e estrelas. Os dados indicam que se formou como um planeta, por acreção num disco de gás e poeira, ajudando a clarificar onde termina um planeta e começa uma estrela.
Dia 14 - Colaboração global atinge uma precisão de 1% no ritmo de expansão do Universo local
Uma colaboração internacional obteve a medição mais precisa do ritmo de expansão do Universo local (constante de Hubble), cerca de 73,5 km/s/Mpc. O valor continua incompatível com estimativas do Universo primitivo, reforçando a "tensão de Hubble" e sugerindo uma possível nova física além dos modelos atuais.
Dia 14 - Um núcleo galáctico ativo cujo brilho está a desvanecer a um ritmo extraordinariamente elevado
Os astrónomos observaram uma galáxia distante cujo núcleo ativo (buraco negro supermassivo) diminuiu drasticamente o seu brilho, cerca de 50 vezes, indicando uma rápida redução no fluxo de matéria que o alimenta. Este "desligar" raro ajuda a compreender como estes núcleos evoluem e podem tornar-se inativos.
Dia 10 - Será que foi detetado o primeiro par íntimo de buracos negros supermassivos?
Astrónomos observaram dois jatos de partículas no núcleo de uma galáxia. Poderá ser uma evidência direta de um par muito íntimo de buracos negros massivos. O sistema, prestes a fundir-se, confirma previsões teóricas e ajuda a compreender a fase final da fusão destes objetos extremos.
Dia 10 - Como Júpiter "cultivou" mais luas grandes do que Saturno
Simulações mostram que o campo magnético de Júpiter criou uma "cavidade" no disco de material à sua volta, permitindo a formação e sobrevivência de várias luas grandes. Já Saturno, com campo mais fraco, não formou essa estrutura, explicando porque tem menos luas grandes e um sistema diferente.
Dia 10 - Os astrónomos pensavam que o Universo primitivo estava repleto de hidrogénio. Agora, encontraram-no
Foram identificados dezenas de milhares de enormes halos de hidrogénio em torno de galáxias no Universo primitivo, confirmando que este gás essencial para formar estrelas era abundante. A descoberta, baseada no projeto HETDEX, revela que estas estruturas são comuns e ajuda a compreender melhor o crescimento das primeiras galáxias.
Dia 07 - Eis cinco coisas que a sonda JUICE revelou sobre o cometa 3I/ATLAS
A missão JUICE da ESA observou o cometa interestelar 3I/ATLAS com vários instrumentos, revelando jatos de gás e poeira, uma cabeleira brilhante e uma cauda extensa. Os dados ajudam a estudar a sua composição e atividade, oferecendo pistas raras sobre materiais formados noutros sistemas estelares.
Dia 07 - Descoberta a estrela mais pristina do Universo conhecido
Astrónomos descobriram a estrela mais "pristina" conhecida, quase sem elementos pesados, formada pouco após o Big Bang. Esta relíquia de segunda geração preserva pistas sobre as primeiras estrelas e a evolução química do Universo, permitindo estudar condições que já não podem ser observadas diretamente.
Dia 07 - Como é que isto aconteceu? Um planeta gigante orbita uma estrela pequena
Astrónomos estudaram o exoplaneta TOI-5205 b, um gigante gasoso do tamanho de Júpiter que orbita uma estrela anã vermelha muito pequena, algo considerado improvável. Observações com o telescópio Webb visam analisar a sua atmosfera e origem, desafiando os modelos atuais de formação planetária.
Dia 03 - Astronautas da Artemis II a caminho da Lua
A missão Artemis II da NASA lançou quatro astronautas numa viagem histórica de cerca de 10 dias à volta da Lua, a primeira missão tripulada além da órbita terrestre em mais de 50 anos. O voo testa o foguetão SLS e a nave Orion, preparando futuras missões com aterragem lunar.
Dia 03 - Confirmada a ligação entre a composição dos exoplanetas e das suas estrelas hospedeiras
Observações com o telescópio Gemini South mostraram, pela primeira vez, uma ligação clara entre a composição química de exoplanetas e das suas estrelas hospedeiras. O estudo indica que certos elementos presentes nas estrelas influenciam diretamente a formação e composição dos planetas, ajudando a compreender melhor como os sistemas planetários surgem.
Dia 03 - A Terra formou-se a partir de blocos de construção locais
Um novo estudo da ETH Zurique indica que a Terra se formou quase exclusivamente a partir de material do Sistema Solar interior, contrariando a ideia de contribuições significativas vindas de além de Júpiter. A análise isotópica sugere que água e outros elementos voláteis já existiam localmente durante a formação do planeta.
Março
Dia 31 - Detetada a primeira inversão de rotação de um pequeno cometa
O Telescópio Espacial Hubble observou, pela primeira vez, um pequeno cometa a inverter o sentido de rotação. A mudança foi causada por jatos irregulares de gás libertados pelo aquecimento solar, que atuam como "propulsores". Este comportamento extremo pode tornar o cometa instável e levar à sua destruição.
Dia 31 - XRISM mede o vento quente da galáxia M82
O telescópio espacial XRISM mediu pela primeira vez a velocidade do gás extremamente quente expelido do centro da galáxia M82, onde ocorre intensa formação estelar. O vento atinge milhões de km/h e parece ser o principal motor do fluxo galáctico, ajudando a explicar como estas galáxias expulsam matéria e evoluem.
Dia 31 - O efeito "semelhante ao de um motor de carro" que aquece a nossa Via Láctea
Um estudo revelou que o halo de gás quente da Via Láctea é mais quente no sul devido à influência gravitacional da Grande Nuvem de Magalhães. Este efeito comprime o gás como um “pistão”, aquecendo-o e criando uma diferença de temperatura, resolvendo uma assimetria observada recentemente.
Dia 27 - O Hubble volta a observar a Nebulosa do Caranguejo para acompanhar 25 anos de expansão
O Telescópio Espacial Hubble voltou a observar a Nebulosa do Caranguejo, remanescente de uma supernova registada em 1054, revelando com grande detalhe a sua evolução ao longo de 25 anos. As imagens mostram a expansão rápida dos seus filamentos e ajudam a compreender melhor a dinâmica deste objeto cósmico.
Dia 27 - Um sistema solar em construção? Encontrados dois planetas a formarem-se num disco em torno duma estrela jovem
Astrónomos observaram dois planetas gigantes em formação no disco de gás e poeira da jovem estrela WISPIT 2, usando o VLT do ESO. O sistema apresenta anéis e lacunas típicos de formação planetária e poderá assemelhar-se a um Sistema Solar primitivo, ajudando a compreender como nascem sistemas planetários.
Dia 27 - XRISM resolve o mistério com 50 anos de uma estrela famosa
Observações de alta precisão do telescópio espacial XRISM revelaram que os raios X invulgares da estrela Gamma Cassiopeiae são gerados por uma anã branca invisível que consome material da estrela principal. Esta descoberta resolve um mistério de 50 anos e confirma um tipo de sistema binário há muito previsto.
Dia 24 - Os melhores locais para procurar vida extraterrestre: cientistas identificam 45 mundos semelhantes à Terra
Os astrónomos identificaram 45 exoplanetas rochosos com maior potencial para albergar vida, localizados na zona habitável das suas estrelas, onde pode existir água líquida. Usando dados da missão Gaia e do arquivo de exoplanetas da NASA, a equipa refinou a busca por mundos semelhantes à Terra, criando uma lista prioritária para futuras observações e missões de procura de vida extraterrestre.
Dia 24 - A rotação distingue os planetas gigantes das "estrelas falhadas"
Um estudo liderado pela Universidade Northwestern revelou que a velocidade de rotação distingue planetas gigantes de anãs castanhas (“estrelas falhadas”), que são difíceis de diferenciar. Os planetas giram muito mais depressa, enquanto as anãs castanhas são travadas por campos magnéticos. Esta diferença sugere processos de formação distintos e fornece uma nova ferramenta para classificar estes objetos semelhantes.
Dia 24 - Como duas anãs castanhas ténues se juntaram para brilhar intensamente
Foi descoberto, por astrónomos do Caltech, um sistema raro de duas anãs castanhas íntimas, onde uma está a transferir matéria para a outra, criando um ponto quente brilhante. Observado pelo ZTF (Zwicky Transient Facility), o sistema varia de brilho a cada ~57 minutos. Este processo poderá levar à fusão das duas ou à ignição de uma delas, formando uma nova estrela.
Dia 20 - O Hubble capta, inesperadamente, um cometa a fragmentar-se
O Telescópio Espacial Hubble captou, por acaso, o cometa C/2025 K1 (ATLAS) a desintegrar-se em vários fragmentos, apenas dias após a sua maior aproximação do Sol. Imagens obtidas ao longo de três dias mostram o núcleo a dividir-se e os pedaços a afastarem-se. Esta observação rara oferece uma visão inédita do interior e da fragilidade dos cometas de longo período.
Dia 20 - Investigadores revelam uma nova classe de planetas fundidos
Cientistas da Universidade de Oxford identificaram um novo tipo de exoplaneta, representado por L 98-59 d, com um oceano global de magma que armazena grandes quantidades de enxofre no interior. Observações do Telescópio Webb mostram uma atmosfera rica em gases sulfurosos e baixa densidade. Este mundo não se encaixa nas categorias conhecidas, sugerindo uma nova classe de planetas e maior diversidade cósmica.
Dia 20 - Bennu: resolvido um mistério da superfície acidentada do asteroide
A missão OSIRIS-REx revelou que o asteroide Bennu tem uma superfície muito mais rochosa e irregular do que o previsto. Análises das amostras mostraram que as rochas possuem redes extensas de fissuras internas, que facilitam a perda de calor. Estas fraturas, e não apenas a porosidade, explicam o comportamento térmico inesperado do asteroide, resolvendo um mistério que intrigava os cientistas há anos.
Dia 17 - O Sol não está sozinho - escapou do Centro Galáctico juntamente com as suas "gémeas"
Astrónomos analisaram milhares de “gémeas solares” - estrelas muito semelhantes ao Sol - usando dados do satélite Gaia. Descobriram que o Sol provavelmente nasceu muito mais perto do centro da Via Láctea e migrou para a sua posição atual há cerca de 4 a 6 mil milhões de anos, juntamente com muitas das suas irmãs. Esta migração ajuda a explicar a evolução da estrutura em barra do centro da Galáxia.
Dia 17 - Os astrónomos recolheram evidências raras da colisão entre dois planetas
Astrónomos da Universidade de Washington encontraram evidências de uma colisão entre dois planetas num sistema estelar a cerca de 11.000 anos-luz de distância, em torno de uma estrela chamada Gaia20ehk. A pista surgiu quando o brilho da estrela começou a variar de forma invulgar. Os investigadores concluíram que uma nuvem quente de poeira e rocha, produzida pelo impacto, está a passar em frente da estrela e a bloquear parte da sua luz.
Dia 17 - Novo método revela uma expansão mais lenta na nossa vizinhança cósmica
Dois estudos analisaram o movimento de grupos próximos de galáxias, os grupos Centaurus A e M81, usando um novo método que combina a gravidade interna desses sistemas com o ritmo de expansão do Universo. Os resultados indicam que o Universo local pode estar a expandir-se mais lentamente do que as estimativas anteriores, aproximando as medições locais das observações do Universo primordial e ajudando a esclarecer a chamada "tensão de Hubble".
Dia 13 - ALMA deteta uma grande abundância de álcool no cometa interestelar 3I/ATLAS
Recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), os cientistas estudaram o cometa interestelar 3I/ATLAS, detetando quantidades invulgarmente altas de metanol na sua cabeleira. A proporção entre metanol e cianeto de hidrogénio é muito superior à observada em cometas do Sistema Solar, sugerindo que o objeto se formou sob condições químicas diferentes noutro sistema planetário e oferecendo uma rara “impressão digital” da sua origem.
Dia 13 - Astrónomos observam o nascimento de um magnetar numa supernova superluminosa
Astrónomos observaram pela primeira vez o nascimento de um magnetar, uma estrela de neutrões extremamente magnetizada e em rápida rotação, durante uma supernova superluminosa a cerca de mil milhões de anos-luz. O fenómeno confirma uma teoria proposta em 2010: a energia libertada por estes magnetares recém-formados alimenta algumas das explosões estelares mais brilhantes do Universo, produzindo padrões característicos na luz da supernova.
Dia 13 - Estranha explosão cósmica, causada pela colisão de galáxias, lança luz sobre elementos pesados
Foi identificada uma explosão cósmica invulgar, associada a galáxias em colisão, e localizada numa galáxia muito ténue dentro de um grupo de galáxias a cerca de 8,5 mil milhões de anos-luz. O fenómeno é provavelmente causado pela fusão de duas estrelas de neutrões, produzindo uma explosão de raios gama e criando elementos pesados como ouro e platina. Este eventou ajuda a compreender a origem destes elementos pesados no Universo.
Dia 10 - A missão DART alterou a órbita do asteroide Didymos em torno do Sol
Novos resultados mostram que a missão DART da NASA, que em 2022 colidiu deliberadamente com o asteroide Dimorphos, não só alterou a sua órbita em torno do asteroide Didymos, como também modificou ligeiramente a órbita de todo o sistema à volta do Sol. O período orbital mudou apenas uma fração de segundo, marcando a primeira vez que uma ação humana altera a trajetória de um corpo celeste.
Dia 10 - Descartada a hipótese do asteroide 2024 YR4 colidir com a Lua
O asteroide 2024 YR4, com cerca de 60 m de diâmetro, chegou a ter uma probabilidade de ~4% de colidir com a Lua no dia 22 de dezembro de 2032. Novas observações feitas com o Telescópio Espacial James Webb permitiram calcular melhor a sua órbita e eliminar completamente esse risco. O objeto passará em segurança a mais de 20.000 km da Lua.
Dia 10 - Qual é a idade do Universo? As estrelas mais antigas dão-nos uma pista
Astrónomos do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam e da Universidade de Bolonha estimaram a idade do Universo analisando algumas das estrelas mais antigas da Via Láctea com dados da missão Gaia. A partir de cerca de 100 estrelas muito antigas, calcularam uma idade provável de 13,6 mil milhões de anos, fornecendo um novo método para estudar a chamada “tensão de Hubble” no que toca ao ritmo de expansão do Universo.
Dia 06 - Análise de raro sistema planetário adolescente aprofunda compreensão da evolução cósmica
Astrónomos analisaram o sistema planetário TOI-2076, com cerca de 210 milhões de anos, considerado um raro exemplo de sistema em "adolescência". Observações do TESS e telescópios terrestres mostram quatro planetas que antes estavam compactos e agora se afastam gradualmente, enquanto a radiação da estrela remove parte das suas atmosferas. O estudo ajuda a compreender como sistemas planetários evoluem da juventude para a maturidade.
Dia 06 - Estudo revela "braço de ferro" cósmico por trás das listras do Pulsar do Caranguejo
Um estudo liderado por um físico da Universidade do Kansas pode explicar o misterioso padrão de "riscas zebra" nas ondas de rádio do Pulsar do Caranguejo, observado há quase duas décadas. O fenómeno resulta de um "braço de ferro" entre gravidade e plasma: a gravidade foca as ondas enquanto o plasma as dispersa, criando padrões de interferência que produzem as bandas brilhantes e escuras observadas.
Dia 03 - Uma nova super-Terra num sistema planetário próximo
Uma equipa internacional liderada pelo IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias) descobriu uma nova super-Terra no sistema da estrela HD 176986, a ~91 anos-luz de distância. Este planeta, designado HD 176986 d, tem uma massa mínima de cerca de 7 vezes a da Terra e orbita a estrela a cada 61,4 dias, aumentando o número total de planetas conhecidos neste sistema.
Dia 03 - Um trilião para um: estrelas gigantes, poeira minúscula
Astrónomos, usando o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array e o JWST (James Webb Space Telescope), descobriram que algumas das estrelas mais massivas da Via Láctea produzem partículas de poeira de carbono extremamente pequenas - apenas alguns nanómetros de tamanho - no sistema binário WR 112. A diferença entre o tamanho da estrela e o da poeira é cerca de um trilião para um, oferecendo novas pistas sobre o ciclo da poeira cósmica.
Fevereiro
Dia 27 - Maior imagem do seu tipo mostra química complexa no coração da Via Láctea
Os astrónomos usaram o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array para captar a maior imagem de sempre da Zona Molecular Central da Via Láctea, revelando uma rede complexa de gás frio e filamentos químicos junto ao buraco negro supermassivo. Esta imagem detalhada permitirá estudar como as estrelas se formam em ambientes extremos e a química que alimenta estes processos.
Dia 27 - Webb localiza antiga estrela que explodiu como supernova
O Telescópio Espacial James Webb localizou, pela primeira vez, a estrela progenitora de uma supernova detetada em 2025 (designada SN 2025pht) na galáxia espiral NGC 1637. As imagens de arquivo obtidas pelo Hubble e pelo Webb mostram uma supergigante vermelha muito poeirenta no local onde a supernova agora brilha, explicando porque é que estrelas assim eram normalmente invisíveis a observatórios anteriores.
Dia 27 - Chandra apanha jovem "Sol" a soprar bolhas
Recorrendo ao Observatório de raios X Chandra, os astrónomos captaram pela primeira vez o que é considerado um "Sol jovem", a estrela HD 61005, a soprar uma enorme bolha de gás quente no espaço chamada astrosfera - semelhante à heliosfera do nosso Sol. Esta estrela, com ~100 milhões de anos, tem um vento estelar muito mais forte, oferecendo pistas sobre como o Sol se comportava na sua juventude.
Dia 24 - Webb mapeia a misteriosa atmosfera superior de Úrano
O Telescópio Espacial James Webb mapeou, pela primeira vez, a estrutura vertical da atmosfera superior de Úrano, revelando como a temperatura e partículas carregadas variam com a altura até ~5000 km acima das nuvens. A observação mostra auroras moldadas pelo campo magnético inclinado do planeta e confirma que esta camada continua a arrefecer ao longo de décadas, oferecendo novas pistas sobre os gigantes gelados.
Dia 24 - Cientistas observam, pela primeira vez, uma galáxia medusa distante
Astrónomos da Universidade de Waterloo observaram pela primeira vez uma galáxia medusa tão distante, a cerca de 8,5 mil milhões de anos-luz, usando dados do Telescópio Espacial James Webb. A galáxia tem tentáculos de gás criados por pressão dinâmica no enxame galáctico, e estrelas jovens formam-se nessas caudas. O achado desafia ideias sobre como as galáxias evoluíram no Universo jovem.
Dia 24 - Porque é que apenas um pequeno número de planetas é adequado para a vida
Investigadores da ETH Zurique demonstraram que apenas um pequeno número de planetas tem a química essencial para a vida, porque a presença certa de oxigénio durante a formação do núcleo é necessária para manter fósforo e azoto na superfície - elementos essenciais à vida. A Terra aconteceu cair numa “zona química ideal”, sugerindo que muitos mundos aparentemente habitáveis podem, na realidade, ser inóspitos.
Dia 20 - Hubble, Euclid e Subaru descobrem uma "galáxia escura"
O Telescópio Espacial Hubble, em conjunto com o observatório Euclid e o telescópio Subaru, identificou uma das galáxias mais ténues conhecidas, chamada CDG-2. Este objecto, localizado no enxame galáctico de Perseu, é dominado por matéria escura e contém apenas algumas estrelas que brilham com a luz de 1 milhão de sóis, tendo sido detetado através dos seus enxames globulares.
Dia 20 - O rover Perseverance já identifica, de forma autónoma, a sua localização em Marte
O rover Perseverance pode agora determinar autonomamente a sua posição com grande precisão sem depender de comandos da Terra, graças à tecnologia chamada Mars Global Localization. Esta técnica compara imagens panorâmicas captadas pelo rover com mapas orbitais, permitindo localizar-se dentro de ~25 cm e potenciar deslocações mais longas e autónomas na superfície marciana.
Dia 20 - Os astrónomos podem ter acabado de encontrar um dos elos que faltavam na evolução das galáxias
Uma equipa de 48 astrónomos de 14 países, liderada pela Universidade de Massachusetts Amherst, descobriu uma população de galáxias empoeiradas e formadoras de estrelas que se formaram apenas mil milhões de anos após o Big Bang. Estas galáxias podem representar um “elo perdido” na evolução galáctica, ligando tipos diferentes e desafiando modelos atuais do Universo.
Dia 17 - Cheops descobre um sistema planetário único de "dentro para fora"
Os cientistas utilizaram o satélite Cheops da ESA para descobrir que o sistema planetário em torno da estrela LHS 1903 desafia as atuais teorias de formação planetária com a ordem invulgar dos seus planetas. Surpreendentemente, o planeta exterior mais distante pode ser rochoso e parece ter sido formado mais tarde - num ambiente diferente do dos outros planetas à volta da estrela.
Dia 17 - Apanhado em flagrante: astrónomos observam uma estrela a desaparecer e a transformar-se num buraco negro
Uma equipa de astrónomos descobriu que uma estrela da Galáxia de Andrómeda desapareceu sem se transformar em supernova, tendo colapsado diretamente num buraco negro. A análise da estrela feita pela equipa revela o que aconteceu e ajuda a explicar por que razão algumas estrelas massivas se transformam em buracos negros e outras não.
Dia 13 - Titã pode ter sido formada a partir da fusão de duas antigas luas
O levantamento BLGC (Breakthrough Listen Galactic Center) realizou uma das pesquisas mais sensíveis em busca de pulsares na região central da Via Láctea com o GBT (Green Bank Telescope). Após mais de 20 horas de observações, foi identificado um candidato a pulsar de 8,19 milissegundos. Confirmar-se-á através de observações adicionais, oferecendo uma nova forma de testar a Relatividade Geral e estudar o ambiente do Centro Galáctico.
Dia 13 - Evidências de um tubo de lava subterrâneo em Vénus
Cientistas, liderados pela Universidade de Trento, encontraram a primeira evidência direta de um tubo de lava subterrâneo em Vénus usando dados radar da missão Magellan. A estrutura, perto da região Nyx Mons, tem cerca de 1 km de diâmetro e um vasto vazio interior, sugerindo sistemas vulcânicos complexos sob a superfície venusiana e abrindo novas perspetivas para futuras missões.
Dia 13 - Investigadores anunciam a descoberta de um possível pulsar no centro da Via Láctea
O levantamento BLGC (Breakthrough Listen Galactic Center) realizou uma das pesquisas mais sensíveis em busca de pulsares na região central da Via Láctea com o GBT (Green Bank Telescope). Após mais de 20 horas de observações, foi identificado um candidato a pulsar de 8,19 milissegundos. Confirmar-se-á através de observações adicionais, oferecendo uma nova forma de testar a Relatividade Geral e estudar o ambiente do Centro Galáctico.
Dia 10 - Novo estudo diz que os processos não biológicos não explicam totalmente a matéria orgânica de Marte
Um estudo publicado na revista Astrobiology concluiu que os processos não biológicos conhecidos não explicam totalmente a abundância de substâncias orgânicas detetadas em amostras de rochas marcianas pelo rover Curiosity. Os investigadores combinaram dados, modelos e experiências em laboratório e consideram razoável a hipótese de que vida antiga possa ter contribuído para esses materiais orgânicos, embora sejam necessárias mais investigações.
Dia 10 - Webb revela uma riqueza excecional de moléculas orgânicas
O Telescópio Espacial James Webb revelou uma riqueza excepcional de pequenas moléculas orgânicas no núcleo profundamente oculto da galáxia ultraluminosa IRAS 07251-0248, através de detalhada espetroscopia infravermelha. Foram detetados muitos hidrocarbonetos, incluindo benzene e o radical metilo, com abundâncias muito superiores ao esperado, sugerindo que os núcleos galácticos “ocultos” podem ser fábricas cósmicas de química orgânica complexa.
Dia 06 - Dimensões de Júpiter medidas com uma precisão sem precedentes
Cientistas do Instituto Weizmann de Ciência usaram dados inéditos da sonda Juno para medir com maior precisão o tamanho e forma de Júpiter. Descobriu-se que o planeta é ligeiramente mais estreito no equador e mais achatado nos polos do que se pensava, o que melhora os modelos da sua estrutura interna e dinâmica atmosférica.
Dia 06 - Um sistema de anéis gigantes, em torno de um objeto subestelar, provocou um raro eclipse de 9 meses da sua estrela hospedeira
Uma equipa internacional identificou a causa de um longo e raro eclipse de nove meses da estrela ASASSN-24fw, a ~3 000 anos-luz, provocado pela passagem de um objeto subestelar com um enorme sistema de anéis, possivelmente uma anã castanha com mais de três vezes a massa de Júpiter. Os anéis estendem-se cerca de 0,17 UA, bloqueando quase totalmente a luz da estrela.
Dia 06 - Os físicos julgam ter observado a explosão de um buraco negro primordial - e isso pode explicar (quase) tudo
Físicos propuseram que um neutrino extremamente energético detetado em 2023 pela Colaboração KM3NeT pode ter tido origem na explosão de um teórico buraco negro primordial, que evapora via radiação Hawking no fim da sua vida. O modelo com “carga escura” explica a energia observada e pode ajudar a revelar a natureza da matéria escura e novas partículas fundamentais.
Dia 03 - Telescópio Webb descobre, no início do Universo, uma colisão de galáxias que ninguém esperava
Utilizando observações do Telescópio Espacial James Webb, investigadores identificaram um evento de fusão em curso com pelo menos cinco galáxias cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang, juntamente com evidências de que a colisão estava a redistribuir elementos pesados para além das próprias galáxias.
Dia 03 - Rover Perseverance completa primeiras viagens planeadas por IA em Marte
A NASA anunciou que o rover Perseverance completou as primeiras deslocações em Marte planeadas por inteligência artificial, realizadas a 8 e 10 de dezembro de 2025. Em vez de humanos traçarem a rota, um modelo de IA gerou automaticamente o trajeto seguro sobre o terreno acidentado da cratera Jezero. Este avanço poderá tornar futuras explorações mais autónomas e eficientes, reduzindo a dependência do planeamento manual.
Dia 03 - Estudando a base do jato do buraco negro supermassivo da galáxia Messier 87
Cientistas usaram dados de 2021 do EHT (Event Horizon Telescope) para investigar a origem do jato relativista do buraco negro supermassivo no centro da galáxia Messier 87 (M87). Comparando emissões de rádio em diferentes escalas espaciais, encontraram indícios de uma região compacta, a cerca de 0,09 anos-luz do buraco negro, que provavelmente corresponde à base do jato, apontando para futuras observações mais detalhadas.
Janeiro
Dia 30 - Webb olha mais para trás no tempo
O Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA superou-se mais uma vez, cumprindo a sua promessa de empurrar os limites do Universo observável para mais perto da aurora cósmica com a confirmação de uma galáxia brilhante que existiu 280 milhões de anos após o Big Bang.
Dia 30 - Uma Terra gelada?
Uma equipa internacional identificou o candidato a exoplaneta HD 137010 b, um mundo rochoso um pouco maior que a Terra à volta de uma estrela parecida com o Sol, a ~146 anos-luz. Pode ter um período orbital semelhante ao da Terra e estar na orla exterior da zona habitável. Contudo, recebe pouca luz e calor, podendo ter temperaturas muito baixas, exigindo observações futuras para confirmar a sua natureza.
Dia 30 - 1400 objetos peculiares encontrados no arquivo do Hubble
Astrónomos usaram inteligência artificial para analisar quase 100 milhões de imagens do arquivo do Telescópio Espacial Hubble, encontrando cerca de 1400 objetos anómalos, mais de 800 nunca antes documentados. As descobertas incluem galáxias em fusão, lentes gravitacionais e formas invulgares, e várias dúzias de objetos que não se encaixam nas classificações atuais, demonstrando o potencial da IA na exploração de dados astronómicos.
Dia 27 - Hubble descobre o segredo das estrelas que desafiam a velhice
Algumas estrelas parecem desafiar o próprio tempo. Aninhadas em enxames estelares antigos, são mais azuladas e mais luminosas do que as suas vizinhas, parecendo muito mais jovens do que a sua verdadeira idade. Conhecidas como "blue stragglers" (ou, em português, estrelas retardatárias azuis), estas estrelas bizarras têm intrigado os astrónomos há mais de 70 anos. Agora, novos resultados obtidos com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA estão finalmente a revelar como estas estrelas "eternamente jovens" surgem e porque é que prosperam em vizinhanças cósmicas mais calmas.
Dia 27 - Modelo de inteligência artificial que encontrou 370 exoplanetas analisa agora os dados do TESS
A NASA desenvolveu o ExoMiner++, um modelo de IA de código aberto para analisar dados das missões Kepler e TESS. Após validar 370 exoplanetas, a ferramenta identificou recentemente 7000 novos candidatos. Esta iniciativa de "ciência aberta" acelera a descoberta de mundos distantes e permite a colaboração global na investigação espacial.
Dia 27 - Nuvem massiva, com ventos metálicos, descoberta em órbita de objeto misterioso
Foram descobertos ventos de metais vaporizados numa nuvem massiva que obscureceu a luz de uma estrela durante quase nove meses. Esta descoberta, feita com o telescópio Gemini South no Chile, oferece um raro vislumbre dos processos caóticos e dinâmicos que ainda moldam os sistemas planetários muito depois da sua formação.
Dia 23 - Webb encontra uma jovem estrela semelhante ao Sol a forjar e a expelir cristais comuns
O Telescópio Espacial James Webb identificou, em torno da jovem estrela EC 53, a formação de silicatos cristalinos na parte interna e quente do seu disco de gás e poeira. Ventos e jatos poderosos transportam estes cristais para as regiões externas e frias do disco, onde futuros cometas poderão formar-se, esclarecendo como cristais semelhantes surgem em cometas do nosso Sistema Solar.
Dia 23 - ALMA revela a adolescência de novos mundos
Um novo levantamento ALMA captou as imagens mais nítidas de 24 discos de detritos em torno de outras estrelas, equivalentes à “adolescência” dos sistemas planetários. Estes discos mostram estruturas complexas, como múltiplos anéis, halos e arcos assimétricos, revelando uma fase turbulenta de colisões e migrações planetárias que ajuda a reconstruir a história violenta, e possivelmente comum, que também o Sistema Solar terá vivido.
Dia 23 - Estamos mais perto de resolver a tensão de Hubble
Uma equipa de cientistas propõe que campos magnéticos primordiais, presentes desde o início do Universo, podem ter acelerado a recombinação e alterado o fundo cósmico de micro-ondas, mudando a forma como se calcula a constante de Hubble. As simulações detalhadas com supercomputadores, combinadas com dados do Hubble, Planck e outros telescópios, mostram que a ideia é compatível com os testes atuais e pode ajudar a resolver a tensão de Hubble e a origem dos campos magnéticos cósmicos.
Dia 20 - O buraco negro da Via Láctea esconde um passado explosivo
O buraco negro supermassivo da nossa Galáxia é famoso por ser um dos mais fracos do Universo. Os resultados de um novo telescópio espacial mostram que pode nem sempre ter sido esse o caso. Sagitário A*, localizado no centro da Via Láctea, parece ter-se inflamado dramaticamente algures nas últimas centenas de anos, de acordo com as emissões de raios X observadas pelo telescópio espacial XRISM.
Dia 20 - Telescópio William Herschel descobre uma misteriosa barra de ferro na Nebulosa do Anel
Uma equipa europeia de astrónomos, liderada por investigadores da UCL (University College London) e da Universidade de Cardiff, descobriu uma estrutura misteriosa em forma de barra, feita de ferro, no interior da famosa Nebulosa do Anel (Messier 57). A análise com o instrumento WEAVE no Telescópio William Herschel revelou esta barra extensa de ferro, cuja origem ainda não é totalmente conhecida e que até pode estar ligada ao que resta de um planeta vaporizado.
Dia 20 - SETI@home: o mundo procurou ETs durante 21 anos; os cientistas focam-se agora em 100 sinais
Uma equipa da Universidade da Califórnia em Berkeley concluiu a análise dos dados do projeto SETI@home, que durante 21 anos usou computadores domésticos de voluntários espalhados por todo o mundo para procurar sinais de vida extraterrestre nos dados do radiotelescópio de Arecibo. Dos aproximadamente 12 mil milhões de sinais detetados, cerca de 100 foram identificados como candidatos interessantes, e estão agora a ser observados com o radiotelescópio FAST para possível confirmação.
Dia 16 - O Webb oferece um olhar sem precedentes sobre o coração da Galáxia do Compasso
A Galáxia do Compasso, uma galáxia a cerca de 13 milhões de anos-luz de distância, contém um buraco negro supermassivo ativo que continua a influenciar a sua evolução. Pensava-se que a maior fonte de luz infravermelha da região mais próxima do buraco negro eram os fluxos de matéria superaquecida que eram projetados para fora. Agora, novas observações do Telescópio Espacial James Webb da NASA, vistas aqui com uma nova imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA, fornecem evidências que invertem esta ideia, sugerindo que a maior parte do material quente e poeirento está, de facto, a alimentar o buraco negro central.
Dia 16 - Nascido na luz, em rumo à escuridão
O que sabemos sobre o nascimento de um buraco negro tem-se alinhado tradicionalmente com a nossa perceção dos próprios buracos negros: escuros, misteriosos e assustadoramente silenciosos, apesar da sua massa e influência. Os buracos negros de massa estelar nascem do colapso gravitacional final de estrelas massivas com várias dezenas de vezes a massa do nosso Sol que, ao contrário das estrelas menos massivas, não produzem brilhantes explosões de supernova.
Dia 16 - Astrónomos surpreendidos por onda de choque misteriosa em torno de estrela morta
O gás e a poeira ejetados pelas estrelas podem, nas condições certas, colidir com o meio circundante e criar uma onda de choque. Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astrónomos capturaram imagens de uma onda de choque em torno de uma estrela morta - uma descoberta que os deixou intrigados. Segundo todos os mecanismos conhecidos, a pequena estrela morta RXJ0528+2838 não deveria ter este tipo de estrutura em seu redor. A descoberta, tão enigmática quanto impressionante, desafia a nossa compreensão de como as estrelas já mortas interagem com o meio que as rodeia.
Dia 13 - Satélite Pandora e CubeSats vão explorar exoplanetas e mais além
Uma nova nave espacial da NASA, denominada Pandora, já está a caminho para estudar as atmosferas de exoplanetas (ou mundos para além do nosso Sistema Solar) e das suas estrelas. Ao mesmo tempo, foram também lançados os satélites BlackCAT (Black Hole Coded Aperture Telescope) e SPARCS (Star-Planet Activity Research CubeSat), com o tamanho de caixas de sapatos.
Dia 13 - Astrónomos encontram o elo perdido para os planetas mais comuns da Galáxia
Uma das maiores surpresas recentes da astronomia é a descoberta de que a maior parte das estrelas como o Sol albergam um planeta entre o tamanho da Terra e de Neptuno dentro da órbita de Mercúrio - tamanhos e órbitas ausentes do nosso Sistema Solar. Estas "super-Terras" e "sub-Neptunos" são os planetas mais comuns da Galáxia, mas a sua formação tem estado envolta em mistério. Agora, uma equipa internacional de astrónomos encontrou um elo crucial em falta. Ao "pesar" quatro planetas recém-nascidos no sistema V1298 Tau, captaram uma rara visão de mundos no processo de se transformarem nos tipos de planetas mais comuns da Galáxia.
Dia 13 - Uma explicação alternativa para os Pequenos Pontos Vermelhos
Utilizando dados do Telescópio Espacial James Webb da NASA, astrónomos do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian revelaram que os objetos distantes mais misteriosos do Universo, conhecidos como Pequenos Pontos Vermelhos (ou LRDs, sigla inglesa para "Little Red Dots"), podem na realidade ser estrelas gigantescas e de vida curta. As descobertas oferecem um vislumbre direto de como os primeiros buracos negros supermassivos do Universo podem ter sido formados, marcando um avanço na compreensão dos cientistas sobre o cosmos primitivo.
Dia 09 - Vídeo mostra evolução do remanescente da Supernova de Kepler ao longo de décadas
Um novo vídeo mostra a evolução do remanescente da Supernova de Kepler utilizando dados do Observatório de raios X Chandra da NASA captados ao longo de mais de duas décadas e meia. A Supernova de Kepler, cujo nome honra o astrónomo alemão Johannes Kepler, foi observada pela primeira vez no céu noturno em 1604.
Dia 09 - Detetado o rasto da esquiva estrela companheira de Betelgeuse
Usando novas observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA e de observatórios terrestres, astrónomos rastrearam a influência de uma estrela companheira recentemente descoberta, Siwarha, no gás em torno de Betelgeuse. A investigação, levada a cabo por cientistas do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian, revela um rasto de gás denso que gira através da vasta e extensa atmosfera de Betelgeuse, esclarecendo por que razão o brilho e a atmosfera da estrela gigante mudaram de forma estranha e invulgar.
Dia 09 - Cloud-9: o primeiro de um novo tipo de objeto
Uma equipa, utilizando o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, examinou um novo tipo de objeto astronómico - uma nuvem de matéria escura, sem estrelas e rica em gás, que é considerada uma "relíquia" ou um resquício da formação galáctica inicial. Apelidada de "Cloud-9", esta é a primeira deteção confirmada de um objeto deste tipo no Universo.
Dia 06 - Astrónomos usam o Webb para revelar a turbulenta juventude da Via Láctea através de gémeas galácticas
A maneira como as galáxias reúnem as suas estrelas e crescem ao longo de milhares de milhões de anos continua a ser uma das questões centrais da astronomia. Resultados recentes do Telescópio Espacial James Webb, incluindo informações de galáxias surpreendentemente massivas e evoluídas no Universo primitivo, só vieram aprofundar o mistério. Compreender como a nossa Galáxia, a Via Láctea, foi construída ao longo do tempo, é uma peça crucial deste mais vasto puzzle cósmico.
Dia 06 - Fermi deteta jovem enxame de estrelas a libertar bolhas de raios gama
Pela primeira vez, astrónomos que utilizam o Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA rastrearam um fluxo de gás de um enxame de estrelas jovens na nossa Galáxia - conhecimentos que nos ajudam a compreender como o Universo evoluiu. O enxame, chamado Westerlund 1, está localizado a cerca de 12.000 anos-luz de distância, na constelação austral do Altar.
Dia 02 - Chandra celebra o Ano Novo com o Enxame do Champanhe
O Enxame do Champanhe é um sistema onde dois enxames de galáxias estão em processo de fusão para formar um ainda maior. Os astrónomos assim apelidaram este objeto porque foi descoberto a 31 de dezembro de 2020 e contém gás ultraquente e galáxias que parecem bolhas. Esta nova imagem composta do enxame contém raios X do Chandra (roxo) e uma imagem ótica do Legacy Surveys. Estudando melhor o Enxame do Champanhe, os investigadores esperam aprender mais sobre a forma como a matéria escura dos enxames de galáxias reage a uma colisão a alta velocidade.
Dia 02 - Trio de buracos negros ilumina-se numa rara fusão galáctica
Os astrónomos confirmaram o primeiro sistema triplo conhecido em que todas as três galáxias albergam buracos negros supermassivos que se alimentam ativamente e brilham no rádio. O sistema, catalogado como J1218/1219+1035, está localizado a cerca de 1,2 mil milhões de anos-luz da Terra e foi estudado em detalhe com o VLA e com o VLBA.
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