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Edição n.º 1538
04/12 a 06/12/2018
 
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EFEMÉRIDES

Dia 04/12: 338.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1639, Jeremiah Horrocks fazia a primeira observação, de que há registo, de um trânsito de Vénus.
Em 1965, lançamento da missão Gemini 7.

Frank Borman e James A. Lovell Jr. completam um voo de 14 dias, ao todo 220 órbitas. A missão tinha dois objetivos: estudar os efeitos a longo-prazo do voo espacial e fazer o "rendezvous" com a Gemini 6
Em 1978, a sonda americana Pioneer/Venus torna-se na primeira a orbitar Vénus.
Em 1996, é lançada a Mars Pathfinder.
Em 1998, é lançado o módulo Unity, o segundo módulo da Estação Espacial Internacional.
Observações: Nesta altura do ano, a Ursa Maior está bastante baixa pouco depois do anoitecer. Está inteiramente escondida pelo horizonte se se encontrar a 25º N. Mas, pela meia-noite, a Ursa já está apoiada na sua "pega" e numa boa posição para observação a nordeste.
Entretanto, bem acima, a "frigideira" da Ursa Menor desce com o passar da noite, para baixo e para a esquerda da Estrela Polar. Pelas 22 ou 23, apoia-se na Polar, como se esta fosse um prego celeste.

Dia 05/12: 339.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1901, nascia Werner Heisenberg, físico teórico alemão e um dos pioneiros da mecânica quântica. Recebeu o prémio Nobel da Física em 1932.
Em 1990, a primeira fotografia (galáxia NGC 1232 em Erídano) tirada com o telescópio Keck é publicada no Los Angeles Times.

Em 2001, é lançada a missão Expedition 4, rumo à ISS.
Em 2014, o primeiro voo de testes da nave Orion da NASA. 
Observações: O "W" de Cassiopeia apoia-se agora na vertical, muito alto a nordeste. A estrela mais baixa do "W" é Epsilon Cassiopeiae. É o seu ponto de partida para caçar o pouco conhecido enxame estelar Collinder 463, largo e solto mas visível com binóculos. Está 8º para norte de Epsilon, rodeado por um bonito quadrilátero de estrelas de 4.ª e 5.ª magnitudes com aproximadamente 3º de largura.
Neptuno na sua quadratura este, pelas 22:09.

Dia 06/12: 340.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1586 nascia Niccolò Zucchi, astrónomo, físico e jesuita italiano. Pode ter sido o primeiro a ver as bandas de Júpiter (no dia 17 de maio de 1630), e reportou manchas em Marte em 1640. No seu livro, "Optica philosophia experimentis et ratione a fundamentis constituta", publicado em 1652-56, descrevia experiências ocorridas em 1616 com um espelho curvo em vez de uma lente como objetiva telescópica, o que pode ser a descrição mais antiga de um telescópio refletor.
Em 1957, uma explosão na plataforma de lançamento da Vanguard TV3 impede a primeira tentativa dos EUA lançarem um satélite para órbita terrestre.

Em 2006, a NASA revela fotografias obtidas pela Mars Global Surveyor, sugerindo a presença de água líquida em Marte.
Observações: Neptuno está muito perto de Marte. Esta noite, Neptuno está a apenas 1/3º de Marte - que é 1400 vezes mais brilhante! Procure Neptuno com o seu telescópio para este-nordeste de Marte, e depois use uma grande ampliação para ver que é não-estelar.

 
CURIOSIDADES

Sabia que a Via Láctea é deformada? O seu disco está longe de ser perfeitamente plano (a imagem acima é da galáxia ESO 510-13, parecida com a nossa). Os astrónomos atribuem a "culpa" às Nuvens de Magalhães.
 
CIENTISTAS MEDEM TODA A LUZ ESTELAR JÁ PRODUZIDA PELO UNIVERSO OBSERVÁVEL

A partir dos seus laboratórios, num planeta rochoso superado pela vastidão do espaço, cientistas da Universidade de Clemson conseguiram medir toda a luz estelar já produzida ao longo da história do Universo observável.

Os astrofísicos pensam que o nosso Universo, que tem cerca de 13,7 mil milhões de anos, começou a formar as primeiras estrelas quando tinha algumas centenas de milhões de anos. Desde então, o Universo tornou-se numa verdadeira máquina de fazer estrelas. Existem agora aproximadamente 2 biliões de galáxias (2x10^12) e um quatrilião (10^24) de estrelas. Usando novos métodos de medição de luz estelar, o astrofísico Marco Ajello e a sua equipa analisaram dados do Telescópio Espacial de Raios-Gama Fermi da NASA para determinar a história da formação estelar durante a maior parte do tempo de vida do Universo.

O artigo colaborativo foi publicado na edição de 30 de novembro da revista Science e descreve os resultados e as ramificações do novo processo de medição da equipa.

O astrofísico de Clemson, Marco Ajello, e a sua equipa, mediram toda a luz já emitida na história do Universo observável.
Crédito: Pete Martin/College of Science
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A partir dos dados recolhidos pelo telescópio Fermi, fomos capazes de medir a quantidade total de luz estelar já emitida. Isto nunca tinha sido feito antes," realça Ajello, autor principal do artigo. "A maior parte dessa luz é emitida por estrelas que vivem em galáxias. E, assim, isso permitiu-nos entender melhor o processo de evolução estelar e obter perceções cativantes sobre como o Universo produziu o seu conteúdo luminoso."

Colocar um número na quantidade de luz estelar já produzida tem várias variáveis que dificultam a quantificação em termos simples. Mas, de acordo com a nova medição, o número de fotões (partículas de luz visível) que escaparam para o espaço após serem emitidos pelas estrelas traduz-se em 4x10^84.

Dito de outra forma: 4.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000. 000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 fotões.

Apesar deste número estupendamente grande, é interessante notar que, à exceção da luz que vem do nosso próprio Sol e da Galáxia, o resto da luz estelar que alcança a Terra é extremamente fraca - equivalente a uma lâmpada de 60 watts, vista em completa escuridão, a cerca de 4 km de distância. Isto porque o Universo é quase incompreensivelmente grande. É também por isso que o Universo é escuro à noite, além da luz da Lua, das estrelas visíveis do brilho fraco da Via Láctea.

O Telescópio Espacial de Raios-Gama Fermi foi lançado para órbita no dia 11 de junho de 2008 e recentemente comemorou o seu 10.º aniversário. É um poderoso observatório que forneceu quantidades enormes de dados sobre raios-gama (a forma mais energética de luz) e sobre a sua interação com a luz extragalática de fundo, que é uma névoa cósmica composta por toda a luz ultravioleta, visível e infravermelha emitida por estrelas ou poeira na sua vizinhança. Ajello e o colega de pós-doutoramento Vaidehi Paliya analisaram quase nove anos de dados referentes a sinais de raios-gama de 739 blazares.

Os blazares são galáxias contendo buracos negros que são capazes de libertar jatos estreitamente colimados de partículas energéticas que saltam das suas galáxias e cruzam o cosmos quase à velocidade da luz. Quando um desses jatos está, fortuitamente, apontado diretamente para a Terra, é detetável mesmo quando tem uma origem muito distante. Os fotões de raios-gama produzidos dentro dos jatos eventualmente colidem com a névoa cósmica, deixando uma impressão observável. Isso permitiu que a equipa de Ajello medisse a densidade do nevoeiro, não apenas num determinado local, mas também num determinado momento da história do Universo.

"Os fotões de raios-gama que viajam através de um nevoeiro de luz estelar têm uma grande probabilidade de serem absorvidos," afirma Ajello, que é professor assistente no departamento de física e astronomia. "Ao medir o número de fotões absorvidos, fomos capazes de medir a espessura da névoa e medir também, em função do tempo, quanta luz havia em toda a faixa de comprimentos de onda."

Usando levantamentos galácticos, a história da formação estelar do Universo é estudada há décadas. Mas um obstáculo enfrentado por investigações anteriores era que algumas galáxias estavam muito distantes, ou eram muito fracas, para qualquer telescópio atual as detetar. Isto obrigou os cientistas a estimar a luz das estrelas produzida por essas galáxias distantes, em vez de a registar diretamente.

A equipa de Ajello conseguiu contornar isso usando os dados do LAT (Large Area Telescope) do Fermi para analisar a luz extragalática de fundo. A luz estelar que escapa das galáxias, incluindo as mais distantes, acaba eventualmente por se tornar parte da luz extragalática de fundo. Portanto, as medições precisas dessa névoa cósmica, que só recentemente foram possíveis, eliminaram a necessidade de estimar as emissões de luz de galáxias ultradistantes.

Construído usando nove anos de observações pelo LAT do Fermi, este mapa mostra como o céu em raios-gama aparece em energias acima dos 10 mil milhões eV (eletrão-volt). O plano da nossa Via Láctea percorre o meio da imagem. As cores mais brilhantes indicam fontes mais brilhantes de raios-gama.
Crédito: NASA/DOE/Colaboração LAT do Fermi
(clique na imagem para ver versão maior)

 

Paliya realizou a análise de raios-gama de todos os 739 blazares, cujos buracos negros são milhões a milhares de milhões de vezes mais massivos que o nosso Sol.

"Usando blazares a distâncias diferentes, medimos a luz das estrelas em diferentes períodos de tempo," explica Paliya do departamento de física e astronomia. "Nós medimos a luz estelar total de cada época - há mil milhões de anos, há dois mil milhões de anos, seis mil milhões de anos, etc. - até à formação das primeiras estrelas. Isto permitiu-nos reconstruir a luz extragalática de fundo e determinar a história da formação estelar do Universo de uma maneira mais eficaz do que havia sido alcançada antes."

Quando os raios-gama altamente energéticos colidem com luz visível de baixa energia, transformam-se em pares de eletrões e positrões. Segundo a NASA, a capacidade do Fermi em detetar raios-gama através de uma ampla gama de energias torna-o especialmente adequado para mapear a névoa cósmica. Estas interações de partículas ocorrem ao longo de distâncias cósmicas imensas, o que permitiu que o grupo de Ajello investigasse mais profundamente do que nunca a produtividade de formação estelar no Universo.

"Os cientistas há muito tempo que tentam medir a luz extragalática de fundo. No entanto, fontes muito luminosas no plano da frente, como a luz zodiacal (que é luz espalhada pela poeira no Sistema Solar) tornavam esta medição muito complexa," afirma o coautor Abhishek Desai, assistente de pesquisa no departamento de física e astronomia. "A nossa técnica é insensível a qualquer primeiro plano e, assim, superou essas dificuldades de uma só vez."

A formação estelar, que ocorre quando regiões densas de nuvens moleculares colapsam e formam estrelas, atingiu o pico há 11 mil milhões de anos. Mas embora o nascimento de novas estrelas tenha diminuído desde então, nunca cessou. Por exemplo, na nossa Via Láctea nascem cerca de sete novas estrelas por ano.

De acordo com o membro da equipa Dieter Hartmann, professor no departamento de física e astronomia de Clemson, o estabelecimento, não apenas da luz extragalática de fundo atual, mas da revelação da sua evolução ao longo da história cósmica, é um grande avanço neste campo.

"A formação estelar é um grande ciclo cósmico de reciclagem de energia, matéria e metais. É o motor do Universo," salienta Hartmann. "Sem a evolução estelar, não teríamos os elementos fundamentais necessários para a existência da vida."

A compreensão da formação estelar também tem ramificações para outras áreas de estudo astronómico, incluindo investigações sobre a poeira cósmica, evolução galáctica e matéria escura. A análise da equipa irá fornecer missões futuras com uma diretriz para explorar os primeiros dias da evolução estelar - como o Telescópio Espacial James Webb, com lançamento previsto para 2021 e que vai permitir com que os cientistas cacem a formação de galáxias primordiais.

"Os primeiros milhares de milhões de anos da história do nosso Universo é uma época muito interessante que ainda não foi investigada pelos satélites atuais," conclui Ajello. "A nossa medição permite-nos espiar esta época. Talvez um dia possamos encontrar uma maneira de olhar até ao Big Bang. Este é o nosso objetivo final."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Clemson (comunicado de imprensa)
Artigo científico (Science)
Cientista de Clemson mede luz estelar (Clemson via YouTube)
Rastreando a história da luz estelar com o Fermi da NASA (NASA Goddard via YouTube)
EurekAlert!
Astronomy
SPACE.com
Discover
ScienceDaily
New Scientist
COSMOS
Science alert
ScienceNews
Popular Science
PHYSORG
Forbes

Formação estelar:
Wikipedia

Universo:
A expansão acelerada do Universo (Wikipedia)
Lei de Hubble (Wikipedia)
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

Luz extragalática de fundo:
Wikipedia

Blazar:
Wikipedia

Telescópio Espacial Fermi:
NASA
Wikipedia

 
HUBBLE ENCONTRA MILHARES DE ENXAMES GLOBULARES ESPALHADOS ENTRE GALÁXIAS

Olhando através de 300 milhões de anos-luz para uma cidade monstruosa de galáxias, os astrónomos usaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA para fazer um censo abrangente de alguns dos seus membros mais pequenos: 22.426 enxames globulares encontrados até à data.

O levantamento, publicado na edição de 9 de novembro da revista The Astrophysical Journal, permitirá aos astrónomos usar o campo de enxames globulares para mapear a distribuição de matéria e matéria escura no enxame galáctico de Coma, que contém mais de 1000 galáxias.

Dado que os enxames globulares são muito mais pequenos que galáxias inteiras - e muito mais abundantes - são um muito melhor indício de como a estrutura do espaço é distorcida pela gravidade do enxame de Coma. De facto, o enxame de Coma é um dos primeiros lugares onde as anomalias gravitacionais observadas foram consideradas indicativas de uma grande quantidade de massa invisível no Universo - que depois seria chamada de "matéria escura".

Mosaico do gigantesco enxame de Coma, que tem mais de 1000 galáxias, localizado a 300 milhões de anos-luz da Terra. A incrível nitidez do Hubble foi usada para fazer um censo compreensivo dos mais pequenos membros do enxame: 22.426 enxames globulares.
Crédito: NASA, ESA, J. Mack (STScI) e J. Madrid (ATNF)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Entre os primeiros "lares" do Universo, os enxames globulares são "ilhas" em forma de globo de neve com várias centenas de milhares de estrelas antigas. São parte integrante do nascimento e crescimento de uma galáxia. Existem cerca de 150 na nossa Galáxia e, dado que contêm as estrelas mais antigas conhecidas do Universo, estavam presentes nos primeiros anos de formação da Via Láctea.

Alguns dos enxames globulares da Via Láctea são visíveis a olho nu como "estrelas" de aparência difusa. Mas, à distância do enxame de Coma, os seus enxames globulares aparecem como pontos de luz até mesmo para a visão supernítida do Hubble. O levantamento encontrou os enxames globulares espalhados no espaço entre as galáxias. Ficaram órfãos das suas galáxias hospedeiras devido a quasi-colisões galácticas no interior deste denso aglomerado de galáxias. O Hubble revelou que alguns dos enxames globulares alinham-se como padrões semelhantes a pontes. Esta é uma evidência reveladora de interações entre as galáxias, onde se puxam gravitacionalmente umas às outras.

O astrónomo Juan Madrid do ATNF (Australian Telescope National Facility) em Sydney, Austrália, pensou sobre a distribuição dos enxames globulares em Coma quando examinava imagens do Hubble que mostravam enxames globulares que se estendiam até à orla de qualquer fotografia de galáxias no aglomerado galáctico de Coma.

Ele estava ansioso por obter mais dados de um dos levantamentos do legado Hubble que foi projetado para recolher dados de todo o enxame de Coma, de nome "Coma Cluster Treasury Survey". No entanto, a meio do programa, em 2006, o poderoso instrumento ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble teve uma falha eletrónica (O ACS foi posteriormente reparado por astronautas durante uma missão de manutenção do Hubble em 2009).

Mosaico do gigantesco enxame de Coma, que tem mais de 1000 galáxias, localizado a 300 milhões de anos-luz da Terra. A incrível nitidez do Hubble foi usada para fazer um censo compreensivo dos mais pequenos membros do enxame: 22.426 enxames globulares (a verde).
Crédito: NASA, ESA, J. Mack (STScI) e J. Madrid (ATNF)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Para preencher as lacunas do levantamento, Madrid e a sua equipa obtiveram arduamente várias imagens do enxame galáctico, pelo Hubble, a partir de diferentes programas de observação do telescópio espacial. Estas são armazenadas no Arquivo Mikulski do STScI (Space Telescope Science Institute) para Telescópios Espaciais em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. Ele compôs um mosaico da região central do enxame, trabalhando com alunos do programa estudantil do NSF (National Science Foundation). "Este programa dá uma oportunidade aos alunos universitários, com pouca ou nenhuma experiência em astronomia, de ganhar experiência no campo," comenta Madrid.

A equipa desenvolveu algoritmos para filtrar as imagens do mosaico Coma que tivessem pelo menos 100.000 fontes potenciais. O programa usou a cor dos enxames globulares (dominados pelo brilho das estrelas vermelhas envelhecidas) e a forma esférica para eliminar objetos estranhos - principalmente galáxias de fundo não associadas com o enxame de Coma.

Embora o Hubble tenha excelentes detetores com sensibilidade e resolução inigualáveis, a sua principal desvantagem é que têm campos de visão minúsculos. "Um dos aspetos mais interessante da nossa investigação é que mostra a incrível ciência que será possível com o planeado WFIRST (Wide Field Infrared Survey Telescope) da NASA, que terá um campo de visão muito maior que o Hubble," comenta Madrid. "Seremos capazes de visualizar enxames galácticos inteiros de uma só vez."

Links:

Notícias relacionadas:
Hubblesite (comunicado de imprensa)
Artigo científico (The Astrophysical Journal)
Artigo científico (arXiv.org)
SPACE.com
ScienceDaily
PHYSORG

Enxame de Coma:
Wikipedia

Enxames globulares:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
SEDS
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Coma Cluster Treasury Survey:
Página oficial
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
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  OSIRIS-REx chega a Bennu (via NASA)
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Fada da Nebulosa da Águia
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAEquipa do Legado Hubble, (STScI/AURA)
 
As esculturas de poeira da Nebulosa da Águia estão a evaporar. À medida que a poderosa luz estelar reduz estas montanhas cósmicas, os magníficos pilares que restam dão asas à nossa imaginação mítica. Na imagem acima encontra-se um destes espetaculares pilares da Nebulosa da Águia que pode ser descrito como uma gigantesca fada alienígena. No entanto, esta fada tem 10 anos-luz de altura e espalha radiação muito mais quente que o comum fogo. A grande Nebulosa da Águia, M16, é na realidade uma concha gigante de gás e poeira, dentro da qual está a crescer uma cavidade cheia de espantosos berçários estelares, atualmente a formar um enxame aberto de estrelas. Este grande pilar, que está a aproximadamente 7000 anos-luz de distância, vai provavelmente evaporar-se daqui a mais ou menos 100.000 anos. A imagem, em cores reatribuídas cientificamente, foi divulgada em 2005 como parte da celebração dos 15 anos do lançamento do Telescópio Espacial Hubble.
 

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