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MISSÃO CASSINI PREPARA-SE PARA O "GRANDE FINAL" EM SATURNO
7 de abril de 2017

 


Esta ilustração mostra a sonda Cassini por cima do hemisfério norte de Saturno, antes de um dos 22 "mergulhos" finais.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
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A sonda Cassini da NASA, em órbita de Saturno desde 2004, está prestes a começar o capítulo final da sua notável história. Dia 26 de abril, quarta-feira, a sonda fará o primeiro de uma série de mergulhos através da divisão com 2400 km entre Saturno e os seus anéis como parte do Grande Final da missão.

"Nenhuma nave espacial jamais atravessou a região ímpar que nós vamos ousadamente tentar atravessar 22 vezes," comenta Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretorado de Missões Científicas na sede da NASA em Washington, EUA. "O que aprendermos das audaciosas órbitas finais da Cassini irá aprofundar a nossa compreensão de como os planetas gigantes, e os sistemas planetários em geral, se formam e evoluem. É verdadeiramente o conceito de descoberta em ação até ao fim."

Durante a sua estadia em Saturno, a Cassini fez inúmeras descobertas dramáticas, incluindo um oceano global que mostra indícios de atividade hidrotermal no interior da lua gelada Encélado e mares de metano líquido em Titã.

Agora, 20 anos após o seu lançamento, e após 13 anos em órbita do "Senhor dos Anéis", a Cassini está a ficar sem combustível. Em 2010, a NASA decidiu terminar a missão com um mergulho propositado em Saturno, este ano, a fim de proteger e preservar as luas do planeta para a exploração futura - especialmente a lua potencialmente habitável Encélado.

Mas o começo do fim para a Cassini é, em muitos aspetos, uma missão inteiramente nova. Usando a perícia obtida durante os muitos anos da missão, os engenheiros da Cassini projetaram um plano de voo que maximiza o valor científico de enviar uma sonda até ao seu fatídico mergulho no planeta no dia 15 de setembro. À medida que dá início às suas órbitas finais, durante os próximos cinco meses a missão vai acumular uma lista impressionante de feitos científicos.

 

"Esta conclusão planeada da viagem da Cassini foi, de longe, a escolha preferida dos cientistas da missão," explica Linda Spilker, cientista do projeto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. "A Cassini fará algumas das suas mais extraordinárias observações no final da sua longa vida."

A equipa da missão espera obter informações importantes sobre a estrutura interna do planeta e sobre as origens dos anéis, recolhendo a primeira amostra, de sempre, da atmosfera de Saturno e de partículas oriundas dos anéis principais, além de captar as imagens mais próximas das nuvens de Saturno e dos seus anéis interiores. A equipa está atualmente a fazer os preparativos finais da lista de comandos que a sonda robótica irá receber para realizar as suas observações científicas, o que chamamos de sequência, à medida que começa o final. Essa sequência tem transmissão planeada para dia 11 de abril, terça-feira.

A Cassini vai fazer a transição para as órbitas do seu grande final, com um último "flyby" pela lua gigante de Saturno, Titã, no dia 22 de abril, sábado. Tal como o fez muitas vezes ao longo da missão, a gravidade de Titã vai curvar a rota de voo da Cassini. A órbita da Cassini irá então encolher até que em vez de fazer a sua maior aproximação de Saturno, mesmo para lá dos anéis, começará a passar entre o planeta e a orla interna dos seus anéis.

"Com base nos nossos melhores modelos, esperamos que a divisão esteja limpa de partículas grandes o suficiente para danificar a nave espacial. Mas também estamos a ser cautelosos, usando a nossa antena grande como escudo na primeira passagem, a fim de determinarmos se é seguro expor os instrumentos científicos a esse ambiente nas passagens seguintes," explica Earl Maize, gestor do projeto Cassini no JPL. "Existem certamente algumas incógnitas, mas essa é uma das razões pelas quais estamos a fazer este tipo de ousada exploração no final da missão."

Em meados de setembro, após um distante encontro com Titã, o percurso da nave será dobrado o suficiente para fazer com que mergulhe no planeta. Quando a Cassini fizer o seu mergulho final na atmosfera de saturno, no dia 15 de setembro, enviará dados de vários instrumentos - principalmente dados sobre a composição atmosférica - até que o seu sinal seja perdido.

"O Grande Final da Cassini é muito mais do que um último mergulho," comenta Spilker. "É o emocionante capítulo final da nossa intrépida nave, tão rico em termos científicos que foi a escolha clara e óbvia de como terminar a missão."

 


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Esta ilustração mostra a sonda Cassini da NASA prestes a fazer um dos seus mergulhos entre Saturno e os seus anéis interiores como parte do Grande Final da missão.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
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Impressão de artista do mergulho da Cassini pela atmosfera de Saturno, no dia 15 de setembro de 2017. Usando os seus motores, a sonda tentará a todo o custo manter a sua antena apontada para a Terra enquanto envia os seus dados finais, incluindo dados sobre a composição da atmosfera superior de Saturno. O binário atmosférico tornar-se-á rapidamente mais forte do que os motores conseguem compensar e, após esse ponto, a Cassini começará a rodar. Quando isto acontecer, a sua ligação com a Terra será cortada, terminando a missão. Após a perda de sinal, a nave vai desintegrar-se na atmosfera superior de Saturno como um meteoro.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
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Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Recursos da NASA sobre o Grande Final da missão Cassini
Sky & Telescope
SPACE.com
Universe Today
COSMOS
PHYSORG
reuters
UPI
Popular Mechanics
Gizmodo
engadget
Observador

Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

Encélado:
Solarviews
Wikipedia

Titã:
Solarviews
Wikipedia

 
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