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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Agora também com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1607  
  02/08 a 05/08/2019  
     
     
 
Astronomia no Verão
CCVAlg | CCVTavira

Atividades astronómicas planeadas para o mês de agosto:

06/08 - Tavira, a partir das 21:30, junto ao Forte do Rato (atividade realizada pelo CCVTavira)

07/08 - Praia de Faro, a partir das 10:00, observação do Sol no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)

09/08 - Praia de Faro, a partir das 10:00, observação do Sol no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)

09/08 - Tavira, a partir das 21:30, observação da Lua, na Praça da República (atividade realizada pelo CCVTAvira)

10/08 - Praia de Faro, a partir das 13:00, observação do Sol no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)

12/08 - Praia de Faro, a partir das 10:00, observação do Sol no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)

13/08 - Albufeira, a partir das 21:00, no Miradouro que fica na descida do Pau da Bandeira em direção à praia do Inatel, junto ao acesso do Restaurante Reis dos Mares (atividade realizada pelo CCVAlg)

14/08 - Tavira, a partir das 22:00, observação da Lua, na Praça da República (atividade realizada pelo CCVTAvira)

19/08 - Ria Formosa, a partir das 20:30, frente ao Centro de Educação Ambiental de Marim, astros e sons noturnos da Ria Formosa

20/08 - Carvoeiro, a partir das 21:30, junto ao Forte de Nossa Senhora da Encarnação (atividade realizada pelo CCVAlg)

22/08 - Castelo de Paderne, a partir das 20:30 (atividade realizada pelo CCVAlg)

27/08 - Tavira, a partir das 21:30, junto ao Forte do Rato (atividade realizada pelo CCVTavira)

(todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis; consulte cada uma das atividades para obter mais informações e para fazer a sua inscrição)

 
     
 
Efemérides

Dia 02/08: 214.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1934 nascia Valery Bykovsky, cosmonauta soviético que voou em três missões espaciais: Vostok 5Soyuz 22 e Soyuz 31.

Detém ainda o recorde de maior tempo passado no espaço, sozinho: cinco dias em órbita, a bordo da Vostok 5 em 1963.
Em 2005, "flyby" da Mercury MESSENGER pela Terra.
Observações: Ocultação de Europa, entre as 00:19 e as 02:56.
Eclipse de Europa, entre as 02:26 e as 05:06.
Aproveite estas noites sem Lua para telescopicamente os planetas Júpiter e Saturno. Júpiter encontra-se um pouco para cima da constelação de Escorpião (para cima e para a esquerda de Antares). Saturno está para a esquerda do "Bule de Chá" de Sagitário.

Dia 03/08: 215.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1596 era descoberta a primeira estrela variável, Mira, por David Fabricius.
Em 2004, lançamento da missão MESSENGER a Mercúrio, que orbitou o planeta entre 2011 e 2015.

Observações: Trânsito da sombra de Europa, entre as 20:37 e as 23:15.
A Ursa Maior apoia-se diagonalmente a noroeste após o lusco-fusco. A partir do seu ponto médio, olhe para a direita para encontrar a Estrela Polar (não muito brilhante) brilhando, como sempre, a norte. A Estrela Polar é a extremidade da "pega da frigideira" de Ursa Menor. As únicas outras partes da constelação, de brilho igualmente modesto, são as duas estrelas que formam a outra extremidade da frigideira. Nestas noites de agosto poderá encontrá-las para cima e para a esquerda da Polar (a cerca de punho e meio à distância do braço esticado). São chamadas as Guardiãs do Polo, pois circulam em torno da Polar ao longo da noite e ao longo do ano.

Dia 04/08: 216.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1805, nascia William Rowan Hamilton, físico, astrónomo e matemático irlandês que fez contribuições importantes para a mecânica clássica, ótica e álgebra. A sua maior contribuição é talvez a reformulação das mecânicas Newtonianas, agora chamadas mecânicas Hamiltonianas. Este trabalho foi fundamental para o estudo do eletromagnetismo e para o desenvolvimento da mecânica quântica.
Em 2007, a NASA lançava o módulo de aterragem Phoenix, cujo objetivo era procurar moléculas de água no pólo norte de Marte.

Observações: Trânsito de Io, entre as 04:36 e as 06:53.
Eclipse de Ganimedes, entre as 22:18 e as 01:14.
A Lua já começou novamente a sua transição de fase Nova para Cheia. Tem conseguido observar o nosso satélite, baixo a oeste ao lusco-fusco? A cada noite vai ficar mais alta no céu e sua face visível vai crescendo.
Vega passa perto do zénite pouco antes da meia-noite. Consegue determinar a hora exata? Deneb passa o mais perto do zénite quase exatamente duas horas depois de Vega.

Dia 05/08: 217.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1864, Giovanni Donati faz as primeiras observações espectroscópicas de um cometa (Tempel, 1864 II).

Vê o que é agora conhecido como as bandas Swan (3 delas), devido ao carbono molecular (C2). 
Em 1930 nascia Neil Armstrong, o primeiro ser humano na Lua.
Em 1969, a sonda americana Mariner 7 passa por Marte a 3524 km, enviando de volta 125 imagens. 
Em 1973, é lançada a sonda soviética Mars 6. A 12 de março de 1974, a Mars 6 aterra suavemente em Marte a 24º S, 25º O. Enviou dados atmosféricos durante a descida. 
Em 2000, é capturada a quebra do cometa Linear 1999/S4pelo Telescópio Espacial Hubble.
Em 2011, era lançada a missão Juno, com destino Júpiter. Chegou ao gigante gasoso em julho de 2016.
Observações: Ocultação de Io, entre as 01:43 e as 04:00.
A Lua continua a sua viagem pelo céu noturno. Observou-a ontem? Consegue discernir que o seu Crescente está maior?
Trânsito de Io, entre as 23:03 e as 01:20 (já de dia 6).

 
     
 
Curiosidades


O nome da sonda Rosetta deriva da famosa Pedra de Roseta que levou à decifração dos hieroglifos egípcios há quase 200 anos atrás. O "lander" Philae tem o nome da ilha no rio Nilo no qual foi descoberto um obelisco que tinha uma inscrição bilingue, que permitiu com que a decifração dos hieroglifos da Pedra da Roseta fosse refinada.

 
 
   
Novo exoplaneta é o mais pequeno a ser medido com precisão
 
Impressão de artista do telescópio espacial Kepler da NASA, que obteve dados que os cientistas usaram para descobrir um novo pequeno exoplaneta numa estranha configuração.
Crédito: NASA
 

Os terráqueos há muito que sonham com planetas distantes, mas só recentemente os cientistas conseguiram identificar milhares de novos exoplanetas - e aprender cada vez mais sobre o seu aspeto.

O mais recente: um novo exoplaneta descoberto pelo telescópio espacial Kepler da NASA na direção da constelação de Caranguejo. Graças a um momento oportuno e ao estranho padrão orbital do planeta, os cientistas da Universidade de Chicago conseguiram calcular a sua massa com mais precisão do que qualquer outro planeta tão pequeno até hoje.

"Foi totalmente inesperado - a princípio pensámos que havia algo errado com os dados, mas quando olhámos com cuidado, ficou superclaro," disse o estudante Aaron Hamann, primeiro autor do artigo. "Existem dois planetas a orbitar esta estrela, e estão a agir fortemente um sob o outro, o que nos permite calcular as suas massas com uma precisão recorde."

Lançada em março de 2009, a missão Kepler foi construída especificamente para procurar exoplanetas - planetas que orbitam estrelas em sistemas distantes, alguns dos quais podem abrigar vida. Os cientistas vasculham os seus dados, procurando anomalias em torno de estrelas distantes que possam indicar planetas. Esta foi a missão de um grupo de cientistas da Universidade de Chicago que trabalha o professor Daniel Fabrycky, um caçador de exoplanetas estranhos - entre outros, ele pesou planetas em sistemas complexos contendo cinco a sete planetas e determinou as interações gravitacionais de quatro planetas trancados numa órbita mais íntima do que em qualquer outro sistema.

Os planetas distantes são demasiado pequenos para serem vistos com telescópios, de modo que o método principal que os caçadores de exoplanetas usam para os encontrar é notando uma pequena diminuição na luz de uma estrela à medida que um planeta passa à sua frente. Quando o Kepler olhou pela primeira vez para a estrela fria de nome K2-146, localizada a cerca de 258 anos-luz de distância, os cientistas viram um planeta que fazia um padrão de escurecimento irregular. Mas, analisando os dados da segunda e terceira passagens do Kepler, anos depois, a equipa confirmou que a irregularidade era provocada por um segundo planeta.

Este segundo exoplaneta, mais pequeno, puxa a órbita do primeiro planeta. À medida que os dois exoplanetas passam um pelo outro, aceleram um pouco: "Um mini-efeito de fisga," salientou Hamann. (Há um paralelo no nosso próprio Sistema Solar. Neptuno foi descoberto da mesma maneira, disse Fabrycky: os cientistas notaram que Úrano orbitava de forma estranha e inferiram que um novo planeta era o responsável - levando à descoberta direta de Neptuno.)

Mas os planetas de K2-146 são extremos entre os exoplanetas conhecidos, disseram os cientistas. Ambos os planetas completam uma órbita em torno da estrela em questão de dias: 3,99 dias para o maior, 2,66 para o mais pequeno, em média. "Como têm períodos orbitais curtos e os efeitos gravitacionais são fortes, a órbita muda drasticamente à medida que a observamos," explicou Fabrycky.

 
Renderização das órbitas dos dois planetas em torno da estrela denominada K2-146.
Crédito: Daniel Fabrycky
 

"Para se ter uma ideia, o nosso ano tem sempre 365 dias, mas estes planetas terão anos significativamente mais curtos ou mais longos," explicou Hamann. "Seria como se o seu aniversário chegasse por vezes um mês antes ou depois da data correta."

Eles não tinham visto o segundo planeta claramente na primeira passagem, dado que não estava em frente da estrela no momento certo, mas na segunda e na terceira passagem, a dança dos dois planetas fê-los mudar de tal modo que ambos ficaram claramente visíveis.

A professora assistente Leslie Rogers, especialista em descodificar a composição dos exoplanetas, ajudou-os a supor que os planetas podem ter um núcleo rochoso com uma atmosfera substancial de gás, suficientemente espessa para bloquear a luz solar. Normalmente, planetas tão próximos das suas estrelas teriam a sua atmosfera removida por fotões. (Nenhum dos planetas é habitável, disseram os cientistas: as temperaturas provavelmente rondam os 300º C).

Ajudando ainda mais à boa sorte dos cientistas, o Kepler estava a olhar para o sistema em pontos-chave durante os trânsitos. "Nós apanhámo-lo no momento perfeito, para que pudéssemos medi-lo com uma precisão de 3%, mesmo tendo-o observado por um período relativamente curto de tempo," disse Hamann.

"Nós precisamos da massa de um planeta para compreender a sua gravidade, de modo que com um valor muito preciso da massa ajuda-nos a interpretar como deverá ser a atmosfera," disse o coautor Benjamin Montet, também da Universidade de Chicago.

Os cientistas disseram que a descoberta tem implicações sobre como direcionar buscas por futuros exoplanetas, como a missão TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, atualmente em órbita.

"Esta é uma boa lembrança de que, especialmente no decorrer da missão do TESS, voltarmos ao sistema dois anos depois, podemos aprender bastante," comentou Fabrycky. "Existem muitos outros planetas escondidos desta maneira."

// Universidade de Chicago (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

K2-146:
Simbad
K2-146b (NASA)
K2-146b (Wikipedia)
K2-146b (Exoplanet.eu)

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
K2 (NASA)
Arquivo de dados do Kepler
Arquivo de dados da missão K2

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Wikipedia

 
   
Astrónomos encontram sistema exoplanetário próximo com um mundo habitável
 
Impressão de artista do sistema exoplanetário de GJ 357, com GJ 357d no plano da frente, a apenas 31 anos-luz de distância.
Crédito: Jack Madden/Universidade de Cornell
 

Uma equipa de astrónomos, liderada por investigadores do Instituto de Astrofísica das Canárias, descobriu três novos planetas em órbita de uma estrela, um dos quais pode ter condições favoráveis à vida. A descoberta foi possível com dados do satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA e com dados de vários observatórios terrestres, entre eles o Observatório Espanhol Calar Alto com o seu instrumento CARMENES. Os resultados foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics.

Os planetas recém-descobertos orbitam uma estrela chamada GJ 357, uma anã vermelha com aproximadamente um-terço da massa e tamanho do Sol, e cerca de 40% mais fria. Este sistema está a 31 anos-luz de distância na direção da constelação de Hidra. A descoberta começou quando o TESS da NASA detetou a presença de um exoplaneta em trânsito, ou seja, um planeta fora do nosso Sistema Solar que corta brevemente alguma da luz da sua estrela quando passa à sua frente durante cada órbita.

Um grupo internacional de cientistas, liderado por investigadores do Instituto de Astrofísica das Canárias, usou dados obtidos por vários observatórios terrestres para confirmar a presença do planeta e, durante este processo, descobriram dois planetas adicionais. "Até certo ponto, as evidências destes planetas estavam escondidas nas medições feitas em vários observatórios durante muitos anos," explicou Rafael Luque, estudante de doutoramento, autor principal do artigo. "Nós precisávamos que o TESS indicasse uma estrela interessante para os poder descobrir."

 
Este diagrama mostra a orgem do sistema GJ 357. O planeta d orbita dentro da chamada zona habitável da estrela, a região orbital onde a água líquida pode existir à superfície de um planeta rochoso. Se tiver uma atmosfera densa, que estudos futuros vão determinar, GJ 357 d poderá ser quente o suficiente para permitir a presença de água líquida.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Chris Smith
 

Dos três planetas descobertos, GJ 357d, o mais distante da estrela, é particularmente interessante para os cientistas. O planeta orbita a estrela a cada 55,7 dias a uma distância mais ou menos equivalente a 20% da distância entre a Terra e o Sol, e tem uma massa pelo menos 6,1 vezes a massa do nosso planeta. Embora a sua composição e tamanho ainda não sejam conhecidos, um planeta rochoso com esta massa medirá entre uma e duas vezes o tamanho da Terra.

"GJ 357d está situado na orla externa da zona habitável da sua estrela, onde recebe quase a mesma quantidade de energia estelar que Marte recebe do Sol," explica a coautora Diana Kossakowski, do Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, Alemanha. Sem uma atmosfera, a temperatura média à sua superfície seria de -53º C, o que significa que será mais glacial do que habitável.

Um artigo complementar liderado por cientistas do Instituto Carl Sagan da Universidade de Cornell, que também inclui investigadores do IAC, analisa em detalhe as condições de habitabilidade do planeta. De acordo com Lisa Kaltenegger, a primeira autora do artigo, "se GJ 357d tiver uma atmosfera densa, rica em dióxido de carbono, poderá reter calor suficiente para aquecer o planeta e permitir a existência de água líquida à sua superfície. Além disso, poderíamos detetar biomarcadores na sua atmosfera com a próxima geração de telescópios no espaço e no solo, como o JWST e o E-ELT, ambos em construção."

Outros mundos singulares

Os trânsitos observados com o TESS e que deram origem à descoberta deste sistema planetário, são devidos a GJ 357b, um planeta 22% maior do que a Terra. Orbita a sua estrela onze vezes mais perto do que Mercúrio orbita o Sol e tem uma temperatura de superfície perto dos 245º C. "GJ 357b é o que chamamos de 'Terra quente', explicou Enric Pallé, astrofísico do IAC e coautor do artigo, supervisor da tese de doutoramento de Luque, "portanto, embora não possa ter vida, devemos notar que é o terceiro exoplaneta em trânsito mais próximo conhecido até agora, e um dos melhores planetas rochosos que temos para medir a composição de qualquer atmosfera que possa possuir."

 
Simulação do exoplaneta do tipo "Terra quente" GJ 357b.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Chris Smith
 

O planeta GJ 357c tem uma massa de pelo menos 3,4 vezes a da Terra, orbita a estrela a cada 9,1 dias a uma distância um pouco mais que o dobro de GJ 357b e tem uma temperatura superficial estimada que ronda os 127º C. O satélite TESS não observou trânsitos deste planeta, o que sugere que a sua órbita se encontra inclinada pelo menos 1º em relação ao planeta "Terra quente", de modo que nunca passa em frente da estrela a partir da nossa perspetiva.

Para confirmar a presença de GJ 357b e para descobrir os seus vizinhos exoplanetários, Luque e colaboradores usaram medições prévias da velocidade radial da estrela, o seu movimento ao longo da nossa linha de visão. Um planeta em órbita produz um puxão gravitacional na sua estrela, o que dá origem a um pequeno movimento, que os astrónomos podem detetar usando pequenas mudanças no espectro da estrela.

A equipa examinou dados do ESO e do Observatório de Las Campanas, ambos no Chile, do Observatório W.M. Keck no Hawaii, e do Observatório Calar Alto, na Espanha, entre outros.

// Instituto de Astrofísica das Canárias (comunicado de imprensa)
// Universidade de Cornell (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico #1 (Astronomy & Astrophysics)
// Artigo científico #1 (arXiv.org)
// Artigo científico #2 (arXiv.org)
// TESS ajuda a revelar vários planetas, incluindo um mundo que promete (NASA Goddard via YouTube)

 


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GJ 357:
Simbad
GJ 357b (Exoplanet.eu)
GJ 357c (Exoplanet.eu)
GJ 357d (Exoplanet.eu)

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Anãs vermelhas:
Wikipedia

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Wikipedia

Observatório Calar Alto:
Página principal
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

E-ELT (European Extremely Large Telescope):
ESO
ESO - 2
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

 
   
TESS da NASA marca "hat trick" com 3 novos mundos

O mais recente caçador de planetas da NASA, TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), descobriu três novos mundos - um ligeiramente maior que a Terra e dois de um tipo não encontrado no nosso Sistema Solar - em órbita de uma estrela próxima. Os planetas encaixam numa lacuna observada na classificação exoplanetária dos tamanhos conhecidos e prometem estar entre os alvos mais curiosos para estudos futuros.

TOI (TESS Object of Interest) 270 é uma estrela fraca e fria, mais comummente identificada pelo seu nome de catálogo: UCAC4 191-004642. A anã do tipo M é aproximadamente 40% mais pequena do que o Sol em tamanho e massa e tem uma temperatura de superfície cerca de um-terço inferior à do Sol. O sistema planetário está a cerca de 73 anos-luz de distância na direção da constelação de Pintor.

 
Este gráfico ilustra as principais características do sistema TOI 270, localizado a cerca de 73 anos-luz de distância na direção da constelação do hemisfério sul de Pintor. Os três planetas conhecidos foram descobertos pelo TESS da NASA através das quedas periódicas na luz estelar provocadas por cada mundo em órbita. As inserções mostram informações sobre os planetas, incluindo os seus tamanhos relativos e como se comparam com a Terra. As temperaturas mostradas para os planetas do sistema TOI 270 são temperaturas de equilíbrio, calculadas sem os efeitos de aquecimento de quaisquer possíveis atmosferas.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Scott Wiessinger
 

"Este sistema é exatamente aquilo que o TESS pretende encontrar - planetas pequenos e temperados que passam ou transitam em frente a uma estrela hospedeira inativa, sem atividade estelar excessiva como proeminências," comenta o investigador Maximilian Günther do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Cambridge, EUA. "Esta estrela é calma e está muito perto de nós e é, portanto, muito mais brilhante do que as estrelas hospedeiras de sistemas comparáveis. Com observações de acompanhamento, em breve poderemos determinar a composição destes mundos, estabelecer a presença de atmosferas, que gases contêm e muito mais."

O artigo que descreve o sistema foi publicado na revista Nature Astronomy e está disponível online.

O planeta mais interior, TOI 270 b, é provavelmente um mundo rochoso aproximadamente 25% maior do que a Terra. Orbita a estrela a cada 3,4 dias a uma distância cerca de 13 vezes mais pequena que a distância que separa Mercúrio do Sol. Com base em estudos estatísticos de exoplanetas conhecidos de tamanho similar, a equipa científica estima que TOI 270 b tenha uma massa cerca de 1,9 vezes maior que a da Terra.

Devido à sua proximidade com a estrela, o planeta b é um mundo escaldante. A sua temperatura de equilíbrio - isto é, a temperatura baseada apenas na energia que recebe da estrela, que ignora os efeitos adicionais de aquecimento de uma possível atmosfera - ronda os 254º C.

Os outros dois planetas, TOI 270 c e d têm, respetivamente, 2,4 e 2,1 vezes o tamanho da Terra e orbitam a estrela a cada 5,7 e 11,4 dias. Embora com apenas cerca de metade do seu tamanho, ambos podem ser semelhantes ao planeta Neptuno do nosso Sistema Solar, com composições dominadas por gases em vez de rocha, e provavelmente têm aproximadamente 5 e 7 vezes a massa da Terra, respetivamente.

 
Compare e contraste os mundos do sistema de TOI 270 com estas ilustrações de cada planeta. As temperaturas mostradas para os planetas do sistema TOI 270 são temperaturas de equilíbrio, calculadas sem os efeitos de aquecimento de quaisquer possíveis atmosferas.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA
 

É provável que todos os planetas tenham bloqueio de marés em relação à estrela, o que significa que giram uma vez no seu próprio eixo a cada órbita e mantêm o mesmo lado voltado para a estrela a todos os momentos, tal como a Lua o faz em órbita da Terra.

Os planetas c e d podem ser melhor descritos como mini-Neptunos, um tipo de planeta não existente no nosso próprio Sistema Solar. Os investigadores esperam que uma maior exploração de TOI 270 possa ajudar a explicar como dois destes dois mini-Neptunos se formaram ao lado de um mundo quase do tamanho da Terra.

"Um aspeto interessante deste sistema é que os seus planetas caem numa lacuna bem estabelecida na classificação planetária em termos de tamanho," diz o coautor Fran Pozuelos, investigador pós-doutorado da Universidade de Liège, Bélgica. "É invulgar que os planetas tenham tamanhos entre 1,5 e duas vezes o da Terra por razões provavelmente relacionadas com o modo como os planetas se formam, mas este ainda é um tópico altamente controverso. TOI 270 é um excelente laboratório para estudar as margens dessa lacuna e ajudar-nos-á a entender melhor como os sistemas planetários se formam e evoluem."

 
O sistema de TOI 270 é tão compacto que as órbitas de Júpiter e das suas luas, no nosso próprio Sistema Solar, fornecem a comparação mais razoável, como ilustrado na imagem.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA
 

A equipa de Günther está particularmente interessada no planeta mais exterior, TOI 270 d. A equipa estima que a temperatura de equilíbrio do planeta ronde os 66º C. Isso torna-o o mundo mais temperado do sistema - e, como tal, uma raridade entre os planetas de trânsito conhecidos.

"TOI 270 está perfeitamente situada no céu para estudar as atmosferas dos seus planetas exteriores com o futuro Telescópio Espacial James Webb da NASA," disse Adina Feinstein, aluna de doutoramento da Universidade de Chicago. "Será observável pelo Webb durante mais de meio ano, o que poderá permitir estudos de comparação realmente interessantes entre as atmosferas de TOI 270 c e d."

A equipa espera que mais pesquisas revelem planetas adicionais além dos três agora conhecidos. Se o planeta d tiver um núcleo rochoso coberto por uma atmosfera espessa, a sua superfície será demasiado quente para a presença de água líquida, considerada um requisito fundamental para um mundo potencialmente habitável. Mas os estudos posteriores poderão descobrir planetas rochosos adicionais a distâncias ligeiramente maiores da estrela, onde temperaturas mais baixas podem permitir que a água líquida se acumule nas suas superfícies.

// NASA (comunicado de imprensa)
// MIT News (comunicado de imprensa)
// UC Riverside (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


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TOI 270:
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TOI 270 b (Exoplanet.eu)
TOI 270 c (Exoplanet.eu)
TOI 270 d (Exoplanet.eu)

Exoplanetas:
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Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
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TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
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Álbum de fotografias - Elementos no Rescaldo de Uma Supernova
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA/CXC/SAO
 
As estrelas massivas passam as suas breves vidas queimando furiosamente combustível nuclear. Através da fusão a temperaturas e densidades extremas em torno do núcleo estelar, os núcleos de elementos leves como hidrogénio e hélio são combinados em elementos mais pesados como carbono, oxigénio, etc., numa progressão que termina com o ferro. Assim, uma explosão de supernova, o fim inevitável e espetacular de uma estrela massiva, lança para o espaço detritos enriquecidos em elementos mais pesados que serão incorporados noutras estrelas e planetas (e pessoas). Esta detalhada imagem a cores falsas, em raios-X, obtida pelo Observatório Chandra, mostra uma nuvem de detritos estelares quente e em expansão com cerca de 36 anos-luz de diâmetro. Catalogado como G292.0+1.8, este jovem remanescente de supernova fica a cerca de 20.000 anos-luz de distância na direção da constelação de Centauro. A luz da explosão da supernova inicial chegou à Terra há cerca de 1600 anos. As cores azuladas destacam filamentos extremamente quentes e excecionalmente ricos em oxigénio, néon e magnésio. Esta supernova enriquecedora também produziu um pulsar no seu rescaldo, uma estrela de neutrões giratória, remanescente do núcleo estelar colapsado. A impressionante imagem foi lançada como parte da celebração do 20.º aniversário do Observatório de raios-X Chandra.
 
   
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