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Edição n.º 1049
28/03 a 31/03/2014
 
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ACTIVIDADES

28.03.14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

29.03.14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela, podendo incluir outras atividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 28/03: 87.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1802, Heinrich Wilhem Matthäus Olbers descobre 2 Pallas, o segundo asteróide descoberto pelo Homem.

Em 1993 foi descoberto um remanescente de supernova na galáxia M81 (Ursa Maior), pelo astrónomo amador espanhol Francisco Garcia Diaz.
Observações: O grande e brilhante Hexágono de Inverno preenche quase todo o céu a Sudoeste após o pôr-do-Sol. Comece com Sirius a Sul, que marca o canto inferior esquerdo do Hexágono. Bem para cima de Sirius encontra-se Procyon. A partir daí olhe ainda mais para cima e encontre Pollux e Castor com Júpiter um pouco para baixo, e de Castor parta para a direita e para baixo e aviste Menkalinen e Capella. Seguidamente, continue descendo até encontrar Aldebarã, seguida de Rigel em Orionte, e de volta a Sirius. Dentro do Hexágono brilham Júpiter e Betelgeuse.

Dia 29/03: 88.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1807, Vesta, o asteróide mais brilhante, e o único que por vezes pode ser visto a olho nu, é descoberto por Heinrich Wilhem Olbers.
Em 1941 nascia Joseph Hooton Taylor, Jr., astrofísico americano.

Foi laureado com o Prémio Nobel da Física pela sua descoberta, em conjunto com Russell Alan Hulse, de um novo tipo de pulsar num sistema binário, que usou para demonstrar a existência da radiação gravitacional, prevista por Einstein.
Em 1974, a sonda Mariner 10 torna-se a primeira a passar por Mercúrio.
Observações: Podemos já ver que o Inverno se foi de vez, astronomicamente falando: assim que se começam a ver as estrelas, a Ursa Maior está já mais alta a Nordeste que Cassiopeia a Noroeste.

Dia 30/03: 89.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 240 AC era registada a primeira passagem periélica do cometa Halley.

Em 1982, acaba a missão STS-3, com a aterragem do Columbia no Novo México.
Observações: Não se esqueça da mudança de hora. Adiante o relógio uma hora esta madrugada.
Lua Nova, pelas 19:45.

Dia 31/03: 90.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, lançamento da sonda soviética Luna 10, que mais tarde se torna na primeira a orbitar a Lua.

Em 1970, a Explorer 1 reentra na atmosfera da Terra (após 12 anos em órbita).
Observações: Aproveite a noite para observar telescopicamente o planeta Marte, situado para cima e um pouco para a esquerda de Espiga.

 
CURIOSIDADES


O nome informal dado a 2012 VP113 pela equipa que o descobriu é "VP" ou "Biden", em honra a Joe Biden, o vice-presidente dos EUA.

 
NOVO PLANETA ANÃO PARA LÁ DA ÓRBITA DE PLUTÃO

O Sistema Solar tem um novo membro mais distante.

Um novo estudo liderado por Scott Sheppard e Chadwick Trujillo do Observatório Gemini relata a descoberta de um distante planeta anão, com o nome 2012 VP113, que foi encontrado para lá da fronteira conhecida do Sistema Solar. Este é provavelmente um dos milhares de objectos distantes que se pensa formar a chamada nuvem de Oort interior. Além do mais, o seu trabalho indica a potencial presença de um planeta enorme, talvez até 10 vezes o tamanho da Terra, ainda não visto, mas possivelmente influenciando a órbita de 2012 VP113, bem com outros objectos na nuvem de Oort interior. Os resultados foram publicados ontem na revista Nature.

O Sistema Solar conhecido pode ser dividido em três partes: os planetas rochosos como a Terra, que estão perto do Sol; os planetas gigantes gasosos, que estão mais afastados; e os objectos gelados da Cintura de Kuiper, situados para lá da órbita de Neptuno. Ainda mais longe, parece existir uma fronteira do Sistema Solar onde apenas um objecto, Sedna, já tinha sido descoberto. Mas o recém-descoberto 2012 VP113 tem uma órbita ainda maior que a de Sedna, tornando-se no objecto conhecido mais longínquo do Sistema Solar.

"Este é um resultado extraordinário que redefine a nossa compreensão do Sistema Solar," comenta Linda Elkins-Tanto, directora do Departamento de Magnetismo Terrestre do Instituto Carnegie para Ciência, em Washington, EUA.

Imagens da descoberta de 2012 VP113. Tem a maior órbita conhecida do nosso Sistema Solar. Cada das imagens foram obtidas em intervalos de duas horas. A primeira imagem foi artificalmente colorida com tons avermelhados, a segunda esverdeados e a terceira azulados. 2012 VP113 moveu-se entre cada imagem, como se pode constatar na diferente posição dos pontos coloridos. As estrelas e galáxias de fundo não se moveram.
Crédito: Scott Sheppard e Chad Trujillo
 

Sedna foi descoberto para lá da orla da Cintura de Kuiper em 2003, e não se sabia se Sedna era único, tal como se pensava o mesmo para Plutão antes da descoberta da Cintura de Kuiper. Com a descoberta de 2012 VP113, percebe-se agora que Sedna não é único e é provavelmente o segundo membro conhecido da suposta nuvem de Oort interior, a origem provável de alguns cometas.

Com um diâmetro estimado em aproximadamente 450 km, este ponto com magnitude 23 completa uma órbita em torno do Sol a cada 4600 anos. O periélio de 2012 VP113 (o ponto orbital mais próximo do Sol) trá-lo até cerca de 80 vezes a distância entre a Terra e o Sol (afélio de 472 UA, ponto orbital mais longínquo do Sol), uma medida conhecida como Unidade Astronómica ou UA. Para contexto, os planetas rochosos e asteróides existem a distâncias que variam entre 0,39 e 4,2 UA. Os gigantes gasosos encontram-se entre as 5 e as 30 UA. No nosso Sistema Solar existe um limite distinto às 50 UA. Só Sedna estava significativamente para lá desta fronteira exterior, a 76 UA, durante toda a sua órbita.

"A busca por estes objectos distantes da nuvem de Oort interior, para lá de Sedna e 2012 VP113, devem continuar, e podem dizer-nos muito sobre a formação e evolução do Sistema Solar," realça Sheppard.

Sheppard e Trujillo usaram o instrumento DECam (Dark Energy Camera) acoplado ao telescópio NOAO de 4 metros no Chile para a descoberta. O DECam tem o maior campo de visão de qualquer telescópio de 4 metros ou maior, o que lhe dá uma capacidade sem rival para pesquisar grandes áreas do céu em busca de objectos ténues. O telescópio Magellan de 6,5 metros do Observatório Las Campas do Instituto Carnegie foi usado para determinar a órbita de 2012 VP113 e obter informações detalhadas acerca das propriedades da superfície.

Animação que mostra o movimento de 2012 VP113 ao longo de cinco horas. O objecto está actualmente a cerca de 83 UA do Sol - quase no periélio.
Crédito: S. Sheppard/Instituto Carnegie para Ciência
 

Da área de céu observado, Sheppard e Trujillo determinaram que podem existir cerca de 900 objectos com tamanho superior a 1000 km e com órbitas como as de Sedna e 2012 VP113. E que a população total da nuvem de Oort interior é provavelmente maior que a da Cintura de Kuiper e que a da cintura de asteróides entre Marte e Júpiter.

"Alguns destes objectos da nuvem de Oort interior podem rivalizar com Marte ou mesmo até a Terra (em termos de tamanho). Isto porque muitos dos objectos da nuvem de Oort interior estão tão distantes que mesmo os muito grandes seriam demasiado ténues para serem detectados com a tecnologia actual," realça Sheppard.

Tanto Sedna como 2012 VP113 foram encontrados perto da sua maior aproximação ao Sol, e ambos têm órbitas que os levam até às centenas de UA, onde seriam demasiado ténues para descobrir. De facto, a semelhança entre as órbitas de Sedna, 2012 VP113 e alguns outros objectos perto da fronteira da Cintura de Kuiper sugere que um enorme corpo perturbador pode "pastorear" estes objectos em configurações orbitais parecidas. Sheppard e Trujillo sugerem que uma super-Terra ou um objecto ainda maior, a centenas de UA, pode criar o efeito de "pastoreio" visto nas órbitas destes objectos, que estão demasiado distantes para serem perturbadas por qualquer um dos planetas conhecidos.

Órbita dos planetas anões Plutão, Eris, Sedna e 2012 VP113.
Crédito: Unmannedspaceflight.com (cortesia Lucas); The Planetary Society
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Existem três teorias concorrentes sobre como a nuvem de Oort interior pode ter-se formado. À medida que mais objectos sejam encontrados, tornar-se-á mais fácil refinar qual destas três é a mais precisa. Uma teoria diz que um planeta "vagabundo" pode ter sido expelido da região dos gigantes gasosos e que durante a sua viagem pode ter perturbado objectos para fora da Cintura de Kuiper até à região da nuvem de Oort interior. Este planeta pode ter sido expelido ou ainda existir nos confins Sistema Solar. A segunda teoria diz que um íntimo encontro estelar pode ter colocado os objectos na região da nuvem de Oort interior. A terceira hipótese sugere que os objectos da nuvem de Oort interior são planetas extra-solares capturados a partir de outras estrelas que pertenciam ao enxame estelar onde o Sol foi fabricado.

A nuvem de Oort exterior distingue-se da nuvem de Oort interior porque na nuvem de Oort exterior, começando por volta das 1500 UA, a gravidade de outras estrelas perturba as órbitas dos objectos, fazendo com que os objectos da região exterior tenham órbitas que mudam drasticamente ao longo do tempo. Muitos dos cometas são objectos perturbados para fora da nuvem de Oort exterior. Os objectos da nuvem de Oort interior não são tão afectados pela gravidade das outras estrelas e têm, portanto, órbitas mais estáveis e primordiais.

Links:

Notícias relacionadas:
Instituto Carnegie para Ciência (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico - Nature (requer subscrição)
The Planetary Society
Nature
Discover
Astronomy Now
Universe Today
PHYSORG
SPACE.com
Sky & Telescope
redOrbit
New Scientist
National Geographic
io9
Reuters
BBC News
AstroPT
Boas Notícias
Público

2012 VP113:
Página do Scott Sheppard
NASA
Wikipedia

Sedna:
NASA
Wikipedia
Página de Mike Brown

Nuvem de Oort:
Wikipedia 
Nineplanets.org

Cintura de Kuiper:
NASA
Wikipedia
UAI - Centro de Planetas Menores

Sistema Solar:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Observatório Gemini:
Página oficial
Wikipedia

DECam:
Página principal

Telescópio Magalhães:
Observatório Las Campanas
Instituto Carnegie
Universidade do Arizona
Wikipedia

 
PRIMEIRO SISTEMA DE ANÉIS DESCOBERTO EM TORNO DE UM ASTERÓIDE
Impressão artística que mostra a aparência dos anéis, quando observados a partir da superfície de Chariklo.
Crédito: ESO/L. Calçada/Nick Risinger (skysurvey.org)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Observações obtidas em muitos locais da América do Sul, incluindo o Observatório de La Silla do ESO, levaram à descoberta surpreendente de que o asteróide remoto Chariklo se encontra rodeado por dois anéis densos e estreitos. Este é o objecto mais pequeno descoberto até agora que apresenta anéis e apenas o quinto corpo no Sistema Solar - depois dos planetas muito maiores Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno - que apresenta esta característica. A origem dos anéis permanece um mistério, no entanto pensa-se que podem ser o resultado de uma colisão que criou um disco de restos. Os novos resultados foram publicados online na revista Nature a 26 de Março de 2014.

Para além dos anéis de Saturno, que são um dos mais bonitos espectáculos no céu, foram também encontrados outros anéis, menos proeminentes, em torno dos outros planetas gigantes. Apesar de buscas cuidadas, nunca se encontraram anéis em volta de outros objectos mais pequenos do Sistema Solar. Agora, observações do asteróide longínquo Chariklo, feitas quando este passava em frente a uma estrela, mostraram que o objecto também se encontra rodeado por dois anéis estreitos.

"Não estávamos à procura de anéis, nem pensávamos que pequenos corpos como o Chariklo os poderiam ter, por isso esta descoberta - e a quantidade extraordinária de detalhe deste sistema - foi para nós uma grande surpresa!" diz Felipe Braga-Ribas (Observatório Nacional/MCTI, Rio de Janeiro, Brasil), que preparou a campanha de observações e é o autor principal do novo artigo científico que descreve estes resultados.

Impressão artística que mostra a aparência dos anéis, quando observados de perto.
Crédito: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser/Nick Risinger (skysurvey.org)
(clique na imagem para ver versão maior)
(clique aqui para ver animação - cortesia YouTube)
 

Chariklo é o maior membro de uma classe de objectos conhecidos por Centauros, que orbitam o Sol entre Saturno e Úrano, no Sistema Solar exterior. Previsões da sua órbita mostraram que passaria em frente da estrela UCAC4 248-108672 no dia 3 de Junho de 2013, quando observado a partir da América do Sul. Assim, com o auxílio de sete telescópios, incluindo o telescópio dinamarquês de 1,54 metros e o telescópio TRAPPIST, ambos situados no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, os astrónomos puderam observar a estrela a desaparecer durante alguns segundos, altura em que a sua luz foi bloqueada pelo Chariklo - num fenómeno conhecido por ocultação.

Este evento deu a conhecer algo perfeitamente inesperado. Alguns segundos antes, e também alguns segundos depois, da ocultação principal houve ainda dois decréscimos, ligeiros e muito curtos, no brilho aparente da estrela. Algo em torno de Chariklo estava a bloquear a luz! Ao comparar as observações feitas nos diversos locais, a equipa pôde reconstruir não apenas a forma e o tamanho do objecto propriamente dito, mas também a espessura, orientação, forma e outras propriedades dos anéis recém-descobertos.

A equipa descobriu que o sistema de anéis é composto por dois anéis bastante confinados, com apenas sete e três quilómetros de largura, respectivamente, separados entre si por um espaço vazio de nove quilómetros - e tudo isto em torno de um pequeno objecto com 250 quilómetros de diâmetro que orbita para lá da órbita de Saturno.

Impressão artística que mostra a aparência dos anéis, quando observados do seu interior. São visíveis também alguns satélites.
Crédito: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser/Nick Risinger (skysurvey.org)
(clique na imagem para ver versão maior)
(clique aqui para ver animação - cortesia YouTube)
 

"Acho extraordinário pensar que fomos capazes de detectar, não apenas o sistema de anéis, mas também precisar que este sistema é constituído por dois anéis claramente distintos," acrescenta Uffe Gråe Jørgensen (Instituto Niels Bohr, Universidade de Copenhaga, Dinamarca), um elemento da equipa. "Tento imaginar como será estar sobre a superfície deste corpo gelado - tão pequeno que um carro desportivo veloz poderia atingir a velocidade de escape e lançar-se no espaço - e olhar para cima para um sistema de anéis com 20 quilómetros de largura e situado 1000 vezes mais próximo do que a Lua está da Terra."

Embora muitas questões permaneçam ainda sem resposta, os astrónomos pensam que este tipo de anel se deve ter formado a partir dos restos deixados depois de uma colisão. Os restos teriam ficado confinados nos dois estreitos anéis devido à presença de pequenos satélites, que supostamente existirão.

"Por isso, para além dos anéis, é provável que Chariklo tenha também, pelo menos, um pequeno satélite à espera de ser descoberto", acrescenta Felipe Braga Ribas.

Os anéis poderão mais tarde dar origem à formação de um pequeno satélite. Uma tal sequência de eventos, a uma escala muito maior, pode explicar a formação da nossa própria Lua nos primeiros dias do Sistema Solar, assim como a origem de muitos outros satélites em órbita de planetas e asteróides.

Os líderes do projecto deram aos anéis os nomes informais de Oiapoque e Chuí, dois rios que se encontram próximo dos extremos norte e sul do Brasil.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Vídeo do anúncio da descoberta (cortesia YouTube)
Astronomy
Universe Today
Astronomy Now
SPACE.com
Science
PHYSORG
redOrbit
Scientific American
NewScientist
Discovery News
National Geographic
Gizmodo
BBC News
Reuters
Público
Diário de Notícias
SOL
TSF
AstroPT

10199 Chariklo:
Wikipedia
Anéis de Chariklo (Wikipedia)

Centauros:
Wikipedia
Lista de Centauros (UAI)

Ocultação astronómica:
Wikipedia
Ocultação por asteróides
International Occultation Timing Association

Observatório de La Silla:
ESO
Telescópio de 3,6 metros (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Primeiro telescópio automático caça planetas (via UC Santa Cruz)
O novo telescópio do Observatório Lick, o APF (Automated Planet Finder), tem operado roboticamente noite após noite desde Janeiro à procura de planetas do tamanho da Terra em redor de estrelas próximas. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Quinteto de Stephan + 1
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Recolha e processamento - Robert Gendler e Judy Schmidt; Dados da imagem -  Telescópio Subaru (NAOJ), Arquivo de Dados do Hubble, R. Gendler
 
Na imagem encontra-se o primeiro grupo galáctico compacto identificado, o Quinteto de Stephan, construída com dados obtidos do Arquivo de Dados do Hubble e do Telescópio Subaru no cume do Mauna Kea. As galáxias do quinteto encontram-se perto do centro do campo, mas na realidade apenas quatro das cinco estão trancadas numa dança cósmica de encontros próximos e repetidos que ocorrem a cerca de 300 milhões de anos-luz de distância. A galáxia solitária, no entanto, é fácil de avistar. As galáxias em interacção, NGC 7319, 7318A, 7318B e 7317, têm um tom amarelado mais dominante. Também tendem a ter laços e caudas distorcidas, cultivadas sob a influência de marés gravitacionais perturbadoras. A galáxia mais azulada, NGC 7320, encontra-se no pano da frente a cerca de 40 milhões de anos-luz e não faz parte do grupo em interacção. Ainda assim, capturada no campo acima e para a esquerda do Quinteto de Stephan, encontra-se outra galáxia, NGC 7320C, que está também a 300 milhões de anos-luz de distância. Claro, se a incluíssemos, as quatro galáxias em interacção tornar-se-iam novamente num quinteto. O Quinteto de Stephan encontra-se dentro das fronteiras da grande constelação de Pégaso. À distância estimada das galáxias do quinteto, este campo de visão estende-se por mais de 500.000 anos-luz.
 

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