Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.
Edição n.º 1474
24/04 a 26/04/2018
 
Siga-nos:      
 

27/04/18 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + PALESTRA
21:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 24/04: 114.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1967, o cosmonauta Vladimir Komarov morre a bordo da Soyuz 1, quando o pára-quedas se recusa a abrir. É o primeiro ser humano a morrer numa missão espacial.
Em 1970, é lançado o primeiro satélite chinês, o Dong Fang Hong I.
Em 1971, a Soyuz 10 acopla com a Salyut 1. 
Em 1990, STS-31: o telescópio espacial Hubble é lançado a bordo do vaivém Discovery.

Em 1992, o COBE envia dados que confirmam a existência de flutuações de temperatura na radiação de fundo dos confins do Universo. Esta observação suporta a teoria do Big Bang.
Em 2007, Gliese 581 d é descoberto por um observatório chileno, que se acredita ser um exoplaneta habitável.
Observações: A Lua brilha esta noite muito perto de Régulo, a estrela mais brilhante da constelação de Leão.
Ocultação de Io, entre as 21:36 e as 23:47.

Dia 25/04: 115.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1983 a sonda Pioneer 10 passava para além da órbita de Plutão.
Em 1990, astronautas a bordo do vaívem espacial Discovery (STS-31) colocam o Telescópio Espacial Hubble em órbita. 

Observações: Arcturo é a estrela mais brilhante a este por estas noites. Espiga brilha a cerca de três punhos à distância do braço esticado para baixo e para a direita. Para a direita de Espiga, a cerca de metade da anterior distância, está o padrão distintivo constituído por quatro estrelas da constelação de Corvo.

Dia 26/04: 116.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1803, milhares de fragmentos de meteoros caem sobre os céus de L'Aigle, França; o evento convence a ciência europeia da existência dos meteoros.
Em 1920 decorria o debate Shapley-Curtis sobre a natureza e distância das "nebulosas" espirais, na Academia Nacional de Ciências em Washington, D.C.. Shapley acreditava que a Via Láctea era todo o Universo, enquanto Curtis apoiava a teoria de um "universo ilha".
Em 1933 nascia Arno Penzias, que ganhou o prémio Nobel pelo seu contributo na descoberta da radiação cósmica de fundo.
Em 1962, a sonda Ranger 4 da NASA colide com a Lua.

Em 1994, físicos anunciam a primeira evidência da partícula subatómica T-quark.
Observações: Eclipse de Ganimedes, entre as 04:02 e as 06:25.
Vire-se para norte depois do cair da noite, olhe bem alto e aí encontrará as "Guias", as estrelas da extremidade da "frigideira" de Ursa Maior, apontando para baixo até à Polar.

 
CURIOSIDADES

Úrano cheira a ovos podres.
 
HUBBLE CELEBRA 28.º ANIVERSÁRIO COM UMA VIAGEM PELA NEBULOSA DA LAGOA
Para celebrar o seu 28.º aniversário no espaço, o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA obteve esta incrível e colorida imagem da Nebulosa da Lagoa. O todo da nebulosa, a cerca de 4000 anos-luz de distância, mede uns incríveis 55 anos-luz de largura e 20 anos-luz de altura. Esta imagem mostra apenas uma pequena fração da turbulenta região de formação estelar, com cerca de 4 anos-luz de diâmetro.
Esta impressionante nebulosa foi catalogada pela primeira vez em 1654 pelo astrónomo italiano Giovanni Battista Hodierna, que tentou registar objetos nebulosos no céu noturno para que não se confundissem com cometas. Desde as observações de Hodierna, a Nebulosa da Lagoa foi fotografada e analisada por muitos telescópios e astrónomos de todo o mundo.
As observações foram obtidas pelo instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) do Hubble entre 12 e 18 de fevereiro de 2018.
Crédito: NASA, ESA, STScI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Esta nuvem colorida de gás interestelar brilhante é apenas uma pequena parte da Nebulosa da Lagoa, um vasto berçário estelar. Esta nebulosa é uma região repleta de intensa atividade, com ventos ferozes de estrelas quentes, chaminés giratórias de gás e formação estelar energética, tudo embebido num labirinto nublado de gás e poeira. O Hubble usou os seus instrumentos óticos e infravermelhos para estudar a nebulosa, observada para celebrar o 28.º aniversário do Hubble.

Desde o seu lançamento no dia 24 de abril de 1990, o Telescópio Espacial Hubble revolucionou quase todas as áreas da astronomia observacional. Forneceu uma nova visão do Universo e alcançou e superou todas as expetativas por 28 extraordinários anos. Para celebrar o legado do Hubble e a longa parceria internacional que torna isso possível, cada ano a ESA e a NASA celebram o aniversário do telescópio com uma nova e espetacular imagem. A fotografia do aniversário deste ano realça um objeto que já foi observado várias vezes no passado: a Nebulosa da Lagoa.

Para celebrar o seu 28.º aniversário no espaço, o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA obteve esta incrível e colorida imagem da Nebulosa da Lagoa. Usando as suas capacidades infravermelhas, o telescópio foi capaz de penetrar através das espessas nuvens de poeira e gás.
A diferença mais óbvia entre a imagem infravermelha e a visível da região é a abundância de estrelas que preenchem o campo de visão. A maior parte delas estão mais distantes, estrelas de fundo localizadas para lá da nebulosa. No entanto, algumas são estrelas jovens localizadas no interior da própria Nebulosa da Lagoa.
Crédito: NASA, ESA, STScI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A Nebulosa da Lagoa é um objeto colossal com 55 anos-luz de largura e 20 anos-luz de altura. Embora esteja a cerca de 4000 anos-luz da Terra, é três vezes maior no céu do que a Lua Cheia. É até visível a olho nu sob céus limpos e escuros. Como é relativamente grande no céu noturno, o Hubble só consegue captar uma pequena porção da nebulosa total. Esta imagem tem apenas cerca de quatro anos-luz de diâmetro, mas mostra detalhes impressionantes.

A inspiração para o nome da nebulosa pode não ser imediatamente óbvia nesta imagem. Torna-se mais clara apenas com um campo de visão mais amplo, quando a grande corrente de poeira em forma de lagoa que atravessa o gás brilhante da nebulosa pode ser discernida. No entanto, esta nova imagem ilustra uma cena no coração da nebulosa.

Tal como muitos berçários estelares, a nebulosa possui muitas estrelas grandes e quentes. A sua radiação ultravioleta ioniza o gás circundante, fazendo-o brilhar intensamente e esculpindo-o em formas fantasmagóricas do outro mundo. A estrela brilhante incrustada nas nuvens escuras no centro da imagem é Herschel 36. A sua radiação esculpe a nuvem circundante, soprando parte do gás, criando regiões densas e menos densas.

Esta imagem pelo DSS (Digitized Sky Survey) mostra a área em torno da Nebulosa da Lagoa, também conhecida como Messier 8. Esta nebulosa tem ventos intensos de estrelas quentes, funis giratórios de gás e formação estelar energética, características estas embebidas dentro de uma neblina intricada de gás e poeira escura.
Crédito: NASA, ESA, DSS2 (reconhecimento: Davide De Martin)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Entre as esculturas criadas por Herschel 36 estão dois furacões interestelares - estruturas estranhas semelhantes a cordas, cada uma medindo meio ano-luz em comprimento. Estas características são bastante parecidas aos seus homónimos da Terra - pensa-se que sejam envolvidas em formas parecidas a funis por diferenças de temperatura entre as superfícies quentes e os interiores frios das nuvens. Nalgum momento futuro, estas nuvens entrarão em colapso sob o seu próprio peso e darão origem a uma nova geração de estrelas.

O Hubble observou a Nebulosa da Lagoa não apenas no visível, mas também no infravermelho. Embora as observações óticas permitam que os astrónomos estudem o gás em detalhe, a radiação infravermelha corta através das manchas escuras de poeira e gás, revelando as estruturas mais intricadas por baixo e as estrelas jovens escondidas no interior. Somente combinando dados óticos e infravermelhos podem os astrónomos pintar um quadro completo dos processos em andamento na nebulosa.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Voando através da Nebulosa da Lagoa (NASA via YouTube)
Hubblesite
SPACE.com
Popular Science
Astronomy Now
PHYSORG
ScienceDaily
Wired
Gizmodo
UPI

Nebulosa da Lagoa (M8):
Wikipedia
SEDS

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
AS ESTRELAS NASCEM EM AGRUPAMENTOS SOLTOS

Com base em dados previamente publicados da missão Gaia, investigadores da Universidade de Heidelberg derivaram as condições sob as quais as estrelas se formam. O satélite Gaia está a medir as posições tridimensionais e os movimentos das estrelas na Via Láctea com uma precisão sem precedentes. Usando esses dados, o Dr. Jacob Ward e o Dr. Diederik Kruijssen determinaram as posições, distâncias e velocidades de um grande número de jovens estrelas massivas em 18 agrupamentos estelares próximos. Os investigadores conseguiram demonstrar que não há evidência alguma de que essas associações estejam a se expandir. Portanto, não podem ter sido formados como um enxame denso e, de seguida, crescido para o seu tamanho atual.

Impressão de artista do satélite Gaia, com a Via Láctea no plano de fundo.
Crédito: ESA/ATG medialab; imagem de fundo: ESO/S. Burner
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O modelo de longa data da formação estelar sustenta que a maioria, se não todas as estrelas, se formam em aglomerados estelares relativamente densos. Os especialistas referem-se a este como o modelo "monolítico" da formação das estrelas. Com base nesse modelo, cada agrupamento de jovens estrelas observáveis atualmente deve ter origem num ou mais enxames densos. Depois da formação das estrelas, estes enxames expeliram o gás molecular restante e foram capazes de se expandir devido à perda da massa gravitacionalmente ligada. Os aglomerados menos densos de hoje teriam se formado dessa forma e, portanto, milhões de anos depois, evidenciariam sinais claros de forte expansão.

Para os Drs. Ward e Kruijssen, os resultados da sua investigação indicam claramente que o modelo "monolítico" de formação estelar simplesmente não é viável. Ambos os cientistas preferem outra explicação, a saber, que apenas uma pequena fração das estrelas nascem dentro de aglomerados densos. Ao invés, as estrelas formam-se em gigantescas nuvens de gás molecular numa ampla faixa de densidades. Este modelo "hierárquico" de formação estelar explica os enxames estelares de hoje e as associações com uma variedade de densidades que não mostram sinais de expansão adicional.

A próxima divulgação de dados da missão Gaia está marcada para o dia 25 de abril. Até lá, terão sido recolhidos dados sobre mais de mil milhões de estrelas - pelo menos 500 vezes mais do que os dois milhões de estrelas incluídas neste estudo inicial. Jacob Ward e Diederik Kruijssen esperam que estes novos dados os permitam expandir o seu estudo a, potencialmente, centenas de grupos estelares soltos, conhecidos como Associações OB, e aprofundar ainda mais a questão de como as estrelas nascem.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Heidelberg (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
PHYSORG

Formação estelar:
Wikipedia

Associações OB:
Wikipedia

Gaia:
ESA
ESA - 2
Arquivo de dados do Gaia
SPACEFLIGHT101
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Inteligência Artificial derrota astrónomos na previsão de habitabilidade de exoplanetas (via Sociedade Astronómica Real)
A Inteligência Artificial está a dar aos cientistas uma nova esperança para o estudo da habitabilidade dos planetas. O trabalho olha para os chamados "Tatooines" e usa técnicas de aprendizagem de máquina para calcular a probabilidade de tais planetas sobreviverem em órbitas estáveis. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Nebulosa Cabeça de Cavalo Azul no Infravermelho
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: WISEIRSANASA; Processamento e direitos de autor: Francesco Antonucci
 
A Nebulosa Cabeça de Cavalo Azul parece bem diferente no infravermelho. No visível, a poeira refletora da nebulosa parece azul e em forma de uma cabeça de cavalo. No entanto, no infravermelho emerge um complexo labirinto de filamentos, cavernas e casulos de poeira e gás brilhante, dificultando a identificação do ícone equino. A imagem em destaque da nebulosa foi criada em três cores infravermelhas (Vermelho=22, Verde=12, Azul=4,6 micrómetros) a partir de dados obtidos pela nave WISE (Wide Field Infrared Survey Explorer) da NASA. A nebulosa está catalogada como IC 4592 e estende-se por cerca de 40 anos-luz, a aproximadamente 400 anos-luz de distância na direção da constelação de Escorpião, ao longo do plano da nossa Via Láctea. IC 4592 é mais ténue, mas cobre uma região angularmente maior do que a mais conhecida Nebulosa Cabeça de Cavalo de Orionte. A estrela que predominantemente ilumina e aquece a poeira é Nu Scorpii, visível como a estrela amarela para a esquerda do centro.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2018 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve