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Edição n.º 1020
17/12 a 19/12/2013
 
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ACTIVIDADES

27.12.13 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

28.12.13 - DESCOBRINDO O SOL 15:30 – 16:30 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 17/12: 352.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1957, os EUA lançam com sucesso o primeiro missil balístico intercontinental Atlas em Cabo Canaveral, Flórida.

Em 2003, voo 11 P do SpaceShipOne, pilotado por Brian Binnie, o seu primeiro voo supersónico.
Observações: Lua Cheia, pelas 09:28.
Esta noite a Lua brilha na ténue moca de Orionte. Para baixo e para a esquerda de Júpiter está Júpiter, e para baixo e para a direita está Betelgeuse.

Dia 18/12: 353.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, lançamento do Projecto SCORE, o primeiro satélite de comunicações.
Em 1966, foi descoberta por Richard Walker, a lua de Saturno Epimeteu, que depois esteve "perdida" durante 12 anos.

Em 1973, é lançada a Soyuz 13, tripulada pelos cosmonautas Valentin Lebedev e Pyotr Klimuk, de Baikonur, União Soviética.
Em 1999, a NASA lança para órbita a plataforma Terra, transportando cinco instrumentos de observação terrestre: o ASTER, CERES, MISR, MODIS e MOPITT.
Observações: Trânsito da sombra de Calisto, entre as 02:46 e as 06:34.
A Lua e Júpiter nascem juntas à mesma altura, com Pollux e Castor para a sua esquerda. Embora Júpiter pareça estar perto da Lua, na realidade está 1600 vezes mais distante.

Dia 19/12: 354.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1972, a Apollo 17, a última missão lunar tripulada, regressava à Terra. 

Observações: Assim que a Lua nascer à hora de jantar, encontrará Júpiter para cima, com Pollux e Castor para a esquerda de Júpiter, e Procyon para a direita da Lua. Muito mais para a direita de Procyon, aviste o nascer de Sirius.

 
CURIOSIDADES


A Lua tem sempre a mesma face virada para a Terra, o que faz com que muitas pessoas digam que a Lua não roda. O que de facto acontece é que o período de rotação da Lua é síncrono com o de translação, o que faz com que o observador da Terra veja sempre a mesma face da Lua. Se estivéssemos no exterior da órbita da Lua vê-la-íamos rodar dando exactamente uma volta em torno do seu eixo no mesmo tempo que dá uma volta em redor da Terra.

 
CHINA ATERRA NA LUA

O primeiro rover lunar da China percorre a superfície da Lua, após separar-se com sucesso do seu "lander", e começou a explorar o seu local de aterragem: a Baía do Arco-íris.

O módulo lunar Chang'e 3 chegou à Lua no Sábado (14 de Dezembro), por volta das 21:12 (hora de Pequim), o que faz da China apenas o terceiro país a alcançar tal proeza depois da ex-União Soviética e dos Estados Unidos da América. O "lander" também transportou o rover robótico Yutu (Coelho de Jade) até à superfície lunar, onde levará a cabo a sua missão de vários meses.

Poucas horas após a aterragem, as rodas do Yutu foram desbloqueadas pelo disparo de dispositivos explosivos, o rover desdobrou as suas asas solares e estendeu o seu mastro recheado de instrumentos. O cabo que ligava o rover ao "lander" foi então cortado. Um sistema de "transferência" no "lander", semelhante a um par de escadas, colocou o rover na superfície, permitindo com que o Yutu começasse a sua viagem lunar.

O primeiro rover lunar da China separa-se do "lander" Chang'e 3 às primeiras horas de 15 de Dezembro. Imagem obtida num ecrã do Centro Aeroespacial de Pequim.
Crédito: Xinhua; pós-processamento por Marco Di Lorenzo/Ken Kremer
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O local de aterragem é a região Sinus Iridum (latim para Baía do Arco-íris), uma área da parte norte de Mare Imbrium (Mar das Chuvas) no hemisfério norte da Lua. A cratera mais próxima (que tem nome oficial) é Laplace F.

O "lander" Chang'e 3 de 1 tonelada contou com o seu autocontrolo para a descida até à Lua e tornou-se na primeira nave a aterrar na superfície lunar desde a soviética Luna 24 em 1976. O "lander" pairou a cerca de 100 metros de altitude acima da paisagem lunar, à medida que procurava por um local de aterragem seguro. O "lander" propriamente dito transporta instrumentos científicos capazes de observar a Terra, bem como outros objectos celestes, e está desenhado para funcionar 12 meses. Tanto o rover Yutu como o Chang'e 3 ainda têm que enfrentar temperaturas nocturnas na Lua, que mergulham durante 14 dias de noite lunar.

O "lander" Chang'e 3, visto pelo rover Yutu, a 15 de Dezembro de 2013.
Crédito: Agência Espacial Chinesa
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O rover lunar Yutu tem o nome de um coelho de estimação que viaja com a deusa Chang'e até à Lua nas lendas chinesas. Cada das três missões lunares chinesas até à data têm o nome da deusa lendária. As missões orbitais Chang'e 1 e Chang'e 2 foram lançadas em 2007 e 2010, respectivamente. O rover Yutu é um robô com seis rodas que pesa quase 140 kg e está equipado com câmaras de navegação e panorâmicas. A parte frontal do rover está equipada com um sistema de câmaras desenhado para observar e evitar riscos durante a navegação. O rover solar está construído para hibernar durante a noite e pode sobreviver três noites lunares ultrafrias, o equivalente a três meses terrestres.

O Yutu transporta um braço robótico com o espectrómetro APXS (Alpha-Proton X-ray Spectrometer). David Kring, cientista do Instituto Lunar e Planetário em Houston, EUA, diz que o APXS pode, entre outras tarefas, estudar o material de recentes crateras de impacto, revelando o material por baixo da superfície da Lua; observar detritos expelidos em raios de crateras e/ou em crateras secundárias; e ajudar os cientistas a desenvolver um melhor modelo para os processos de formação de crateras de impacto.

O Yutu e a bandeira chinesa, vistos pelo lander Chang'e 3 na Lua, a 15 de Dezembro de 2013. Note as marcas das rodas do rover no solo lunar.
Crédito: Agência Espacial Chinesa
(clique na imagem para ver versão maior)
 

De acordo com um relatório informal elaborado a partir de várias fontes chinesas, o rover lunar transporta 20 kg de instrumentos e tem um alcance de 10 km. O Yutu tem também um radar de penetração do solo montado na barriga. Acredita-se que o radar do rover consiga estudar entre os 30 e os 100 metros. Aparentemente pode operar em dois comprimentos de onda, dando-lhe uma resolução muito alta a profundidades rasas e penetrar através do regolito lunar. Os outros comprimentos de onda de radar podem investigar para lá do regolito e até aos basaltos dos mares.

"O Chang'e 3 aterrou numa área de fluxos basálticos ricos em titânio, semelhantes aos trazidos pelas missões Apollo 11 e 17," afirma Clive Neal, cientista lunar do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental e de Ciências da Terra da Universidade de Notre Dame. "Estes são, potencialmente, mais jovens do que aqueles trazidos pelas Apollo e a investigação das composições dos basaltos nesta região vai fornecer mais informações acerca da evolução do interior lunar e da história do vulcanismo na superfície da Lua." Os dados enviados pelo sistema de radar do Yutu poderão permitir com que os cientistas estimem a espessura do mar em redor do local de aterragem e pelo menos a profundidade do regolito lunar.

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Lua:
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Europa Minguante
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Galileo ProjectJPLNASA; reprocessada por Ted Stryk
 
Embora a fase desta lua pareça familiar, a própria lua não é. De facto, esta fase minguante mostra parte da lua de Júpiter, Europa. A sonda robótica Galileu capturou este mosaico durante a sua missão entre 1995 e 2003. São visíveis planícies de gelo brilhante, fissuras que correm para o horizonte e manchas escuras que provavelmente contêm gelo e poeira. O terreno elevado é particularmente evidente perto do terminador, onde provoca sombras. Europa é quase do tamanho da nossa Lua, mas é muito mais suave, com poucas terras altas ou grandes crateras de impacto. As evidências e imagens da sonda Galileu indicaram a provável existência de oceanos líquidos por baixo da superfície gelada. Para testar a especulação de que estes oceanos albergam vida, a ESA começou o desenvolvimento preliminar da JUICE (Jupiter Icy Moons Explorer), uma sonda espacial com lançamento proposto para 2022 que irá explorar Júpiter e, em especial, Europa. Observações recentes pelo Telescópio Espacial Hubble descobriram novas evidências de que Europa, tal como a lua de Saturno, Encelado, tem jactos gelados expelidos a partir da superfície.
 

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