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Webb celebra o primeiro ano de ciência com uma imagem do nascimento de estrelas semelhantes ao Sol
14 de julho de 2023
 

A imagem lançada para celebrar o primeiro aniversário do Telescópio Espacial James Webb da NASA mostra o nascimento de estrelas como nunca foi visto antes, cheio de pormenores e texturas impressionistas. O objeto é o complexo de nuvens Rho Ophiuchi, a região de formação estelar mais próxima da Terra. É um berçário estelar relativamente pequeno e calmo, mas nunca o saberíamos pela caótica visão do Webb. Os jatos que irrompem de estrelas jovens atravessam a imagem, impactando o gás interestelar circundante e iluminando o hidrogénio molecular, mostrado a vermelho. Algumas estrelas exibem a sombra reveladora de um disco circunstelar, os ingredientes de futuros sistemas planetários.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, Klaus Pontoppidan (STScI)
 
     
 
 
 

Desde o nosso quintal cósmico no Sistema Solar até às galáxias distantes perto do início dos tempos, o Telescópio Espacial James Webb da NASA cumpriu a sua promessa de revelar o Universo como nunca antes no seu primeiro ano de operações científicas. Para celebrar a conclusão de um primeiro ano recheado de sucessos, a NASA divulgou a imagem, pelo Webb, de uma pequena região de formação estelar no complexo de nuvens Rho Ophiuchi.

"Em apenas um ano, o Telescópio Espacial James Webb transformou a visão que a humanidade tem do cosmos, espreitando para dentro de nuvens de poeira e vendo a luz de cantos longínquos do Universo pela primeira vez. Cada nova imagem é uma nova descoberta, dando aos cientistas de todo o mundo a possibilidade de fazerem e responderem a perguntas com as quais nunca sonharam", disse Bill Nelson, Administrador da NASA. "O Webb é um investimento na inovação americana, mas também um feito científico que se tornou possível com os parceiros internacionais da NASA que partilham um espírito de superação para ultrapassar os limites do que se sabe ser possível. Milhares de engenheiros, cientistas e líderes dedicaram as suas vidas a esta missão e os seus esforços vão continuar a melhorar a nossa compreensão das origens do Universo - e do nosso lugar nele".

A nova imagem do Webb divulgada anteontem mostra a região de formação estelar mais próxima de nós. A sua proximidade, a 390 anos-luz, permite uma visão altamente detalhada, sem estrelas de primeiro plano no espaço intermédio.

 

"No seu primeiro aniversário, o Telescópio Espacial James Webb já cumpriu a sua promessa de desvendar o Universo, presenteando a humanidade com um tesouro de imagens e ciência de cortar a respiração que durará décadas", disse Nicola Fox, administradora associada do Diretorado de Missões Científicas da NASA em Washington. "Uma maravilha da engenharia construída pelos melhores cientistas e engenheiros do mundo, o Webb deu-nos uma compreensão mais intrincada do que nunca das galáxias, estrelas e atmosferas de planetas para lá do nosso Sistema Solar, lançando as bases para que a NASA lidere o mundo numa nova era de descobertas científicas e na procura por mundos habitáveis".

A imagem do Webb mostra uma região que contém cerca de 50 estrelas jovens, todas elas com uma massa semelhante à do Sol ou inferior. As áreas mais escuras são as mais densas, onde poeira espessa envolve protoestrelas ainda em formação. Enormes jatos bipolares de hidrogénio molecular, representados a vermelho, dominam a imagem, aparecendo horizontalmente no terço superior e verticalmente à direita. Estes ocorrem quando uma estrela irrompe pela primeira vez através do seu invólucro natal de poeira cósmica, lançando um par de jatos opostos para o espaço, tal como um recém-nascido que começa a esticar os braços para o mundo. Em contraste, a estrela S1 esculpiu uma caverna brilhante de poeira na metade inferior da imagem. É a única estrela na imagem que é significativamente mais massiva do que o Sol.

"A imagem de Rho Ophiuchi pelo Webb permite-nos testemunhar um período muito breve do ciclo de vida estelar com nova clareza. O nosso próprio Sol passou por uma fase como esta, há muito tempo, e agora temos a tecnologia para ver o início da história de outra estrela", disse Klaus Pontoppidan, que foi cientista do projeto Webb no STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, estado norte-americano de Maryland, desde antes do lançamento do telescópio e durante o primeiro ano de funcionamento.

Algumas estrelas na imagem mostram sombras que indicam discos protoplanetários - potenciais futuros sistemas planetários em formação.

Um ano inteiro, em todo o céu

 
O Telescópio Espacial James Webb da NASA produziu a imagem infravermelha mais profunda e nítida do Universo distante até à data. Conhecida como o Primeiro Campo Profundo do Webb, esta imagem do enxame de galáxias SMACS 0723 está repleta de detalhes. Milhares de galáxias - incluindo os objetos mais fracos já observados no infravermelho - apareceram pela primeira vez na visão do Webb.
Crédito: NASA, ESA, CSA e STScI
 

Desde a sua primeira imagem de campo profundo, revelada pelo Presidente Joe Biden, pela Vice-Presidente Kamala Harris e por Nelson em direto a partir da Casa Branca, o Webb cumpriu a sua promessa de nos mostrar mais do Universo do que nunca. No entanto, o Webb revelou muito mais do que galáxias distantes no início do Universo.

"A amplitude da ciência que o Webb é capaz de explorar torna-se realmente clara agora, quando temos um ano inteiro de dados de alvos em todo o céu", disse Eric Smith, diretor associado para a investigação na Divisão de Astrofísica na sede da NASA e cientista do programa Webb. "O primeiro ano de ciência do Webb não só nos ensinou coisas novas sobre o nosso Universo, como também revelou que as capacidades do telescópio são maiores do que as nossas expetativas, o que significa que as descobertas futuras serão ainda mais espantosas." A comunidade astronómica mundial passou o último ano a analisar com entusiasmo os primeiros dados públicos do Webb e a perceber como trabalhar com eles.

Para além das impressionantes imagens infravermelhas, o que realmente entusiasma os cientistas são os espetros nítidos do Webb - a informação detalhada que pode ser obtida da luz pelos instrumentos espectroscópicos do telescópio. Os espetros do Webb confirmaram as distâncias de algumas das galáxias mais longínquas alguma vez observadas e descobriram os buracos negros supermassivos mais antigos e mais distantes. Identificaram as composições das atmosferas de planetas (ou a falta delas) com mais pormenor do que nunca e reduziram pela primeira vez os tipos de atmosferas que podem existir em exoplanetas rochosos. Também revelaram a composição química de berçários estelares e discos protoplanetários, detetando água, moléculas orgânicas contendo carbono e muito mais. As observações do Webb já deram origem a centenas de artigos científicos que respondem a questões de longa data e levantam novas questões a abordar com o Webb.

A amplitude da ciência do Webb é também aparente nas suas observações da região do espaço que nos é mais familiar - o nosso próprio Sistema Solar. Anéis ténues de gigantes gasosos surgem da escuridão, pontilhados por luas, enquanto ao fundo o Webb mostra galáxias distantes. Ao comparar as deteções de água e outras moléculas no nosso Sistema Solar com as encontradas nos discos de outros sistemas planetários muito mais jovens, o Webb está a ajudar a acumular pistas sobre as nossas próprias origens - como a Terra se tornou o local ideal para a vida tal como a conhecemos.

"Com um ano de ciência, sabemos exatamente o quão poderoso é este telescópio e entregámos um ano de dados e descobertas espetaculares", disse Jane Rigby, cientista principal do projeto Webb, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA. "Selecionámos um conjunto ambicioso de observações para o segundo ano - que se baseia em tudo o que aprendemos até agora. A missão científica do Webb está apenas a começar - há muito mais para vir."

 

// NASA (comunicado de imprensa)
// ESA (comunicado de imprensa)
// ESA/Webb (comunicado de imprensa)
// STScI (comunicado de imprensa)

 


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EurekAlert!
SPACE.com
New Scientist
Inverse
Forbes
UPI
BBC News
CNN
Reuters

Complexo de nuvens Rho Ophiuchi:
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