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RECÉM-CHEGADA OSIRIS-REX JÁ DESCOBRIU ÁGUA NO ASTEROIDE BENNU
14 de dezembro de 2018

 


Este mosaico do asteroide Bennu é composto por 12 imagens da Polycam recolhidas no dia 2 de dezembro pela sonda OSIRIS-REx a 24 km.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)

 

Dados recentemente analisados da missão OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer) da NASA revelaram água em argilas que compõem o seu alvo científico, o asteroide Bennu.

Durante a fase de aproximação da missão, entre meados de agosto e o início de dezembro, a sonda viajou 2,2 milhões de quilómetros na sua jornada da Terra para alcançar uma posição a 19 km de Bennu no dia 3 de dezembro. Durante esse tempo, a equipa de cientistas na Terra apontou três dos instrumentos da nave para Bennu e começou a fazer as primeiras observações científicas do asteroide. A OSIRIS-REx é a primeira missão da NASA de retorno de amostras de um asteroide.

Dados obtidos a partir de dois espectrómetros da sonda, o OVIRS (OSIRIS-REx Visible and Infrared Spectrometer) e o OTES (OSIRIS-REx Thermal Emission Spectrometer), revelaram a presença de moléculas que contêm átomos de oxigénio e hidrogénio ligados, conhecidos como "hidroxilos". A equipa suspeita que estes grupos hidroxilos existam globalmente no asteroide em minerais argilosos, o que significa que, em algum momento, o material rochoso de Bennu interagiu com água. Embora o próprio Bennu seja pequeno demais para abrigar água líquida, a descoberta indica que a água líquida estava presente num determinado ponto da história do corpo parente de Bennu, um asteroide muito maior.

"A presença de minerais hidratados no asteroide confirma que Bennu, um remanescente do início da formação do Sistema Solar, é um exemplo excelente para a missão OSIRIS-REx estudar a composição de voláteis e materiais orgânicos primitivos," afirma Amy Simon, cientista do instrumento OVIRS no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. "Quando as amostras deste material chegarem à Terra em 2023, os cientistas receberão um tesouro de novas informações sobre a história e evolução do nosso Sistema Solar."

Além disso, os dados obtidos pela OCAMS (OSIRIS-REx Camera Suite) corroboram as observações telescópicas terrestre de Bennu e confirmam o modelo original desenvolvido em 2013 pelo chefe da equipa científica da OSIRIS-REx, Michael Nolan, e colaboradores. Esse modelo previu com bastante precisão a forma real do asteroide: o diâmetro de Bennu, a rotação, a inclinação e a forma geral são quase como modelados.

Um "outlier" do modelo previsto da forma é o tamanho da grande rocha perto do polo sul de Bennu. O modelo, desenvolvido com base em observações terrestres, calculou que a rocha teria pelo menos 10 metros de altura. Os cálculos preliminares das observações da OCAMS mostram que o pedregulho está mais próximo dos 50 metros de altura, com uma largura de aproximadamente 55 metros.

O material à superfície de Bennu é uma mistura de regiões muito rochosas, cheias de pedregulhos e algumas regiões relativamente planas que não têm pedregulhos. No entanto, a quantidade de pedras à superfície é maior do que o esperado. A equipa fará observações adicionais a distâncias menores para avaliar com mais precisão o local onde poderá ser obtida a amostra para envio posterior para a Terra.

"Os nossos dados iniciais mostram que a equipa escolheu o asteroide correto como alvo da missão OSIRIS-REx. Ainda não descobrimos nenhum problema insuperável em Bennu," comenta Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson. "A sonda está bem de saúde e os instrumentos científicos estão a funcionar melhor do que o necessário. Agora é hora da nossa aventura começar."

A missão está atualmente a realizar um levantamento preliminar do asteroide, fazendo com que a sonda passe pelo polo norte, equador e polo sul de Bennu a distâncias de até 7 km para melhor determinar a massa do asteroide. Os cientistas e engenheiros da missão têm que conhecer a massa do asteroide a fim de projetar a inserção da nave em órbita porque a massa afeta a atração gravitacional do objeto. A determinação da massa de Bennu também ajudará a equipa científica a compreender a estrutura e composição do asteroide.

O levantamento também fornece a primeira oportunidade para o OLA (OSIRIS-REx Laser Altimeter), um instrumento fornecido pela Agência Espacial Canadiana, fazer observações, agora que a sonda está perto de Bennu.

A primeira inserção orbital da sonda está programada para dia 31 de dezembro e a OSIRIS-REx permanecerá em órbita até meados de fevereiro de 2019, quando sair para dar início a outra série de "flybys" para a próxima fase do levantamento. Durante a primeira fase orbital, a nave orbitará o asteroide a uma distância de 1,4-2 km do centro de Bennu - estabelecendo novos recordes para o corpo mais pequeno já orbitado por uma nave e a órbita mais próxima de um corpo planetário por qualquer sonda.

 


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