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Edição n.º 1197
28/08 a 31/08/2015
 
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EFEMÉRIDES

Dia 28/08: 240.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1789 Herschel descobria a lua de SaturnoEncelado.

Em 1859, uma tempestade geomagnética provoca auroras boreais tão fortes que puderam ser claramente observadas em partes dos EUA, Europa e até Japão.
Em 1993, "flyby" da sonda Galileu por Ida e Dactyl.
Observações: Quando fica completamente de noite, a constelação de Cassiopeia está alta a nordeste e a Ursa Maior já desceu a noroeste. No meio das duas constelações está a Estrela Polar.

Dia 29/08: 241.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, a nave Gemini V regressa à Terra, aterrando no Oceano Atlântico.

Observações: Lua Cheia, pelas 19:35. Para a esquerda da Lua (e um pouco para cima) encontra-se o Grande Quadrado de Pégaso, apoiado sobre um canto.

Dia 30/08: 242.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1983, missão STS-8 do vaivém Challenger. Foi o primeiro lançamento noturno do programa do vaivém espacial.
Em 1984, o vaivém Discovery fazia a sua viagem inaugural, a missão STS-41-D.

Em 1991, lançamento do observatório espacial solar Yohkoh do Japão.
Observações: A Lua alcança hoje o perigeu (distância mais próxima da Terra), cerca de 358.290 km, menos de um dia depois da sua fase Cheia. São de esperar marés maiores que o habitual.

Dia 31/08: 243.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1913 nascia Bernard Lovell, físico e radioastrónomo inglês. Foi o primeiro diretor do Observatório Jodrell Bank, desde 1945 até 1980.
Em 1998, a Coreia do Norte lança, alegadamente, o seu 1.º satélite, chamado Kwangmyŏngsŏng-1.

Observações: Procure a brilhante estrela Vega passando o zénite à medida que anoitece. Vega passa pelo zénite a latitudes médias norte de 39º (Lisboa).

 
CURIOSIDADES


Contagem mais recente de exoplanetas: 1950 planetas em 1233 sistemas planetários, 488 dos quais são múltiplos.

 
DESVENDANDO A HISTÓRIA DAS GALÁXIAS
Imagem de Messier 74 pelo Telescópio Hubble.
Crédito: NASA, ESA, Hubble Heritage (STScI/AURA) - ESA/Colaboração Hubble
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma equipa internacional de cientistas, liderada por astrónomos da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Cardiff, demonstrou pela primeira vez que as galáxias podem mudar a sua estrutura ao longo da sua vida.

Ao observar o céu como é hoje, e olhando para trás no tempo usando os telescópios Hubble e Herschel, a equipa mostrou que uma grande proporção de galáxias passou por uma "metamorfose" desde que foram inicialmente formadas após o Big Bang.

Ao fornecer a primeira evidência direta da dimensão dessa transformação, a equipa espera lançar luz sobre os processos que causaram essas mudanças dramáticas e, portanto, ganhar uma maior compreensão da aparência e das propriedades do Universo como o conhecemos hoje.

No seu estudo, que foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, os investigadores observaram cerca de 10.000 galáxias atualmente presentes no Universo usando um levantamento do céu criado pelos projetos ATLAS e GAMA do Herschel.

Os cientistas classificaram, então, as galáxias em dois tipos principais: galáxias planas, giratórias e em forma de disco (como a nossa Galáxia, a Via Láctea); e galáxias grandes e esféricas com grandes números de estrelas desordenadas.

Usando os telescópios Hubble e Herschel, os investigadores analisaram, em seguida, o Universo distante e, assim, mais para trás no tempo, a fim de observar as galáxias que se formaram pouco tempo depois do Big Bang.

Eles mostraram que 83% de todas as estrelas formadas desde o Big Bang estavam inicialmente localizadas numa galáxia em forma de disco.

No entanto, apenas 49% das estrelas que existem no Universo de hoje estão localizadas nestas galáxias em forma de disco - as restantes estão localizadas em galáxias esféricas.

Os resultados sugerem uma transformação enorme em que as galáxias em forma de disco se tornaram galáxias em forma esférica.

Uma teoria popular é que esta transformação foi provocada por muitas catástrofes cósmicas, em que duas galáxias de disco, ao vaguearem muito próximas uma da outra, foram obrigadas pela gravidade a fundir-se numa única galáxia, a fusão destruindo os discos e produzindo um grande amontoado de estrelas. Uma teoria oposta diz que a transformação foi um processo mais gentil, em que as estrelas formadas no disco moveram-se gradualmente para o seu centro e produziram um amontoado central de estrelas.

Steve Eales, autor principal do estudo, afirma: "Já se conhecia esta ideia de metamorfose, mas ao combinar dados do Herschel e Hubble, fomos pela primeira vez capazes de medir com precisão a extensão desta transformação. As galáxias são os blocos de construção do Universo, de modo que esta metamorfose representa uma das mudanças mais significativas em termos de aparência e propriedades dos últimos 8 mil milhões de anos."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Cardiff (comunicado de imprensa)
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Artigo científico (arXiv.org)
PHYSORG

Formação e evolução de galáxias:
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Observatório Espacial Herschel:
ESA (ciência e tecnologia)
ESA (centro científico)
ESA (página de operações)
NASA
Caltech
Wikipedia
ATLAS
GAMA

 
O PRIMEIRO ANO DE OBSERVAÇÕES CIENTÍFICAS DO GAIA
Mapa de densidade estelar da nossa Galáxia, a Via Láctea, e das vizinhas Nuvens de Magalhães, uma imagem que tem por base dados do satélite Gaia da ESA, indicando o número total de estrelas detetadas por segundo em cada dos campos de visão do satélite.
As regiões mais brilhantes indicam maiores concentrações de estrelas, enquanto regiões mais escuras correspondem a zonas do céu onde se observam menos estrelas.
O plano da Via Láctea, onde a maioria das estrelas residem, é evidentemente a porção mais brilhante da imagem, que corre horizontalmente e é especialmente brilhante no centro. As regiões mais escuras ao longo desta faixa, conhecida como Plano Galáctico, correspondem a nuvens interestelares e densas de gás e poeira que absorvem luz estelar ao longo da linha de visão.
O Plano Galáctico é a projeção no céu do disco galáctico, uma estrutura fina com um diâmetro de aproximadamente 100.000 anos-luz e uma altura vertical de apenas 1000 anos-luz.
Para lá do plano, são visíveis apenas alguns objetos, mais notavelmente a Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães, duas galáxias anãs que orbitam a Via Láctea, para a direita do centro da imagem e um pouco para baixo. Alguns enxames globulares - grandes aglomerados de até milhões de estrelas mantidos juntos pela gravidade mútua - também "salpicam " em redor do Plano Galáctico.
Crédito: ESA/GAIA; reconhecimento: Edmund Serpell
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Na passada sexta-feira, dia 21 de agosto, o observatório espacial Gaia da ESA completou o seu primeiro ano de observações científicas no seu modo principal de levantamento.

Depois do lançamento, no dia 19 de dezembro de 2013, e de uma longa órbita de seis meses durante o período de comissionamento, o satélite começou as suas observações científicas de rotina no dia 25 de julho de 2014. Localizado no ponto L2 de Lagrange, a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, o Gaia estuda estrelas e muitos outros objetos astronómicos enquanto gira, observando porções circulares do céu. Ao medir repetidamente as posições das estrelas com uma precisão extraordinária, o Gaia pode desvendar as suas distâncias e movimentos através da Via Láctea.

Durante os primeiros 28 dias, o Gaia operou num modo especial de estudo em que recolheu amostras de grandes círculos no céu, mas sempre incluindo os polos da eclíptica. Isto significa que o satélite observou as estrelas nessas regiões muitas vezes, fornecendo uma base de dados de valor inestimável para a calibração inicial do Gaia.

No final desta fase, no dia 21 de agosto de 2014, o Gaia deu início à sua operação primária, empregando uma lei de levantamento projetada para alcançar a melhor cobertura possível de todo o céu.

Desde o início da sua fase de rotina, o satélite registou 272 mil milhões de medições posicionais ou astrométricas, 54,4 mil milhões de pontos de dados fotométricos ou de brilho, e 5,4 mil milhões de espectros.

A equipa do Gaia passou um atarefado ano a processar e a analisar estes dados, a caminho de desenvolver os principais produtos científicos do Gaia, enormes catálogos públicos das posições, distâncias, movimentos e outras propriedades de mais de mil milhões de estrelas. Devido ao imenso volume de dados e à sua natureza complexa, isto requer um enorme esforço por parte de cientistas e de criadores de software por toda a Europa, que constituem o DPAC (Data Processing and Analysis Consortium) do Gaia.

"Os últimos doze meses foram muito intensos, mas estamos a aprender a lidar com os dados e estamos ansiosos pelos próximos quatro anos de operações nominais," afirma Timo Prusti, cientista do projeto Gaia da ESA.

"Estamos apenas a um ano de distância da primeira divulgação de dados do Gaia, um catálogo intermédio planeado para o verão de 2016. Com o primeiro ano de dados nas nossas mãos, estamos agora a meio caminho desse marco e somos capazes de apresentar alguns instantâneos preliminares que mostram que o observatório está a trabalhar bem e que o processamento de dados está no caminho certo."

O método de paralaxe para medir a distância a uma estrela.
Crédito: ESA/Medialab
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Como um exemplo da validação em curso, a equipa do Gaia foi capaz de medir a paralaxe para uma amostra inicial de dois milhões de estrelas.

A paralaxe é o movimento aparente de uma estrela contra um fundo distante observado ao longo de um período de um ano e resulta do movimento real da Terra em torno do Sol; isto é também observado pelo Gaia, uma vez que orbita o Sol ao lado da Terra. Mas a paralaxe não é o único movimento observado pelo Gaia: as estrelas também se movem através do espaço, o que chamamos de movimento próprio.

O Gaia fez uma média de aproximadamente 14 medições para cada estrela no céu, até agora, mas este número não é geralmente suficiente para separar a paralaxe dos movimentos próprios.

Para superar isto, os cientistas combinaram dados do Gaia com posições extraídas do catálogo Tycho-2, com base em dados obtidos entre 1989 e 1993 pelo antecessor do Gaia, o satélite Hipparcos.

Isto restringe a amostra a apenas dois milhões das mais de mil milhões de estrelas que o Gaia observou até agora, mas gera algumas ideias iniciais e úteis da qualidade dos seus dados.

Quanto mais perto uma estrela está do Sol, maior a sua paralaxe e, portanto, a paralaxe medida para uma estrela pode ser usada para determinar a sua distância. Por sua vez, a distância pode ser usada para converter o brilho aparente da estrela no brilho verdadeiro ou "luminosidade absoluta".

Os astrónomos traçam as magnitudes absolutas das estrelas contra as suas temperaturas - estimadas a partir das cores das estrelas - para gerar um "diagrama Hertzsprung-Russell", cujo nome honra dois cientistas do século XX que reconheceram que um tal diagrama poderia ser usado como uma ferramenta para compreender a evolução estelar.

Este gráfico mostra a luminosidade absoluta de quase um milhão de estrelas observadas pelo Gaia em função da sua cor. Os astrónomos chamam-lhe "diagrama Hertzsprung-Russell", em honra a dois astrónomos do século XX que reconheceram que um tal diagrama poderia ser usado como uma ferramenta para compreender a evolução estelar.
O diagrama é baseado numa combinação de dados do primeiro ano de observações do Gaia e dados anteriores obtidos por telescópios terrestres e espaciais.
Para estimar o brilho verdadeiro de uma estrela ou "magnitude absoluta", os astrónomos precisam saber a sua distância. As distâncias são estimadas a partir da paralaxe, o movimento aparente de uma estrela contra o fundo distante observado ao longo de um período de um ano e resultante do movimento verdadeiro da Terra em redor do Sol; isto também é observado pelo Gaia, pois orbita o Sol ao lado da Terra.
Mas a paralaxe não é o único movimento visto pelo Gaia: as estrelas também se movem pelo espaço, a que chamamos de movimento próprio.
Este diagrama preliminar fornece uma amostra do que a missão irá entregar nos próximos anos. Mais tarde, será possível compilar um "diagrama Hertzsprung-Russell" somente com base nos dados do Gaia.
Os pontos de dados parecem preencher algumas regiões características do diagrama, a maioria deles distribuídos diagonalmente desde o canto superior esquerdo até ao canto inferior direito: esta é a chamada sequência principal de estrelas, identificando todas as estrelas que queimam hidrogénio nos seus núcleos - uma fase que corresponde à maior parte do tempo de vida de uma estrela. Ao longo da sequência principal, as estrelas mais brilhantes e mais massivas estão localizadas na secção superior esquerda do diagrama, e as estrelas mais pequenas e menos brilhantes estão localizadas na secção inferior direita.
O grande grupo de pontos de dados na metade direita do gráfico identifica estrelas gigantes vermelhas: estrelas evoluídas que já esgotaram o hidrogénio nos seus núcleos. À medida que os seus núcleos colapsam sob o seu próprio peso, as camadas exteriores dessas estrelas incham, criando invólucros enormes, frios e avermelhados.
Crédito: ESA/Gaia/DPAC/IDT/FL/DPCE/AGIS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"O nosso primeiro diagrama Hertzsprung-Russell, com luminosidades absolutas baseadas no primeiro ano do Gaia e no catálogo Tycho-2, e informações de cor obtidas em observatórios terrestres, dá-nos uma amostra do que a missão vai proporcionar nos próximos anos," afirma Lennart Lindegren, professor na Universidade de Lund e um dos proponentes originais da missão Gaia.

Dado que o Gaia tem vindo a realizar estudos repetidos do céu para medir os movimentos das estrelas, também tem sido capaz de detetar se alguma mudou de brilho e, ao fazê-lo, começou a descobrir alguns objetos astronómicos muito interessantes.

O Gaia detetou centenas de fontes transientes até agora, sendo a primeira uma supernova no dia 30 de agosto de 2014. Estas deteções são rotineiramente partilhadas com a comunidade em geral, logo que são avistadas sob a forma de "Alertas científicos", permitindo o acompanhamento rápido por telescópios terrestres a fim de determinar a sua natureza.

Uma dessas fontes transientes foi observada a passar por uma explosão repentina e dramática que aumentou o seu brilho por um fator de cinco. Concluiu-se que o Gaia tinha descoberto o que se chama de "variável cataclísmica", um sistema binário no qual uma das estrelas, uma anã branca quente, devora massa da companheira estelar normal, levando a explosões de luz à medida que o material é ingerido. O sistema também acabou por ser um binário eclipsante, em que a relativamente maior estrela normal passa diretamente em frente da mais pequena, mas mais brilhante, anã branca, tapando-a periodicamente a partir do ponto de vista da Terra.

Invulgarmente, ambas as estrelas neste sistema parecem ter uma abundância de hélio mas pouco hidrogénio. Os dados da descoberta do Gaia e observações de acompanhamento podem ajudar os astrónomos a melhor compreender como as duas estrelas perderam o seu hidrogénio.

A nebulosa planetária conhecida como Nebulosa Olho de Gato ou NGC 6543, observada pelo Telescópio Espacial Hubble (imagem de fundo) e pelo satélite Gaia da ESA (pontos azuis). Está localizada a cerca de 3000 anos-luz de distância.
Entre julho e agosto de 2014, enquanto o Gaia levava a cabo muitas observações de várias zonas do céu perto dos polos eclípticos, o satélite fez mais de 200 observações da Nebulosa Olho de Gato, localizada perto do polo norte da eclíptica. Ao fazê-lo, registou mais de 84.000 deteções que traçam com precisão os intricados filamentos gasosos por que tais objetos são famosos.
Crédito: NASA/ESA/HEIC/Equipa de Arquivo do Hubble/STScI/AURA (imagem de fundo); ESA/Gaia/DPAC/UB/IEEC (pontos azuis)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O Gaia também descobriu uma grande variedade de estrelas cujo brilho sofre mais alterações regulares ao longo do tempo. Muitas destas descobertas foram feitas entre julho e agosto de 2014, enquanto o Gaia realizava bastantes observações subsequentes de algumas áreas do céu perto dos polos eclípticos. Esta sequência de observações e amostras tornou possível a descoberta e o estudo de estrelas variáveis localizadas nestas regiões.

A famosa Grande Nuvem de Magalhães (GNM), uma galáxia anã satélite da nossa Via Láctea, está Localizada perto do polo sul da eclíptica. O Gaia forneceu curvas de luz detalhadas de dúzias de estrelas variáveis do tipo RR Lyrae na GNM e os detalhes revelados nas mesmas atestam a alta qualidade dos dados.

Outro objeto curioso estudado durante a mesma fase da missão: a Nebulosa Olho de Gato. Também conhecida como NGC 6543, é uma nebulosa planetária situada perto do polo norte da eclíptica.

As nebulosas planetárias são formadas quando as camadas exteriores de uma velha estrela de baixa massa são expelidas e interagem com o meio interestelar circundante, deixando para trás uma anã branca compacta. O Gaia fez mais de 200 observações da Nebulosa Olho de Gato e registou mais de 84.000 deteções que traçam com precisão os intricados filamentos gasosos por que tais objetos são famosos. À medida que as observações continuam, o Gaia será capaz de ver a expansão dos nós nebulares, nesta e noutras nebulosas planetárias.

Mais perto de casa, o Gaia detetou uma grande quantidade de asteroides, pequenos corpos rochosos que povoam o nosso Sistema Solar, principalmente entre as órbitas de Marte e Júpiter. Tendo em conta que estão relativamente próximos e que orbitam o Sol, os asteroides movem-se contra o fundo estelar nas imagens astronómicas, aparecendo num instantâneo de um determinado campo, mas não em imagens do mesmo campo obtidas em momentos posteriores.

Esta imagem mostra as deteções de asteroides ao longo de oito meses de dados do Gaia, em comparação com as posições no céu de uma amostra de 50.000 asteroides conhecidos. A cor nos pontos de dados é uma indicação da precisão das deteções, mostrando a separação no céu entre a posição observada da deteção do Gaia e a posição esperada de cada asteroide: o azul indica maior precisão, e o verde e vermelho menor precisão.
As regiões que mostram menor precisão de deteções de asteroides correspondem a zonas do céu onde a densidade estelar é muito alta, complicando assim o processo de identificação.
Crédito: ESA/Gaia/DPAC/CU4, L. Galluccio, F. Mignard, P. Tanga (Observatoire de la Côte d'Azur)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas do Gaia desenvolveram um software especial para procurar estes "outliers", combinando-os com as órbitas de asteroides conhecidos a fim de os remover dos dados que estão sendo usados para estudar estrelas. Mas, por sua vez, esta informação será utilizada para caracterizar asteroides conhecidos e para descobrir milhares de novos.

Finalmente, além das medições astrométricas e fotométricas, o Gaia tem recolhido espectros de muitas estrelas. Estes dados serão utilizados para determinar os movimentos das estrelas ao longo da linha de visão medindo ligeiras mudanças nas posições das linhas de absorção no seu espectro devido ao efeito Doppler. Mas nos espectros de algumas estrelas quentes, o Gaia também observou linhas de absorção em gás de material interestelar de primeiro plano, o que permitirá aos cientistas medir a sua distribuição.

"Estes estudos iniciais demonstram a qualidade dos dados recolhidos até agora pelo Gaia e as capacidades de processamento. Os produtos finais dos dados ainda não estão prontos, mas estamos trabalhando arduamente para fornecer o primeiro no próximo ano," conclui Timo.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
SpaceDaily
PHYSORG

Gaia:
ESA
ESA - 2
SPACEFLIGHT101
Wikipedia

Satélite Hipparcos:
ESA
Wikipedia

Pontos de Lagrange:
ESA
NASA
Wikipedia

Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
SEDS

Eclíptica:
Wikipedia
Polos da eclíptica (Wikipedia)

Paralaxe:
Wikipedia
Paralaxe estelar (Wikipedia)

Movimento próprio:
Wikipedia

Magnitude absoluta:
Wikipedia

Diagrama Hertzsprung–Russell:
Wikipedia

Variável cataclísmica:
STScI
Wikipedia

Nebulosa Olho de Gato:
Hubble (ESA)
Wikipedia

 
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Astrónomos descobriram evidências de uma nuvem de eletrões desvanecida que "voltou à vida", muito parecida com a mítica fénix, depois da colisão de dois enxames de galáxias. Esta "fénix de rádio", assim chamada porque os eletrões de alta energia irradiam principalmente em frequências de rádio, encontra-se em Abell 1033. O sistema está localizado a cerca de 1,6 mil milhões de anos-luz da Terra. Ler fonte
     
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Grande Nuvem de Magalhães
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Carlos Fairbairn
 
O navegador português do século XVI, Fernão de Magalhães, e a sua tripulação, tiveram muito tempo para estudar o céu do hemisfério sul durante a primeira circum-navegação do planeta Terra. Como resultado, os dois objetos difusos facilmente visíveis a olho nu para os observadores do hemisfério sul são conhecidos como as Nuvens de Magalhães, que se sabe agora serem galáxias satélites da nossa muito maior Galáxia, a Via Láctea. A cerca de 160.000 anos-luz de distância na direção da constelação de Dourado, a Grande Nuvem de Magalhães é aqui vista nesta incrivelmente detalhada imagem. Abrangendo cerca de 15.000 anos-luz, é a galáxia satélite mais massiva da Via Láctea e o lar da supernova mais próxima dos tempos modernos, SN 1987A. A mancha proeminente por baixo do centro é 30 Dourado, também conhecida como a magnífica Nebulosa da Tarântula, uma região gigante de formação estelar com mais ou menos 1000 anos-luz de diâmetro.
 

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