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O início da formação de planetas, revelado por observações do ALMA
10 de outubro de 2023
 

Imagem de alta resolução, pelo ALMA, do disco protoplanetário que rodeia DG Taurus num comprimento de onda de 1,3 mm. O aspeto suave, sem estruturas em forma de anel, indica uma fase pouco anterior à formação planetária.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), S. Ohashi, et al.
 
     
 
 
 

Uma equipa internacional de investigação aproveitou o poder do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para iluminar os primórdios da formação planetária. Liderada pelo Professor Assistente de Projeto Satoshi Ohashi do NAOJ (National Astronomical Observatory of Japan), a equipa centrou o seu estudo numa protoestrela denominada DG Taurus (DG Tau), que apresentava um disco protoplanetário liso e sem defeitos, revelando as condições imediatamente anteriores à formação dos planetas.

Os cientistas pensam que os planetas emergem da poeira interestelar e do gás no disco circundante de uma protoestrela. No entanto, o início deste processo de transformação tem permanecido enigmático. Apesar de muitos discos observados com o ALMA apresentarem estruturas em forma de anel - sugerindo a presença de planetas - encontrar um disco imaculado sem tais assinaturas tem sido uma tarefa difícil.

 
O painel superior mostra os mapas de intensidade das ondas de rádio do disco de DG Tau em três comprimentos de onda: 0,87 mm, 1,3 mm e 3,1 mm. A acompanhar estes mapas estão os mapas de intensidade de polarização para os comprimentos de onda de 0,87 mm e 3,1 mm, mostrando as ondas de rádio dispersas pela poeira. O painel inferior apresenta a simulação óptima, alinhada com os resultados observados. Esta visão multifacetada fornece uma compreensão mais profunda dos processos que ocorrem no disco.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), S. Ohashi, et al.
 

As observações de DG Tau, uma protoestrela relativamente jovem, forneceram um avanço. Usando o ALMA, discerniram um disco uniformemente liso, desprovido dos padrões de anéis característicos frequentemente encontrados em protoestrelas mais antigas. Esta observação reforça a ideia de que DG Tau pode estar à beira da formação de um planeta. Decifrar as origens de planetas semelhantes à Terra é fundamental para compreender os primórdios da vida.

Alargando a sua investigação, a equipa observou o disco em diferentes comprimentos de onda, obtendo informações sobre o tamanho e a distribuição da poeira. As descobertas sugerem, de forma intrigante, que as regiões exteriores do disco são o potencial ponto de partida para a formação planetária, desafiando as ideias anteriores de que o disco interior era o ponto de partida primário. Em particular, o plano médio do disco exibia um elevado rácio poeira-gás, sugerindo que o disco está pronto para a formação de planetas.

"O ALMA conseguiu até agora captar uma grande variedade de estruturas de disco e revelou a existência de planetas. Por outro lado, para responder à questão 'Como é que a formação de planetas começa?', é importante observar um disco liso sem sinais de formação de planetas. Pensamos que este estudo é muito importante porque revela as condições iniciais para a formação planetária", comentou o Professor Satoshi Ohashi sobre o significado das observações.

// Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
// NAOJ (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

Discos protoplanetários:
Wikipedia
Formação planetária (Wikipedia)

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (ESO)
Wikipedia

 
   
 
 
 
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