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Edição n.º 1039
21/02 a 24/02/2014
 
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ACTIVIDADES

28.02.14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

01.03.14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 21/02: 52.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1556 nascia Sethus Calvisius, astrónomo alemão que na sua obra Opus Chronologicum expôs um sistema baseado em registos de quase 300 eclipses.
Em 1901 é observada a primeira brilhante nova do século XX.

É também a primeira a ser estudada espectralmente e fotometricamente, atingindo uma magnitude de 0,2 a 23 de Fevereiro. O astrónomo amador T. D. Anderson foi o seu primeiro observador. Durante o declínio do brilho, mais ou menos 100 dias, este flutuou com um período de 4 dias e uma amplitude de magnitude e meia.
Em 1972, a sonda soviética Luna 20 aterra na Lua.
Observações: Capella passa o mais próximo do zénite por volta das 19 horas. A esta altura da noite, Rigel no pé de Orionte marca o ponto cardeal Sul.
Trânsito de Io, entre as 21:04 e as 23:22.
Trânsito da sombra de Io, entre as 22:04 e as 00:24 (já de dia 22).

Dia 22/02: 53.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1632 era publicado o "Diálogo sobre os dois grandes sistemas do mundo", de Galileu.
Em 1824 nascia Pierre Janssen, astrónomo francês que, juntamente com o cientista inglês Joseph Norman Lockyer, é creditado com a descoberta da natureza gasosa da cromosfera solar e, com alguma justificação, o elemento hélio.
Em 1857 nascia Heinrich Hertz, físico alemão que clarificou e expandiu a teoria electromagnética da luz de James Clerk Maxwell. Foi o primeiro a provar conclusivamente a existência de ondas electromagnéticas ao construir instrumentos para transmitir e receber pulsos de rádio. A unidade científica da frequência tem o nome "hertz" em sua honra.
Em 1995, o cosmonauta Valeri Polyakov regressa à Terra depois de quebrar o recorde do maior tempo passado na estação espacial Mir: 438 dias.

Em 1995, o asteróide 1995CR passa a 7,2 milhões de quilómetros da Terra.
Observações: A partir das primeiras horas de dia 22, observe a Lua baixa a Sudeste. O ponto brilhante para a sua direita e um pouco para cima é o planeta Saturno.
Lua em Quarto Minguante, pelas 17:15.
O brilhante "Diamante de Inverno" deste ano - Júpiter no topo, Sirius em baixo, e Procyon e Betelgeuse formando os seus dois cantos de lado - está "em pé" a Sul por volta das 20-21 horas.
Trânsito de Calisto, entre as 17:21 e as 21:10.

Dia 23/02: 54.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1583 nascia Jean-Baptiste Morin, astrólogo e astrónomo, conhecido por opôr-se a Galileu e às suas ideias.
Em 1950, descoberta do asteróide (29075) 1950 DA. Foi observado durante 17 dias e depois diminuiu de brilho até não poder ser visto durante meio século. No fim do ano 2000 (31 de Dezembro), um objecto foi reconhecido como sendo o há muito perdido 1950 DA. Observações do objecto descrevem a rocha como tendo 1,1 km de diâmetro e uma rotação de 2,1 horas, a rocha com o período de rotação mais rápido já encontrada no nosso Sistema Solar.
Em 1987, supernova na Grande Nuvem de Magalhães visível a olho nu, resultado de uma explosão da supergigante azul Sanduleak 69.
SN1987A. Crédito: HST
Conhecida como SN1987A, foi a primeira supernova "próxima" dos últimos três séculos.
Em 1999, conjunção de Júpiter com Vénus. As conjunções não são eventos raros. Mas as conjunções planetárias são raramente tão próximas e VénusJúpiter são os objectos astronómicos mais brilhantes do céu, a seguir ao Sol e à Lua (objectos naturais - o terceiro objecto em geral é agora a ISS).
Observações: Trânsito da sombra de Calisto, entre as 02:54 e as 07:10.
Conjunção de Neptuno com o Sol, pelas 18:07.
Esta é a altura do ano em que a Ursa Maior apoia-se na ponta da sua "pega" a Nordeste. O topo da constelação - as duas estrelas que apontam para a Estrela Polar - estão exactamente à mesma altura que a Polar por volta das 20 horas (dependendo da zona onde vive).

Dia 24/02: 55.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968 foi descoberto o primeiro pulsar, por Jocelyn Bell Burnell, numa pesquisa em rádio. Hewish e Ryle, co-directores do projecto, receberam o prémio Nobel da Física em 1974 por conjugar as observações com um modelo duma estrela de neutrões em rotação. 
Em 1969 a sonda americana Mariner 6 era lançada. A 31 de Julho de 1969, passou a 3330 km de Marte e enviou de volta 74 imagens.
Em 1979, lançamento do satélite Solwind P78-1.
Em 1996 a sonda POLAR foi lançada para estudar a região dos pólos da Terra, uma região activa do geoespaço.
Em 2011, voo final do vaivém Discovery.

Observações: Poderá já conhecer o bonito enxame M41, visível com binóculos para Sul de Sirius. Mas conhece M50? Siga a linha de Sirius até à ponta do nariz de Cão Maior (Theta Canis Majoris), continue exactamente na mesma direcção e encontrará o enxame. Tem magnitude 5,9, mais ténue que M41 com magnitude 4,5. No mesmo campo de M50 está outro enxame mais ténue: NGC 2343. É um bocado mais difícil de avistar, a magnitude 6,7.

 
CURIOSIDADES


A Lua vista da Terra tem o mesmo diâmetro aparente que o Sol. A Terra vista da Lua tem quatro vezes o diâmetro aparente do Sol.

 
NUSTAR DESVENDA MISTÉRIO DE COMO AS ESTRELAS EXPLODEM

Um dos maiores mistérios da Astronomia, como as estrelas explodem em supernovas, está finalmente sendo revelado com a ajuda do telescópio NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array) da NASA.

O observatório de raios-X de alta anergia criou o primeiro mapa de material radioactivo num remanescente de supernova. Os resultados de Cassiopeia A (Cas A) revelam como as ondas de choque provavelmente rasgam as estrelas gigantes e moribundas.

"As estrelas são bolas esféricas de gás, e podemos pensar que quando terminam as suas vidas e explodem, essa explosão parece-se com uma bola uniforme e poderosa em expansão," afirma Fiona Harrison, investigador principal do NuSTAR no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) em Pasadena, EUA. "Os nossos novos resultados mostram como o coração da explosão, ou motor, é distorcido, possivelmente porque as regiões do interior literalmente chapinham ao redor antes de detonar." Harrison é co-autor de um artigo acerca dos resultados, publicado na edição de 20 de Fevereiro da Nature.

Este é o primeiro mapa de radioactividade num resto de supernova, os detritos expelidos pela explosão de uma estrela. A cor azul mostra material radioactivo mapeado em raios-X de alta-energia usando o NuSTAR.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/CXC/SAO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Cas A foi criada quando uma estrela gigante explodiu como supernova, deixando um denso cadáver estelar e expelindo os seus restos. A luz da explosão chegou à Terra há algumas centenas de anos, e por isso estamos a ver o remanescente estelar quando era fresco e jovem.

As supernovas semeiam o Universo com muitos elementos, incluindo o ouro nas jóias, o cálcio nos ossos e o ferro no sangue. Enquanto as estrelas pequenas como o Sol têm mortes menos violentas, as estrelas com pelo menos oito vezes a sua massa explodem em supernovas. As altas temperaturas e partículas criadas na explosão fundem elementos leves para criar elementos mais pesados.

O NuSTAR é o primeiro telescópio capaz de produzir mapas de elementos radioactivos nos restos de supernovas. Neste caso, o elemento é o titânio-44, que tem um núcleo instável produzido no coração da estrela em explosão.

O NuSTAR complementa observações prévias do resto de supernova Cassiopeia A ao providenciar os primeiros mapas de material radioactivo criado na poderosa explosão (azul).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/CXC/SAO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O mapa NuSTAR de Cas A mostra o titânio concentrado em aglomerados no centro do remanescente e aponta para uma possível solução do mistério de como a estrela encontrou o seu fim. Quando os cientistas simulam explosões de supernova em computador, à medida que uma estrela massiva morre e colapsa, a principal onda de choque frequentemente estagna e a estrela não consegue quebrar-se.

As últimas descobertas sugerem fortemente que a estrela em explosão é literalmente chapinhada, dando nova energia à onda de choque parada e permitindo com que a estrela finalmente ejecte as suas camadas exteriores.

"Com o NuSTAR temos uma nova ferramenta forense para investigar a explosão," realça o autor principal do artigo, Brian Grefenstette do Caltech. "Antes, era difícil interpretar o que estava acontecendo em Cas A porque o material que vemos apenas brilha em raios-X quando é aquecido. Agora que podemos ver o material radioactivo, que brilha em raios-X independentemente do que aconteça, estamos recebendo uma imagem mais completa do que se passa no centro da explosão."

Estas ilustrações mostram a progressão de uma explosão de supernova. Uma estrela massiva (esquerda), que criou elementos pesados como o ferro no seu interior, morre numa explosão tremenda (meio), espalhando as suas camadas exteriores numa estrutura chamada resto de supernova (direita).
Crédito: NASA/CXC/SAO/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O mapa NuSTAR também lança dúvidas sobre outros modelos de explosões de supernovas, em que a estrela gira rapidamente antes de morrer e lança correntes estreitas de gás que alimentam a explosão estelar. Apesar de já terem sido observadas marcas de jactos em torno de Cas A, não se sabia se tinham provocado a explosão. O NuSTAR não viu o titânio, essencialmente a cinza radioactiva da explosão, nas regiões estreitas que coincidem com os jactos, por isso os jactos não serviram como gatilho explosivo.

"É por isso que construímos o NuSTAR," realça Paul Hertz, director da divisão de astrofísica da NASA em Washington. "Para descobrir coisas que não sabíamos - e que não esperávamos - acerca do Universo de alta-energia."

Os cientistas vão continuar a investigar o caso da explosão dramática de Cas A. Séculos após a sua morte ter marcado os nossos céus, este resto de supernova continua a causar perplexidade.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NuSTAR (comunicado de imprensa)
Conferência de imprensa (via USTREAM)
Nature (requer subscrição)
Vídeo de simulação de supernova (via YouTube)
UC Berkeley
Universe Today
e! Science News
PHYSORG
SPACE.com
Space Daily
redOrbit
UPI
CNN
AstroPT

Cassiopeia A:
Wikipedia

Supernova:
Wikipedia 
NASA

Resto de supernova:
Wikipedia
NASA
NASA - 2
Núcleo de Astronomia do CCVAlg

NuSTAR:
NASA
Caltech
Wikipedia

 
HUBBLE OBSERVA MOVIMENTO DE ESTRELAS EM GALÁXIA VIZINHA

Usando o olho penetrante do telescópio espacial Hubble, astrónomos mediram com precisão e pela primeira vez a velocidade de rotação de uma galáxia com base no movimento das suas estrelas.

De acordo com a sua análise, a parte central da nossa galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães (GNM), completa uma rotação a cada 250 milhões de anos. O nosso Sol leva o mesmo tempo a completar uma rotação em torno do centro da nossa Via Láctea.

A equipa do Hubble - Roeland van der Marel do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado americano de Maryland, e Nitya Kallivayalil da Universidade da Virgínia em Charlottesville - usou o telescópio para medir o movimento médio de centenas de estrelas individuais na GNM, localizada a 170.000 anos-luz de distância. O Hubble registou pequenos movimentos das estrelas durante um período de sete anos.

Esta ilustração mostra as medições do Hubble da rotação da Grande Nuvem de Magalhães (GNM), a galáxia de tamanho normal mais próxima da nossa Via Láctea. A GNM encontra-se no céu do Hemisfério Sul, tal como visto nesta imagem terrestre.
Crédito: NASA/ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"O estudo desta galáxia vizinha, através do acompanhamento do movimento das estrelas, dá-nos uma melhor compreensão da estrutura interna de galáxias em disco," afirma Kallivayalil, "a velocidade de rotação de uma galáxia fornece-nos dados sobre a sua formação, e pode ser usada para calcular a sua massa."

As galáxias em forma de disco, como a Via Láctea e a GNM, geralmente giram como um carrossel. A precisão de rastreamento do Hubble fornece uma nova maneira de determinar a rotação de uma galáxia graças ao movimento próprio "de lado" das suas estrelas, vistas no plano do céu. Os astrónomos há muito que medem os movimentos laterais de objectos celestes próximos, mas esta é a primeira vez que temos precisão suficiente para ver a rotação de outra galáxia distante.

"A Grande Nuvem de Magalhães é uma galáxia importante porque está muito perto da nossa Via Láctea," realça van der Marel, autor principal de um artigo publicado a 1 de Fevereiro na revista Astrophysical Journal. "É difícil estudar a Via Láctea porque estamos a estudá-la a partir do interior, por isso tudo o que vemos está espalhado por todo o céu. Está tudo a distâncias diferentes, e estamos situados no meio. O estudo da estrutura e da rotação é muito fácil se vemos uma galáxia vizinha a partir de fora."

Ao longo do último século, os astrónomos calcularam taxas de rotação galáctica através da observação de uma ligeira mudança no espectro de luz das suas estrelas. Esta mudança é conhecida como Efeito Doppler. De um lado do disco galáctico em rotação, as estrelas que giram na direcção da Terra mostram um desvio espectral para o azul - a compressão de ondas de luz oscila devido ao movimento em direcção ao observador. As estrelas que giram para longe da Terra, no lado oposto da galáxia, mostram um desvio espectral para o vermelho - o alongamento da luz para comprimentos de onda mais avermelhados devido ao movimento para longe do observador.

Os movimentos recém-medidos do Hubble e os movimentos Doppler medidos anteriormente providenciam informações complementares acerca da velocidade de rotação da GNM. Ao combinar os resultados, a equipa do Hubble obteve uma visão totalmente tridimensional de movimentos estelares noutra galáxia.

"Ao usar o Hubble para estudar os movimentos das estrelas ao longo de vários anos, podemos, pela primeira vez, ver a rotação de uma galáxia no plano do céu," acrescenta van der Marel.

O Hubble é o único telescópio capaz de fazer este tipo de observação graça à sua grande resolução, à sua estabilidade de imagem e aos seus 24 anos no espaço.

"Se imaginarmos uma pessoa na Lua, a precisão do Hubble permitir-nos-ia determinar a que velocidade o cabelo dessa pessoa cresce," explicou van der Marel. "Esta precisão é crucial, porque os movimentos estelares aparentes são muito pequenos devido à distância da galáxia. Podemos pensar na GNM como um relógio no céu, cujos ponteiros demoram 250 milhões de anos a completar uma revolução. Sabemos que os ponteiros do relógio movem-se, mas mesmo com o Hubble precisamos de olhar para eles durante vários anos para ver qualquer tipo de movimento."

A equipa de investigação usou a câmara WFC3 (Wide Field Camera 3) e a câmara ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble para observar estrelas em 22 campos espalhados pelo vasto disco da Grande Nuvem de Magalhães, situada no céu no Hemisfério Sul com cerca de 20 vezes o diâmetro aparente da Lua. As setas na imagem no topo deste artigo mostram o movimento previsto para os próximos 7 milhões de anos, tendo por base medições do Hubble.

Cada campo observado contém não apenas dúzias de estrelas da GNM, mas também um quasar de fundo, um brilhante farol de luz alimentado por um buraco negro no núcleo de uma distante galáxia activa. Os astrónomos usaram os quasares como pontos fixos de referência para medir o subtil movimento das estrelas da GNM.

Esta medição é o culminar de um trabalho em andamento com o Hubble para refinar o cálculo da velocidade de rotação da Grande Nuvem de Magalhães. Van der Marel começou por analisar a rotação da galáxia em 2002 com a criação de previsões detalhadas, agora confirmadas pelo Hubble, do que a rotação deveria ser.

"Graças à proximidade da GNM, é um ponto de referência para os estudos da evolução e população estelar," comenta Kallivayalil. "Para tal, é importante compreender a estrutura da galáxia. A nossa técnica para medir a velocidade de rotação da galáxia usando movimentos totalmente tridimensionais é um novo método de descobrir mais sobre essa estrutura. Abre uma nova janela para a nossa compreensão de como as estrelas se movimentam nas galáxias."

A equipa planeia usar o Hubble para medir os movimentos estelares na prima da GNM, a Pequena Nuvem de Magalhães, utilizando a mesma técnica. As galáxias estão interagindo, e esse estudo também deverá fornecer mais dados sobre o movimento das galáxias em torno uma da outra e em torno da Via Láctea.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Vídeo da rotação da GNM (Hubblesite)
SPACE.com
PHYSORG
redOrbit
Astronomy

Grande Nuvem de Magalhães:
Wikipedia

Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Pequena Nuvem de Magalhães:
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Wikipedia

 
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