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ATÉ SEIS MIL MILHÕES DE PLANETAS SEMELHANTES À TERRA NA NOSSA GALÁXIA, DE ACORDO COM NOVAS ESTIMATIVAS
23 de junho de 2020

 


Impressão de artista do telescópio Kepler a observar planetas que transitam uma estrela distante.
Crédito: NASA Ames/W. Stenzel

 

De acordo com novas estimativas de astrónomos da Universidade da Colúmbia Britânica, usando dados da missão Kepler da NASA, pode haver até um planeta semelhante à Terra para cada cinco estrelas parecidas com o Sol na Via Láctea.

Para ser considerado parecido à Terra, um planeta deve ser rochoso, ter aproximadamente o tamanho da Terra e orbitar uma estrela parecida com o Sol (tipo-G). Também tem que orbitar na zona habitável da sua estrela - o intervalo de distâncias na qual um planeta rochoso pode hospedar água líquida, e potencialmente vida, à sua superfície.

"Os meus cálculos estabelecem um limite superior de 0,18 planetas parecidos com a Terra por cada estrela do tipo-G," diz a investigadora Michelle Kunimoto, da Universidade da Columbia Britânica, Canadá, coautora do novo estudo publicado na revista The Astronomical Journal. "Estimar quão comuns são os diferentes tipos de planetas, em torno de estrelas diferentes, pode fornecer restrições importantes às teorias de formação e evolução planetária, e ajudar a otimizar futuras missões dedicadas a encontrar a exoplanetas."

De acordo com o astrónomo Jaymie Matthews, da mesma universidade: "A nossa Via Láctea tem até 400 mil milhões de estrelas, sendo 7% do tipo-G. Isso significa que menos de seis mil milhões de estrelas podem ter planetas parecidos com a Terra na nossa Galáxia."

Estimativas anteriores da frequência de planetas parecidos com a Terra variam de aproximadamente 0,02 planetas potencialmente habitáveis por cada estrela parecida com o Sol, a mais de um por cada estrela parecida com o Sol.

Normalmente, planetas como a Terra têm mais probabilidade de não serem descobertos por um levantamento planetário do que outros tipos, pois são muito pequenos e orbitam muito longe das suas estrelas. Isso significa que um catálogo planetário representa apenas um pequeno subconjunto dos planetas que estão realmente em órbita das estrelas examinadas. Kunimoto usou uma técnica de modelagem avançada para superar estes desafios.

"Comecei por simular toda a população de exoplanetas em torno das estrelas que o Kepler investigou," explicou. "Marquei cada planeta como 'detetado' ou 'perdido' dependendo da probabilidade do meu algoritmo de busca planetária os encontrar. Depois, comparei os planetas detetados com o meu catálogo real de planetas. Se a simulação produzisse uma correspondência íntima, então a população inicial era uma boa representação da população real de planetas que orbitam essas estrelas."

A investigação de Kunimoto também lançou mais luz sobre uma das questões mais salientes da ciência exoplanetária hoje em dia: o "hiato de raio" dos planetas. O "hiato de raio" demonstra que é invulgar que planetas com períodos orbitais inferiores a 100 dias tenham um tamanho entre 1,5 e 2 vezes o da Terra. Ela descobriu que o hiato de raio existe numa gama muito mais estreita de períodos orbitais do que se pensava anteriormente. Os seus resultados observacionais podem fornecer restrições aos modelos de evolução planetária que explicam as características do hiato de raio.

Anteriormente, Kunimoto pesquisou dados de arquivo de 200.000 estrelas da missão Kepler da NASA. Descobriu 17 novos planetas para lá do Sistema Solar, além de recuperar milhares de planetas já conhecidos.

 


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// Universidade da Colúmbia Britânica (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astronomical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)

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