Top thingy left
tp
tp
menu  
Vídeo mostra evolução do remanescente da Supernova de Kepler ao longo de décadas
9 de janeiro de 2026
 
imagem
Um novo vídeo mostra as alterações no remanescente da Supernova de Kepler, utilizando dados do Observatório de raios X Chandra da NASA, captados ao longo de mais de duas décadas e meia, com observações efetuadas em 2000, 2004, 2006, 2014 e 2025. Neste vídeo, que é o mais abrangente alguma vez divulgado pelo Chandra, os raios X (azul) do telescópio foram combinados com uma imagem ótica (vermelho, verde e azul) do Pan-STARRS.
Crédito: raios X - NASA/CXC/SAO; ótico - Pan-STARRS
 
     
 
 
 

Um novo vídeo mostra a evolução do remanescente da Supernova de Kepler utilizando dados do Observatório de raios X Chandra da NASA captados ao longo de mais de duas décadas e meia.

A Supernova de Kepler, cujo nome honra o astrónomo alemão Johannes Kepler, foi observada pela primeira vez no céu noturno em 1604. Atualmente, os astrónomos sabem que uma estrela anã branca explodiu quando excedeu uma massa crítica, depois de ter retirado material de uma estrela companheira ou de se ter fundido com outra anã branca. Este tipo de supernova é conhecido como Tipo Ia, e os cientistas utilizam-no para medir a expansão do Universo.

Os remanescentes de supernova, os campos de detritos deixados para trás depois de uma explosão estelar, brilham frequentemente em raios X, porque o material foi aquecido a milhões de graus devido à explosão. O remanescente está localizado na nossa Galáxia, a cerca de 17.000 anos-luz da Terra, permitindo ao Chandra obter imagens detalhadas dos detritos e da forma como muda com o tempo. Este último vídeo inclui dados de raios X de 2000, 2004, 2006, 2014 e 2025. Isto faz com que seja o vídeo mais abrangente alguma vez divulgado pelo Chandra, o que é possível graças à longevidade do observatório.

"O enredo da história de Kepler está agora a começar a ser revelado", disse Jessye Gassel, estudante da Universidade George Mason, no estado norte-americano da Virgínia, que liderou o trabalho. "É incrível que possamos ver como os destroços desta estrela estilhaçada chocam com material já lançado para o espaço". Gassel apresentou o novo vídeo do Chandra e a investigação associada na 247.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana em Phoenix.

 

Os investigadores usaram o vídeo para mostrar que as partes mais rápidas do remanescente estão a viajar a cerca de 22,2 milhões de quilómetros por hora (2% da velocidade da luz), movendo-se em direção à parte inferior da imagem. Entretanto, as partes mais lentas estão a viajar em direção ao topo a cerca de 6,4 milhões de quilómetros por hora (0,5% da velocidade da luz). Esta grande diferença de velocidade deve-se ao facto de o gás no qual o remanescente está a penetrar, na parte superior da imagem, ser mais denso do que o gás na parte inferior. Este facto dá aos cientistas informação sobre os ambientes em que esta estrela explodiu.

"As explosões de supernova e os elementos que lançam para o espaço são a força vital de novas estrelas e planetas", disse Brian Williams do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA, e investigador principal das novas observações de SN 1604 pelo Chandra. "Compreender exatamente como se comportam é crucial para conhecer a nossa história cósmica".

A equipa também examinou a largura das orlas que formam a onda de choque da explosão. A onda de choque é a borda principal da explosão e a primeira a encontrar material fora da estrela. Ao medir a sua largura e a velocidade a que se desloca, os astrónomos obtêm mais informações sobre a explosão estelar e sobre os seus arredores.

 

// NASA (comunicado de imprensa)
// Chandra/Harvard (comunicado de imprensa)

 


Quer saber mais?

Supernova de Kepler (SN 1604):
SEDS
Wikipedia

Supernova:
Wikipedia
Supernova do Tipo Ia (Wikipedia)

Observatório de raios X Chandra:
NASA
Universidade de Harvard
Wikipedia

 
   
 
 
 
tp
Top Thingy Right