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Edição n.º 1180
30/06 a 02/07/2015
 
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10/07/15 - OBSERVAÇÃO NOTURNA
20:30 – 22:30 - Observação noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável)
Local: Hotel Vila Galé Albacora - Tavira

31/07/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 30/06: 181.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1905, Albert Einstein publica o artigo "Sobre a Electrodinâmica dos Corpos em Movimento", no qual introduz a relatividade especial.
Em 1908, ocorria o grande impacto de Tunguska na Sibéria.

Em 1971, três cosmonautas são encontrados mortos no seu veículo de regresso, Soyuz 11, depois de uma missão com problemas da Salyut 1. A tripulação morreu devido a uma de fuga de ar através de uma válvula. Permanecem os únicos humanos a não ter morrido na Terra.
Em 1972, é adicionado o primeiro segundo ao sistema UTC
Em 2001, era lançado o WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a partir do Centro Espacial Kennedy.
Observações: Vénus e Júpiter estão separados por apenas 0,22º! Júpiter está em cima e Vénus tem um crescente brilhante. Cabem ambos no campo de visão de um telescópio com baixa ou média ampliação. Na realidade, os planetas estão bastante separados no espaço. Vénus está a pouco mais de 77 milhões de quilómetros da Terra, Júpiter a mais de 900 milhões de quilómetros, quase 12 vezes mais distante. Caso o céu esteja nublado, não se preocupe, vão ficar bastante perto um do outro durante os próximos dias!

Dia 01/07: 182.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1770, o Cometa Lexell passa a uns meros 2,2 milhões de quilómetros da Terra, menos de 9 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Em 1917, o espelho de 2,5 m chega ao Monte Wilson.

O empresário John D. Hooker doou os fundos para o vidro, que foi o mesmo utilizado para as garrafas de vinho feito pela companhia de Saint Gobain em França.
Em 2004, inserção orbital da Cassini-Huygens em Saturno.
Em 2013, descoberta da lua S/2004 N 1 de Neptuno
Observações: Vénus e Júpiter estão hoje separados por 0,29º. Júpiter está agora para a direita de Vénus.
Ocultação de Calisto, entre as 21:55 e as 02:57 (já de dia 2).

Dia 02/07: 183.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1967, os satélites de raios-gama Vela 3 e 4, lançados com a intenção de detetar explosões de bombas nucleares, tornam-se famosos pela sua inesperada descoberta dos GRB's (explosões de raios-gama).
Em 1985, era lançada a missão Giotto. O seu objetivo era passar pelo cometa Halley e enviar de volta as primeiras imagens do núcleo de um cometa.

O primeiro encontro ocorreu a 13 de Março de 1986, a uma distância de 596 km. A Giotto também estudou o Cometa P/Grigg-Skjellerup durante a sua missão.
Em 2013, a União Astronómica Internacional dá os nomes Cérbero e Estige à 4.ª e 5.ª luas de Plutão, respetivamente.
Observações: Lua Cheia, pelas 03:20.
Trânsito de Ganimedes, entre as 18:25 e as 22:14.
A distância angular entre Vénus e Júpiter aumenta hoje para 0,54º.
Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 21:49 e as 01:38 (já de dia 3).

 
CURIOSIDADES


Sabia que o dia de hoje, 30 de junho, terá um segundo a mais? A NASA explica-lhe porquê.

 
OS PLANETAS PODEM REJUVENESCER EM REDOR DE ESTRELAS MORTAS?
Esta impressão de artista mostra um hipotético planeta "rejuvenescido" - um gigante gasoso que reclamou o seu brilho infravermelho da juventude. O Telescópio Espacial Spitzer da NASA encontrou evidências de um planeta deste género em órbita de uma estrela morta, chamada PG 0010+280.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Para um planeta, seria como um dia no spa. Depois de anos a envelhecer, um planeta massivo poderá, em teoria, alegrar-se com um brilho radiante e jovem. Os planetas rejuvenescidos, como são chamados, são apenas hipotéticos. Mas uma nova pesquisa do Telescópio Espacial Spitzer da NASA identificou um tal candidato, aparentemente com um aspeto milhares de milhões de anos mais jovem do que na realidade tem.

"Quando os planetas são jovens, brilham ainda com a luz infravermelha da sua formação," afirma Michael Jura da UCLA (University of California, Los Angeles), coautor de um novo artigo publicado na edição de 10 de junho da revista The Astrophysical Journal Letters. "Mas à medida que envelhecem e ficam mais frios, deixamos de os poder ver. Os planetas rejuvenescidos tornam-se visíveis novamente."

Como pode um planeta reclamar a essência da sua juventude? Há anos atrás, os astrónomos previram que alguns planetas gigantes, parecidos com Júpiter, podem acumular massa das suas estrelas moribundas. À medida que as estrelas como o nosso Sol envelhecem, incham até gigantes vermelhas e perdem gradualmente cerca de metade ou mais da sua massa, encolhendo até esqueletos estelares que chamamos de anãs brancas. As estrelas moribundas expelem ventos de material que caem para os planetas gigantes possivelmente em órbita nos confins do sistema estelar.

Assim, um planeta gigante pode inchar em massa e aquecer-se devido ao atrito sentido pelo material em queda. Este planeta mais velho, tendo arrefecido durante milhares de milhões de anos, irradiaria mais uma vez um brilho quente e infravermelho.

O novo estudo descreve uma estrela morta, ou anã branca, denominada PG 0010+280. Um estudante do projeto, Blake Pantoja, na altura na Universidade da Califórnia em Los Angeles, descobriu por acaso radiação infravermelha em redor desta estrela enquanto pesquisava dados obtidos pelo WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA. Uma pesquisa de acompanhamento levou a equipa a observações da estrela com o Spitzer, obtidas em 2006, que também mostravam o excesso de luz infravermelha.

Ao início, a equipa pensava que a luz infravermelha em excesso vinha provavelmente de um disco de material em redor da anã branca. Mais ou menos na última década, foram descobertos cada vez mais discos em torno destas estrelas mortas - cerca de 40 até agora. Pensava-se que os discos eram formados quando asteroides vagueavam demasiado perto das anãs brancas, sendo mastigados pelas suas intensas forças gravitacionais.

Outra evidência para a quebra de asteroides por anãs brancas vem de observações dos elementos nas anãs brancas. As anãs brancas devem conter apenas hidrogénio e hélio nas suas atmosferas, mas os investigadores encontraram sinais de elementos mais pesados - como o oxigénio, magnésio, silício e ferro - em aproximadamente 100 sistemas até à data. Os elementos são considerados restos de asteroides esmagados que poluem as atmosferas das anãs brancas.

Mas os dados da anã branca PG 0010+280 pelo Spitzer não encaixam bem com os modelos para os discos de asteroides, levando a equipa a debruçar-se sobre outras possibilidades. Talvez a radiação infravermelha seja proveniente de uma pequena estrela "falhada" companheira, chamada anã castanha - ou, ainda mais interessante, de um planeta rejuvenescido.

"Acho que a parte mais excitante desta pesquisa é que o excesso de luz infravermelha pode potencialmente vir de um planeta gigante, embora precisemos de mais trabalho para o provar," afirma Siyi Xu de UCLA e do ESO na Alemanha. "Se confirmado, dir-nos-á diretamente que alguns dos planetas podem sobreviver à fase de gigante vermelha das estrelas e estar presente em torno de anãs brancas."

No futuro, o Telescópio Espacial James Webb da NASA poderá ajudar a distinguir entre o brilho de um disco e o brilho de um planeta em redor de uma estrela morta, resolvendo o mistério. Mas, por agora, a busca por planetas rejuvenescidos - bem como a própria busca da fonte da juventude pela humanidade - perdura.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astrophysical Journal Letters
SPACE.com
PHYSORG
Discovery News

Anãs brancas:
Wikipedia
NASA

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

WISE:
Wikipedia
Arquivo de dados do WISE
NEOWISE
U. Berkeley

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Buracos negros inesperadamente monstruosos sugam rapidamente matéria em redor (via Telescópio Subaru)
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - As Estrelas do Triângulo de Verão
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Rogelio Bernal Andreo (Deep Sky Colors)
 
Nascendo ao início das noites de verão no hemisfério norte, estas três estrelas brilhantes formam o asterismo conhecido como o Triângulo de Verão. Altair, Deneb e Vega são as estrelas "alfa" das suas respetivas constelações, Águia, Cisne e Lira, aninhadas perto da Via Láctea. De brilho aparente semelhante, as três realmente são muito parecidas nestas imagens telescópicas, mas todas têm as suas próprias histórias estelares. A sua aparência similar esconde o facto de que as estrelas do Triângulo de Verão na realidade abrangem uma vasta gama de distâncias e luminosidades intrínsecas. Altair é uma estrela de sequência principal do tipo A, cerca de 10 vezes mais brilhante que o Sol e situada a 17 anos-luz, enquanto Vega é 30 vezes mais brilhante que o Sol e está a 25 anos-luz de distância. Deneb é uma supergigante com cerca de 54.000 vezes a luminosidade do Sol e está a aproximadamente 1400 anos-luz de distância. Claro, com um tom azul esbranquiçado, as estrelas do Triângulo de Verão são todas mais quentes que o Sol.
 

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