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ESTRELA EXPLODIU, SOBREVIVEU, E EXPLODIU NOVAMENTE MAIS DE 50 ANOS DEPOIS
10 de novembro de 2017

 


Esta impressão de artista mostra poeira a formar-se no ambiente em redor de uma explosão de supernova.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
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É o equivalente celeste a um vilão de um filme de terror - uma estrela que não fica morta.

Uma equipa internacional de astrónomos descobriu uma estrela que explodiu várias vezes ao longo de um período de 50 anos. A descoberta, publicada na revista Nature, confunde completamente o conhecimento existente sobre o fim da vida de uma estrela, e a construção de um instrumento desempenhou um papel crucial na análise do fenómeno.

Em setembro de 2014, a equipa de astrónomos da iPTF (intermediate Palomar Transient Factory) detetou uma nova explosão no céu, a que deram o nome iPTF14hls.

A luz emitida pelo evento foi analisada para entender a velocidade e composição química do material ejetado na explosão.

Esta análise indicou que a explosão era o que se chama de supernova do tipo II-P, e tudo sobre a descoberta parecia normal. Até, isto é, alguns meses mais tarde quando a supernova começou novamente a ficar mais brilhante.

As supernovas do tipo II-P geralmente permanecem brilhantes cerca de 100 dias. Mas iPTF14hls permaneceu brilhante por mais de 600! Além disso, os dados de arquivo revelaram uma explosão em 1954 no mesmo local exato.

Descobriu-se que, de alguma forma, esta estrela explodiu há mais de meio século, sobreviveu e explodiu novamente em 2014.

"Esta supernova quebra tudo o que pensávamos que sabíamos sobre como funcionam," afirma o autor principal Iair Arcavi da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, e do Observatório de Las Cumbres.

Um instrumento construído por Nick Konidaris, do Instituto Carnegie, foi fundamental para analisar a luz emitida por iPTF14hls, que diminuiu e aumentou pelo menos cinco vezes ao longo de três anos.

Com o nome "SED Machine", a ferramenta de Konidaris é capaz de classificar rapidamente supernovas e outros eventos astronómicos de curta duração. Uma rápida reviravolta na classificação destes tipos de astros chamados objetos transientes no céu era extremamente necessária quando Konidaris e antigos colegas do Caltech construíram a máquina.

As explosões estelares dizem muito aos astrónomos acerca das origens de grande parte do material que compõe o nosso Universo. Uma explosão de supernova pode até ter desencadeado a formação do nosso próprio Sistema Solar.

"Mas há não muito tempo atrás, era mais rápido identificar fenómenos celestes de curta duração do que classificá-los e determinar o que poderiam ensinar-nos," explica Konidaris. "É por isso que construímos o SED, mas nunca esperei que nos ajudasse a analisar uma explosão tão estranha quanto esta 'estrela zombie'."

"O papel do Nick nesta descoberta demonstra a importância de ter um esforço de instrumentação ativo, que é cada vez mais raro em muitos campos," acrescenta John Mulcahey, diretor dos observatórios.

 


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Imagem obtida pelo Observatório Palomar revela uma possível explosão em 1954 no local de iPTF14hls (esquerda), não vista numa imagem obtida em 1993 (direita). Sabe-se que as supernovas explodem apenas uma vez, brilham durante alguns meses e depois desvanecem, mas iPTF14hls explodiu pelo menos duas vezes, cada explosão separada por 60 anos.
Crédito: POSS/DSS/LCO/S. Wilkinson
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iPTF14hls aumentou de brilho e depois diminuiu novamente pelo menos cinco vezes ao longo de mais de dois anos. Este comportamento nunca foi visto anteriormente em supernovas, que normalmente permanecem brilhantes aproximadamente 100 dias e depois diminuem de brilho.
Crédito: LCO/S. Wilkinson
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Links:

Notícias relacionadas:
Carnegie Science (comunicado de imprensa)
Observatório Las Cumbres (comunicado de imprensa)
Observatório W. M. Keck (comunicado de imprensa)
Berkeley Lab (comunicado de imprensa)
Nature
Astronomy
Sky & Telescope
SPACE.com
ScienceNews
Science alert
PHYSORG
Popular Mechanics
ars TECHNICA
BBC News
CNN
UPI

IPTF14hls:
Wikipedia

Supernovas:
Wikipedia
Tipo II (Wikipedia)

iPTF:
Página principal
Wikipedia

Observatório Las Cumbres:
Página principal
Wikipedia

 
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